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quinta-feira, 15 de outubro de 2015


Amigos leitores, os passos para a instalação de um programa no Linux são geralmente muito simples. No caso, preciso de mais de um navegador e por questão de comodidade escolhi o Chromium, que nada mais é que: "... um projeto de navegador open-source que tem por objetivo ser seguro, rápido e da maneira mais estável poder atender à todos os usuários para experienciarem a web".

No entanto, ao estar com o Trisquel GNU/Linux instalado, percebi que o "apt-get" não encontrava o pacote do Chromium, pois o mesmo não usa repositórios do Ubuntu (do qual deriva) e sim se utiliza de seus personalizados.

Pesquisando pelos fóruns da distro, encontrei exatamente um com o título "Como instalar o Chromium?", e para minha surpresa, ao entrar lá descobri que o referido navegador não estava nos repositórios, pois não era considerado "livre" o suficiente para estar presente no Trisquel (que segue os preceitos da FSF (Free Software Foundation), muito conhecida pela figura de Richard Stalman).

Então como a distro é baseada no Ubuntu, fui ver como fazer para ter o navegador sem usar os repositórios do Ubuntu (pois existe um risco de "quebrar" o sistema ao fazer isso).

Sem mais demoras, vamos à dica. Lembrando que isso serve para qualquer distro baseada no Ubuntu ou no Debian.

Instalação


Vá no terminal e digite:

sudo add-apt-repository ppa:canonical-chromium-builds/stage

Depois aperte ENTER, espere carregar, aceite a adição de uma chave no sistema e então digite:

sudo apt-get update

Depois ENTER e aguarde terminar. Então finalmente:

sudo apt-get install chromium-browser

Depois que terminar, seu navegador estará pronto para uso.

Opcional (tradução PT-BR)


Recomendo instalar o seguinte pacote também:

sudo apt-get install chromium-l10n

Esse pacote chamado "chromium-l10n" contem várias traduções para o navegador (inclusive a PT-BR), caso ele não seja instalado, há a grande possibilidade de seu navegador estar em inglês (idioma padrão do mesmo).

Bem, é isso pessoal. Dúvidas e sugestões, venha ao nosso grupo no Facebook.

Outra coisa, se por acaso algum leitor conhecer um repositório que contenha somente o chromium me avise, pois usar PPA's não é a melhor opção por diversos motivos, os quais não entrarei em detalhes.

Referências


https://packages.debian.org/jessie/chromium-l10n (em inglês)

http://chromium.woolyss.com/ (em inglês)

http://www.chromium.org/Home (em inglês)

Conteúdo Relacionado


- Linus Torvalds, quem é?

- Campanhas da Free Software Foundation (em inglês)

- A definição de software livre

- Richard Stalman, o "Guru do Software Livre"

- Vídeo: Você é realmente LIVRE? (6 min)

- Vídeo: Os seguidores de Stallman e a FLISOL sem o Ubuntu (19 min)

- Presos à liberdade

- Review do Trisquel GNU/Linux

- Tudo sobre PPA's

Até a próxima!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015


Amigos leitores, vocês já devem saber o quanto prezo por uma configuração correta do sistema Linux, que pode às vezes ser difícil ou mesmo desconhecida para alguns. Por isso vim aqui hoje falar novamente dos repositórios do Debian, afinal tive uma surpresa ao tentar instalar o programa FileZilla.

O problema


Pois bem, num post anterior (que você pode acessar clicando aqui) sugeri a mudança dos repositórios do Debian Jessie para o Stretch, pois o último possuía uma gama de pacotes mais recentes em relação ao repositório padrão. No entanto, pude perceber que alguns pacotes não estão nesse repositório e """"pularam"""" (muitas aspas mesmo) para a versão estável logo.

A causa


Isso aconteceu por causa do funcionamento do sistema de gerenciamento interno de pacotes que o Debian adota, que se divide em três partes: Stable, Testing e Unstable funcionando da seguinte forma:

- Stable

É a versão mais segura e sólida do sistema operacional, todos os pacotes presentes nos repositórios já foram exaustivamente testados e estão em perfeita compatibilidade e funcionamento (algo perto de 99% de garantia).

Informação atual (01/10/2015): Jessie (versão 8.2)

- Testing

É uma versão intermediária em relação as outras duas, possui pacotes recentes e que passaram por alguns testes (garantia de ~80% em média).

Informação atual (01/10/2015): Stretch

- Unstable

É a versão mais recente do sistema, possui todos os pacotes mais recentes, inclusive alguns "betas" e "alfas" que ainda estão em desenvolvimento, somente recomendado para desenvolvedores (sem nenhuma garantia de funcionamento).

Informação atual (01/10/2015): Sid

Então sabendo disso, há outra informação importante. O sistema de gerenciamento interno de pacotes funciona assim:

Unstable>Testing>>...>>Stable


> = Tempo necessário de 10 dias

Explicando melhor: Um novo pacote é lançado no sistema, automaticamente vai para os repositórios unstable e todos com acesso conseguem baixá-lo. Testes são feitos e ajustes sugeridos e após 10 dias de "vida" o pacote novo vai para o repositório testing, todos com acesso à esse repositório conseguem baixá-lo. Então começam os testes mais profundos e a "cachoeira" de ajustes. Após meses de funcionamento correto, o pacote novo (devidamente testado e adaptado) passa para o repositório stable e então todos os usuários tem acesso à ele e podem instalá-lo.

Conclusão


Após o lançamento da versão do FileZilla que foi do unstable para o testing, os testes e ajustes foram feitos, antes de uma nova versão entrar no unstable, então ocorreu que nos repositórios testing não havia nenhuma versão presente e assim não conseguia encontrá-la pelo terminal.

Solução


Para solucionar o problema adicionei os repositórios Stable junto aos meus Testing e procedi a instalação normal e sem problemas.

Para isso vá até a sources.list:

sudo pluma /etc/apt/sources.list

E na janela que abrir (se nunca alterou os repositórios padrão, comente a linha (número 5) do CD/DVD digitando um "#" (sem aspas) no início da linha; apague o conteúdo abaixo dessa linha; cole o que passarei abaixo) cole:

deb http://security.debian.org/ jessie/updates main contrib
deb-src http://security.debian.org/ jessie/updates main contrib
#Custom
deb http://ftp.br.debian.org/debian testing main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian testing main contrib non-free
deb http://ftp.br.debian.org/debian testing-updates main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian testing-updates main contrib non-free
deb http://ftp.br.debian.org/debian jessie main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian jessie main contrib non-free deb
deb http://www.deb-multimedia.org wheezy main non-free

Sua sources.list deve estar parecida com essa:



Salve, feche a janela e digite no terminal (uma linha de cada vez, dando ENTER no final e aceitando as instalações):

sudo apt-get install debian-multimedia-keyring
sudo apt-get update
sudo apt-get upgrade
sudo apt-get dist-upgrade

Pronto! Agora temos todos os pacotes à disposição.

+ de 48000 pacotes disponíveis na minha máquina


Qualquer dúvida ou sugestão, venha para nosso grupo no Facebook.

Referências (em inglês)


https://www.debian.org/releases/

https://www.debian.org/security/

Recomendo que leia


Dica Avançada - Repositórios Debian 8 (Jessie)

Dica - Repositórios Debian 8.x (stretch/testing)

Agradecimentos


Raoni Sousa e Fernando Debian do grupo Debian Brasil


Até a próxima!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015


"Lunar, um líder dos desenvolvedores no Projeto Debian Reproducible Builds, falou recentemente sobre uma séria falha de segurança que pode afetar todo o software open-source, incluindo muitas distribuições Linux. Ela tem o potencial de expor os usuários a um indesejável exame minucioso vindo de terceiros, incluindo agências de segurança. Seu projeto é desenhado para fechar esse buraco [falha].

Uma das grandes vantagens de software de código livre é que terceiros podem inspecionar o código para certificar que ele faz o que deve fazer. Se qualquer código malicioso estiver presente, é detectado e eliminado. Porém quando o programa é distribuído na forma de binários executáveis, há o risco que código malicioso (não presente no código fonte original) tenha sido adicionado.

Isso não necessariamente indica que o desenvolvedor pretende distribuir código corrompido. Se o desenvolvedor está a usar um compilador comprometido, este pode introduzir o malware e só então tornar o código um executável.

Isso pode soar como um pouco forçado, mas na verdade isso é uma preocupação de segurança real. O material revelado por Snowden revelou que a CIA está trabalhando em modos de explorar essa vulnerabilidade para instalar software de monitoramento nos dispositivos de clientes por todo o mundo.

Numa conferência recente organizada pela CIA, um time de desenvolvedores apresentou uma prova de conceito [(POC, sigla em inglês)]. Eles corromperam certificados da Apple para produzir uma versão corrompida do XCode, o compilador proprietário da Apple. Esse compilador é usado por desenvolvedores independentes para construírem aplicações para o IOS e o OS X. A versão corrompida embutia um spyware em qualquer aplicação compilada pelo desenvolvedor, sem o seu conhecimento. Essas aplicações iriam parar nas APP Stores, e potencialmente, dentro de milhões de aparelhos de clientes. Isso poderia dar permissão para que agências espionassem as conversas e mensagens privadas de milhões de usuários inocentes pelo mundo todo.

Se a Apple já seria um grande alvo, então o Linux seria ainda mais tentador. Usuários preocupados com segurança entendem o risco de plataformas comerciais, frequentemente usam Linux por seus recursos de segurança. Isso inclui pessoas que as agências de segurança estão MUITO interessadas em espiar.

Os anti-vírus poderiam detectar fragmentos de malwares conhecidos, mas isso somente seria possível se antes os mesmos tivessem sido descobertos e analisados. Isso não protegeria contra novos ou indetectáveis infecções de malwares. Resumindo, programas anti-vírus não são o bastante contra esse tipo de ataque.

O único meio de ter a certeza que o binário executável não inclui qualquer código malicioso é compilando o código fonte e comparar os dois executáveis. Se o executável recente não se parece com o binário executável durante os testes, deve ter código embutido, possivelmente um malware.

Enquanto tudo soa como uma ideia, existem as dificuldades. O código fonte para a maioria dos pacotes do Linux são escritos de maneira que, ao compilar, não se obtenha uma cópia idêntica a qualquer outra já feita. Existem bons motivos para que um arquivo compilado seja sempre diferente. Incluindo:

- Etiquetas de data e hora embutidas no código.
- Números incrementados na versão [(do programa)].
- Diferenças entre os diversos sistemas de arquivos, logo um binário compilado no meu computador é diferente de outro do seu computador.
- Pastas de arquivos de máquinas diferentes são embutidas no binário - computadores diferentes guardam fontes e o código em locais diferentes.
- Dados aleatórios da memória ou da CPU embutidos no arquivo compilado.
- Entre outras.

O problema de produzir "builds" reproduzíveis é a quantidade de mudanças que deveriam ser feitas:

1- O código fonte deveria mudar então as variáveis sempre seriam inicializadas em valores estáticos (sem valores dinâmicos da memória, o qual pode ser dinâmico).
2- Eliminar o uso de etiquetas de data e hora, pastas no código, e números de versão.
3- Especificar o ambiente exato da construção, que deveriam ser reproduzidos em computadores diferentes.

Como você deve imaginar, isso deve dar um trabalho gigante num único projeto. Mas o Projeto Debian possui mais de 20.000 pacotes, e a maioria deles precisam ser reformulados. Esta é uma tarefa importante, para dizer o mínimo.

Mas precisa ser finalizada. Um único pacote quebrado, pode resultar em milhares de computadores comprometidos."

--------------

Sem dúvidas essa falha deve ter sido usada por agências de segurança, no entanto ainda não houve nenhum registro disso (pelo menos no "mundo Linux"), logo não há motivo para pânico.

O melhor seria haver pessoas para executar o teste dos executáveis (como foi explicado na matéria), porém, de momento, isso parece ser inviável. Então a escolha certa seria mudar para o Linux e não utilizar software de terceiros (isso inclui não usar os repositórios "non-free" ou os de terceiros, como os famosos PPA's do Ubuntu), no mais aguardar as mudanças propostas pelo time de desenvolvedores do projeto que Lunar participa (o que não parece ser fácil nem rápido de se fazer imediatamente).

Também é claro que as dicas que muitos sabem de cabeça, como tomar cuidado com os downloads, sites desconhecidos, propagandas e anúncios, além de manter o software sempre atualizado, entre outras, são muito válidas.

Conheça mais sobre o Debian no site oficial (em inglês) clicando aqui.

Fonte (em inglês): http://www.linuxjournal.com/content/debian-project-aims-keep-cia-our-computers

Via Debian Brasil

Espero que os usuários preocupados com privacidade não estejam a usar o Windows e se estiverem, espero poder convencê-los de mudar para o mundo do software livre.

Dúvidas e sugestões, além de uma possível discussão, visite nosso grupo no Facebook.

Até a próxima!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015


Amigos, vi uma dica que pode ser útil (principalmente se trabalha com produtividade e/ou migrou recentemente do Windows) e resolvi trazer para vocês. Acompanhem a dica abaixo.

"Saudações, linuxusers! Nossa dica de hoje será como ativar o comando "mostrar área de trabalho" no Elementary OS Freya, isto é, como minimizar todas as janelas ativas com um único comando no teclado. Confesso que a falta desse comando no eOS foi terrível para mim que estava migrando recentemente do Windows.

Pressionar <Winkey>+<D> sempre tornou meu trabalho produtivo (<WinKey> é a famosa "tecla do Windows").

Espero ajudá-los nas próximas linhas.

Antes de tudo, é preciso que o sistema esteja atualizado. Para isso, pressione <WinKey>+T para acessar o terminal e em seguida digite os seguintes comandos: [...]"


Veja o resto do tutorial clicando aqui

Para conhecer mais do projeto Elementary clique aqui.

Até a próxima!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E ai pessoal!

Venho aqui indicar e divulgar a Semana do Linux. Um evento gigante que vai ocorrer de 9 a 14 de Novembro de 2015. (Se está vendo isso no futuro, veja se tem outra edição próxima a essa data :D)

A expectativa é de cerca de 10.000 espectadores por dia de evento e cerca de 30.000 inscritos!

Serão diversos dias com várias palestras e hangouts, sobre Linux, software livre, e outras informações úteis. Inclusive vou dar uma palestra sobre criptografia, então estou convocando os leitores da Brutal Security a prestigiar o evento.


O evento será online e gratuito, de acordo com dias e horários definidos no site do evento. Caso você perca algumas palestras ou queira rever, você vai poder assinar um pacote do Linux Solutions com todos os vídeos a sua disposição para ver e rever quando e onde quiser.

Aguardo você lá!

Compartilhe essa idéia!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015



Leitores, a algum tempo fiz um post para ajudar os iniciantes com o Kali Linux (disponível aqui). Porém, pouco tempo depois já havia a versão 2.0 do mesmo e assim as coisas poderiam mudar.

De fato mudaram e para melhor, nesse post irei mostrar como ajustar os repositórios oficiais do Kali 2.0. Já adianto que o processo ficou bem mais simples e que se você, durante a instalação, escolheu usar o "espelho de rede" pode ser que nem precise mexer na sources.list.

Backup


No outro tutorial eu ensinei como fazer o backup, não acho ele necessário se você só for usar os repositórios oficiais, mas é altamente recomendado se for adicionar mais coisas na sources.list.

Bem, no terminal digite:

cp /etc/apt/sources.list /root/Desktop/sources.list

Então agora, passemos as alterações.

Alterando


No terminal digite:

leafpad /etc/apt/sources.list

Na nova janela verá um documento com quatro linhas preenchidas. Adicione, no final, essas outras duas:

deb http://http.kali.org/kali sana main non-free contrib
deb-src http://http.kali.org/kali sana main non-free contrib

Salve e saia.

Digite no terminal:

apt-get update

Pronto, terá mais de 40000 pacotes disponíveis. Lembrando que softwares como o Chrome da Google necessitarão de outros repositórios, o processo é o mesmo, só mudarão as linhas a serem adicionadas.

Referência


docs.kali.org


Posts recomendados


- Repositórios no Kali (versões até a 1.1.0)

- Quatro distros Pentest

Em caso de dúvidas, temos nosso grupo no Facebook.

Até a próxima!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015


Olá leitores. Aos que acompanham o site, já devem ter visto a lista de indicação de distribuições para pentest, porém ainda não havia sido feita uma lista de 2015 para distros de uso diário, por isso estou escrevendo este post. Irei fazer uma breve apresentação, e deixarei os links dos reviews que já fizemos aqui no site para mais informações.

Aviso


Estarei falando de distros que conheço e já testei, obviamente existem mais centenas que podem ser uma escolha ao usuário, afinal ele quem estará apto a dizer qual a melhor se encaixa em seu perfil, logo esse post é somente um guia.

O conteúdo a seguir é de opinião, logo, pode haver parcialidade em diversos momentos, ele também não representa a opinião da Brutal Security ou de quaisquer outros membros da mesma, apesar de as opiniões poderem coincidir.

As distros estão ordenadas por ordem alfabética, logo não há qualquer ordenamento a fim de definir a superioridade de uma sobre outra, pois cada uma tem seu propósito que não é o de competir no "mundo Linux".

Sem mais atrasos, vamos à lista.

- Debian


Considerado por muitos o pai das distros modernas, suporta praticamente qualquer ambiente gráfico, que pode ser escolhido na instalação, além da quantidade enorme de arquiteturas suportadas, possui mais de 50.000 pacotes em seus repositórios (que precisam de mudanças, como já mostramos aqui no site, nesse e nesse outro post) e está em sua versão 8.1 (codenome Jessie), infelizmente ainda não fizemos review dela aqui no site, mas no futuro poderemos fazer.

Mais informações: DistroWatch (em inglês)

- Metamorphose Linux


Uma promissora distro brasileira, derivada do Debian e com o KDE com ambiente gráfico padrão, possui somente versão de 64 bits, o que não chega a ser ruim, pode ser pesada em algumas máquinas com menos de 2GB de RAM, mas é uma das mais completas que conheço possuindo até mesmo softwares como Steam e Chrome na instalação padrão, além de uma central de software que ajuda muito os iniciantes no "mundo Linux". Já fizemos review dela aqui no site, nela você poderá ter muito mais informações.

Nossa review: Clique aqui

Site oficial da distro: Clique aqui

- Trisquel GNU/Linux


Não recomendada para iniciantes, essa distro já teve um review aqui no site, ela possui uma proposta muito diferente da maior parte das outras, mas não deixa de ser boa para estações de trabalho. Pode dar mais trabalho para sua "montagem" mas o resultado é na maior parte das vezes muito bom.

Nosso review: Aqui

Site oficial: Aqui (em inglês)

- (Família) Ubuntu


Se você acompanha o nosso site e página do Facebook, já deve ter visto algumas notícias sobre o Ubuntu (como esta aqui). Ele é mantido pela Canonical e vêm com o polêmico Unity como ambiente gráfico padrão, que pode ser pesado para máquinas mais modestas, além de possuir "bugs" (que constantemente são corrigidos) que assombram a interface. Porém, a utilização do Ubuntu com um outro ambiente gráfico pode ser a melhor opção para quem não gostou do Unity ou está sofrendo com problemas no mesmo, nesse caso, recomendo nosso artigo sobre o Ubuntu que se encontra clicando aqui.

Site oficial: Aqui (em inglês)

Site da comunidade brasileira: Aqui

Conclusão


Dentre as centenas de opções de distros, indico essas à você usuário, é claro que não consegui testar muitas dessas ainda mas não poderia deixar de falar também que se for possível, o melhor é testar várias distros e ver qual melhor lhe atende. Lembre-se também de que nenhuma delas é perfeita e problemas podem existir e que os mesmos podem estar descritos (com sua respectiva solução) na documentação da sua distro que pode ser encontrada no site oficial da mesma ou digitando-se "man programa" (sem aspas) no terminal, substituindo "programa" pelo nome do programa que deseja utilizar.

Em caso de dúvidas, sugestões e comentários, venha nos encontrar em nosso grupo no Facebook.

Até a próxima!

terça-feira, 18 de agosto de 2015



Amigos leitores, no dia de hoje vim falar sobre uma distribuição (distro) Linux com uma proposta interessante.

Introdução


Primeiro acho que a pergunta "O que é isso?" é válida. No site oficial da distro, há uma resposta oficial: "Trisquel GNU/Linux is a fully free operating system for home users, small enterprises and educational centers.", traduzindo livremente seria algo como "Trisquel GNU/Linux é um sistema operacional completamente livre para uso doméstico, pequenos negócios [(empresas)] e centros educacionais. A resposta à pergunta resume bem a ideia do sistema, uma distribuição completamente livre com algumas aplicações específicas.

Aviso


O texto a seguir contém opiniões e impressões pessoais, podendo ser parcial em alguns momentos. Ele não representa a opinião da Brutal Security nem de nenhum de seus outros membros, apesar de elas poderem coincidirem.

Características


Trisquel é livre, isso é muito bom, pois existem todas as vantagens de usar Linux e além disso ser software livre e de código aberto (as quais os leitores do site estão cansados de ouvir). Seus mantenedores são espanhóis e em especial essa distro é totalmente livre, ou seja, não há software proprietário incluído na instalação padrão exceto plugins do Abrowser (navegador padrão do SO), o que não significa que será possível instalá-los manualmente depois, o detalhe é que isso pode ser um entrave para que alguns programas possam funcionar corretamente, fora que às vezes uma instalação manual pode ser trabalhosa.

Sobre o SO (Sistema Operacional) em si, ele vem com o Gnome por padrão como o ambiente gráfico e possui algumas características do Ubuntu (felizmente as boas) e ainda conta com suporte a softwares do Debian (ou seja, mais de 26000 pacotes são suportados, sendo 224 disponíveis em seus repositórios padrão e 52 que já vêm no SO), logo, o "desgaste" inicial pode ser relativamente grande, porém depois do sistema funcionando tudo necessitará de somente uma manutenção básica (que é inerente aos sistemas computacionais diversos).

Avaliação


O bom e velho (e porque não objetivo)"prós e contras".

- Pontos positivos


Primeiro os motivos pelos quais você deveria dar uma chance para a distro em questão (ou ao menos testá-la).

- É Linux, software livre e de código aberto

Nem preciso explicar esse ponto.

- Tem uma proposta inovadora

 Se está a algum tempo no "mundo Linux" deve ter percebido a infinidade de distros disponíveis, porém as que oferecem a proposta de serem totalmente livres são poucas (para ser um pouco mais exato, em torno de 6).

- Design

O design do sistema é muito bom e possui algumas animações por padrão (graças ao uso do Gnome, do qual estarei falando mais abaixo), além de que permite uma personalização alta e ainda por padrão há uma "tweak tool" (uma espécie de gerenciador de temas onde podem ser definidos detalhes, ajudando muito uma personalização no modo gráfico para também os novatos usarem). Outro detalhe interessante é que é possível facilmente mudar o papel de parede da área de trabalho (algo comum) e também é possível de maneira fácil alterar o papel da tela de login, somente clicando na área de trabalho com o botão direito e selecionando a opção "mudar papéis de parede".

- Suporte nativo abrangente

Apesar de, em alguns momentos, instalações manuais serem trabalhosas, não apagam o fato de que o suporte do Trisquel é muito bom, pois dispõe de todos os pacotes do Debian e ainda os que formam os repositórios do Ubuntu, logo, provavelmente, será possível executar/instalar "qualquer" programa compilado num pacote .deb ou da "família tar" (.tar (pouco comum em pacotes de programas), .tar.7z, .tar.Z (incomum), .tar.bz2, .tar.gz, .tar.lz, .tar.lzma (incomum) e .tar.xz.

- Personalização de repositórios

Existe a possibilidade de utilização de repositórios personalizados. Os que acompanham o site e nossa página devem ter se deparado em vários momentos com posts sobre regulagem de repositórios que muitas vezes não vêm adicionados na instalação padrão, o que não ocorre com o Trisquel, que já está pré-configurado com todos os seus repositórios padrão/oficiais, sendo necessário somente executar o processo de atualização padrão de um sistema Linux.

- Interface leve

O Gnome não possui fama de ser pesado, porém certos sistemas conseguem fazer com que ele torne-se lento e exija muitos recursos para poder funcionar corretamente. O Trisquel está atualmente com a versão 3.8.4 e está bem leve em minha máquina (que está sendo usada para escrever-lhes esse post, a qual foi usada para os testes que serão apresentados no decorrer deste post).

- Sistema limpo

Se ter poucos pacotes à disposição pode ser considerado um problema, evita que o sistema venha abarrotado com programas desnecessários, que rodando em segundo plano poderiam comprometer o desempenho do sistema.

- Pontos negativos


Bem, como nem tudo são flores, vamos aos pontos negativos da distro.

-  Instalações manuais

Por ter "somente" cerca de 220 pacotes disponíveis em seus repositórios oficiais, pode ser necessário realizar instalações manuais em alguns momentos, ou a utilização de repositórios não-oficiais (o que somente deve ser feito por usuários avançados e que pode resultar em falhas ou até comprometimento do sistema).

Para se ter uma ideia, o Mozilla Firefox não está disponível nos repositórios do SO e apesar de haver um browser (navegador), chamado Abrowser que é baseado no Firefox e está totalmente integrado ao sistema, inclusive está presente na instalação padrão é muito bom e funcional, porém não é Firefox. Aqui chegamos na mesma discussão entre Iceweasel (uma versão, teoricamente, totalmente livre e open source) e Firefox. Talvez seria uma opção melhor usar o Iceweasel como navegador padrão, pois evita dividir ainda mais os usuários dentro da concorrência entre os navegadores, usar o Firefox seria uma opção mais interessante ainda, alguns podem pensar, no entanto isso iria de encontro ao lema de "ser 100% livre", porque a Mozilla mantém o Firefox.

- Drivers nativos

Como drivers são proprietários, o Trisquel não tem suporte nativo à drivers, inclusive os das amadas placas de vídeo off-board, e os acessórios "gamers", então antes de mudar para o Trisquel, verifique junto ao site/fórum da fabricante dos seus periféricos se os mesmos possuem drivers para Linux e como deverá ser feita a instalação.

- Requisitos

Bem, a máquina que eu utilizei possuía 4 GB de memória RAM, os mantenedores recomendam no mínimo 1 GB porém nesse momento estou com somente o navegador aberto e o uso de RAM está em torno de 750 MB (0,75 GB), sendo 260 MB somente do navegador (com 1 aba aberta), logo, 1 GB somente pode fazer o computador ficar lento e até travar, então não recomendo usá-la em máquinas muito antigas, ou que pelo menos haja 2 GB disponível.

- Somente versão de 64 bits

Caso seu processador não tenha suporte à sistemas 64 bits pode ser que o Trisquel não funcione corretamente, ou nem possa ser instalado.

- Kernel desatualizado

Compreendo que os desenvolvedores precisem de tempo para atualizarem seus sistemas, o fato é que o kernel do Trisquel está na versão 3.13.0-61, sendo que a atual (estável) é a 4.1.5 e isso pode significar que algumas falhas e bugs estão funcionais no sistema.

Testes de desempenho


Antes de mais nada, vou deixar a lista com as configurações da máquina usada para os testes.

Notebook Positivo Sim+ modelo 1471
4 GB RAM
HD 500 GB Seagate 5400 RPM (SATA 2)
Intel Core 2 Duo T6600 2.2GHz
Mobile Intel® GM45 Express Chipset (integrada)

Outros detalhes relevantes:

SO: Trisquel GNU/Linux 7.0 x64

Abrowser 40.0 (com NoScript, Ublolck Origin e HTTPS Everywhere)
YouTube (Player com HTML5)

- Teste 1

Navegador (Abrowser) com duas abas (Nosso grupo no Facebook e um vídeo).

Uso total de RAM: 630,3 MB
Uso do Abrowser: 458,6 MB (72,76%)





- Teste 2

Navegador (Abrowser) com duas abas (Nosso grupo no Facebook e a página inicial do Youtube).

Total de RAM: 827,2 MB
Abrowser: 398,6 MB (48,18%)




- Teste 3

Navegador (Abrowser) com 2 instâncias (site Trisquel GNU/Linux, 4 abas do Facebook (sendo 1 facebook.com) + Navegador de arquivos com 1 pasta + Libreoffice com documento do Writer (em branco)

Total: 762,8 MB
Abrowser: 523,5 MB (68,62%)
Libreoffice (soffice.bin): 72,8 MB (9,54%)
Nautilus: 20,9 MB (2,73%)



Outras imagens do sistema

Central de Aplicativos
(parecida com uma versão antiga da do Ubuntu)

Configurações do sistema
("Painel de Controle" do Linux")

Gerenciador de Atualizações
(Idêntico ao do Ubuntu atual)

Desktop com o menu principal aberto

Desktop (Área de Trabalho)

Synaptic (Gerenciador de pacotes)

Terminal exibindo a versão do sistema

TOR Browser 5.0 rodando

Registro dos recursos do sistema após iniciar

Tela de Detalhes mostrando versão do Gnome


Conclusão


Apesar dos pontos negativos, recomendo-a para você usuário intermediário no Linux, se você for novato, tente usar o Metamorphose Linux (o qual já fizemos review aqui), caso deseje é possível rodar uma versão live (que não necessita de instalação).

Referências


Site Oficial (em inglês)


Espero que tenham gostado. Caso deseje se aventurar nesse sistema, poderemos tirar suas dúvidas no nosso grupo no Facebook, aproveite e curta nossa página também.

Até a próxima!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Leitores, essa é uma notícia que considero interessante, por isso fiz questão de traduzir as partes importantes da mesma.

Aviso


A tradução foi feita de maneira livre e tentou trazer à tona a essência do texto do artigo em inglês, aos que desejarem algo mais concreto, leiam a matéria na fonte.

Sem mais demora, vamos ao artigo.

O Linux nunca teve uma oportunidade melhor para bater o Windows


"Windows 10 foi liberado, e todos estão falando dele.É claro que a Microsoft fez algo certo para uma mudança tanto que a última versão do SO é a melhor de todas já feitas. Isso é, de fato, uma coisa boa.

O que não é legal nele é o fato do mesmo coletar um amontoado de dados [(informações)] sobre seu computador, sobre você enquanto usuário e a maior parte da grande mídia demonstra pensar que está tudo certo e que isso seria uma consequência da evolução do SO. Sob a minha perspectiva, é mais um motivo para ir ao Linux.

[...]

Preciso deixar algo claro. Não há nada de errado em coletar dados. Eles admitem que fazem isso, e acham bonito serem próximo de tudo. No fim das contas, é uma escolha do usuário, se ele precisa fazer parte do grande ecossistema do Windows, que aparentemente necessita de muita informação pessoal para funcionar, então tudo bem.

[...]

"Quando você usa Cortana, a Microsoft coleta e usa informação incluindo sua localização atual e um histórico, contatos registrados, entrada de voz [(ou seja, o que você diz)], histórico de pesquisas, detalhes de agenda, conteúdo e histórico das comunicações feitas por mensagens e programas, além de informações do dispositivo. [Por exemplo,] dentro do Microsoft Edge [(navegador oficial do SO, sucessor do Internet Explorer)] o sistema Cortana coleta e usa seu histórico de navegação."

[...]

Uma divisão clara está bem visível agora. O Windows está claramente optando por usar mais os recursos online em seu funcionamento interno e o Linux está indo em direção a privacidade. Caso você adicione o aspecto da segurança nessa equação, somente um dos sistemas se destacará."

Fonte no fim do artigo.

Então, os usuários preocupados com privacidade deveriam migrar para o Linux, coisa que já se sabia a muito tempo, porém acho justo informá-lo de que "nem tudo são flores" e que ninguém está 100% seguro na internet.

Como você pode ver clicando aqui, nem mesmo todas as distros (distribuições) Linux são 100% fiéis ao que Linus Torvalds propôs inicialmente. Nesse caso específico do Ubuntu (uma das distribuições mais populares atualmente), desde sua versão 13.04 (a atual é a 15.04) envia dados pessoais de usuários à Canonical, que admite repassá-los à Amazon.

A ideia dessa recolha de dados era a de "aprimorar o sistema de busca feito pelo menu principal do sistema, ajudando na busca por resultados mais relevantes". Já deve ter ouvido essa frase antes, justamente na declaração de privacidade do Windows, o que de qualquer maneira vai contra os princípios do software livre e de código aberto. Então vem a questão, por que estão fazendo isso?

A resposta é simples, porquê há uma empresa por trás da distribuição em questão, logo ela levará em conta seus interesses que às vezes podem ir de encontro aos dos usuários, assim como da vez que mudaram a interface padrão do sistema para o atual Unity (antes havia o Gnome em seu lugar), uma coisa que pode facilmente ser contornada por um usuário com algum conhecimento, mas que vai contra a ideia de que o Ubuntu é para iniciantes, pois esses mesmos ao chegarem na distro por indicações diversas, levam um choque pois o sistema pouco se parece com o Windows (talvez agora o Ubuntu possa estar se aproximando do "concorrente", que possuía a interface Metro (nas versões 8 e 8.1), algo que pode não ser muito bom), entretanto há interesses empresariais (em ambos os sistemas (Ubuntu e Windows)), logo podem ser feitas "inovações".

Para ser bem sincero, recomendo à você que caso possua um conhecimento não muito básico sobre Linux, mude de distribuição agora (estarei em breve fazendo um post de indicação de distros para o usuário comum, assim como foi feita com as distros "pentest"), tente usar uma que não possua financiamento de empresas por trás e preferencialmente, privilegie distros desenvolvidas por brasileiros, como a Metamorphose (a qual já fiz review aqui no site), Kaiana, Duzero, entre outras.

Se estiver no Windows, espero que tenha ajudado você a mudar de ideia sobre o Linux, pois sei como algumas comunidades tratam os novatos e como existem alguns que levam a sério a "concorrência" entre os sistemas operacionais, caso seja obrigado a usar o Windows por causa de certos programas, sugiro-lhe duas coisas antes de migrar, primeiro tente buscar um programa que seja nativo no Linux e execute as mesmas funções do programa que te prende, se não houver (pode acontecer), sugiro que busque formas de emular o Windows no Linux, com o uso de programas como Wine e PlayOnLinux ou usando sistemas de virtualização como o VMWare e o VirtualBox, em último caso, realize uma instalação do tipo "dual boot" (o Windows ficará ao lado do Linux em seu HD e ao ligar o computador poderá escolher qual carregar).

Encerrando, gostaria de lembrá-lo de que privacidade é coisa séria, não compactue com a ideia de que "quem não deve, não teme" pois tenho certeza que a pessoa que concorda com a frase anterior não exporia sua intimidade na internet, por exemplo.

Espero que você tenha gostado do artigo e lembro que nosso grupo no Facebook está aberto à críticas, sugestões, tirada de dúvidas e qualquer outro tipo de interação com os outros leitores e a equipe.

Para ler a matéria completa (em inglês) clique no link da referência.

Referência


http://news.softpedia.com/news/linux-never-had-a-better-chance-to-beat-windows-489206.shtml

Até a próxima.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015


Olá leitor, nesse post venho falar novamente sobre repositórios. Eles são importantes pois são eles que vão prover as atualizações e novos pacotes para seu sistema. O detalhe é que por padrão as distribuições vêm com uma lista incompleta ou inexistente (principalmente nos casos de uma instalação por meio de mídia em que não se usou os servidores para atualizar enquanto instala).

Bom, sem mais demoras, vamos ao tutorial.

Antes de começar


O tutorial a seguir funciona somente na distribuição "Kali Linux" em todas as suas versões até a 1.1.0, assim que lançarem a versão 2.0 (provavelmente em 11 de agosto) estarei tentando fazer um novo tutorial.

Recomendo o backup caso já tenha alterado algum repositório na lista, ou se sinta mais seguro com um backup da sua sources.list.

Os passos e comandos presumem que já se tenha o acesso "root" ao sistema (geralmente o padrão do Kali), se não for o seu caso, logue-se na linha de comando (ou terminal) com o comando "sudo -i" (sem aspas) o qual requisitará a senha, após isso é só seguir normalmente o tutorial.

Backup (opcional)


Execute no terminal o seguinte comando:

cp /etc/apt/sources.list /root/Desktop/sources.list

Ele irá fazer uma cópia de como está seu arquivo agora para a desktop.

Editando a sources.list


No terminal digite:

gedit /etc/apt/sources.list

Na nova janela, cole o texto abaixo, no fim do arquivo:

deb http://http.kali.org/kali kali main non-free contrib
deb http://security.kali.org/kali-security kali/updates main contrib non-free
deb-src http://http.kali.org/kali kali main non-free contrib
deb-src http://security.kali.org/kali-security kali/updates main contrib non-free

Salve e feche a janela. De volta ao terminal digite:

sudo apt-get update

Aguarde terminar e se não houver erros, está pronto.

Agora é só aproveitar para usar os novos repositórios, comesse atualizando o sistema. Em caso de problemas nos contate no nosso grupo no facebook.

Referências (em inglês)


Site oficial do Kali

Documentação do Kali

Até a próxima!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015


Amigos leitores, no post a seguir falarei sobre como configurar sua máquina para ter acesso aos repositórios do Debian Testing. Caso ainda esteja com os repositórios padrão, sugiro que veja o outro post que fala dos repositórios do Jessie para que possa adicionar os repositórios ao sistema (algo que não é feito, de modo completo, durante a instalação padrão).

Aviso


NÃO recomendo realizar esse processo em servidores, para os mesmos, use os repositórios jessie (estáveis).
NÃO recomendo a utilização da versão "unstable" (irei mencionar a mesma durante o post) pois a mesma é voltada somente a desenvolvedores e pode conter falhas e bugs.

Antes de começar


Antes de começar, vamos fazer um backup do seu arquivo atual, para que caso haja erros você possa voltar tudo como era antes.

No terminal digite:

sudo cp /etc/apt/sources.list /home/seunomedeusuario/Desktop/sources.list

Substituindo "seunomedeusuario" pelo nome do usuário logado no momento, ele copiará a sources.list para a área de trabalho.

Dica: Ao digitar o comando, digite /home/ e dê um TAB que ele deve autocompletar seu nome de usuário (mais funcional em computadores com um só usuário registrado).

Um pouco mais avançado: Para mudar a pasta de destino do backup, basta mudar o segundo caminho do comando e pronto.

Mudando o repositório



Digite no terminal:

sudo pluma /etc/apt/sources.list

Dica: "pluma" é o nome de um editor de texto, caso deseje (ou não possua o mesmo), altere a palavra pelo nome do editor desejado (exemplo de editor: gedit).

Na nova janela, procure por todas as palavras "jessie" (ou "wheezy") e troque-as para "testing" (sem aspas).

Exemplo:

Encontrado:


deb http://ftp.br.debian.org/debian jessie main contrib

Resultado:

deb http://ftp.br.debian.org/debian testing main contrib


Salve e feche. Agora no terminal digite:

sudo apt-get update

Assim que terminar, tudo estará pronto. Execute o processo normal de atualização do sistema (sudo apt-get upgrade e sudo apt-get dist-upgrade) e aproveite os mais novos pacotes.

Extra


- Exemplo

Exemplo de sources.list com repositórios padrão do Brasil (sem os pacotes "non-free"):

#
# deb cdrom:[Debian GNU/Linux 8.0.0 _Jessie_ - Official i386 DVD Binary-1 20150425-11:43]/ jessie contrib main
#deb cdrom:[Debian GNU/Linux 8.0.0 _Jessie_ - Official i386 DVD Binary-1 20150425-11:43]/ jessie contrib main
deb http://security.debian.org/ testing/updates main contrib
deb-src http://security.debian.org/ testing/updates main contrib
#Custom
deb http://ftp.br.debian.org/debian testing main contrib
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian testing main contrib
deb http://ftp.br.debian.org/debian testing-updates main contrib
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian testing-updates main contrib
#Multimedia
deb ftp://ftp.br.debian.org/debian-multimedia/ testing main
deb-src ftp://ftp.br.debian.org/debian-multimedia/ testing main

- Lembre-se

Durante o post me referi aos "mais novos pacotes", porém a equipe do Debian só libera os pacotes mais novos para a versão "unstable" e após 10 dias os mesmos vêm para a versão "testing".

Links Úteis


Site Oficial do Debian (em inglês)


Espero que tenham gostado e espero vocês em nosso grupo no Facebook para podermos discutir, tirar dúvidas, manter contato com a "staff" e muito mais.

Até a próxima!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Navegando por nossa amada internet, eis que me deparo com o Guia Foca Linux, que basicamente é um guia completo sobre linux, um pouco até mais completo que alguns livros para iniciantes.



Sobre o Projeto Guia Foca Linux:

 Foca GNU/Linux é um guia que traz desde explicações básicas sobre computadores e o sistema GNU/Linux até a administração e segurança do sistema. Os assuntos do guia são explicados em linguagem clara e organizados de forma linear e didática, evitando termos técnicos nos níveis iniciais, até que o usuário se habitue com sua utilização de forma gradual.
Isto faz o guia indispensável para o usuário GNU/Linux iniciante ou os mais curiosos. Todas as seções do guia Foca GNU/Linux tem exemplos para melhor compreensão do assunto explicado e links dinâmicos que te levam facilmente a assuntos relacionados (na versão online, HTML, e-book e PDF).
Sobre o Autor do Projeto: 

Gleydson Mazioli é especialista em Linux, com foco em automatização, alta performance, alta disponibilidade e integração de ambientes  é capixaba e trabalha há mais de 14 anos com Linux.
Desde de 2000 é desenvolvedor oficial da distribuição Debian , foi responsável pela primeira tradução do sistema para português e trabalhou em vários outros projetos de software livre como o The Linux Document Project , Amanda , Mailman , Squirrelmail , CIPSGA , Caetect , etc.
Possui as certificação nível 3 da LPI e nos anos de 2003 e 2006 ficou em primeiro lugar no ranking de administradores Linux do Brainbench , o que o levou também ao posto de 15º no mundo.

Apesar do projeto está um pouco desatualizado, todo conteúdo dos guias valem muito para o aprendizado de pessoas leigas, principalmente daqueles que querem migrar para o Linux. Os guias foram feitos para usuários iniciantes, intermediários e avançados, e o melhor de tudo isso, é tudo compartilhado gratuitamente.

Agora não existe mais desculpa para não aprenderem a usar o linux, não é? ;)

Para acessar o Site do Projeto:http://www.guiafoca.org/

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Métodos de criptografia Linux

Existem dois métodos para criptografar seus dados:




1: Sistema de arquivos empilhados criptografia nível

eCryptfs -

É um sistema de arquivos Linux criptográfico empilhadas. eCryptfs armazena metadados de criptografia no cabeçalho de cada arquivo escrito, de modo que os arquivos criptografados podem ser copiados entre os hosts, o arquivo será descriptografado com a chave apropriada no chaveiro do kernel Linux. Esta solução é amplamente utilizado, como base para a criptografados Diretório do Ubuntu, nativamente dentro ChromeOS do Google, e de forma transparente incorporado em rede anexado vários dispositivos de armazenamento (NAS).

Encfs -

Ele fornece um sistema de arquivos criptografados em espaço do usuário. Ele roda sem permissões especiais e usa a biblioteca FUSE e módulo do kernel Linux para fornecer a interface do sistema de arquivos. Você pode encontrar links para fontes e versões binárias abaixo. Encfs é um software de código aberto, licenciado sob a GPL.



2: Bloco de criptografia no nível do dispositivo


Loop-AES -

Rápido e transparente do sistema de arquivos e um pacote de criptografia de swap para linux. No código fonte muda a kernel do Linux. Funciona com 3.x, 2.6, 2.4, 2.2 e 2.0 kernels.

TrueCrypt -

É livre de código aberto de software de criptografia de disco para Windows 7/Vista/XP, Mac OS X e Linux.

dm-crypt + LUKS - dm-crypt é um subsistema transparente de criptografia de disco no Linux kernel do v2.6 + e posterior e DragonFly BSD. Ele pode criptografar discos inteiros, mídia removível, partições, volumes RAID de software, os volumes lógicos e os arquivos.

Neste post, vou explicar como criptografar suas partições usando o Linux Unified formato Setup-on-disk (Key LUKS) no seu computador ou laptop baseado em Linux.



Instalar utilitário cryptsetup

Você precisa instalar o seguinte pacote. Ele contém cryptsetup, um utilitário para a criação de sistemas de arquivos criptografados usando Device Mapper eo alvo dm-crypt. Tipo de usuário Debian / Ubuntu Linux o seguinte comando apt-get :

apt-get install cryptsetup



Saidas de amostra:


Lendo listas de pacotes ... Feito

Árvore de dependências do edifício

Lendo informação de estado ... Feito

Os seguintes pacotes extra serão instalados:

libcryptsetup4 cryptsetup-bin

Pacotes sugeridos:

busybox

Os seguintes NOVOS pacotes serão instalados:

cryptsetup libcryptsetup4 cryptsetup-bin

0 pacotes atualizados, 3 novos instalados, 0 a serem removidos e 7 não atualizados.

É preciso obter 168 kB de arquivos.

Após esta operação, serão utilizados 669 KB de espaço em disco adicional.

Você quer continuar [Y / n]? y

Obter: 1 http://ap-northeast-1.ec2.archive.ubuntu.com/ubuntu/ preciso principal amd64 / libcryptsetup4 2:1.4.1-2ubuntu4 [55,8 kB]

Obter: 2 http://ap-northeast-1.ec2.archive.ubuntu.com/ubuntu/ / main cryptsetup-bin amd64 2:1.4.1-2ubuntu4 precisa [32,2 kB]

Obter: 3 http://ap-northeast-1.ec2.archive.ubuntu.com/ubuntu/ preciso principal amd64 / cryptsetup 2:1.4.1-2ubuntu4 [80,0 kB]

Buscada 168 kB em 0s (268 kb / s)

Pré-configurando pacotes ...

Selecionar previamente não selecionado libcryptsetup4 pacote.

(Lendo banco de dados ... 25374 arquivos e diretórios atualmente instalados.)

Desempacotando libcryptsetup4 (a partir de ... / libcryptsetup4_2% 3a1.4.1-2ubuntu4_amd64.deb) ...

Selecionando pacote previamente não selecionado cryptsetup-bin.

Desempacotando cryptsetup-bin (de ... / cryptsetup-bin_2% 3a1.4.1-2ubuntu4_amd64.deb) ...

Selecionar previamente não selecionado cryptsetup pacote.

Desempacotando cryptsetup (a partir de ... / cryptsetup_2% 3a1.4.1-2ubuntu4_amd64.deb) ...

Processamento de gatilhos para man-db ...

Processamento de gatilhos para ureadahead ...

Configurando libcryptsetup4 (2:1.4.1-2ubuntu4) ...

Configurando cryptsetup-bin (2:1.4.1-2ubuntu4) ...

Configurando cryptsetup (2:1.4.1-2ubuntu4) ...

update-initramfs: update adiando (trigger ativado)

Processamento de gatilhos para libc-bin ...

ldconfig processamento diferido ocorrendo agora

Processamento de gatilhos para initramfs-tools ...



update-initramfs: Generating / boot/initrd.img-3.2.0-31-virtual

Usuário RHEL / CentOS / Fedora Linux digite o seguinte comando yum :

# yum install cryptsetup-luks

Configurar partição LUKS

Neste exemplo, eu vou encript /dev/xvdc. Digite o seguinte comando:

# cryptsetup-y-v luksFormat /dev/xvdc

Saídas de Amostra:


# cryptsetup-y-v luksFormat / dev / xvdc


ATENÇÃO!
========
Isto irá substituir dados no / dev / xvdc irrevogavelmente.


Tem certeza? ( Digite sim maiúsculas ) : SIM
Enter LUKS passphrase:
Verifique frase:


Comando de sucesso.


Este comando inicializa o volume, e define uma chave inicial ou senha. Por favor, note que a senha não é recuperável, então não esqueça it.Type o comando a seguir cria um mapeamento:

# cryptsetup luksOpen /dev/xvdc Backup2



Saídas de amostra:
Digite senha para /dev/xvdc:

Você pode ver um mapeamento de nome / dev/mapper/backup2 após verificação bem sucedida do material de chave fornecida, que foi criado com a extensão de comando luksFormat:



# ls-l / dev/mapper/backup2


Saidas de amostra

lrwxrwxrwx 1 root root 7 19 de outubro 19:37 /dev/mapper/backup2 -> .. /dm-0

Você pode usar o seguinte comando para ver o status do mapeamento:

# cryptsetup-v backup2 estado

Saidas de amostra
/Dev/mapper/backup2 está ativo.
Tipo: LUKS1
cifra: aes-cbc-essiv: sha256
keysize: 256 bits
device: / dev / xvdc
offset: 4096 setores
size: 419426304 setores
mode: leitura / gravação


Comando de sucesso.

Você pode despejar cabeçalhos LUKS usando o seguinte comando:

# cryptsetup luksDump /dev/xvdc

Formato partição LUKS

Em primeiro lugar, você precisa escrever zeros para /dev/mapper/backup2 dispositivo criptografado. Isto irá alocar dados em blocos com zeros. Isso garante que o mundo lá fora vai ver estes dados aleatórios, ou seja, que protegem contra a divulgação de padrões de uso:

# dd if=/dev/zero of=/dev/mapper/backup2

O comando dd pode levar várias horas para ser concluído. Eu sugiro que você use o comando pv para monitorar o progresso :

# pv-tpreb /dev/zero | dd of=/dev/mapper/backup2 bs=128M

Para criar um sistema de arquivos ou seja, formato de sistema de arquivos, digite:

# mkfs.ext4 /dev/mapper/backup2

Para montar o novo sistema de arquivos em / backup2 , digite:


# mkdir / Backup2

# mount / dev/mapper/backup2 / Backup2

# df-H

# cd / Backup2

# ls-l

Como faço para desmontar e dados seguros?

# umount /backup2
# cryptsetup luksClose backup2


Como faço para montar ou remontar partição criptografada?



Digite o seguinte comando:

# cryptsetup luksOpen /dev/xvdc backup2
# mount /dev/mapper/backup2 /Backup2
# df-h 
# mount

Veja shell script envoltório que abre partição LUKS e configura um mapeamento para dispositivos NAS.



Posso executar o fsck no volume partição / LVM com base LUKS?



Sim, você pode usar o comando fsck Em sistemas baseados LUKS:

# umount /backup2

# fsck-vy /dev/mapper/backup2

# mount /dev/mapper/backup2 /backup2

Veja como executar fsck Em LUKS (dm-crypt), com base volume físico LVM para mais detalhes.



Como posso alterar o LUKS passphrase (senha) para a partição criptografada?




Digite o seguinte comando:



# cryptsetup luksDump / dev / xvdc

# cryptsetup luksAddKey / dev / xvdc Digite qualquer senha:
Digite a nova senha para o slot-chave:


Verifique frase:

Remover ou excluir a senha antiga:

# cryptsetup luksRemoveKey /dev/xvdc

Por favor, note que você precisa para entrar no antigo senha / senha.



Conclusão

Agora você tem uma partição criptografada para todos os seus dados.



Prós:


LUKS criptografa dispositivos de blocos inteiros e é, portanto, bem adequado para proteger o conteúdo de dispositivos móveis, como mídia de armazenamento removíveis (pen USB) ou unidades de disco portáteis.

Você também pode usar com o seu servidor NAS para proteger backups.

Intel e AMD com AES-NI (Advanced Encryption Standard conjunto de instruções) pode acelerar a criptografia baseada dm-crypt para Linux Kernel v2.6.32 +. Isto irá acelerar a criptografia disco rígido.

Funciona com partição swap muito para que seu laptop pode usar o recurso de hibernação (suspend-to-disk) que escreve o conteúdo da RAM para a partição de swap antes de desligar a máquina.



Contras:

LUKS só suportam até 8 senhas, ou seja, apenas 8 usuários podem ter teclas de acesso distintas para o mesmo dispositivo.]

LUKS também não é recomendável para aplicações que exigem criptografia em nível de arquivo.


Créditos ao Natan, por publicar este artigo no antigo fórum da Brutal Security.
Créditos originais não encontrados.
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