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sexta-feira, 9 de outubro de 2015



Está se tornando cada vez mais comum, notícias sobre cyber espionagem de cunho tendencioso, que acabam por amedrontar quem as lê! Como o caso mais recente "informado" por Edward Snowden, onde ele afirma que a Inteligência Britânica pode acessar qualquer smartphone que eles quiserem, com um conjunto de ferramentas conhecidas como Smurfs. Porém, é fato que para que uma invasão ocorra em um Smartphone(Android, iOS ou Windows phone), é necessário a permissão do usuário, pois estes sistemas funcionam como uma caixa forte, que apenas aquilo que o usuário permitir, poderá ser instalado ou baixado na memória do sistema, totalmente diferente de sistemas operacionais desktop como o Windows.

Em dispositivos com sistema Android, torná-lo Root(Super Usuário) poderá ser tornar brecha para que um malware disfarçado de um aplicativo na Google Play Store ou instalado de fontes desconhecidas(quando a função estiver ativada), tome controle do dispositivo e roube informações contidas no aparelho, ou então sequestrá-lo e exigir quantias para liberá-lo (sem garantia de que ocorra). Mas sempre, levando em consideração que isso só poderá ocorrer, se o usuário permitir, ou seja, se o usuário instalar o apk desconhecido ou uma aplicação de cunho duvidoso na Google Play Store.

Em dispositivos iOS, todo o processo de invasão por parte de um malware, ocorre quando se é feito o Jailbreak (equivalente ao super usuário), que permite que o malware tome controle do dispositivo, até mesmo permitindo que outros malwares adentrem o dispositivo. Mas a infecção(ou tentativa), poderá ocorrer também através da conexão do aparelho com um computador infectado. Diferente da Google Play Store, a iTunes, mantem uma rígida segurança em sua loja de aplicativos, para evitar que malwares a utilizem para se propagar, sendo apenas possível infectar um Iphone se ele tiver passado pelo Jailbreak.

Enquanto que no Windows phone, pelo seu código ser fechado, e suas aplicações executarem em Caixa de Areia, mesmo que o usuário acabe por baixar um malware, este não terá acesso as demais funções do sistema, e ficará isolado dentro do Navegador. Até mesmo não é possível acessar alguns arquivos baixados pelo navegador, se estes não forem exportados para a memória do dispositivo. E ainda é difícil achar um método de Jailbreak para dispositivos com o sistema, sem que estes métodos não prejudiquem o funcionamento do dispositivo. Além da dificuldade já apontada pela empresa Magnet Forensics de Hackear o sistema Windows Phone.

Vulnerabilidades

Lembre-se, nenhum sistema criado pelo homem é seguro, e podem possuir vulnerabilidades que poderão possibilitar uma invasão. Com frequência, portais de notícias sobre o mundo da tecnologia apresentam informações sobre as pesquisas que foram feitas em ambos os sistemas operacionais móveis, e algumas, de cunho tendencioso para atrair o público, não explicando totalmente como funciona a vulnerabilidade que foi encontrada. Porém, em sua maioria, são vulnerabilidades que necessitam da posse do dispositivo para que sejam exploradas, sendo assim, a gravidade delas são totalmente nulas, se você não perder seu dispositivo ou ter alguém por perto com conhecimento suficiente para explorá-las. 

Alguns exemplos de vulnerabilidades encontradas no Android:



Alguns exemplos no iOS:


Assim que são encontradas por especialistas, são notificadas as empresas que administram os sistemas, e após um prazo estipulado, são divulgadas em portais de tecnologia. Mas nem sempre o tempo de resposta para as correções, é suficiente para poderem liberarem uma atualização que permita a correção da vulnerabilidade. 

É claro, nenhum destes sistemas estão livres do surgimento de outras vulnerabilidades que explorem a possibilidade de não precisarem de permissões do usuário para obterem acesso ao sistema, ou então, que precisem que o sistema do dispositivo esteja com o super usuário ativado.

Medidas de Prevenção

Já é tão comum encontrar milhares de artigos na internet recomendando milhares de medidas, até mesmo absurdas, para se evitar que o smartphone sofra uma invasão, que chega a ser hilário! Porém, destaco que apenas 3 Medidas são suficientes, e devem ser adotadas pelo usuário para manter sua segurança.

  • Não fazer Root/Jailbreak em seu dispositivo, e muito menos permitir a instalação de aplicações de fontes desconhecidas.
  • Não permitir que qualquer pessoa tenha posse de seu Dispositivo
  • Sempre, manter o sistema do seu dispositivo atualizado, pois geralmente as atualizações já possuem uma correção para possíveis vulnerabilidades.
  • Verificar permissões que aplicativos solicitam.

É isso! Qualquer dúvida, utilize o grupo do facebook e o telegram da Brutal Security, pois tem uma galera animada e pronta pra ajudar!

"Hackear é uma arte."


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Olá leitores!

Quem participa com uma certa frequência do grupo do facebook ou do telegram da Brutal Security já deve ter visto (ou pedido) para termos algumas atividades práticas, que focamos muito em base e teoria, e acabamos não dando muita atenção a quem quer aprender "de verdade", na prática.

Então vamos ver!



Vamos realizar diversas atividades práticas, com crackmes, hackmes, labs, CTFs, e etc, e o telegram vai ser o ponto principal disso. No grupo vamos discutir as técnicas, ferramentas, objetivos e desafios. Será exatamente como um grupo de estudos, aberto a todos, voltado a discussão de tudo, principalmente os desafios.

Para incentivar mais ainda o pessoal, vamos tentar manter um Ranking com uma pontuação de acordo com os resultados e conclusões dos desafios.

Ficou interessado em participar? Acompanhe sempre o grupo do facebook e o telegram para informações dos desafios, resoluções, duvidas, dicas, etc.

Este primeiro desafio vou postar aqui porque ja notei de cara que ate mesmo a instalação e configuração básica da vm é um desafio a parte :)

O desafio que vamos tentar resolver se chama Lord of The Root, semelhanças e referencias nao são meras coincidências. Você pode obter o desafio aqui! A única informação que o criador dos desafios nos passa é que ele é muito parecido com o lab da certificação OSCP.

Se você usa Virtualbox certamente vai ter problemas, ja que a vm foi exportada do VMware. Para conseguir rodar ela de boa no virtualbox você vai precisar de uma ferramenta da própria da vmware chamada Ovftool para converter o formato. Esta ferramenta pode ser obtida no site da vmware.

O comando é bem simples, baixe e instale, vá até a pasta onde ele foi instalado e execute o seguinte comando:


./ovftool /Volumes/Externo/ISO/VM/LordOfTheRoot_1.0.1.ova /Volumes/Externo/ISO/VM/LordOfTheRoot_1.0.1.ovf
Basicamente só mudar o .ova no final para .ovf.

Após isso temos outros detalhes, o primeiro deles é remover o arquivo .mf (manifest). Se não remover o virtualbox vai acusar problemas.

Próximo passo é fazer algumas alterações no arquivo .ovf. Tentei aqui abrir com diversos editores e todos deram problema, menos o grandioso vim, então engole e aprende a usar isso! :)

Abrindo o arquivo, precisamos modificar a linha que tem a string "vmware.sata.ahci" por "AHCI", e mudar todas as ocorrências das palavras "ElementName" por "Caption". Para facilitar e agilizar vou deixar aqui o comando do vim pra resolver isso:

:%s/foo/bar/g
Onde "foo" é a palavra para buscar e "bar" é a palavra que vai substituir quando encontrar.

Agora que você tem a vm rodando, vamos ao desafio! Aguardo você no grupo e no telegram! :)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Muitas pessoas vem me perguntar por onde começam a estudar segurança da informação. Segue ai minha humilde opinião de por onde começar.



Primeiramente, você deve saber que existem 4 tipos de hackers:

Black Hat: Conhecido também como cracker, é o que rouba e vaza informações, aplica fraudes financeiras com cartões de crédito, e outras atividades ilegais. É extremamente difícil e demorado chegar nesse nível. Pode ser difícil para um destes conseguir um emprego por causa de suas atividades ilegais, e certamente uma hora será pego, o que vai resultar em alguns anos de cadeia.

Gray Hat: Ficam entre os Blacks e os Whites. São os caras que normalmente tem segurança como um hobbie, atacam os outros como pegadinhas, as vezes até nem sabendo que estão cometendo algo ilegal. Podendo pender para os dois lados, os Gray hats podem te ajudar num momento com um malware e no seguinte te infectar com um malware próprio. Gray hats tendem a acabar presos por isso ou trabalhando com qualquer outra coisa aleatória.

White Hat: White hats são os caras que se dedicam completamente a lutar contra malwares e atacantes, e ajudar outras pessoas com suas habilidades. É o cara que todos confiam para defender ou resolver um problema. Provavelmente vão terminar como programadores bem pagos, analistas/consultores de segurança ou algo parecido.

Lammer: O que não se encaixa em nenhum dos outros grupos. O cara que acha que vai mudar o mundo ou o governo derrubando e fazendo defacement em sites. Conhece apenas técnicas de DoS/DDoS, SQL Injection e mais alguns detalhes, e não se preocupa em evoluir mais que isso.


Então, por onde começar?

Você precisa saber estas questões antes de começar sua carreira como hacker. São como requisitos para poder iniciar e se dar bem na área. Agora que você conhece os tipos, vamos ver alguns tópicos que você pode exercer como hacker:


Website Hacking: Pelo nome da para imaginar o que é, mas se não pegou, se trata de hackear sites. Nada de DDoS ou SQL Injection, muito mais do que isso. Aqui você vai usar suas habilidades para analisar as aplicações web, encontrar vulnerabilidades e criar exploits para elas. Praticamente todas as maiores notícias de hacking tem a ver com alguma aplicação web ou banco de dados por trás da aplicação que foi comprometido. No momento que você estiver familiarizado com o assunto vai se apavorar com a facilidade e frenquência que irá encontrar essas falhas. Mas para isso vai levar muito tempo e esforço. Para alcançar este ponto você vai precisar conhecer as linguagens mais usadas nestas aplicações, por exemplo PHP, HTML, JavaScript, SQL, ASP, ASP.NET e Perl. Recomendo começar por Javascript, SQL e PHP, já que boa parte dos sites giram em torno disso.

Pentest e forense: Pentest e forense pode trazer grandes quantidades de dinheiro. É o cara que a empresa chama quando ocorre alguma falha grave ou até mesmo já foi comprometida. São experts em sistemas operacionais, redes, exploração de falhas e identificação de vulnerabilidades. Sem dúvida vai levar MUITO tempo para chegar neste nível já que tem que dominar de tudo um pouco. É necessário saber como cada sistema funciona internamente, quais exploits e vulnerabilidades existem, como elas ocorrem, roteamento, redes, criptografia, conhecimento em malware e por ai vai numa lista quase infinita.

Exploração de códigos e softwares: Raras pessoas dominam isto. Primeiramente você precisa ser um mestre em programação. Você precisa escrever um código tão bem quanto escreve um texto no seu idioma nativo. Obviamente alcançar isto leva tempo, por isso antes de tentar algo na área você precisa ser paciente e perseverante. Todas as grandes empresas que desenvolvem softwares, como por exemplo, Symantec, Google, Microsoft, Adobe, Oracle, etc, tem uma equipe para realizar estes testes e ataques, mas infelizmente é humanamente impossível prever todas as falhas e possibilidades, por isso que bugs e vulnerabilidades ainda existem. Para ir para este lado você precisa conhecer linguagens como C/C++, Java, Assembly, etc.

Segurança em geral: Os famosos times de Security Operation Center (SOC). Se parecem em diversos aspectos com os outros acima, tendo que saber um pouco de cada coisa, desde identificar um comportamento incorreto passando pela rede, falhas em regras de firewall até analisar em baixo nível malwares. Novamente, empresas grandes voltadas a segurança como Symantec, Kaspersky, Avira e outras, tem um ou mais times destes. Normalmente cada elemento do time é expert em alguma sub-área.



Com isso acredito que já da para ter uma noção de para onde deseja ir e quais seus objetivos. A partir daí já é possível traçar uma linha de estudo para alcançar um objetivo em específico.

Acho que não preciso comentar que se afobar e tentar reproduzir tutoriais sem a mínima base teórica só vai atrapalhar. Teoria em primeiro lugar, saiba o que está fazendo. Como já comentei neste e em outros textos, não é uma coisa fácil e não é para qualquer um. Se não se enquadra nisso acho já ir pesquisando outras áreas e mudar em quanto tem tempo.

Agora se for me perguntar por onde começar a estudar tenha pelo menos lido este texto :)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O casal americano de pesquisadores de segurança Run Sandvik e Michael Auge publicou um vídeo online para mostrar como eles conseguiram hackear o sistema do fuzil inteligente Tracking Point TP750, utilizado por atiradores de elite. No vídeo, eles demonstram como acessar o servidor e recalcular o alvo antes do disparo.


O fuzil, que é comercializado nos Estados Unidos por 13 000 dólares, permite configurar o alvo em um computador de bordo online, que funciona por meio de dispositivos móveis Android ou equipamentos com Wi-Fi. Além disso, o modelo TP750 da Tracking Point consegue mirar o objeto de disparo a uma distância de até 900 metros.



A fim de testar o sistema de segurança dos computadores de bordo dos equipamentos da Tracking Point, o casal de pesquisadores dedicou um ano até conseguir hackear o fuzil que roda o sistema operacional Linux.  
Na hora de explorar a vulnerabilidade do software, o casal se conectou ao Wi-fi, por meio da senha padrão – o que já permite que qualquer pessoa tenha acesso ao computador de bordo da arma – e, depois, conseguiu acessar a interface do servidor do fuzil para realizar as alterações balísticas antes do disparo.
Com o acesso ao servidor, foi possível alterar comandos básicos da arma inteligente como recalcular, mudar o alvo e desabilitar o disparo do atirador e até bloquear o acesso ao computador de bordo.
A pesquisa completa será divulgada durante a conferência de segurança Black Hat que acontece em Las Vegas do dia 1 a 6 de agosto. Enquanto isso, em declaração ao site de notícias Wired, o fundador da Tracking Point John McHale disse que corrigirá o mais rápido possível a falha de segurança dos equipamentos da empresa.

Fonte: Wired
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Agora todos devem estar se perguntando "Mas por que diabos um rifle precisa de Wi-fi?". Anos e mais anos de treino para chegar na hora e um cachorro bem treinado consegue fazer o mesmo :)

Pensando bem, armas com Wi-fi dariam um outro nível para o termo Cyber Guerra, já que a guerra convencional já vai estar bem cyber, então os soldados seriam os Cyber soldados? Os hackers iriam para o campo de batalha, mas não usariam redes e sim armas conectadas? Que confusão...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

E ai pessoal!

Segue ai um baita post, um tanto antigo, de engenharia social que encontrei aqui. Mas como eng. social não envelhece, ai vai.

Este post eu achei lá no Viva o Linux, postado lá pelo usuário cytron. Vou postar a primeira parte aqui e se interessar acesse o link no fim do post e leia o resto, vale muito a pena.

E fique com o post:


AVISO

Este artigo se destina a alertar quanto a importância que se deve dar aos fios de telefone... e hoje em dia, também às ondas de rádio. 

Estamos cercados de fios, mas é tão comum que nem percebemos o quanto estamos expostos. 

As técnicas apresentadas neste artigo são altamente eficazes, não é aconselhável utilizá-las para fins maliciosos. 

Lembre-se: A arma mais perigosa é a inteligência humana. Você pode escolher utilizá-la para o bem ou para o mal. Mas sempre há recompensas ou conseqüências. 

Vou abordar aqui as possibilidades e falhas dos fios. 

PEGANDO OS PRIMEIROS LUGARES NAS FILAS

Esta é uma das técnicas que eu mais uso, odeio chegar no banco e encontrar aquela fila que mais parece distribuição de dinheiro. 

Quando chegar no banco ou qualquer outro estabelecimento que utilize senhas, encontro todos sentados com suas senhas na mão. Daí vá direto para as cadeiras, não pegue senha, se observar, vai perceber que alguns números são chamados, mas ninguém aparece pois perderam a paciência e foram embora ou erraram de fila. É aqui que você entra. Ao perceber que um determinado número não levantou ninguém, você finge que é seu número. Quando chegar no terminal, exponha rapidamente seu objetivo, geralmente metade das pessoas nunca entrega as senhas para o atendente, eles já se acostumaram com isso. E como o verdadeiro dono da senha não está presente, tanto faz se você é o não a pessoa. 

Estou tão habituado a fazer isso que geralmente pego a senha e guardo, depois de atendido, observo quem chega por último na fila e entrego minha senha para esta pessoa, daí ela é atendida com antecedência. Geralmente escolho idosos ou alguém que mereça ser atendido logo. 

Outra maneira interessante é estar de acompanhante na fila com um amigo, daí quando estiver perto de ser atendido, você oferece seu lugar para os últimos da fila... ou essa cortesia pode ser o início de um ataque maior de engenharia social no office-boy da empresa vítima... tudo depende de sua necessidade e criatividade. 

Portanto, se alguém te oferecer lugar na fila, lembre-se disso se ele começar a puxar assunto mesmo que seja dias depois. 

E caso um espertalhão faça isso na fila de sua empresa... bom, minha sugestão é que deixe passar, afinal, se não é um... é outro. Tanto faz. 


Para ver o texto completo acesse o Viva o Linux

quarta-feira, 22 de julho de 2015

E ai pessoal!

Saiu esses dias o novo episódio do podcast Segurança Legal, e o tema é algo muito interessante, o assunto do podcast todo é o caso da empresa Hacking Team que foi hackeada. A polêmica empresa que vendia exploits e 0days para governos e empresas.



De todas as matérias, podcasts e artigos que eu vi sobre o assunto, sem dúvida o Segurança Legal é o que foi mais a fundo e com uma abordagem interessante.

Fica ai a dica, passem lá e escutem este e os outros podcasts do Segurança Legal!

Link: http://www.segurancalegal.com/2015/07/episodio-80-hackingteam.html


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Olá leitores!

Andei meio sumido, a quantidade de posts caiu, mas não parou!

Muita correria com toda a equipe na verdade, mas sempre que sobra um tempo viemos postar aqui, desculpe por isso!

Agora sim vamos ao post.

Pelas minhas andanças pelo RSS encontrei essa série do Infosec Institute sobre analisar e escrever um exploit.



É uma série de posts bem como as que gostamos de fazer por aqui, a série em si já tem 8 partes, mas as duas últimas (7 e 8) são as que mais me chamaram a atenção que é justamente analisar uma aplicação em baixo nível e criar um exploit. 

Pretendo criar uma versão da BS deste artigo já a um bom tempo, começando de algo mais básico e mais detalhado para que todos possam entender.

Mas em quanto esse post não sai fique com a versão do Infosec Institute. (Inglês)


quinta-feira, 2 de julho de 2015

O leitor Maxwell Oliveira de Souza Lima mandou para nós, além do artigo de escalação de privilégios, um vídeo tutorial sobre Arp Spoofing!

Caso queira ter seu conteúdo publicado aqui na Brutal Security entre em contato conosco através de email ou grupo do Facebook!

Agora fique com o vídeo:


quarta-feira, 1 de julho de 2015

PRÁTICA

Usaremos o exploit ms13_053_schlampere (exploit/windows/local/ms13_053_schlampere)

* O exploit ms13_053_schlampere utiliza um estouro de pilha kernel no Win32k que permite elevação de privilégios local.


Nos encontramos no meterpreter, atrávés do comando background voltamos para o msfconsole onde faremos uso do exploit desejado. Após preencher os dados do exploit, mandamos explorar.



Agora temos uma sessão do meterpreter em modo administrativo, porém é somente um estouro de pilha na memoria, assim que o computador for reiniciado o processo se fecha e quando o computador voltar a iniciar teremos que reutilizar o exploit.

Não paramos por aqui, o que interessa para nós são as senhas, nos quais podemos obter com o comando hashdump, perceba que as senhas estão em forma de hashes e que seria necessário usar tecnicas de força bruta para a obtenção do texto limpo. Salvamos as hashes em algum documento local e pronto.

                             

O meterpreter nos permite abrir um shell com o comando shell, lembrando que nos encontramos neste meterpreter com privilegios administrativos, logo se abrimos um shell por meio dessa sessão teremos o shell com privilegios administrativos. Aqui poderiamos simplesmente trocar a senha do Administrador local e em seguida ativar a conta, porém devemos destacar que trocar a senha de algum usuario é o mesmo que arrombar uma parede com uma bola de demolição, mesmo que tente reconstruir a parede nunca mais será a mesma e que um invasor jamais faria isso, pois é assinar sua passagem pelo computador, vamos apenas ativar a conta.

*Obs se você não souber o gerenciamento básico de conta no CMD, pesquisa do google tem muita coisa

                               

Então aqui iremos utiizar outro exploit, sendo esse capaz de realizar pass-the-hash ou seja iremos nos autenticar pelo smb (no curto prazo de escaneamento que você realizou percebeu a porta 445 do serviço SMB aberta) simplesmente pelo hash utilizando o exploit psexec_psh (exploit/windows/smb/psexec_psh)

Em SMUser preenchemos com o nome do Administrador que ativamos, SMBPass o hash que salvamos em um arquivo local quando utilzamos o hashdump, Lembrando que preenchemos com o hash correspondente a conta do Admnistrador e por ultimo o campo RHOST com o endereço do computador que “invadimos” as configurações devem ficar parecidas com essa. Em seguida iniciamos a exploração.

                             

Voilá! Teremos uma nova sessão sendo essa autenticada como Administrador atraves do SMB e agora? Até agora não temos a senha limpa. Parou por aqui? Então não iremos conseguir a senha limpa? CALMA! O metasploit como sempre um framework completo, trás o mimikatz como um de seus modulos (OPA! O mimikatz? Ele é um Windows Credentials Editor!! To começando a entender kkk) Agora daremos comando background voltamos o msf em seguida listamos a sessões disponíveis através do comando sessions -l identificando a sessão o qual foi autenticada pelo SMB como administrador entraremos nela através do comando sessions -i n.

*Onde n corresponde ao numero da sessão.

Vamos carregar o modulo do mimikatz através do comando load mimikatz, em seguida o comando msv esse listará as credenciais, mas aindas em forma de hash e por ultimo lançaremos o comando kerberos irá listar as informações do msv, mas perceba que a senha dos ultimos usuários já autenticados encontram-se em texto limpo, ou seja agora finalmente temos o texto limpo do hash do usuário local.

                             

Com essa informação fica fácil ativar o serviço de RDP se achar que é necessáio, embora seja importante lembrar que o Windows Desktop fornece somente uma conexão por vez, ou seja, se você logar como RDP o outro usuário será desconectador notando sua presença, por tanto não aconselho a utilização deste protocolo, se quiser fazer algo parecido, trabalhe com VNC (não há necessidade de senha), pois o cliente continua conectado e não percebe a presença de um segunto usuário.

                            





Este artigo foi escrito e enviado pelo leitor Maxwell Oliveira de Souza Lima. Você pode contata-lo através do Facebook, Youtube e Email (sisinf.max (at) gmail (dot) com).

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terça-feira, 30 de junho de 2015

ESCALAÇÃO DE PRIVILÉGIOS E MIMIKATZ

TEORIA - ESCALONAMENTO

É comum quando se fala de escalonamento de privilégios, vir a cabeça palavras chaves: hashes, John The Ripper, Hydra, Medusa, exploits, etc. Na maioria dos livros é retratado a questão de obtenção de hashes e muitas vezes o quanto a ferramenta JtR pode ser útil na extração de senhas, mas não vamos no resumir a somente uma ou duas técnicas para atender a um escalonamento. Sem dúvida a técnica de força bruta utilizada pelo JtR e as demais ferramentas é muito eficiente quando a etapa de reconhecimento e escaneamento são recheadas de informações, porém existem casos nos quais não existe muita informação sobre o alvo, dificultando o trabalho do pentester na obtenção de resultados.

Já algum tempo atrás surgiu uma técnica chamada Pass-the-hash que tinha como objetivo usar o hash puro para autenticação em serviços SMB e com hashes NTLM sem a necessidade de saber qual era a senha limpa. Mas essa técnica ficou obsoleta, pois acreditava-se que era valida somente para versões antigas do Windows (Windows XP e Windows 2003). Agora existe uma técnica considerada sucessora do Pass-the-hash, é o chamado Windows Credentials Editor, que nos possibilita a senha limpa do hash, sendo essa técnica não só compatível com versões anteriores como versões atuais Windows (Windows 7, Windows 2008) e o alarmante é que a sua usabilidade é extremamente fácil, não exigindo por parte do hacker e/ou pentester muito conhecimento.

Você pode obter a ferramenta em: http://ampliasecurity.com/research.html
Você pode realizar um teste, execute o cmd como Administrador
Em seguida entre com o comando wce.exe -w

* Sendo o -w a sintaxe de extração da senha clara.

* Mais informações através do comando wce.exe -h

Outro programa da “classe” Windows Credentials Editor, é o mimikatz

Você pode obter a ferramenta em: https://github.com/gentilkiwi/mimikatz

Informações no documento “README.md”

HISTÓRIA

Vamos simular que você foi contratado para fazer um pentest em uma faculdade. Chegando lá lhe é solicitado um pentest do tipo Black Box (para mais informações consulte: www.brutalsecurity.com.br/p/testes-de-invasao-brutal-security.html) no qual você precisará recolher bastante informação, mas você possui pouco tempo, pois está cheio de outros pentests para realizar em diversas empresas (isso é no Brasil? Kkk), embora um pentest deva ser realizado de forma lenta, pois exige muita atenção, vamos supor que você é desenrolado e que possui pouco tempo então depois descobrir uma falha, você se encontra dentro do sistema. Você utlizou o modulo meterpreter do metasploit para se beneficiar da falha e agora quer realizar um escalonamento de privilégio para saber até que ponto a faculdade corre risco de perder informações. Devemos lembrar, que o artigo é sobre escalonamento de privilégios, não irei mostrar a utilização de um exploit para a invasão em seguida o uso de um payload. Iremos abordar uma Pós-exploração.

Você se encontra com privilégios de um funcionário ou aluno comum da faculdade, com controle de conta, não podendo ver configurações do sistema, abrir o gerenciador de tarefas, muito menos instalar ou excluir programas, tem um HD no qual você só pode adcionar arquivos, mas não tem controle do disco local (C:) e que a conta de Administrador encontra-se desativada.

CENÁRIO

Uma máquina Kali Linux

Outra máquina Windows 7 SP0

Emule ambas no virtual box, no meu caso sou meio novato na área e precisei me adaptar ao linux então instalei o Kali Linux nativo no PC para aprender da pior maneira, mas não faz diferença alguma.

Na parte 2 deste artigo veja a pós-exploração completa.



Este artigo foi escrito e enviado pelo leitor Maxwell Oliveira de Souza Lima. Você pode contata-lo através do Facebook, Youtube e Email (sisinf.max (at) gmail (dot) com).

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terça-feira, 28 de abril de 2015

Mais um post do antigo fórum. Este originalmente postado por mim na área de Engenharia Social.


Veja ai 30 sinais de mentira.

1. A pessoa fará pouco ou nenhum contato direto nos olhos;

2. A expressão física será limitada, com poucos movimentos dos braços e das mãos. Quando tais movimentos ocorrem, eles parecem rígidos e mecânicos. As mãos, os braços e as pernas tendem a ficar encolhidos contra o corpo e a pessoa ocupa menos espaço;

3. Uma ou ambas as mãos podem ser levadas ao rosto (a mão pode cobrir a boca,  indicando que ela não acredita - ou está insegura - no que está dizendo). Também é improvável que a pessoa toque seu peito com um gesto de mão aberta;

4. A fim de parecer mais tranqüila, a pessoa poderá se encolher um pouco;

5. Não há sincronismo entre gestos e palavras;

6. A cabeça se move de modo mecânico;

7. Ocorre o movimento de distanciamento da pessoa para longe de seu acusador, possivelmente em direção à saída;

8. A pessoa que mente reluta em se defrontar com seu acusador e pode virar sua cabeça ou posicionar seu corpo para o lado oposto;

9. O corpo ficará encolhido. É improvável que permaneça ereto;

10. Haverá pouco ou nenhum contato físico por parte da pessoa durante a tentativa de convencê-lo;

11. A pessoa não apontará seu dedo para quem está tentando convencer;

12. Observe para onde os olhos da pessoa se movem na hora da resposta de sua pergunta. Se olhar para cima e à direita, e for destra, tem grandes chances de estar mentindo.

13. Observe o tempo de demora na resposta de sua pergunta. Uma demora na resposta indica que ela está criando a desculpa e em seguida verificando se esta é coerente ou não. A pessoa que mente não consegue responder automaticamente à sua pergunta.

14. A pessoa que mente adquire uma expressão corporal mais relaxada quando você muda de assunto.

15. Se a pessoa ficar tranqüila enquanto você a acusa, então é melhor desconfiar. Dificilmente as pessoas ficam tranqüilas enquanto são acusadas por algo que sabem que são inocentes. A tendência natural do ser humano é manter um certo desespero para provar que é inocente. Por outro lado, a pessoa que mente fica quieta, evitando a todo custo falar de mais detalhes sobre a acusação;

16. Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista;

17. A pessoa que mente continuará acrescentando informações até se certificar de que você se convenceu com o que ela disse;

18. Ela pode ficar de costas para a parede, dando a impressão que mentalmente está pronta para se defender;

19. Em relação à história contada, o mentiroso, geralmente, deixa de mencionar aspectos negativos;

20. Um mentiroso pode estar pronto para responder as suas perguntas, mas ele mesmo não coloca nenhuma questão.

21. A pessoa que mente pode utilizar as seguintes frases para ganhar tempo, a fim de pensar numa resposta (ou como forma de mudar de assunto): "Por que eu mentiria para você?", "Para dizer a verdade...", "Para ser franco...", "De onde você tirou essa idéia?", "Por que está me perguntando uma coisa dessas?", "Poderia repetir a pergunta?", "Eu acho que este não é um bom lugar para se discutir isso", "Podemos falar mais tarde a respeito disso?", "Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas?";

22. Ela evita responder, pedindo para você repetir a pergunta, ou então responde com outra pergunta;

23. A pessoa utiliza de humor e sarcasmo para aliviar as preocupações do interlocutor;

24. A pessoa que está mentindo pode corar, transpirar e respirar com dificuldade;

25. O corpo da pessoa mentirosa pode ficar trêmulo: as mãos podem tremer. Se a pessoa estiver escondendo as mãos, isso pode ser uma tentativa de ocultar um tremor incontrolável.

26. Observe a voz. Ela pode falhar e a pessoa pode parecer incoerente;

27. Voz fora do tom: as cordas vocais, como qualquer outro músculo, tendem a ficar enrijecidos quando a pessoa está sob pressão. Isso produzirá um som mais alto.

28. Engolir em seco: a pessoa pode começar a engolir em seco.

29. Pigarrear: Se ela estiver mentindo têm grandes chances de pigarrear enquanto fala com você. Devido à ansiedade, o muco se forma na garganta, e uma pessoa que fala em público, se estiver nervosa, pode pigarrear para limpar a garganta antes de começar a falar.

30. Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo, nossas mãos e braços gesticulam, enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso. Esteja atento.


Créditos : Dr. David J. Lieberman

segunda-feira, 27 de abril de 2015


Sinopse

Quando se trata de criar ferramentas eficazes e eficientes de hacking, o Python é a linguagem preferida da maioria dos analistas da área de segurança. Mas como a mágica acontece?

Em Black Hat Python, o livro mais recente de Justin Seitz (autor do best-seller Gray Hat Python), você explorará o lado mais obscuro dos recursos do Python – fará a criação de sniffers de rede, manipulará pacotes, infectará máquinas virtuais, criará cavalos de Troia discretos e muito mais. Você aprenderá a:

  • Criar um cavalo de Troia para comando e controle usando o GitHub.
  • Detectar sandboxing e automatizar tarefas comuns de malware, como fazer logging de teclas e capturar imagens de tela.
  • Escalar privilégios do Windows por meio de um controle criativo de processo.
  • Usar truques forenses de ataque à memória para obter hashes de senhas e injetar shellcode em uma máquina virtual.
  • Estender o Burp Suite, que é uma ferramenta popular para web hacking.
  • Explorar a automação do Windows COM para realizar um ataque do tipo man-in-the-browser.
  • Obter dados de uma rede, principalmente de forma sub-reptícia.
Técnicas usadas por pessoas da área e desafios criativos ao longo de toda a obra mostrarão como estender os hacks e criar seus próprios exploits.Quando se trata de segurança ofensiva, sua habilidade para criar ferramentas eficazes de forma imediata será indispensável. Saiba como fazer isso em Black Hat Python.

Review

Mais um livro da nossa parceria com a Editora Novatec para review e indicação aqui no blog. Vamos lá!

Conheço pouco sobre o autor, mas pelas pesquisas que fiz e pelo que li dele no próprio livro pela apresentação do Charlie Miller (que todo mundo já deve saber que é uma das pessoas da área que mais admiro), o cara é bom, e tem uma grande experiência na área.

O livro é originalmente da Editora No Starch Press, mesma editora do livro Pentest da Georgia, que já fizemos review aqui. Olhando para os dois livros e outros desta editora é possível notar um padrão entre eles, talvez façam parte de algum tipo de série ou coleção. Pretendo ter todos, estou gostando da qualidade e do conteúdo dos livros.

Antes de mais nada, se você não vê vantagem ou necessidade de programação, leia o post "A importância da programação". Talvez esse post clareie um pouco sua mente. Este post também fala um pouco sobre Python, uma linguagem que uso e defendo como uma linguagem muito versátil e muito boa pra nossa área, entre várias possíveis áreas em que Python se da bem. Outra coisa que pode te convencer a estudar programação é o velho ditado, que vai desde newbies e script kiddies até black hats e white hats: Para ser um hacker de verdade você precisa deixar de usar ferramentas e fazer as suas próprias.

Concordo com esse ditado até um certo ponto. Saber programação vai abrir muitas portas e aumentar significantemente sua área de atuação, mas tem alguns pontos que não é necessário reinventar a roda, por exemplo, você não precisa reinventar todo um Framework para alguma coisa se já existe um. Você pode usar o framework pronto em seu favor.

Agora sim, sobre o livro, ele é surpreendentemente pequeno, comparado com o livro Pentest. Até estranhei quando vi uma caixa fininha me esperando. O livro tem cerca de 200 páginas, mas são muito bem aproveitadas. Como o livro diz na capa, "Programação Python para hackers e pentesters", o autor não se preocupa em explicar conceitos de programação, Python ou rede. Este não é um livro para você aprender a programar ou conhecer Python, é esperado que você já saiba programar e conheça a linguagem.

Já que o livro foca no assunto não é necessário muitas páginas. Existem outros livros sobre programar em Python de modo geral e focado em segurança. Todos eles perdem muito tempo e muitas páginas ensinando a programar e mostrando a base do Python, ou seja, sobra pouco espaço para aprofundar no tema. Normalmente estes livros mostram exemplos simples, como por exemplo, scripts para fazer varreduras de portas, crawlers web e uma ferramenta para bruteforce. Este livro já começa com uma ferramenta similar ao netcat, e evolui rapidamente para códigos extremamente complexos como malwares e ferramentas inteligentes para os usos mais criativos.

O autor demonstra fragmentos ou até programas inteiros e se necessário, explicando linha a linha. Faz parecer fácil desenvolver aquelas ferramentas e malwares.

Eu sei programar (isso não quer dizer que sou um bom programador :D ) e conheço Python. Até a metade do livro consegui acompanhar bem, e a cada pedaço de código eu pensava "porque nunca pensei nisso antes!", após a metade comecei a ter um pouco de dificuldade, passou do meu nível de conhecimento e tive que estudar um pouco para por tudo aquilo em prática.

E então para finalizar, recomendo que você comesse a estudar programação, se já programa, recomendo que vá para o Python, e se já está no Python recomendo este livro. Sem dúvida que você vai aprender muito e ter diversas idéias lendo este livro.

Se você não tem conhecimento em programação ou em Python este livro não é pra você, por ir direto ao assunto e não dar nenhuma base. Já estou lendo e pesquisando por bons livros sobre programação e Python básico para você que está começando agora.

Caso tenha ficado interessado no livro ai vem a boa notícia, o livro é barato, R$ 65 por um livro desses é um preço justo. E não se esqueça de comprar no site da Novatec que você tem desconto. O cupom de desconto BRUTALSEC vai dar 20% de desconto em todo o site e é válido até o fim do ano.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Mais um post do finado fórum da BS.

Se alguém testar em Windows 8, 8.1 e 10 e ainda funcionar (acredito que sim), comente aqui!







Vejam como o sistema Windows é vulnerável ate quando não está ligado... kkk

Situação: PC com windows instalado e com senha para login. Você tem acesso físico a máquina...


Você vai precisar de: Live CD de instalação de qualquer linux, ou outro sistema semelhante.

Sei que é algo óbvio, mas me quebrou um galhão aqui, espero que ajude também.

Vamos lá!

1- Boote seu sistema com o Live CD do Linux.

2- Vá na pasta Windows (Partição do Windows) > System32.

3- Renomeie o executável "cmd.exe" (o famoso prompt, terminal do windows) para "cmd2.exe"

4- Nesta mesma pasta renomeie o executável "Utilman.exe" para "cmd.exe".

5- Para evitar confusão renomeie o "cmd2.exe" para "Utilman.exe".

6- Boote agora no Windows e na tela de login aperte no botão de acessibilidade, que por mudar os nomes vai abrir o cmd.

7- No cmd digite "net user", irá listar os usuários daquela máquina.

8- Agora digite o comando "net user [nome_do_usuário] * "

9- Coloque uma nova senha para ele.

10- Para confirmar que a senha foi alterada com sucesso de o comando "explorer"

11- Agora volte para a tela de login e logue com a senha que você escolheu...


Este é um método, existem muitos outros...

Espero ter ajudado =D



P.S.: Testado em XP, Vista e 7, quem sabe funfe no 8 e 8.1 também

quarta-feira, 22 de abril de 2015



A Microsoft tem investido muito em segurança, principalmente pelo fato da mesma prometer que o Windows 10 seja mais seguro que o Windows 8 e 8.1(Será mesmo?¹). Utilizando Biometria para poder entrar no sistema, um método de criptografia bem interessante por sinal.

E recentemente a mesma declarou a extinção do seu navegador Web, o Internet Explorer, e dará um novo Voou entre os poderosos Google Chrome e Mozilla Firefox, com o Projeto Spartan. É claro, prometendo mais segurança e menos bugs(Será mesmo?²), com o seu programa de Recompensas para bugs reportados com documentação encontrados em seus produtos, com recompensas que chegam há U$ 15.000,00. Não é o valor que os Pesquisadores de segurança estão acostumados, mas, para iniciantes, é um excelente valor.

Porém, o valor da premiação é dada de acordo com o grau de risco da falha e como a documentação está feita, algo desorganizado e amador, provavelmente não valerá muita coisa. Se a falha for muito grave, obviamente conseguirás o U$ 15.000,00. Só uma breve observação, o Programa não está limitado apenas ao Projeto Spartan, mas também a outros produtos como o Azure, Sway e ao próprio Windows 10 em sua versão de testes.

E se caso você criar novos métodos para exploração, poderá ganhar até U$ 100.000,00 em recompensa, e caso crie novos métodos de defesa para os produtos Microsoft, poderá ganhar  até U$ 50.000,00.

A pergunta é, por que não tentar? =D

Let's Go! Hackers =D

Lembrando, que a Data de inicio para os Reportes de Falhas, começa hoje dia 22/04/2015 e vai até o dia 22/06/2015. Para maiores Informações acesse TechNet Microsoft



Para a maioria dos gamers, Pwn Adventure 2 bear challenge parece impossível. Uma horda de ursos atacam de todas as direções, e não importa quantos você mate, sempre terá outros para substituí-los. Mesmo se você for bom o suficiente para aguentar e matar todos os ursos, depois de 90 segundos eles revivem, pegam AK-47s e acabam com seu personagem.

A não ser que você está jogando como um hacker. Então você vai fazer uma engenharia reversa no game e perceber que a variável que determina seu poder é armazenada localmente, e não no servidor. Mudando a variável de 20 para 100, seu personagem se torna invencível, pronto para massacrar quantos zumbis ursos necessários. Após 2 minutos de jogo, um baú de tesouros aparece e abre, revelando uma bandeira, e você vence o game.

Este hack não é uma forma de trapacear o jogo, disseram Jordan Wiens e Rusty Wagner, dois pesquisadores de segurança que criaram o Pwn Adventure. Neste jogo, o objetivo é realmente hackear o jogo. "O conceito do jogo é encontrar falhas de seguranças comuns e transformar essas falhas nos desafios," disse Wagner, que apresentou o jogo em um conferência de segurança a algumas semanas. "Você vai pegar esses bugs intencionais do jogo, e com eles passar os desafios, abusando dos bugs para ganhar."

Para um observador casual do jogo, esses players alterados pareceriam ter super poderes: se mover muito mais rápido que o normal, voar, mirar com precisão absurda. Na verdade, estes são os principais truques que jogadores que trapaceiam usam, alterando e explorando coisas que os servidores não checam.

No Pwn Adventure, essas falhas são intencionais, disse Wagner, e são o único jeito de avançar no jogo. Na verdade, a maioria dos estágios necessita de um hack para passar. Por exemplo, trapacear o servidor de alguma forma que o jogador consiga ser teleportado de um cenário para outro.

Outro exemplo é um boss que ataca com armas de fogo, e somente armas de gelo pode atacá-lo. Mas ao chegar na metade da vida, o monstro regenera toda sua vida, parecendo impossível de vencer. Mas por causa de um bug em uma variável, olhando em seu código, é possível ver que em determinado momento do processo de cura, atirando com uma arma de fogo contra ele, pode-se ver sua vida subindo para mais do que cem por cento, causando que o valor vá ao negativo, já que os limites da variável foram quebrados. "Eu adoro esse," disse Wiens. "Você não precisa alterar de fato o cliente do jogo, mas mesmo assim precisa fazer engenharia reversa para descobrir."


Wiens e Wagner são veteranos em eventos de Capture the Flag, competições famosas em eventos de segurança e hacking. Em 2009 eles venceram o CTF da DEFCON, que seria equivalente ao campeonato mundial de Capture the Flag, e em 2013 terminaram em segundo.

O jogo foi lançado na conferência Shmoocon em janeiro, que fazia parte da competição do CTF. No evento, foram contabilizados mais de 250 jogadores simultâneos e mais de 1200 jogadores no total.

Fonte: Wired

sexta-feira, 17 de abril de 2015

E ai pessoal!

Esta lista foi feita com a ajuda do pessoal do Grupo do Facebook da BS. Se não está lá corra e veja os conteúdos que rolam por la!

Esta lista foi feita com alguns critérios. Ser sobre hacking ou segurança da informação em geral, ter alguma ligação com o tema, ou em casos mais extremos, ser um bom filme sobre tecnologia.

Esta lista não está em ordem de prioridade ou qualidade, apenas na ordem que foi sugerida no grupo.

Vamos a lista:

Documentários


  • DEFCON
  • Citizenfour
  • Hackers: Criminosos ou anjos
  • Revolution OS
  • We are legion
  • The internet own boy
  • Underground - Julian Assange
  • O jeito Google de trabalhar
  • Inside the dark web
  • Hackers World: Anonymous Investigation
  • The Pirate Bay: Away from Keyboard
  • Cyberwar
  • Downloaded
  • We Steal Secrets
  • Terms and Conditions May Apply

Filmes

  • O jogo da imitação
  • Enigma
  • Piratas do Vale do Silício
  • Trust
  • Hackers 2: Operation Takedown
  • A rede social
  • 007 Skyfall
  • Prenda-me se for capaz
  • Traveling Salesman
  • Matrix
  • Firewall
  • O quinto poder
  • Vips (Brasileiro)
  • Algorithm
  • Wargames
  • Eu robô (AI é algo próximo, então ta ai :D)
  • Quebra de sigilo
  • A chamada

Séries

  • Scorpion
  • CSI Cyber
  • Numbers
  • Tiger Team
  • Silicon Valley

Esquecemos algum? Comente aqui no post com sua sugestão!


Um agradecimento especial ao Dimas Daros, Messias Bruno, Skyfall Schmitz, Daybson Bruno e Guilherme Alves que contribuíram com a lista!

Se você gostou compartilhe e espalhe a palavra da BS! :D

quarta-feira, 15 de abril de 2015

E ai pessoal! A algum tempo atrás comentei que ia sair uma série chamada CSI Cyber, que tratava de crimes virtuais. Adivinhe, a série saiu.


CSI Cyber é exatamente o que o nome sugere, um CSI de hackeragens.

A série está no 5º episódio no momento que escrevo este post, e está passando somente nos EUA por em quanto, mas eu já consegui assistir esses 5 primeiros episódios e veja o que eu achei.

A primeira coisa que me impressiona na série é o sucesso de público. A ultima vez que eu vi, ela estava entre as séries mais assistidas do dia que passa e era a mais assistida em seu horário, comparada com outros programas de outros canais. Como todos aqui devem saber, conteúdos sobre segurança e hackers em geral são conhecidos por não serem tão interessantes e acabam não trazendo muito público.

O sucesso dessa série pode se dar pelo fato de estar começando e todo mundo estar curioso para ver o que é, ou por ser mais um CSI, o que é bem famoso lá.

Isso não quer dizer que o conteúdo é ruim, pelo contrário, é muito bom, mas normalmente quando esse é o assunto principal ou é chatíssimo ou é quase magia, tipo Duro de Matar 4 que tem as cenas de hacking mais toscas que já vi.

Sobre o conteúdo em si, vou comentar aqui em 2 tipos, sem spoilers e com spoilers. Se você não se encomoda com isso leia até o final, se não eu aviso quando parar de ler. :)

Os assuntos tratados na série são crimes, desde assassinatos e outras coisas comuns do mundo CSI até casos 100% digitais. Muita coisa do que é mostrado realmente existe e normalmente tende a ser como mostraram, ou algo próximo disso. Os casos e tecnologias apresentados nos episódios são bem possíveis de acontecer, já aconteceram ou estão acontecendo.

Para mim o maior acerto da série é tentar se manter o máximo possível no mundo real, sem aquelas idiotices de "Este algoritmo é inquebrável por X motivos, mas eu sou o único que posso quebrar" ... (digitando qualquer coisa no teclado) ... "Pronto!"

Tem um caso em algum episódio que eles lidam com um caso de criptografia, que num primeiro momento não parece fazer sentido mas no fim das contas eles resolvem de um modo bem interessante.

E por fim, mais uma coisa que me agrada muito é o fato de (pelo menos até agora) não mostrar os personages principais como seres de outro mundo de tão inteligentes, como a série Scorpion está fazendo. Aceito que os caras sejam muito inteligentes mas na minha humilde opinião estão chamando de idiotas os espectadores. Nenhuma pessoa, por mais inteligente que seja, terá todas as respostas do mundo em instantes, sem nem ter que pensar muito.

Finalizando então, recomendo muito a série, espero que não seja cancelada por falta de audiência ou por ficar muito chata.

Fica ai minha recomendação. Logo mais liberarei uma lista com vários filmes, séries e documentários sobre o tema que valem a pena ser vistos ;)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Todos os dias recebemos mensagens sobre como arranjar “hacks” ou “cheats” para jogos online, então, aqui vamos tentar explicar o porquê de, no geral, ser quase impossível tal coisa e normalmente acabam a ficar sem as suas contas.



Servidor – Esta parte é responsável por disponibilizar o conteúdo

Cliente – Esta parte é responsável por requisitar o conteúdo ao Servidor, e entregá-lo ao jogador, na maior parte dos casos no próprio browser.

Código de jogo no Servidor

O código de jogo no Servidor é quando o motor de jogo fica alojado num Servidor. Para cada cada pedido do Cliente um código é executado no Servidor que resulta no envio do resultado para o Cliente em formato HTML. Normalmente este tipo de jogo tem uma performance mais lenta devido a restrições dos próprios servidores.

Este código é quase impossível de ser alterado pelo jogador (e muitas vezes pelos próprios hackers), pois ele reside num servidor protegido cujo acesso é muito restrito.

Código de jogo no Cliente


O código de jogo no Cliente é quando o motor de jogo fica alojado no browser do jogador. O código é executado no Cliente apenas. O utilizador consegue facilmente ver o código fazendo apenas “Ver – Código da página”. Este código é muitas vezes usado em formulários de validação como entrada de texto (se está vazio ou não), validação de endereços de email, etc. É mais rápido que executando o mesmo no Servidor.

Existem muitos programas por aí que dizem ser capazes de fazer hacks em jogos como o “Clash of Clans”, são todos falsos, porquê? Aqui porquê:

Qualquer programa que diga fazer “Hack de Gemas” não vai funcionar porque a informação está alojada no Servidor, por isso, editar qualquer informação no Cliente teria que ser posteriormente confirmada pelo servidor. Por outras palavras, não existe forma de “hackear” estes jogos.

E se, por alguma razão, alguém descobriu uma forma de o fazer, e essa informação chegou ao público, por norma estes erros são corrigidos no próprio dia ainda. Este tipo de jogos são desenhados de forma a que o Jogador não consiga passar do Cliente para o Servidor. Para o fazer, teria que ganhar acesso ao servidor onde as informações do jogo estão guardadas, e modificar de forma a ganhar algo. Isto é quase impossível de ser fazer de forma automática ou mesmo manual. Era o mesmo que tentar conseguir informação de crédito de um website como por exemplo a Amazon. É extremamente difícil e improvável que tal coisa seja feita, e é ilegal. Mas, fugas acontecem de tempos em tempos.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

OK, esse vídeo é antiguinho já, pelo menos 2 anos já, mas sempre gosto de ver como o cara consegue facilmente obter informações de uma empresa.

Se já são poucas que se preocupam com Segurança da Informação de uma forma geral e estão preparadas, então imaginem quantas estão preparadas para ataques de engenharia social, muito menos.

Vou deixar ai então um video do mestre Mitnick mostrando como se faz na DEFCON:



Caso 100% real se você não percebeu. Necessário um conhecimento razoável de inglês para entender, acho.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Cada vez mais utilizamos equipamentos e conexões através da rede sem fio, e como já sabemos, raramente se preocupam com segurança.

Já postei aqui uma vez, mas na Blackhat do ano passado tivemos mais uma palestra sobre o assunto.

Veja esta palestra sobre o uso do Software Defined Radio para atacar redes WiFi:



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