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domingo, 24 de maio de 2015



A NSA [(National Security Agency - Agência de Segurança Nacional, dos Estados Unidos)] iniciou o desmantelamento do seu programa de espionagem móvel após uma votação no senado americano não reautorizar sua continuidade.

Algumas horas após o senado americano vetar o programa da NSA de grampos telefônicos, ela começou a desmantelar o programa que esteve sobre criticas de grupos a favor da privacidade e grupos ativistas à favor da liberdade.

O senado americano falhou na tentativa de encontrar qualquer justificativa para reforma ou re autorização do programa cuja licença vence dia 31 de maio de 2015. Apesar do problema não ter sido resolvido, os legisladores prometeram revê-lo.

O programa de rastreamento é maior do que oficialmente se diz, eles [da NSA] tiveram que começar os procedimentos de desmanche do programa de anti terrorismo em antecipação ao veto do congresso.

"O processo está em andamento" um oficial do controle disse no sábado.

Levando em conta a derrota no congresso a sério, os oficiais da inteligência alertaram sobre uma possível lacuna nos dados coletados, caso o senado não aprove o programa ou mude seus planos antes do dia 31 de maio.

O rastreamento móvel da NSA veio a público após o ex-funcionário, Edward Snowden, mostrar documentos de jundo de 2013 que mostram que o governo americano, por meio da NSA, rastreou e coletou dados de milhões de usuários de telefones, incluindo cidadãos residentes nos EUA.

Os dados continham o número discado, a duração, a data e hora da maioria das ligações telefônicas feitas por cidadãos dentro dos EUA, partindo desde o mais liberal até o mais conservador americano.

Opositores do programa, incluindo o candidato à presidência, Senador Rand Paul e o Senador Ron Wyden, disseram que estão cientes que a enorme quantidade de dados pode ser causadora de abusos por parte de administrações futuros, que poderiam facilmente saber como os cidadãos estão conectados entre si, podendo sufocar dissidentes ou perseguir inimigos políticos.

"A [lei] Bill of Rights está perdendo seu valor", Paul escreveu em seu Twitter durante a noite de sexta-feira, antes ele havia pressionado o senado por deixar prazos vencerem durante as etapas do processo. "Continuando a obstruir a vigilância em massa da NSA", escreveu.

Fonte Techworm

Certamente é uma vitória interessante tendo em vista a privacidade global, pois na sua grande maioria, os programas de vigilância em massa não se provaram tão eficientes como propunham na teoria, apesar de funcionarem algumas poucas vezes (como no caso da bomba que explodiu numa corrida em Boston, EUA), possibilitando uma investigação pós crime, não cumpriram seus objetivos (prever e impedir que acontecessem atentados terroristas), fazendo com que se tornassem somente um modo de espionar e possivelmente futuramente controlar as pessoas comuns.

E você, o que acha dos programas de vigilância? Aproveite para se juntar ao nosso grupo no Facebook clicando aqui.

Agradeço a atenção e possíveis comentários futuros. Até a próxima.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O governo sempre pensou no uso do celular como ferramenta para ampliar a bancarização da população de baixa renda, mas os sites dos quatro maiores bancos do País - Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Itaú - apresentam erros graves que inviabilizam a navegação justamente para os mais pobres.


Pesquisa da empresa deviceLab apontou falhas que inviabilizaram o uso dos sites, como alerta de site não confiável exibida nos navegadores Chrome e Firefox, botões sem função ao toque e teclado do aparelho que sobrepunha campos e áreas de clique.

Das 552 falhas encontradas, 31,2% foram no site do Bradesco, 26% do BB e 25,2% da Caixa. O Itaú ficou com uma parcela menor de erros (17,6%) por ter um sistema mais eficaz de busca de agências no site quando acessados por celular ou tablet. Nenhum dos quatro bancos usam o recurso da geolocalização para indicar, pelo site, a agência mais próxima de onde o cliente está.

A avaliação foi feita, de 23 a 28 de janeiro, com um software especializado em testes automatizados em dispositivos reais, chamado blink. O estudo analisou simulação de crédito imobiliário, busca por agência, página inicial e acesso ao internet banking.

Um dos problemas apontados foi a lentidão para o carregamento da página principal do recém lançado site da Caixa. Em geral, o site leva mais do que um minuto para carregar independentemente do aparelho e do navegador utilizado - de 10 a 20 segundos já é acima do limite considerado aceitável.

Ao digitar o nome do banco direto no navegador, os outros três bancos - BB, Bradesco e Itaú, sugerem com insistência o download do aplicativo do internet banking. O pior é que os bancos públicos não permitem que o cliente acesse sua conta pelo navegador do smartphone e avisam que isso só é permitido pelo aplicativo.

A sugestão de download de um aplicativo de forma tão incisiva torna-se arriscada à medida que o usuário médio brasileiro possui aparelhos antigos e conexão de péssima qualidade, concluiu o estudo.

Para Leandro Ginane, presidente da deviceLab, faltam aos bancos planejamento e testes antes de lançar uma nova versão dos sites.

Ele explica que geralmente os testes são feitos em aparelhos de última geração, com conexão wifi e grande capacidade de memória para suportar cinco ou seis aplicativos rodando simultaneamente em segundo plano.

"A realidade do País é totalmente distinta: a maioria da população pertence à classe C e utiliza celulares menos modernos para acessar bancos, e-commerce e ao mesmo tempo conversar com amigos pelas redes sociais, tudo isso com uma conexão precária", afirma Ginane.

Fonte: Info

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Cyanogen começou como apenas uma modificação da ROM do Android original para alguns aparelhos com a intenção de melhorar o desempenho dos dispositivos e de eliminar o "entulho" que algumas operadoras e fabricantes colocam nele.



Com a popularização da modificação a então CyanogenMod passou a se chamar apenas Cyanogen e produzir versões regulares dos Androids para mais e mais aparelhos e conseguiu até mesmo vir como padrão em alguns dispositivos no lugar do Android original, entretanto, parece que esta parceria entre a Cyanogen e o Google está um pouco desgastada pelo olhar de Kirt McMaster, CEO da Cyanogen.

Segundo ele a Google não deixa o Android tão aberto quanto poderia o que impede que determinados recursos possam ser acessados e melhorados, segundo ele o acesso ao "núcleo" do Android somente o Google tem e é por isso que aplicações de terceiros não conseguem usar recursos como o Google Now e seus comandos de voz a não ser os apps do Google.

A ideia inicial da Cyanogen é criar um fork do Android, o Google permite isso, a licença open source do Android permite isso, mas o que o Google não permite é que seus aplicativos rodem em sistemas forkeados, ou seja, um possível Cyanogem ROM independente do Google não poderia trazer a Google Play, Gmail ou qualquer outro App do Google, o que dificulta um pouco as coisas.

Mesmo assim o CEO da Cyanogen se mostra otimista e cogita a possibilidade de criar uma loja de Apps própria, desta forma gerando mais receita para a empresa.

E você leitor, o que achou da declaração, você acha que a Cyanogen produz um Android mais bem acabado do que o Google? Deixe sua opinião nos comentários.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

5 - Comparação entre iOS e Android


5.1 - iOS


O iOS ainda se mantém fechado, o único local para obter softwares é da loja oficial. Também existe uma loja alternativa para usuários que fazem o desbloqueio não autorizado do aparelho, mas este não será considerado por desabilitar todos os sistemas de segurança do aparelho e ser considerado não autorizado pela Apple. Exploits e falhas de desenvolvimento são raramente encontrados devido ao tempo de desenvolvimento do sistema e cuidado o cuidado extra que a Apple toma.

Para uma parte maliciosa disponibilizar um aplicativo com código malicioso na loja diversas camadas de proteção devem ser contornadas. Atualmente diversos pesquisadores de segurança tentam burlar essas proteções, praticamente todos sem sucesso, e os que obtém sucesso tem suas contas bloqueadas e o aplicativo é removido em poucos instantes.

A loja oficial tem diversas proteções que inviabilizam o ataque direcionado a dispositivos Apple. A primeira barreira é a conta de desenvolvedor, onde a Apple cobra uma taxa anual de 99 dólares para o uso da conta. Além do pagamento é necessário encaminhar para a Apple diversos documentos comprovando a identidade do desenvolvedor, entre eles documento de identificação, enderço, documento com foto, entre outros.

Caso o desenvolvedor seja aprovado ele pode enviar aplicativos para a verificação da Apple. Todos os aplicativos submetidos são encaminhados a uma bateria de testes por desenvolvedores da própria Apple e raros aplicativos maliciosos ou com falhas de desenvolvimento passam pelo teste. Caso um aplicativo mal intencionado seja encaminhado para a loja em poucos instantes ele é removido da loja e se necessário de todos os dispositivos. É praticamente impossível um aplicativo sobreviver a um reboot do sistema, atualmente na ultima versão do sistema alguns aplicativos podem ter complementos instanciáveis como Widgets que possivelmente podem sobreviver a reboots, mas ainda não foram implementados e testados completamente.

5.2 - Android


O Google escolheu um modelo diferente nas versões posteriores e manteve o sistema livre e aberto para a instalação de softwares de qualquer fonte. É possível executar executar qualquer código no Android, mas é necessário remover algumas limitações nas configurações do dispositivo, o que pode levar a diversas falhas de segurança, mas ainda assim o aplicativo a ser instalado tem que informar suas permissões e necessidades para a execução e o usuário tem de aceitá-las.

O processo de verificação de aplicativos e desenvolvedor do Google é similar ao da Apple, mas é mais simples e automatizado, ou seja, é mais simples de burlar a verificação e passar um malware. Do mesmo modo que a Apple, o Google também pode remover aplicativos da loja e dos aparelhos, mas o processo é um pouco mais lento, o que da uma janela maior para infecção.

Exploits e falhas de segurança também são raros no Android e aplicativos também não sobrevivem a reboots, do mesmo modo que o iOS, dispositivos modificados podem causar que aplicativos sejam auto executados.

6 - Malwares


Levando em consideração que os dispositivos e sistemas operacionais estão íntegros, a quantidade de ameaças e aplicativos maliciosos são poucas comparado com computadores. Em quanto nos computadores existem milhões de ameaças e malwares, no Android já foram encontrados e catalogados cerca de 50 mil ameaças e malwares, e 5 em iOS. Esta diferença entre os dois sistemas operacionais móveis está no modelo das lojas, onde o Android tem diversas lojas e a possibilidade de instalação de código e fora das lojas oficiais e autorizadas, mas mesmo assim, são poucas ameaças comparado a computadores.

Boa parte das ameaças e falhas encontradas foram geradas por pesquisadores de segurança apenas como prova de conceito, e normalmente usando o sistema Android pela facilidade de instalação para os testes.

Mesmo esses aplicativos maliciosos ou provas de conceito tem a necessidade de mostrar suas permissões na instalação e o usuário tem que autorizar o acesso ao aplicativo.

7 - Previsões para o futuro


Por mais alguns anos os sistemas operacionais móveis não serão alvo de ataques pela complexidade e necessidade de recursos que esses tipos de ataques demandam, o principal foco de ataque e ameaças ainda será os computadores.

Pode-se afirmar que os sistemas de checagem e proteção não vão perder qualidade, pelo contrário, só tendem a melhorar, o que dificultaria mais ainda os ataques aos dispositivos móveis. Pesquisas apontam que os sistemas operacionais para computadores estão ficando cada vez mais complexos e seguros, isso quer dizer, comparando-se com os sistemas de dispositivos móveis.

Os maiores problemas encontrados hoje que causam essas falhas e ameaças são decorrentes de dois grandes fatores: fragmentação e desconhecimento de usuários. A fragmentação dos dois sistemas pode causar problemas de segurança já que rapidamente os dispositivos perdem o suporte do fabricante e vulnerabilidades encontradas não serão corrigidas. No caso de desconhecimento dos usuários a única coisa que pode ser feita é diminuir ou remover a possibilidade do usuário remover as proteções de segurança ou treinar de alguma forma os usuários para aumentar a atenção em relação a segurança da informação.

Um exemplo de falta de conhecimento dos usuários é um aplicativo recentemente removido da loja do Android. O aplicativo em questão era uma lanterna, sua função era apenas ligar o flash da câmera do aparelho, e na instalação o aplicativo solicitava acesso a contatos, GPS, contas, informações pessoais, chamadas, etc. Milhares usuários Android fizeram o download do aplicativo para usá-lo como lanterna e acabaram tendo suas informações roubadas e enviadas ao servidor de um atacante.
E ai pessoal! Como muitos leitores estavam com dúvidas sobre como está o mundo da segurança da informação e para onde está indo, resolvi fazer esse texto explicando basicamente como está o mundo mobile. Separei o texto em duas partes e vou postar as duas hoje no decorrer do dia.

Para mais informações e discussões sobre o tema acesse o grupo do Facebook da Brutal Security.

1- Mídia


Atualmente as mídias especializadas estão focando em noticiar informações sobre novos ataques, malwares e vulnerabilidades sobre sistemas operacionais móveis. Com títulos como “Sistema Operacional iOS da Apple foi hackeado”, “Diversas novas ameaças para dispositivos móveis estão aparecendo”, entre outras, as notícias tendem a chamar a atenção por seus títulos um tanto quanto equivocados. Lendo os detalhes das notícias e fontes, quando não omitidas, mostram que boa parte desses ataques são provas de conceito de especialista da área e pesquisadores de segurança. Este estudo é sobre isso, não necessariamente todas as falhas encontradas são usadas para um ataque real.

Muito é noticiado de vazamento de informações, comprometimento de serviços e outras ameaças, mas ao contrário do que a mídia desinformada noticia estes ataques não tem origem em dispositivos móveis e nem foram direcionados aos mesmos. Todos os documentos, fotos e demais informações que vieram a público nos últimos meses tem pouca relação com dispositivos móveis.

2- Comparativo dos primeiros anos dos dispositivos móveis com os primeiros anos dos computadores pessoais


Na década de 80, quando os computadores pessoais começaram a se tornar mais acessíveis eles ainda eram apenas máquinas que podiam interpretar comandos e executar códigos escritos para auxiliar ou automatizar uma tarefa, não existia nenhum conceito de segurança desses equipamentos. Com isso falhas começaram a aparecer, e com a criação da internet e intercomunicação dos computadores iniciaram os ataques com fins maliciosos a essas máquinas indefesas que já carregavam uma grande quantidade de informação. Cerca de uma década depois que a segurança desses computadores e dessas informações começaram a ser levadas em consideração e medidas começaram a ser tomadas em relação a isso e a correção das falhas. Hoje em dia ainda temos diversas falhas de segurança em nossos computadores pessoais, mas nem comparado com as décadas anteriores, é um movimento natural os sistemas ficarem cada vez mais robustos e protegidos.

Já no caso dos sistemas operacionais para dispositivos móveis, foi usado todo esse conhecimento prévio da evolução e aperfeiçoamento dos sistemas operacionais dos computadores pessoais. Como os desenvolvedores já tinham conhecimento de boa parte dos erros críticos que os sistemas tinham, muitas falhas de segurança foram evitadas já no dia 1 de vida do sistema operacional para dispositivos móveis. Outras medidas foram tomadas para evitar que novas ameaças surjam nestes dispositivos.

2.1 - Impossibilidade de executar códigos de qualquer fonte


Nos anos iniciais dos dois sistemas principais do mercado, iOS da Apple e Android OS do Google, era impossível a execução de códigos que não fossem e fontes confiáveis da empresa desenvolvedora, ou seja, a empresa faria uma curadoria de tudo que pudesse chegar até o aparelho, o que impedia que códigos maliciosos fossem executados. Nos dias atuais a Apple ainda mantém essa mesma política, onde a única fonte de softwares e aplicativos é a própria loja da Apple. No caso do Google a empresa optou por um modelo mais aberto. Diversas lojas podem disponibilizar aplicativos para os aparelhos, sendo estes de responsabilidade da loja que os disponibiliza. Os dispositivos com sistema operacional Android vem por padrão com configurações para impedir a execução de aplicativos de fora das lojas, mas estas configurações podem ser desabilitadas pelo usuário facilmente no painel de configurações do aparelho, o que pode comprometer a segurança.

2.2 - Sandboxing


O sandboxing é outra medida de segurança implementada em todos os sistemas operacionais para dispositivos móveis. O sandboxing é um sistema de proteção, onde o aplicativo é executado em um compartimento isolado de todo o resto do sistema e não tem acesso a nada que não seja criado por ele. Os aplicativos podem acessar algumas áreas comuns do sistema, mas estas áreas não são acessadas diretamente pelo aplicativo, a requisição é entregue ao sistema operacional que age como intermediário. Outro ponto que deve ser destacado é que o aplicativo sempre deve solicitar e informar ao usuário que recurso que ele necessita antes da solicitação ao sistema operacional.

3 - Possíveis ameaças


Normalmente a entrada de ameaças nos sistemas operacionais móveis ocorre nos mesmos padrões dos sistemas operacionais dos computadores pessoais. O download direto do malware por parte do usuário ou o comprometimento do dispositivo por alguma falha de segurança do sistema previamente identificada.

3.1 - Download direto de malware


As lojas oficiais oferecem uma proteção contra esse tipo de ameaça. Todo o código que é submetido a loja passa por uma verificação em busca de falhas ou comportamento mal intencionado e caso seja encontrado é descartado automaticamente. Sistemas como o Android que permitem a execução de código de outras lojas ou fontes desconhecidas sofrem com esse tipo de ameaça. Nestes casos o ataque ocorre quando um usuário mal informado faz o download de um arquivo já infectado ou malicioso e executa em seu aparelho comprometendo todo o sistema e suas informações.
Não é uma função direta do sistema operacional detectar e impedir a execução de um código malicioso, mas todos os sistemas tem algoritmos básicos de análise para identificar se a aplicação a ser executada pode causar algum mal ao sistema. Para contornar esse problema, foram desenvolvidos diversas ferramentas para detectar e impedir que códigos maliciosos sejam executados nos dispositivos. Estes softwares são similares aos anti-virus e anti-malware encontrados nos computadores.

3.2 - Execução de código (exploit) devido a uma falha


Este tipo de ataque é muito comum em computadores pessoais, pelo fato de nenhum sistema ser perfeito e a prova de falhas, quando uma falha é descoberta, seja por um pesquisador de segurança ou um agente mal intencionado, são criados os chamados exploits, códigos maliciosos com o objetivo de usar a falha encontrada para tomar controle do dispositivo. Em sistemas operacionais para dispositivos móveis esse tipo de falha é raro, tanto pelo fato dos sistemas serem mais bem trabalhados do que os dos computadores convencionais, quanto a falta de recursos e acesso que um atacante tem em um dispositivo móvel.
Normalmente estas falhas não estão ligadas ao uso do dispositivo ou alguma ação do usuário, estas falhas são originadas por erros de programação dos desenvolvedores dos aplicativos ou do próprio sistema operacional.

4 - Diferença entre ataque a plataformas móveis e computadores


Por mais que os sistemas operacionais móveis sejam similares e derivados dos sistemas operacionais dos computadores, o nível de ataque é completamente diferente. Ataques direcionados a dispositivos móveis são muito difíceis e altamente complexos, por esse motivo que todas ou boa parte das falhas de segurança são encontradas pela própria empresa ou por pesquisadores de segurança, e não por partes mal intencionadas. No cenário móvel atualmente existem muito mais barreiras do que um computador comum. Para um ataque ser direcionado a um dispositivo móvel, indiferente do sistema operacional, o atacante tem de contornar todas as barreiras para comprometer o sistema, como por exemplo a barreira do sandboxing.

4.1 - Assinatura por partes confiáveis


Hoje me dia para um aplicativo ou software ser executado em um sistema operacional seu código tem de ser assinado digitalmente por uma ou mais partes confiáveis. Isso quer dizer, um atacante com intenção de executar um código malicioso precisa autenticar esse código perante um órgão autenticador. Esta proteção é válida mas facilmente contornada, mas demanda de conhecimento e tempo do atacante.

4.2 - Nenhum código sobrevive a um reboot


Os sistemas operacionais para dispositivos móveis foram construídos de tal forma que nenhuma aplicação pode se inicializar automaticamente após o sistema ser reiniciado, o que impede que os códigos maliciosos sejam executados novamente, sendo necessário que o usuário execute novamente a aplicação maliciosa. Modificações de sistema não autorizado como por exemplo o Jailbreak nos dispositivos Apple e os mods e customizações do Android (root) podem ignorar essa proteção.

4.3 - Funções conhecidamente problemática


Diversas funções e aplicações já conhecidas como altamente vulneráveis não estão disponíveis em sistemas para dispositivos móveis. Pode-se usar como exemplo o Java e o Flash, que constantemente tem atualizações e correções de falhas, e são hoje em dia as maiores ameaças e ponto de entrada de diversos malwares em computadores, normalmente através dos navegadores. Os navegadores dos dispositivos móveis por padrão não vem com suporte a essas ferramentas mas a desejo do usuário, navegadores com suporte estão disponíveis para intalação.

4.4 - Auto execução


Nenhum aplicativo, em nenhuma plataforma móvel, tem a permissão de auto execução. Todos os aplicativos instalados nos dispositivos necessitam da execução do usuário para poder rodar. Além disso o aplicativo necessita mostrar suas permissões e o usuário tem de aceitar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A McAfee está fazendo um alerta para crianças e pais não serem alvos de malwares escondidos em jogos e aplicativos para dispositivos móveis. Com a popularidade e fácil acesso aos jogos online, cibercriminosos utilizam esses aplicativos para espalhar malwares a fim de infectar os aparelhos e roubar informações pessoais dos usuários.
No ano passado, o jogo Flappy Bird fez enorme sucesso entre os usuários de smartphones e tablets com mais de 50 milhões de downloads. Em seguida apareceram centenas de clones do jogo, muitos deles fraudulentos. No primeiro trimestre de 2014, a McAfee divulgou que 79% das 300 amostras de clones do jogo continham malwares que permitiam ao criminoso, entre outras atividades, realizar chamadas e enviar mensagens sem a permissão do usuário, instalar aplicativos adicionais, extrair dados da lista de contatos, rastrear localizações e estabelecer acesso remoto para o total controle do dispositivo.
Thiago Hyppolito, engenheiro de produtos da McAfee, explica que antes de baixar algum jogo no smartphone os usuários devem ter alguns cuidados básicos. “É importante sempre baixar jogos de sites e lojas oficiais e ter uma ferramenta no celular que mostre que aquele jogo ou aplicativo é realmente seguro e não irá ter acesso a informações confidenciais como lista de contatos e mensagens. As pessoas precisam tratar o smartphone como um computador e não apenas como um telefone”.
As ameaças para dispositivos móveis são as que mais crescem atualmente. Segundo pesquisa da McAfee já existem mais de 4,5 milhões de ameaças móveis e apenas no primeiro trimestre o crescimento de ameaças foi de 167% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para garantir mais segurança no smartphone é importante ter sempre a última versão dos aplicativos e do sistema operacional, já que os fabricantes costumam lançar novas versões para corrigir falhas descobertas nas versões anteriores. É fundamental também ter uma ferramenta de segurança completa para o smartphone como o McAfee MMS Gratuito.
Uma dica para os pais que deixam as crianças brincarem com seus smartphones é utilizar ferramentas que bloqueiam as funções do aparelho que não são usadas pelas crianças. Na solução McAfee LiveSafe, a empresa oferece a possibilidade de criar diferentes perfis para o smartphone ou tablete e assim permitir o acesso apenas às funções e aplicativos que interessam a cada usuário. “É possível, por exemplo, criar um perfil apenas com jogos e vídeos, impedindo que a criança tenha acesso a e-mails, realize ligações ou baixe algum arquivo prejudicial ao dispositivo”, explica Hyppolito.

Dica do pessoal do Grupo do Facebook

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Com o avanço dos dispositivos móveis, está cada vez mais simples de um dispositivo se tornar uma ferramenta de ataque com grande poder.

Veja essa palestra sobre Wardriving e ataques a redes usando apenas dispositivos móveis.

Link para a palestra: http://www.secdocs.org/docs/wardriving-from-your-pocket-video/

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Uma pesquisa divulgada nesta semana pela Aspect Security revelou que uma boa parte dos desenvolvedores de apps realmente não sabe lidar com segurança. Feito na forma de um questionário, entregue a 1.425 desenvolvedores de 695 empresas pelo mundo, o estudo mostrou, por exemplo, que 80% dos participantes não sabem proteger dados e informações de usuários.

Este resultado ruim talvez explique o número alarmante de vazamentos e casos de informações expostas que aconteceram nos últimos meses anos. Mas o problema maior é que ele não é o único apontado alarmante pelos resultados da pesquisa.

Além dele, o questionário mostrou que só 51% dos desenvolvedores avaliados demonstrou algum conhecimento em relação ao gerenciamento de sessões seguranas (Secure Sessions Management), enquanto apenas 34% deles sabiam algo sobre a implementação de controle de acesso de URLs. Por fim, somente 26% entendiam de modelos de ameaças e avaliação de arquitetura de segurança (Threat Modeling and Security Architecture Review).

Há o que "comemorar", no entanto. Mesmo com poucos mostrando conhecimento sobre alguns pontos cruciais, os desenvolvedores ainda demonstraram ter domínio sobre alguns dos assuntos. 
Quase 80% deles mostrou saber como evitar ataques de injeção de scripts, e uma parcela pouco maior que 70% saberia prevenir vulnerabilidades XSS (cross-site) e usar SSL nas aplicações criadas.

Execução – A “prova” foi entregue no decorrer de um ano a profissionais envolvidos em diferentes áreas da indústria de desenvolvimento, da financeira (pouco mais de 400 participantes) a militar (cerca de uma dezena), passando pela de software de TI e de saúde.

A maioria dos participantes (quase 50% deles) tinha menos de 2 anos de experiência na área, mas uma parte considerável dos avaliados  (perto dos 25%) passava dos 10 anos de atuação. Ainda assim, apesar da variedade, o resultado obtido foi similar em todos estes setores – o que mostra que o problema está bem longe de ser isolado.

Boa parte dos desenvolvedores (quase 500 deles, na verdade) obteve uma nota entre 60 e 70, que equivale a um já preocupante D. Porém, mais de 550 deles se mostraram ainda mais despreparados quando o assunto é segurança e acabaram com um F na avaliação – ou seja, uma nota entre 0 e 59. Menos de 350 avaliados, portanto, conseguiram um C ou um B, e cerca de 50 desenvolvedores obtiveram um A (entre 90 e 100). Se quiser checar todos os dados da pesquisa, clique aqui.


Fonte: Info

quarta-feira, 13 de agosto de 2014



Os fabricantes de chips querem transformar o hardware na primeira camada de defesa contra violações de dados e outros ataques a tablets e smartphones.

Os dispositivos móveis estão se tornando cada vez mais vulneráveis, com mais informações pessoais, dados bancários, senhas e contatos residindo neles, sem nenhuma proteção, alertam participantes da conferência Hot Chips, realizada ente domingo (10/8) em Cupertino, Califórnia.

As revelações de Snowden sobre a espionagem da NSA e a ocorrência crescente de violações de dados têm lembrado os fabricantes de hardware que chips bem projetados para PCs, servidores e dispositivos móveis, podem minimizar os ataques, se não impedi-los, disse Leendert VanDoom, da Advanced Micro Devices.
"Você não consegue abrir um jornal sem ler sobre um ataque de segurança", ressaltou VanDoom.

A maioria dos ataques de hoje explora bugs de software, mas é possível que hackers isolem teclados, microfones, sensores e até mesmo telas de dispositivos móveis, para obter informações e enviar dados para servidores desonestos, garantiu Vikas Chandra, principal engenheiro da divisão de pesquisa e desenvolvimento da ARM.

Um sistema bem projetado pode fornecer várias camadas para evitar ataques maliciosos e injeção de código não autorizado, disse Chandra, acrescentando que o hardware, o subsistema de segurança e o software dos dispositivos móveis precisam trabalhar juntos em prol do aumento da segurança.

Além da ARM, outros fabricantes de chips como a Intel e a AMD estão trabalhando para levar mais recursos de segurança para dispositivos móveis. As empresas estão tecendo hardware e software para trabalhar de forma mais coesa em um sistema, e também estabelecendo hypervisors, camadas seguras de inicialização e áreas segmentadas - bem como sandboxes - no qual o código pode ser executado sem comprometer um sistema.

A maioria dos usuários de dispositivos móveis não é tech savvy, e não costuma proteger dispositivos com senhas ou PINs. Poucos dispositivos têm software de segurança para impedir a contaminação por malwares, trojans e a execução deles em aplicativos de redes sociais para coletar informações pessoais e enviá-la para criminosos, disse Chandra.
A ARM está melhorando sua camada de segurança, chamada TrustZone, para impedir tais ataques.

Segundo Chandra, a camada estabelece um ambiente de execução confiável na qual o código pode ser executado de forma segura, sem afetar todo o sistema.

A empresa também pretende eliminar a necessidade de autenticação multifatorial ou somente através do uso de senhas para acesso dos usuários a apps e sites, disse Chandra, acrescentando que há maneiras mais seguras de log-in.

Ele deu o exemplo do autenticador desenvolvido pela FIDO Alliance, em que os usuários podem acessar sites através da digitalização de impressões digitais ou reconhecimento facial.

No sistema FIDO, as confirmações de usuário são conseguidas através da checagem do chip de segurança que já vem instalado no dispositivo. Os criadores do sistema argumentam que o fato dos dados estarem ligados a um aparelho individual impossibilita o roubo em massa de senhas ou sua interceptação quando enviados a um servidor que processará a autenticação.

Segundo Chandra, o log-in de um autenticador FIDO (Fast Identity Online) gera uma chave privada, que é criptografada, enviada para um servidor FIDO, que então decifra a chave. Essa tecnologia emergente funciona dentro da TrustZone, que protege as chaves privadas.

Participam da FIDO Alliance, criada no ano passado, empresas como a ARM, Google, Microsoft, Bank of America, MasterCard, PayPal, Samsung, Visa, e Lenovo, entre outras.

Também é importante garantir que os servidores estejam prontos para lidar com diferentes camadas de segurança em dispositivos móveis e com as novas técnicas de autenticação, afirmou Ruby Lee, professor de engenharia elétrica na Universidade de Princeton.
"Segurança não é apenas uma questão de cima para baixo. Também é de uma extremidade à outra", disse Lee.

"Não adianta ter segurança nos dispositivos se os servidores de nuvem não estiverem seguras. Smartphones que funcionam como nuvem inseguras estão completamente inseguros", completou Lee.
Engenheiros da Intel, AMD e ARM também falaram sobre melhorias de segurança nas camadas de hardware em PCs e servidores. Muitas implementações de segurança de hardware estão acontecendo em torno de camadas execução segura, domínios confiáveis ​​e DRAM, de forma modo que chaves privadas e dados criptografados não possam ser roubado em trânsito. A Intel está levando a capacidade de identificar rootkits e vírus polimórficos na camada de hardware para seus futuros chips, facilitando a identificação de ataques maliciosos antes que possam causar estragos em um sistema.

Nem todos os recursos de segurança de hardware em PCs e servidores estarão disponíveis para smartphones, que têm capacidades limitadas de processamento devido a restrições de energia, disse Lee. Mas complementarão as soluções, cuidando de todo o sistema.

Fonte: IDG Now

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

E ai pessoal!

Achei aqui um tuto bem interessante e bem fácil de reproduzir para instalar a famosa distro de pentest Backtrack/Kali no seu smartphone/tablet Android.

OBS: Pode ser que não funcione com alguma versão de Android ou dispositivo.


O que vamos precisar:


  • Kali Linux para ARM
  • Android com Root
  • Linux Installer (Pode ser encontrado na Google Play)
  • Zarchiver (Pode ser encontrado na Google Play)
  • Busybox (Pode ser encontrado na Google Play)
  • Android-VNC (Pode ser encontrado na Google Play)
  • Terminal Emulator (Pode ser encontrado na Google Play)
Todos esses apps são gratuítos. Então vamos começar, a primeira coisa que vamos precisar é o Busybox. Assim que terminar a instalação o próprio app irá instalar mais algumas coisas do seu dispositivo, após tudo ser instalado, instale o Linux Installer.

No Linux Installer, toque em Install Guides no canto superior esquerdo:


Quando você tocar ali verá uma lista com as distros, toque em Backtrack (ou Kali) e você verá uma tela com os passos de como instalar.

Após isso aperte em Download Image e aguarde o download terminar. Em quanto baixa você pode ir instalando o Terminal Emulator e o Zarchiver. Após tudo instalado e baixado, descompacte a imagem com o Zarchiver no diretório raiz em uma pasta chamada Backtrack (ou Kali). Extraia em uma memória externa e não na memória interna. Assim que estiver tudo feito volte ao Linux Installer e clique em Start Linux ou Launch.


Se por acaso ele não reconhecer a distro, vá em Setting > Edit e mude o caminho para a pasta que você descompactou a imagem.

Se tudo der certo o Terminal Emulator vai abrir e mostrar os passos de instalação. Assim que estiver tudo configurado você receberá o terminal do Backtrack/Kali:


Caso queira a interface gráfica do Backtrack/Kali use o Android VNC para isso.


Caso você não saiba o ip do seu dispositivo, no terminal utilize o comando ifconfig ou use o ip loopback 127.0.0.1

quarta-feira, 30 de julho de 2014

E ai pessoal!

Hoje vou indicar uma ferramenta bem interessante para forense no iOS.

O iOS Forensics é uma ferramenta desenvolvida em Python para analisar e recuperar dados de dispositivos iOS. A ferramenta é livre e gratuita, desenvolvida pela OWASP.

Dependências da ferramenta:

Linux

  • OpenSSH
  • sshpass
  • sqlite3
  • Python >= 2.6
  • Python-magic
  • plistutil

Dispositivo


  • Dispositivo com Jailbreak
  • OpenSSH
  • Wifi habilitado
  • Conectado via USB no firmware mode


A ferramenta parece ser muito boa, mas apenas para dispositivos com jailbreak. Para dispositivos com o sistema ainda íntegro não acredito que exista um meio simples ou possível de obter os dados.

Mais informações e download da ferramenta no GitHub.

terça-feira, 27 de maio de 2014


Um grande número de usuários de mac e dispositivos iOS da Austrália tiveram seus Macs, iPhones e iPads bloqueados remotamente por hackers que exigiram dinheiro para liberar os aparelhos.

Os usuários afetados foram direto para o fórum de suporte da Apple e para as redes sociais para discutir o problema. Um usuário de iPhone de Sydney alega que foi acordado as 4 da manhã com um aviso de "aparelho perdido" e que um tal de "Oleg Pliss" tinha hackeado seu telefone. Foi exigido uma transferência de $50 para uma conta do PayPal para desbloquear o aparelho.

A Apple ainda não se pronunciou sobre o problema, mas já foi reportado. De acordo com o especialista Troy Hunt a invasão provavelmente ocorreu por causa dos vazamentos e foi usado para bloquear os aparelhos.

Usuários de iPhone que utilizam o bloqueio pelo Touch ID conseguiram desbloquear os aparelhos.

Fonte: Cult of Mac


sexta-feira, 25 de abril de 2014

E ai pessoal!

A alguns dias eu estava procurando um método alternativo para rodar o Android e testar alguns apps em um dispositivo diferente do que eu tinha (Moto X). Antes de mais nada tenho que dizer que estou tentando evitar aquela plataforma de desenvolvimento e testes usada pelos desenvolvedores, não me lembro do nome no momento.



Depois de algumas buscas eu encontrei um software chamado Bluestacks, que promete rodar apps de Android em PC, bem como uma máquina virtual. Baixei e testei mas achei alem de estranho e meio bugado, não se parece nada com o Android que eu tenho no meu Smartphone. Provavelmente eu não saiba usar, porque vejo tutoriais mostrando a ferramenta funcionando exatamente como deveria ser, vou pesquisar mais um pouco, mas ate lá achei uma solução alternativa.

Pensando um pouco no Bluestacks que funciona como um virtualizador, resolvi procurar um modo de virtualizar isso com meu grande amigo VirtualBox manualmente, e encontrei. O Android no fundo é um sistema Unix, o que quer dizer que pode ser gerado uma imagem e emulada/instalada no VirtualBox.

Depois de algumas buscas encontrei a imagem e instalei e funcionou muito bem. Alguns apps bugam por necessitarem de um hardware específico, coisa que o VirtualBox não pode emular, mas no fim das contas pareceu ser melhor que o Bluestacks.

Algumas considerações:


  • Independente de recursos alguns apps não irão funcionar
  • O Android provavelmente vai rodar meio travado, indiferente dos recursos da sua máquina
  • Reserve algo em torno de 4GB para a vm Android
  • Disponibilize o máximo de recursos da placa de vídeo para a vm Android

Estou fazendo um vídeo da instalação e do uso do Android no VirtualBox, então fique ligado que mais tarde nesse post vai ter o vídeo.

Caso queira baixar e brincar você pode pode conseguir a imagem do Android 4.4 aqui!

EDIT: Veja abaixo o vídeo!


segunda-feira, 10 de março de 2014

O Android está se tornando uma plataforma vulnerável dia a dia e os hackers estão sempre tentando novas técnicas. Seguindo essa idéia, os pesquisadores da Symantec encontraram um toolkit para desenvolvimento de malware chamado Dendroid.

Anteriormente, Symantec encontrou uma ferramenta de admin remota do android, chamada AndroRAT e é o primeiro malware incorporado em um apk. 


O Dendroid toolkit é capaz de gerar um apk malicioso que oferece features incríveis como:
  • Deletar logs de chamadas
  • Abrir páginas web
  • Discar para qualquer número
  • Gravar chamadas
  • Interceptar sms
  • Upload de imagens e vídeos
  • Abrir aplicativos
  • Disparar ataques DoS

O desenvolvedor do Dendroid também oferece suporte 24/7 para os usuários que comprarem o toolkit por 300 dólares, pagando por Bitcoin ou Litecoin.

Experts da Symantec disseram que o Dendroid tem ligação com o anterior AndroRAT toolkit. Dendroid oferece um RAT HTTP com painel PHP, interface de firmware e um pacote apk. O desenvolvedor oficial do Dendroid se auto identifica como "Soccer".


Symantec acredita que existe um forte mercado para essas ferramentas maliciosas. Mesmo em PCs, como os malwares Zeus e SpyEye, são encontrados em grandes crimes. Estes toolkits ficaram famosos pelo fácil uso. Symantec também indica que os usuários de Android instalem o Norton Mobile Security que pode detectar essa ameaça.

De acordo com relatórios, o android é a plataforma dominante em espalhar malwares. Por ser open source, o android é o alvo dos criminosos. Muitos experts preveram que 2014 é o ano de ataques de malwares e roubos de dados.

É recomendado baixar apenas aplicativos de fontes confiáveis (Google Play). Se você baixar aplicativos de fontes desconhecidas, você pode ser vítima de um cyber ataque.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Agência de Segurança Nacional (NSA) utiliza aplicativos vulneráveis, como o jogo "Angry Birds" para acessar informação pessoal ou dados de localização no mundo todo , revelaram nesta segunda-feira os jornais "New York Times" e "Guardian". 
As agências de inteligência dos Estados Unidos e Reino Unido desde 2007 tentam explorar a grande quantidade de informação obtida por aplicativos móveis e as partilhadas em redes sociais, segundo novas revelações do ex-analista externo da NSA, Edward Snowden.
Segundo os jornais, a NSA reconheceu as imensas possibilidades de espionagem que os "smartphones" reúnem pelos aplicativos, e são chamados de "sementes de ouro", revelou uma das páginas do documento, datada de maio de 2010.
A NSA recomenda buscar modos de explorar utilidades como Google Maps e obter dados de posicionamento, contatos, direções e telefones nos metadadosde fotos compartilhadas em redes sociais como Facebook, Flickr, LinkedIn e Twitter.
Os documentos que o "New York Times" mostram que especialmente os aplicativos desenvolvidos no começo da introdução dos smartphones e os que têm anúncios são os mais vulneráveis.
Os documentos revelados por Snowden mostram, por exemplo, que o centro de escutas do Reino Unido, GCHQ, tentou quebrar partes do código de programação do jogo "Angry Birds" para Android para obter dados pessoais.
No entanto, os documentos vazados hoje não falam quantos usuários podem ter sido espionados com estas técnicas ou se espionou também cidadãos americanos, o que violaria a Constituição americana.
Em uma resposta escrita, a NSA disse não buscar "perfis do americano comum nas missões de inteligência estrangeira".
O desenvolvedor de "Angry Birds", Rovio, reconheceu em 2012 que compila informação privada de seus usuários para que as empresas de publicidade online dirijam melhor sua mensagem, uma técnica que outros aplicativos também usam.
Os serviços de inteligência britânicos e americanos poderiam obter essa informação secretamente, e elas vão de raça, orientação sexual e estado civil das pessoas espionadas.
Fonte: Revista Info

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Desde o seu lançamento o Moto G, smartphone da Motorola, conseguiu chamar atenção de várias pessoas. Agora, a empresa resolveu abrir completamente o código do aparelho para todo mundo utilizar.



A Motorola resolveu transformar o Moto G em um produto de código livre, divulgando o código-fonte do smartphone, como ROMs e kernels, para que desenvolvedores possam estudá-lo. O aparelho, que já trabalha com um sistema operacional de código livre, o Android, poderá ter cada detalhe desvendado por devs que podem criar soluções ainda melhores para ele.

Isso significa que, apesar de a liberação não servir para muita coisa ao usuário final a curto prazo, pode indicar uma melhoria na qualidade de diversos aplicativos e funções do aparelho, agradando a todos os envolvidos no final.

Caso você seja um desenvolvedor e tenha interesse em conhecer melhor os códigos do Moto G, clique aqui para visitar a página criada pela Motorola.

Fonte: Tecmundo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Roubo de senhas, captura de imagens e até mesmo transmissão de suas ligações estão entre os perigos aos quais você está exposto.

Como os hackers poderiam fazer seu celular se voltar contra você?DroidWhisperer em ação. (Fonte da imagem: VentureBeat)

O que um malware pode causar em seu aparelho? Perda de dados, falhas no software ou qualquer problema que poderia ser resolvido com a restauração completa do sistema estão entre as respostas mais básicas. Isso tudo, por mais perigoso e trabalhoso que possa ser, não é, de fato, um problema muito grave.
Mas nem só de danos recuperáveis vive um malware — aliás, nem só de danos perceptíveis, melhor dizendo. Exemplo disso é o app malicioso DroidWhisperer, criado por Kevin McNamee, um pesquisador da área de segurança da Kindsight. Ele escondeu o malware junto de um Angry Birds e começou a distribuir o aplicativo em uma loja não oficial.

Ao instalar o jogo desta loja, sem perceber, o usuário instalava também o aplicativo do mal. Sem ser notificado de nada, ele concedia autorização para capturar áudio do microfone, relatar sua posição exata e ainda baixar sua lista de contatos, permitindo a utilização desses dados de uma forma nada benéfica. E tudo isso de modo silencioso, comandando o aparelho hackeado pela internet.

Você não está sozinho

Mas você pode pensar: este aplicativo foi feito em forma de teste, pode ser que não se torne realidade. E, sim, de fato, pode ser que nenhum hacker — ou agente de algum governo querendo espionar seus cidadãos ou ainda algum barão da comunicação em busca de maior audiência — faça algo do gênero.
Por outro lado, a criação do DroidWhisperer por uma empresa de segurança foi mais simples do que se pode imaginar. “Nós usamos as APIs [interface para a programação de aplicativos] oferecidas pelo Android”, garante McNamee, mostrando que, com o conhecimento certo, os espiões terão seu trabalho de adaptar o malware ao Android facilitado por uma ferramenta especial.

Central de controle

Você faz uma ligação e um aplicativo que você instalou sem garantir a procedência está captando áudio do seu microfone e transmitindo tudo para outra pessoa. Sem que você perceba, sua câmera começa a tirar fotos suas e enviar as imagens para este espião.
No caso do DroidWhisperer, isso tudo é bem simples. Por meio de um painel de controle é possível ver todos os aparelhos conectados, acessando o conteúdo enviado por eles como se acessa um gerenciador de arquivos, tudo via internet, sem nenhuma conexão cabeada.
Como os hackers poderiam fazer seu celular se voltar contra você?DroidWhisperer oferece acesso completo e imperceptível a um aparelho. (Fonte da imagem: VentureBeat)

Imperceptível

Além disso, ele pode capturar áudio, vídeo, lista de contatos, número identificador do aparelho e até mesmo enviar mensagens em forma de popup — o que dá até um ar sobrenatural para a espionagem. Esse conjunto de ações pode ser feito com o malware sem levantar qualquer suspeita no usuário ilegalmente monitorado.
O grande aliado do DroidWhisperer é a sua quase invisibilidade. Para evitar ser percebido, o malware é capaz de reduzir completamente o volume do aparelho, então fica praticamente impossível notar quando ele está agindo. Para o caso de aparelhos que exibem pré-visualização de uma foto recém-tirada, ele reduz o tamanho da exibição a um único pixel, outra malandragem para continuar imperceptível.

Ninguém está a salvo?

Claro que, até o momento, nenhum problema do gênero foi identificado em nenhum aparelho ao redor do mundo. A criação de McNamee ainda está restrita aos laboratórios, mas serve de alerta para os desenvolvedores de sistema e as empresas de segurança, mostrando que eles ainda devem trabalhar duro para garantir a segurança de seus usuários.
Para os que acham que apenas o Android é o problema, o pesquisador faz um alerta. “O telefone é um tipo de dispositivo de ciber-vigilância muito poderoso”, afirma, concluindo que “o Android é uma plataforma muito flexível para se trabalhar... [Porém] acredito que o mesmo pode ser feito com o iOS”.
Então, independente de usar um sistema ou outro (ou Windows Phone, BlackBerry e por aí vai), as dicas continuam as mesmas: baixe aplicativos de lojas certificadas e fique atento ao que realmente está sendo instalado em seu smartphone.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Estamos um passo mais próximos a uma internet real das coisas com o desenvolvimento de uma nova tecnologia que permite que dispositivos se comuniquem entre si usando sinais de TV e Wi-Fi. A parte mais impressionante? Eles não precisam de bateria.

Uma equipe de desenvolvedores da Universidade de Washington apresentou sua nova técnica de comunicação que não exige nenhum tipo de atenção humana. Conhecida como “retrodifusão ambiente”, esta tecnologia literalmente cria uma rede a partir do nada, e os dispositivos podem ir para qualquer lugar. “Nós podemos reaproveitar sinais wireless que estão ao nosso retor tanto como uma fonte de energia quanto como um meio de comunicação”, explica Shyam Gollakota, um dos responsáveis pelo estudo. “Esperamos conseguir aplicações em diversas áreas como computação vestível, casas inteligentes e redes de sensores auto-sustentáveis.”

Parece bem prático. Esses sensores livres de bateria poderiam ser instalados, por exemplo, em um chaveiro que se comunicaria com o seu smartphone. Assim, se a sua chave cair do seu bolso no sofá, o sensor envia uma mensagem ao seu smartphone quando você se levantar. De acordo com o PhysOrg, “ela pode ser configurada para quando a bateria acabar, o smartphone continuar enviando mensagens de texto ao se aproveitar do sinal ambiente da TV”. As mensagens provavelmente seriam escritas anteriormente, já que é bem difícil digitar qualquer coisa em um telefone sem bateria.

As implicações da retrodifusão ambiente vão muito além da conveniência doméstica. Os pesquisadores explicaram um caso onde sensores seriam instalados nas paredes de prédios e avisariam os proprietários de qualquer rachadura que possa prejudicar a integridade estrutural. O mesmo vale para pontes, peças de carros e praticamente qualquer coisa que você imaginar. Como eles não exigem bateria, podem ser bem pequenos e ser colocados em qualquer lugar.

É tudo bem incrível quando você pensa um pouco. Imagine um futuro onde a tecnologia é verdadeiramente sem fio. Estes pequenos sensores podem ser os primeiros de uma nova classe de dispositivos autônomos que vão se espalhar pelo mundo para facilitar a nossa vida.

Fonte: Gizmodo

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


Todo mundo comenta que o mundo dos smartphones precisa de inovação e diversidade, então a Samsung resolveu tentar coisas novas. Este modelo vazado é um celular de médio curso chamado de Galaxy Folder. Muito parecido com os celulares de antigamente, mas com telas dos dois lados, como você pode ver na imagem acima. Os displays contam com telas AMOLED de 3.7 polegadas e com resolução de 800 X 480. Outras informações que vazaram é o processador dual core Snapdragon 400, 2GB de RAM e suporte a LTE. Existem também boatos que a tela traseira pode ter a tecnologia e-ink, como o leitor Kindle.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Operadoras e fornecedoras decidiram colaborar para a resolução da falha, que pode ser corrigida da mesma forma que pode ser explorada: através de uma atualização OTA



Nohl descobriu que era possível ludibriar a segurança dos SIM cards e levá-los a revelarem uma chave de criptografia Data Encryption Standard (DES) de 56 bits, passível de ser decifrada por qualquer computador. Segundo o pesquisador, enviando-se uma atualização falsa de software OTA, os cartões enviavam uma notificação de erro de código com a chave.Um problema de segurança em SIM cardsidentificado pelo pesquisador Karsten Nohl, da Security Labs Research será fácil de resolver, de acordo com o mesmo especialista. A vulnerabilidade afeta milhões, mas será simples de corrigir pelas operadoras que já estão colaborando com os fabricantes de SIM cards.
Segundo Nohl, meio bilhão de celulares - independente da marca - podem estar vulneráveis, com base em uma amostra de mil SIM cards em uso por várias operadoras da Europa analisadas pelo pesquisador.
Mas o problema de criptografia fraca e o erro do envio do código com a chave pode ser corrigido da mesma forma que pode ser explorado: por meio de uma atualização OTA.
Em certos SIM cards vulneráveis é possível desligar a criptografia DES e ligar a Triple DES, mais recente e mais segura. Os usuários sequer saberão que os seus celulares foram atualizados.
Frequentemente os operadores enviam atualizações "invisíveis" para as pessoas, utilizando os códigos SMS especiais para alterar, por exemplo, as configurações de roaming. As operadoras também podem fazer uma correção fundamental nos seus centros de SMS, preparados para processar todas as mensagens.
Os códigos SMS com atualizações de software são muito específicos. Por isso as operadoras podem ajustar seus firewalls para só permitirem o envio dos códigos que tiverem origem nos seus servidores, sugere Nohl.
O especialista apontou ainda que, dado o número de operadoras afetadas, o seu laboratório entrou em contato com a GSMA para fornecer detalhes da pesquisa e a Associação, por sua vez, emitiu alertas e recomendações.
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