quarta-feira, 29 de maio de 2013

 A nutricionista Julia Taylor, 53, afirma ser alérgica a tecnologia; por causa disso, mudou de cidade
A nutricionista Julia Taylor, 53, afirma ser alérgica a tecnologia; por causa disso, mudou de cidade

A nutricionista britânica Julia Taylor, 53, afirma ser alérgica a tecnologia. Segundo ela, o problema a fez pensar que estava ficando louca. "Os médicos não conseguiam descobrir o que estava errado comigo [...]. Uma bateria de testes mostrou que eu estava saudável, mas parecia que minha cabeça ia explodir. Eu não conseguia dormir direito porque estava sempre cansada e cheguei a ficar acordada por quatro noites seguidas. Me sentia em um pesadelo", relatou ao "Daily Mail".
Julia acredita que seu problema – que a deixava como um "zumbi" – tem como origem a EHS (sigla em inglês para hipersensibilidade a eletrônicos).

Em documento divulgado em 2005, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a EHS é
caracterizada por uma variedade de sintomas não específicos associados à exposição a diversas fontes de campos eletromagnéticos -- como telas de TVs e celulares. Entre os indícios estão vermelhidão, formigamento, sensação de queimação, fadiga, cansaço, dificuldade de concentração, tontura, náusea, distúrbios digestivos e taquicardia.

"Essa compilação de sintomas não é parte de qualquer síndrome reconhecida", afirma a OMS, que classifica 10% dos casos reportados de EHS como "severos". Os casos têm mais incidência na Suécia, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Áustria e França. A Suécia classifica o problema como uma limitação funcional, mas no Reino Unido a Agência de Proteção à Saúde afirma não haver evidências científicas que associem problemas de saúde a eletrônicos.

Julia afirma que o problema começou em 2008, quando a cidade onde morava (Glastonbury), adotou uma tecnologia de internet sem fio chamada WiMax. "Eu estava bem antes disso. Depois, eu me sentia bem quando estava longe de casa. Assim que eu voltava, minha cabeça voltada a doer. Eu não suportava", relatou.

Para fugir do problema, ela se mudou com a família para East Devon, um lugar caracterizado por uma população idosa, onde o uso de tecnologia é muito menor. Julia ainda tem dores de cabeça, mas muito menos do que antes – por isso, considera que sua vida melhorou.
 
Outros casos

Histórias como a de Julia vêm se tornando cada vez mais comuns. Nos Estados Unidos, uma cidade chamada Green Bank (Virgínia) já serve como abrigo para aqueles que dizem ser alérgicos a radiação eletromagnética emitida por esses eletrônicos.

Em outro relato feito pelo "Daily Mail", o ex-técnico de informática Phil Inkly se disse forçado a mudar para um local isolado por causa dessa mesma alergia. Segundo ele, que vive em um trailer numa região isolada da Inglaterra, o problema tornou impossível suportar a vida moderna.

Fonte: UOL
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