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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sinopse

Os Serviços de Inteligência brasileiros sempre careceram de transparência - não sobre suas informações - muitas vezes distorcidas e mal utilizadas - mas acerca de seu funcionamento, estrutura e, principalmente, do modus operandi adotado pelos governantes que os tutelam. A obra do tenente-coronel André Soares, ex-analista de contrainteligência da ABIN, em depoimento ao jornalista Cláudio Tognolli, vem lançar essa luz tão necessária sobre o tema. O livro traz a público o que a sociedade tem direito de saber há muito - como funciona nossa arapongagem oficial, sobretudo quando o Brasil mais precisa da inteligência para enfrentar as demandas dos dias atuais. Isso se dá, sobretudo no que diz respeito às questões de segurança, tecnologia, disputas mercadológicas, descobertas científicas e também nas ações anticorrupção. Conforme destaca, no prefácio, o advogado Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça, 'produzir conhecimento e tratar a informação é um trabalho que requer especialização, técnica e eficiência. Criar sistemas que integram os órgãos de inteligência não pode ser algo apenas formal - há que ser conceitual. Trata-se de uma Política de Estado, o que nosso País definitivamente não tem'. O livro é o relato de um brasileiro que quer ver o país melhor e sem que o nosso Estado de Direito (construído a tão duras penas), continue sendo impedido por uma antologia de desmandos e malversações, contaminados com milhões em verbas secretas destinadas a fins inconfessáveis. André Soares, enfim, só tem um objetivo - um Brasil melhor, com instituições à altura da democracia plena, tão sonhada por nós. Inserido, como um vocacionado profissional, nesse caótico cenário brasileiro, o autor vem denunciando, há anos, a criminalidade organizada que impera nos serviços de inteligência no Brasil. E é por esta razão que, também há muito tempo, é perseguido. Perseguido e severamente ameaçado, inclusive de morte. Tudo pela criminosa 'comunidade de inteligência', no comando da ABIN e na cúpula do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Eles consideram esta obra como um 'livro proibido'.



Review


Primeiramente tenho que dizer que não é um livro muito divulgado. Não sei se é por ser relativamente novo ou por realmente não ter a devida atenção que merece. Fui ficar sabendo da existência do livro através de uma publicação em um grupo do Facebook sobre o tema, justamente do próprio Tenente-Coronel André Soares (acredito que não se trate de um perfil fake).

De cara o livro já me ganhou, sempre tive o interesse de trabalhar em um órgão de inteligência e segurança nacional, mais voltado para a parte cyber do negócio (diz a lenda que o Brasil tem times de cyber defesa...), depois de ler o livro, talvez não tenha toda essa vontade, pelo menos em agências do Brasil.

O livro expõe o que muitos de nós já tínhamos ideia: A ABIN e o Sistema de Inteligência talvez não sejam tão inteligentes como supostamente deveriam ser.

Para não dar muito spoiler do livro, vou comentar alguns detalhes que acho interessante e que sem dúvida, se ainda não foi o suficiente até aqui, vai convencer para comprar o livro e ler.

O livro conta com diversos relatos sobre operações, detalhes e documentos de processos, as principais falhas nos sistemas de inteligência identificadas pelo próprio André Soares em seu tempo como agente. Outro ponto interessante do livro é a abordagem, que trata desde conceitos básicos e processo de obtenção de informação até casos extremamente delicados como grandes operações, agentes estrangeiros no país e até mesmo terrorismo internacional.

O ponto focal do livro é a grande incompetência dos serviços de inteligência brasileira, como o autor mesmo se refere, a arapongagem nacional, está tão perdida em conflitos e corrupção interna que não tem tempo nem recursos para tratar de assuntos externos, e estes assuntos externos correspondem a inteligência, segurança nacional, contrainteligência, contraterrorismo e demais assuntos do gênero.

Agora, a parte final vale a pena comprar/ler este livro? Mas é claro que sim! De fato é muito importante que conheçamos com um pouco mais de detalhe este órgão que tem como função a segurança nacional e boa parte das decisões estratégicas do país. Mas isso não é tudo, se fosse uma organização extremamente secreta e sigilosa, mas que funcionasse de forma exemplar, nosso problema estaria resolvido aí. Por mais que seja secreta é legal matar a curiosidade e ter a sensação de que estamos seguros. Mas o problema é que a ABIN como é descrita pelo Tenente-Coronel André Soares está profundamente corrompida pela corrupção o que só piora nossa situação. Como já comentado o livro vale muito a compra, leia, descubra em detalhes as deficiências desta organização e tire suas próprias conclusões.

Desta vez não vou deixar o link de nenhuma editora ou Amazon, o link de referência para compra desta vez vai para a Livraria Cultura, que no momento que escrevo este post está com promoção neste livro. O livro custa normalmente R$ 49,90, mas no momento a Cultura está vendendo por R$ 38,90, um preço mais que justo por um livro destes.

E era isso! Eu fico por aqui, conhecendo um pouco mais da agência brasileira de inteligência e um pouco mais paranoico!

#Culturamepatrocine :D

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Sinopse 


Imagine o que pode acontecer a uma nação corrompida e conectada, que não domina seu próprio parque tecnológico, quando todo o sistema passa a ser controlado por uma força cibernética desconhecida, com amplo domínio político, social e cultural, capaz de exercer forte influência sobre o povo, capaz de impor sua vontade. 

Em apenas 7 dias todo um país pode ser dominado, seus líderes expostos, os poderes subvertidos, os conceitos mitigados, e sem disparar um tiro, sem usar uma arma, sem que se exista no mundo real, materializado. 

Saiba como, conheça Tantalus.



Review


Bom vamos lá. O livro é curto e baratíssimo, então só por isso você já não tem desculpa para não ler.

O livro basicamente entrega o que se propõe, uma reflexão de como a sociedade é vulnerável a um ataque complexo, chegando a destruir completamente um país em apenas 7 dias. O que é algo muito bom, boa parte das pessoas não tem esta visão do estado atual de nossas tecnologias. Todo o conteúdo do livro é baseado em notícias e informações atuais e reais, mas para o livro, o autor Jose Navas Junior preferiu criar um país fictício, com semelhanças a nossa realidade.

A história, ou melhor, os acontecimentos tratados no livro são realmente muito plausíveis e altamente precisos. Conheço superficialmente o autor e me impressiona a precisão e detalhe de todos os ataques e ferramentas descritas, não desmerecendo ele, pelo contrário, impressiona ver uma pessoa que não está diretamente ligado a área técnica e operacional de TI e segurança discorrer tão bem, equilibrando de uma forma muito boa o conteúdo técnico e a clareza na descrição, alcançando todos os públicos. Sei que o Navas tem hoje em dia um contato um tanto próximo com o tema, mas quando me refiro a não ser da área me refiro a aquele profissional de TI que cresce e que tem no seu dia a dia, desde o início esses conceitos.

Sobre minha opinião do livro, adorei a abordagem, mas tem alguns detalhes que discordo com o autor. A primeira delas é a complexidade do ataque. Fazendo um paralelo do país fictício com o Brasil, não seria necessário um ataque tão complexo, acredito que qualquer estágio isolado do ataque já causaria um caos imenso devido a defasagem de nossas tecnologias. Um segundo ponto que me incomodou um pouco foi alguns detalhes do ataque em si, não vou entrar em detalhes para não dar spoiler, mas quem seria o grupo que atacou o país, um governo inimigo? Um orgão militar? Os servidores que foram comprometidos para uma das fases do ataque são quase que inalcançáveis, provavelmente aqui que entra a ficção...

E para finalizar, não sei se este comentário é positivo ou negativo, mas o sonho de todo script kiddie, lammer, e outros, é destruir um governo através de ataques digitais, vemos isso todos os dias por aqui, páginas desfiguradas e com mensagens com esta intenção. Seria o Tantalus o próximo motivador de ataques após V de Vingança com Anonymous?

Brincadeiras e maluquices conspiracionais a parte, o livro é realmente muito bom e serve para dar aquela ideia de fragilidade de nossa sociedade, e mostrar como a 3º Guerra Mundial pode ser travada no campo de batalha digital.


Você pode comprar o livro na Amazon como ebook por apenas R$ 2,21, sim você leu certo, DOIS REAIS E VINTE E UM CENTAVOS!!! Não tem como não comprar. O livro tem 71 páginas, uma leitura rápida e simples. Vale a pena!

terça-feira, 18 de agosto de 2015



Amigos leitores, no dia de hoje vim falar sobre uma distribuição (distro) Linux com uma proposta interessante.

Introdução


Primeiro acho que a pergunta "O que é isso?" é válida. No site oficial da distro, há uma resposta oficial: "Trisquel GNU/Linux is a fully free operating system for home users, small enterprises and educational centers.", traduzindo livremente seria algo como "Trisquel GNU/Linux é um sistema operacional completamente livre para uso doméstico, pequenos negócios [(empresas)] e centros educacionais. A resposta à pergunta resume bem a ideia do sistema, uma distribuição completamente livre com algumas aplicações específicas.

Aviso


O texto a seguir contém opiniões e impressões pessoais, podendo ser parcial em alguns momentos. Ele não representa a opinião da Brutal Security nem de nenhum de seus outros membros, apesar de elas poderem coincidirem.

Características


Trisquel é livre, isso é muito bom, pois existem todas as vantagens de usar Linux e além disso ser software livre e de código aberto (as quais os leitores do site estão cansados de ouvir). Seus mantenedores são espanhóis e em especial essa distro é totalmente livre, ou seja, não há software proprietário incluído na instalação padrão exceto plugins do Abrowser (navegador padrão do SO), o que não significa que será possível instalá-los manualmente depois, o detalhe é que isso pode ser um entrave para que alguns programas possam funcionar corretamente, fora que às vezes uma instalação manual pode ser trabalhosa.

Sobre o SO (Sistema Operacional) em si, ele vem com o Gnome por padrão como o ambiente gráfico e possui algumas características do Ubuntu (felizmente as boas) e ainda conta com suporte a softwares do Debian (ou seja, mais de 26000 pacotes são suportados, sendo 224 disponíveis em seus repositórios padrão e 52 que já vêm no SO), logo, o "desgaste" inicial pode ser relativamente grande, porém depois do sistema funcionando tudo necessitará de somente uma manutenção básica (que é inerente aos sistemas computacionais diversos).

Avaliação


O bom e velho (e porque não objetivo)"prós e contras".

- Pontos positivos


Primeiro os motivos pelos quais você deveria dar uma chance para a distro em questão (ou ao menos testá-la).

- É Linux, software livre e de código aberto

Nem preciso explicar esse ponto.

- Tem uma proposta inovadora

 Se está a algum tempo no "mundo Linux" deve ter percebido a infinidade de distros disponíveis, porém as que oferecem a proposta de serem totalmente livres são poucas (para ser um pouco mais exato, em torno de 6).

- Design

O design do sistema é muito bom e possui algumas animações por padrão (graças ao uso do Gnome, do qual estarei falando mais abaixo), além de que permite uma personalização alta e ainda por padrão há uma "tweak tool" (uma espécie de gerenciador de temas onde podem ser definidos detalhes, ajudando muito uma personalização no modo gráfico para também os novatos usarem). Outro detalhe interessante é que é possível facilmente mudar o papel de parede da área de trabalho (algo comum) e também é possível de maneira fácil alterar o papel da tela de login, somente clicando na área de trabalho com o botão direito e selecionando a opção "mudar papéis de parede".

- Suporte nativo abrangente

Apesar de, em alguns momentos, instalações manuais serem trabalhosas, não apagam o fato de que o suporte do Trisquel é muito bom, pois dispõe de todos os pacotes do Debian e ainda os que formam os repositórios do Ubuntu, logo, provavelmente, será possível executar/instalar "qualquer" programa compilado num pacote .deb ou da "família tar" (.tar (pouco comum em pacotes de programas), .tar.7z, .tar.Z (incomum), .tar.bz2, .tar.gz, .tar.lz, .tar.lzma (incomum) e .tar.xz.

- Personalização de repositórios

Existe a possibilidade de utilização de repositórios personalizados. Os que acompanham o site e nossa página devem ter se deparado em vários momentos com posts sobre regulagem de repositórios que muitas vezes não vêm adicionados na instalação padrão, o que não ocorre com o Trisquel, que já está pré-configurado com todos os seus repositórios padrão/oficiais, sendo necessário somente executar o processo de atualização padrão de um sistema Linux.

- Interface leve

O Gnome não possui fama de ser pesado, porém certos sistemas conseguem fazer com que ele torne-se lento e exija muitos recursos para poder funcionar corretamente. O Trisquel está atualmente com a versão 3.8.4 e está bem leve em minha máquina (que está sendo usada para escrever-lhes esse post, a qual foi usada para os testes que serão apresentados no decorrer deste post).

- Sistema limpo

Se ter poucos pacotes à disposição pode ser considerado um problema, evita que o sistema venha abarrotado com programas desnecessários, que rodando em segundo plano poderiam comprometer o desempenho do sistema.

- Pontos negativos


Bem, como nem tudo são flores, vamos aos pontos negativos da distro.

-  Instalações manuais

Por ter "somente" cerca de 220 pacotes disponíveis em seus repositórios oficiais, pode ser necessário realizar instalações manuais em alguns momentos, ou a utilização de repositórios não-oficiais (o que somente deve ser feito por usuários avançados e que pode resultar em falhas ou até comprometimento do sistema).

Para se ter uma ideia, o Mozilla Firefox não está disponível nos repositórios do SO e apesar de haver um browser (navegador), chamado Abrowser que é baseado no Firefox e está totalmente integrado ao sistema, inclusive está presente na instalação padrão é muito bom e funcional, porém não é Firefox. Aqui chegamos na mesma discussão entre Iceweasel (uma versão, teoricamente, totalmente livre e open source) e Firefox. Talvez seria uma opção melhor usar o Iceweasel como navegador padrão, pois evita dividir ainda mais os usuários dentro da concorrência entre os navegadores, usar o Firefox seria uma opção mais interessante ainda, alguns podem pensar, no entanto isso iria de encontro ao lema de "ser 100% livre", porque a Mozilla mantém o Firefox.

- Drivers nativos

Como drivers são proprietários, o Trisquel não tem suporte nativo à drivers, inclusive os das amadas placas de vídeo off-board, e os acessórios "gamers", então antes de mudar para o Trisquel, verifique junto ao site/fórum da fabricante dos seus periféricos se os mesmos possuem drivers para Linux e como deverá ser feita a instalação.

- Requisitos

Bem, a máquina que eu utilizei possuía 4 GB de memória RAM, os mantenedores recomendam no mínimo 1 GB porém nesse momento estou com somente o navegador aberto e o uso de RAM está em torno de 750 MB (0,75 GB), sendo 260 MB somente do navegador (com 1 aba aberta), logo, 1 GB somente pode fazer o computador ficar lento e até travar, então não recomendo usá-la em máquinas muito antigas, ou que pelo menos haja 2 GB disponível.

- Somente versão de 64 bits

Caso seu processador não tenha suporte à sistemas 64 bits pode ser que o Trisquel não funcione corretamente, ou nem possa ser instalado.

- Kernel desatualizado

Compreendo que os desenvolvedores precisem de tempo para atualizarem seus sistemas, o fato é que o kernel do Trisquel está na versão 3.13.0-61, sendo que a atual (estável) é a 4.1.5 e isso pode significar que algumas falhas e bugs estão funcionais no sistema.

Testes de desempenho


Antes de mais nada, vou deixar a lista com as configurações da máquina usada para os testes.

Notebook Positivo Sim+ modelo 1471
4 GB RAM
HD 500 GB Seagate 5400 RPM (SATA 2)
Intel Core 2 Duo T6600 2.2GHz
Mobile Intel® GM45 Express Chipset (integrada)

Outros detalhes relevantes:

SO: Trisquel GNU/Linux 7.0 x64

Abrowser 40.0 (com NoScript, Ublolck Origin e HTTPS Everywhere)
YouTube (Player com HTML5)

- Teste 1

Navegador (Abrowser) com duas abas (Nosso grupo no Facebook e um vídeo).

Uso total de RAM: 630,3 MB
Uso do Abrowser: 458,6 MB (72,76%)





- Teste 2

Navegador (Abrowser) com duas abas (Nosso grupo no Facebook e a página inicial do Youtube).

Total de RAM: 827,2 MB
Abrowser: 398,6 MB (48,18%)




- Teste 3

Navegador (Abrowser) com 2 instâncias (site Trisquel GNU/Linux, 4 abas do Facebook (sendo 1 facebook.com) + Navegador de arquivos com 1 pasta + Libreoffice com documento do Writer (em branco)

Total: 762,8 MB
Abrowser: 523,5 MB (68,62%)
Libreoffice (soffice.bin): 72,8 MB (9,54%)
Nautilus: 20,9 MB (2,73%)



Outras imagens do sistema

Central de Aplicativos
(parecida com uma versão antiga da do Ubuntu)

Configurações do sistema
("Painel de Controle" do Linux")

Gerenciador de Atualizações
(Idêntico ao do Ubuntu atual)

Desktop com o menu principal aberto

Desktop (Área de Trabalho)

Synaptic (Gerenciador de pacotes)

Terminal exibindo a versão do sistema

TOR Browser 5.0 rodando

Registro dos recursos do sistema após iniciar

Tela de Detalhes mostrando versão do Gnome


Conclusão


Apesar dos pontos negativos, recomendo-a para você usuário intermediário no Linux, se você for novato, tente usar o Metamorphose Linux (o qual já fizemos review aqui), caso deseje é possível rodar uma versão live (que não necessita de instalação).

Referências


Site Oficial (em inglês)


Espero que tenham gostado. Caso deseje se aventurar nesse sistema, poderemos tirar suas dúvidas no nosso grupo no Facebook, aproveite e curta nossa página também.

Até a próxima!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Olá amigos leitores, hoje estarei falando sobre uma distro Linux brasileira, chamada Metamorphose Linux que está na versão 7.1.8 (code nome "Tiger").

Esse sistema foi criado e por um desenvolvedor chamado Ailton Nascimento de Matos.

Há um grupo no Facebook para que a comunidade possa se comunicar melhor e uma página no sourceforge.net para o download dos projetos e suas atualizações.

Antes de começar aviso que este artigo pode conter minha opinião pessoal, que logicamente, não representa a visão da Brutal Security e pode conter parcialidade.

Tentarei ser simples e direto, fazendo uma "check list", destacando os pontos a serem "avaliados".

Download e Instalação


O download pode ser feito de diversas formas (que incluem download direto (navegador), aceleradores/gerenciadores de download e torrent), através de mais de 20 servidores diferentes. O sistema operacional vem em ISO's (imagens de instalação) que podem ser baixadas e gravadas em CD/DVD ou ainda em Pen Drive.

A instalação é completamente intuitiva e para quem já tem experiência com Linux é muito simples, não deixando de ser bela.

Primeira Configuração


Após a instalação, como qualquer outro SO, haverá uma reinicialização. Assim que o primeiro arranque for concluído, algumas configurações precisarão ser feitas e ocorrerá mais uma reinicialização do sistema. A primeira configuração aqui em minha máquina modesta demorou cerca de 2 minutos.

Primeiras Impressões


Com o ambiente gráfico KDE rodando, o sistema mesmo possuindo muitos programas pré-instalados e prontos para uso, mostrou-se leve e exibiu diversas animações. Possui uma barra de ícones (lançadores) simples e funcional, com suporte à apresentações de slides como papel de parede, além de uma área de notificações inteligente.

A primeira vista o Metamorphose se mostrou bem parecido com o windows (só visualmente, felizmente) o que pode ser um ponto positivo para os usuários vindos do SO da Microsoft.

Pontos Positivos


- Design


Usando o KDE como ambiente gráfico, a distro ganha pontos pela beleza sem deixar de ser leve, que lembra vagamente o Windows 7.

- Usabilidade

Se você é iniciante no mundo linux, não se preocupe, o Metamorphose é feito para todos os públicos, há um pacote de programas que facilitam a sua vida como usuário, destaco os seguintes:

- Muon Discover (muito semelhante à Central de Programas do Ubuntu)
- Gerenciador de Atualizações
- Amarok (player de áudio)
- SMPlayer (player de vídeo)
- Suíte do LibreOffice (editor de textos, planilhas, slides, etc)
- Google Chrome (como navegador padrão)
- Wine (emulador do windows)

Então até mesmo o usuário que teve pouco contato com o linux poderá usufruir do poder do sistema.

- Pacotes

Usando os repositórios do Debian 8 o Metamorphose tem grande compatibilidade com pacotes feitos para o mesmo, há também uma lista que eu considero gigante de programas prontos para usar, pré-instalados. Dentre eles, players de multimídia, ferramentas administrativas, servidor de arquivos, suítes de escritório, editores e conversores de mídia, navegador, mensageiros, e mais uma penca de programas vêm por padrão.

- Funciona junto ao "winfast"

Se a sua máquina for protegida pelo sistema "winfast" (que a princípio só permite instalar Windows), não haverá problemas para o Metamorphose, pois ele está adaptado para funcionar nesse tipo de placa mãe.

Pontos Negativos


- Versão de 64 bits

De momento, só há disponível a versão de 64 bits da distro, não considero isso um problema, mas se sua máquina for muito antiga, pode ser sim um problema, pois pode não haver suporte de seu hardware a um sistema 64 bits.

- Máquina Virtual

Antes de tentar instalá-la em meu HD tentei usá-la no Virtualbox porém não obtive sucesso, pois o mesmo só emula sistemas de 32 bits aqui no meu computador, então tive que arriscar uma instalação direto no HD para poder testá-la.

- Excesso de Pacotes

Bem, ela foi criada para ser uma distro completa, mas isso fez ela trazer mais de 150 programas pré-instalados, o que não chega a ser um problema também. Confesso que em duas semanas de teste, usando ela como sistema principal, não cheguei a usar 50 de seus programas, não considero esse o problema, afinal, diferentes usuários tem diferentes usos, no entanto isso influenciou em outra coisa, a organização geral do Menu do sistema.

Usando o Menu padrão do KDE há a possibilidade de se realizar uma busca pelo programa/arquivo desejado (tal como no windows), além de usar a navegação que se torna (na minha opinião) um pouco confusa devido à quantidade de software pré-instalado. Caso opte pelo uso do Menu clássico do KDE, o problema da "desorganização" se torna ainda maior, pois a busca não existe no mesmo e diversos menus têm um sub-menu acoplado (que às vezes vem para ajudar a organizar ou às vezes vem só avisando que há mais opções), como você pode conferir no vídeo abaixo, gravado em minha máquina (recomendo que assista no YouTube, link abaixo do vídeo):



Link do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=6_ItsKC0BOo

Conclusão


Sem dúvida essa é uma grande representante brasileira no mundo linux e possui um grande potencial, como veredito final, eu aconselharia você a usá-la, a escolha é sua. A equipe de desenvolvimento está em constante trabalho afim de garantir uma experiência confortável.


Como contribuir


Diversas formas simples de contribuição existem, basta saber usá-las: baixe, utilize, redistribua, recomende, realize uma doação, dê seu "feedback" e participe da comunidade.

Extra


Entrevista (de 26 min) com o criador da distro, pelo site diolinux.com.br, no YouTube.

Links Úteis


Grupo Metamorphose Linux no Facebook

Site do Metamorphose

Documentação do Metamorphose

Espero que tenham gostado e até a próxima.

segunda-feira, 15 de junho de 2015



Olá leitores, neste post irei falar sobre um programa antivírus chamado Clamwin que é 100% grátis e open source (código aberto).

Instalação


A instalação do Clamwin é bem simples, basta ir ao site e fazer o download do executável.

Link da página download aqui

Após entrar no link acima, clique no botão "Download Now". Após o fim do download, instale o programa dando um duplo clique no seu instalador e seguindo as instruções.

Após a conclusão da instalação ele já estará pronto para usar, já vem pré-configurado.

Primeira execução


Ao abrir o programa verá a seguinte janela:



Clique em "Scan selected files for viruses" para começar um scan completo do HD:



Você verá uma janela como a abaixo:



O processo pode demorar dependendo do desempenho de seu computador.

Após o termino do scan, repita para a memória RAM de seu micro, clique em "Scans Computer Memory for Viruses":



Novamente verá uma janela como a anterior. Esse scan deve ser mais rápido.

Atualizando a base de vírus


A atualização é muito simples também, basta clicar no botão "Starts Internet Update", como na imagem abaixo:



Vantagens


- Open Source

Por ser de código aberto, há uma comunidade de desenvolvedores trabalhando nele, logo, a chance de evoluir é muito maior que um software proprietário.

- Grátis

Nem precisa dizer muito, todas as funções do programa são grátis e desbloqueadas, qualquer implementação futura continuará a seguir esse padrão.

- Base de dados

Enquanto empresas que disponibilizam versões "free" de seus produtos pagos, "seguram" as atualizações e recursos, o programa em questão não faz diferenciação dos usuários, todos podem usufruir igualmente de todo poder do software.

- Suporte

Além de ter um suporte para as mais diversas versões do Windows (incluindo 95 (sim, ainda se usa win 95, em pequena escala), 98, 2000, Me, XP e todos os seus irmãos mais novos), há um fórum de suporte e para uso da comunidade em geral, disponível neste link (em inglês).

- Leveza

Durante a semana de testes, ele foi muito leve, não fez o computador engasgar em nenhum momento, nem durante suas verificações, nem entupiu a memória RAM, como alguns programas como o Avast tendem a fazer.

Desvantagens


- Design

O visual do programa lembra muito o do Windows 98, mas isso não chega a ser um problema, no meu ponto de vista, porém para os mais exigentes, pode sim fazer diferença.

- Bugs

O programa tem suas falhas corrigidas constantemente, então não há com o que se preocupar muito nesse aspecto. Porém, os bugs estão presentes, eles não chegam a causa mal funcionamento do programa mas sim bagunçar o visual (interface gráfica) do mesmo.

- Atualização manual

Apesar de poder ter a base de dados atualizada somente clicando-se num botão, a atualização do programa em si somente é feita manualmente. Quando há uma nova versão disponível, o programa alerta o usuário, que infelizmente, deve repetir o processo de instalação (o mesmo que expliquei acima) para que possa contar com a versão mais recente.

- É só anti vírus

Se você está acostumado a usar versões "free" de concorrentes do mercado de anti vírus, provavelmente deve ter percebido que eles possuem uma série de recursos extras, tais como firewall integrado, anti rootkit, anti malware, monitoramento do navegador, entre outros penduricalhos, coisa que o Clamwin não possui, ele cumpre o que promete (ser um anti vírus) mas não possui os, às vezes, interessantes recursos dos concorrentes.

Os testes


Ambiente de teste


Usei uma máquina modesta, para ser sincero até antiga para os testes, vamos à lista de especificações:

- Microsoft Windows XP 32 bits
- 1GB de RAM (DDR 3)
- Intel Atom (single core) 2GHz
- Placa de Vídeo Off Board genérica de 64MB de memória
- 20HD Samsung 7200RPM

Foram usadas as configurações de fábrica do programa e nenhum programa estava aberto no momento dos scans.

Resultados


Instalação


A instalação foi muito rápida, durou menos de 15 minutos, considerando o tempo para ler as instruções e prosseguir com o instalador, somente a instalação propriamente dita, durou exatos 5 minutos.

Scan completo do HD


----------- SCAN SUMMARY -----------
Known viruses: 3841804
Engine version: 0.98.7
Scanned directories: 995
Scanned files: 14008
Infected files: 0

Data scanned: 1687.30 MB
Data read: 915.39 MB (ratio 1.84:1)
Time: 612.250 sec (10 m 12 s)

Em 10 minutos foram varridos 1,687 GB de arquivos (meu HD possui 2,32GB usados somente), por causa dos arquivos "gigantes" e da "white list" (arquivos confiáveis que não entram na conta), 14008 arquivos em 995 pastas, um resultado satisfatório.

Scan da memória RAM


Scan Started Wed Jun 10 22:34:29 2015
-------------------------------------------------------------------------------

 *** Scanning Programs in Computer Memory ***
 *** Memory Scan: using ToolHelp ***


 *** Scanned 17 processes - 267 modules ***
 *** Computer Memory Scan Completed ***


----------- SCAN SUMMARY -----------
Known viruses: 3841804
Engine version: 0.98.7
Scanned directories: 0
Scanned files: 284
Infected files: 0

Data scanned: 100.76 MB
Data read: 0.00 MB (ratio 0.00:1)
Time: 53.307 sec (0 m 53 s)

--------------------------------------
Completed
--------------------------------------

Foram 17 processos e 284 arquivos varridos em incríveis 53.307 segundos, isso porque a base de dados tinha 3841804 (quase 4 milhões) de vírus conhecidos, você deve concordar que foi um resultado muito bom.

Bugs relatados


Sobre os bugs devo falar que durante a verificação do HD e da atualização da base de dados, a janela de informações ficou com os dados misturados e não foi possível ler muito mais do que a porcentagem de carregamento (que por sinal durante o scan do HD ficou em 100% o tempo todo), não é um problema grave mas é um bug.

Outro que pude presenciar foi durante a execução de um scan do HD (enquanto a base de dados era verificada, o primeiro passo) cliquei em cancelar a verificação e tudo encerrou normalmente, retornando para a janela principal após clicar em "close" e fechar a janela de informações, no entando o windows exibiu uma janela nomeada "Clamwin.exe parou de funcionar" que sumiu 3 segundos depois, pode ser um problema, mas independente do que seja é mais um bug.

Conclusão


Sem dúvida é um programa com grande potencial, porém devido aos seus bugs e necessidade de uma configuração mais avançada para um aproveitamento total do programa, eu não recomendaria usá-lo em sua empresa, ou caso seja daqueles casos em que alguém saia clicando em qualquer coisa e baixando arquivos duvidosos. Mas isso não apaga seu brilho e certamente, com as ressalvas acima, indicaria para uso pessoal como um elemento da segurança de seu PC e não aplicado sozinho.

Link Extra


Site oficial do programa (em inglês)

Espero que tenham gostado, aproveite para passar no nosso grupo no Facebook.

Até a próxima pessoal.

segunda-feira, 27 de abril de 2015


Sinopse

Quando se trata de criar ferramentas eficazes e eficientes de hacking, o Python é a linguagem preferida da maioria dos analistas da área de segurança. Mas como a mágica acontece?

Em Black Hat Python, o livro mais recente de Justin Seitz (autor do best-seller Gray Hat Python), você explorará o lado mais obscuro dos recursos do Python – fará a criação de sniffers de rede, manipulará pacotes, infectará máquinas virtuais, criará cavalos de Troia discretos e muito mais. Você aprenderá a:

  • Criar um cavalo de Troia para comando e controle usando o GitHub.
  • Detectar sandboxing e automatizar tarefas comuns de malware, como fazer logging de teclas e capturar imagens de tela.
  • Escalar privilégios do Windows por meio de um controle criativo de processo.
  • Usar truques forenses de ataque à memória para obter hashes de senhas e injetar shellcode em uma máquina virtual.
  • Estender o Burp Suite, que é uma ferramenta popular para web hacking.
  • Explorar a automação do Windows COM para realizar um ataque do tipo man-in-the-browser.
  • Obter dados de uma rede, principalmente de forma sub-reptícia.
Técnicas usadas por pessoas da área e desafios criativos ao longo de toda a obra mostrarão como estender os hacks e criar seus próprios exploits.Quando se trata de segurança ofensiva, sua habilidade para criar ferramentas eficazes de forma imediata será indispensável. Saiba como fazer isso em Black Hat Python.

Review

Mais um livro da nossa parceria com a Editora Novatec para review e indicação aqui no blog. Vamos lá!

Conheço pouco sobre o autor, mas pelas pesquisas que fiz e pelo que li dele no próprio livro pela apresentação do Charlie Miller (que todo mundo já deve saber que é uma das pessoas da área que mais admiro), o cara é bom, e tem uma grande experiência na área.

O livro é originalmente da Editora No Starch Press, mesma editora do livro Pentest da Georgia, que já fizemos review aqui. Olhando para os dois livros e outros desta editora é possível notar um padrão entre eles, talvez façam parte de algum tipo de série ou coleção. Pretendo ter todos, estou gostando da qualidade e do conteúdo dos livros.

Antes de mais nada, se você não vê vantagem ou necessidade de programação, leia o post "A importância da programação". Talvez esse post clareie um pouco sua mente. Este post também fala um pouco sobre Python, uma linguagem que uso e defendo como uma linguagem muito versátil e muito boa pra nossa área, entre várias possíveis áreas em que Python se da bem. Outra coisa que pode te convencer a estudar programação é o velho ditado, que vai desde newbies e script kiddies até black hats e white hats: Para ser um hacker de verdade você precisa deixar de usar ferramentas e fazer as suas próprias.

Concordo com esse ditado até um certo ponto. Saber programação vai abrir muitas portas e aumentar significantemente sua área de atuação, mas tem alguns pontos que não é necessário reinventar a roda, por exemplo, você não precisa reinventar todo um Framework para alguma coisa se já existe um. Você pode usar o framework pronto em seu favor.

Agora sim, sobre o livro, ele é surpreendentemente pequeno, comparado com o livro Pentest. Até estranhei quando vi uma caixa fininha me esperando. O livro tem cerca de 200 páginas, mas são muito bem aproveitadas. Como o livro diz na capa, "Programação Python para hackers e pentesters", o autor não se preocupa em explicar conceitos de programação, Python ou rede. Este não é um livro para você aprender a programar ou conhecer Python, é esperado que você já saiba programar e conheça a linguagem.

Já que o livro foca no assunto não é necessário muitas páginas. Existem outros livros sobre programar em Python de modo geral e focado em segurança. Todos eles perdem muito tempo e muitas páginas ensinando a programar e mostrando a base do Python, ou seja, sobra pouco espaço para aprofundar no tema. Normalmente estes livros mostram exemplos simples, como por exemplo, scripts para fazer varreduras de portas, crawlers web e uma ferramenta para bruteforce. Este livro já começa com uma ferramenta similar ao netcat, e evolui rapidamente para códigos extremamente complexos como malwares e ferramentas inteligentes para os usos mais criativos.

O autor demonstra fragmentos ou até programas inteiros e se necessário, explicando linha a linha. Faz parecer fácil desenvolver aquelas ferramentas e malwares.

Eu sei programar (isso não quer dizer que sou um bom programador :D ) e conheço Python. Até a metade do livro consegui acompanhar bem, e a cada pedaço de código eu pensava "porque nunca pensei nisso antes!", após a metade comecei a ter um pouco de dificuldade, passou do meu nível de conhecimento e tive que estudar um pouco para por tudo aquilo em prática.

E então para finalizar, recomendo que você comesse a estudar programação, se já programa, recomendo que vá para o Python, e se já está no Python recomendo este livro. Sem dúvida que você vai aprender muito e ter diversas idéias lendo este livro.

Se você não tem conhecimento em programação ou em Python este livro não é pra você, por ir direto ao assunto e não dar nenhuma base. Já estou lendo e pesquisando por bons livros sobre programação e Python básico para você que está começando agora.

Caso tenha ficado interessado no livro ai vem a boa notícia, o livro é barato, R$ 65 por um livro desses é um preço justo. E não se esqueça de comprar no site da Novatec que você tem desconto. O cupom de desconto BRUTALSEC vai dar 20% de desconto em todo o site e é válido até o fim do ano.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

E ai pessoal! A algum tempo atrás comentei que ia sair uma série chamada CSI Cyber, que tratava de crimes virtuais. Adivinhe, a série saiu.


CSI Cyber é exatamente o que o nome sugere, um CSI de hackeragens.

A série está no 5º episódio no momento que escrevo este post, e está passando somente nos EUA por em quanto, mas eu já consegui assistir esses 5 primeiros episódios e veja o que eu achei.

A primeira coisa que me impressiona na série é o sucesso de público. A ultima vez que eu vi, ela estava entre as séries mais assistidas do dia que passa e era a mais assistida em seu horário, comparada com outros programas de outros canais. Como todos aqui devem saber, conteúdos sobre segurança e hackers em geral são conhecidos por não serem tão interessantes e acabam não trazendo muito público.

O sucesso dessa série pode se dar pelo fato de estar começando e todo mundo estar curioso para ver o que é, ou por ser mais um CSI, o que é bem famoso lá.

Isso não quer dizer que o conteúdo é ruim, pelo contrário, é muito bom, mas normalmente quando esse é o assunto principal ou é chatíssimo ou é quase magia, tipo Duro de Matar 4 que tem as cenas de hacking mais toscas que já vi.

Sobre o conteúdo em si, vou comentar aqui em 2 tipos, sem spoilers e com spoilers. Se você não se encomoda com isso leia até o final, se não eu aviso quando parar de ler. :)

Os assuntos tratados na série são crimes, desde assassinatos e outras coisas comuns do mundo CSI até casos 100% digitais. Muita coisa do que é mostrado realmente existe e normalmente tende a ser como mostraram, ou algo próximo disso. Os casos e tecnologias apresentados nos episódios são bem possíveis de acontecer, já aconteceram ou estão acontecendo.

Para mim o maior acerto da série é tentar se manter o máximo possível no mundo real, sem aquelas idiotices de "Este algoritmo é inquebrável por X motivos, mas eu sou o único que posso quebrar" ... (digitando qualquer coisa no teclado) ... "Pronto!"

Tem um caso em algum episódio que eles lidam com um caso de criptografia, que num primeiro momento não parece fazer sentido mas no fim das contas eles resolvem de um modo bem interessante.

E por fim, mais uma coisa que me agrada muito é o fato de (pelo menos até agora) não mostrar os personages principais como seres de outro mundo de tão inteligentes, como a série Scorpion está fazendo. Aceito que os caras sejam muito inteligentes mas na minha humilde opinião estão chamando de idiotas os espectadores. Nenhuma pessoa, por mais inteligente que seja, terá todas as respostas do mundo em instantes, sem nem ter que pensar muito.

Finalizando então, recomendo muito a série, espero que não seja cancelada por falta de audiência ou por ficar muito chata.

Fica ai minha recomendação. Logo mais liberarei uma lista com vários filmes, séries e documentários sobre o tema que valem a pena ser vistos ;)

quarta-feira, 4 de março de 2015


Sinopse

A crescente necessidade de maior mobilidade e as melhorias da tecnologia Wi-Fi, que permitem conexões mais rápidas e estáveis, combinadas com preços mais acessíveis, estão fazendo com que cada vez mais pessoas utilizem redes sem fio, aumentando a demanda por pontos de conexão, quer em locais de trânsito, quer em ambiente empresarial ou doméstico.

Apesar dessa demanda, as redes sem fio, mesmo não sendo novidade, exigem dos profissionais constantes atualizações, pois, diferentemente das redes que utilizam cabos, as quais necessitam de conhecimentos técnicos mais específicos e que não têm evoluído tão rapidamente, a montagem e a instalação de redes Wi-Fi podem ser efetuadas sem grandes problemas por um usuário iniciante. Essa facilidade, contudo, apresenta um risco associado, pois muitas instalações (caseiras ou não) são realizadas ainda com padrões dos fabricantes, ou seja, completamente expostas a qualquer tipo de ataque.

Muitas tecnologias associam-se ao termo redes sem fio – as diferenças vão desde frequências utilizadas, distâncias alcançadas até protocolos envolvidos –, porém a de maior popularidade é, inegavelmente, a rede Wi-Fi (Wireless Fidelity). Mas será que as redes Wi-Fi dispõem de mecanismos que garantem a segurança do usuário? E, mesmo que existam esses mecanismos, eles serão adotados? Quais seriam as dificuldades em sua adoção? É com o objetivo de responder a essas questões que iremos discorrer sobre as características, os riscos e as possibilidades de uso mais seguro de redes Wi-Fi.

O objetivo principal deste livro é proporcionar ao leitor tanto uma visão abrangente das características e peculiaridades de redes sem fio (notadamente a tecnologia Wi-Fi e também similares, como a Bluetooth) quanto o entendimento das vulnerabilidades comuns associadas à tecnologia e aos seus riscos e das possibilidades de uso com maior segurança.


Review


Bom vamos por partes. Primeiramente quero falar do autor. O Nelson Murilo é sem dúvida um dos maiores nomes da área no Brasil. Reforçando isso, ele já trabalha como consultor de segurança desde 1992, antes mesmo de segurança digital ser algo de destaque, como está se tornando hoje em dia. Já tive a oportunidade de assistir algumas palestras do autor e também um curso a distância pela Academia Clavis , curso que recomendo por ter uma qualidade diferenciada. Nota-se a validade deste curso por ter o Nelson como professor e seu livro como material de apoio do curso. Caso você tenha interesse em ver o curso ou conhecer o modelo de ensino EAD deixo aqui o vídeo demo deste curso.


Agora falando do livro, como o nome já indica, é focado em segurança em redes sem fio, tanto Wi-Fi convencional quanto Bluetooth. O livro é bem didático e simples, não precisar ser nenhum expert em redes, segurança ou tecnologias sem fio para entender e tirar proveito do conteúdo. O conteúdo parte desde o básico, explicando como as redes Wi-Fi funcionam, frequências e outros quesitos teóricos para um bom entendimento do livro e nivelamento, também passa por conceitos e mecanismos de segurança presentes nesses dispositivos, e finaliza com técnicas e ferramentas para ataque, correções e defesas para estes ataques e alguns estudos de caso.

Numa visão geral, o conteúdo é bem abrangente, não se prende no ataque básico como por exemplo o Man in The Middle, mesmo sendo um livro pequeno com pouco mais de 200 páginas. Sem dúvida o livro me ajudou muito, principalmente mostrando que Wi-Fi não é só aquilo que eu tinha em mente, expandindo minha visão e entendimento do tema. Outro ponto positivo do livro é contar com muitas imagens explicativas, onde apenas um texto não seria suficiente para a compreensão do que está sendo explicado. O livro é voltado para a prática, a cada assunto ou técnica é demonstrado ferramentas e o ataque em si, com imagens de telas e um passo a passo, o que incentiva a prática por parte do leitor.

Não tenho muito mais o que falar do livro sem entregar o conteúdo de uma forma superficial aqui. Super recomendo a compra para aqueles que estão estudando segurança, pentest, redes, ou algum outro tema relacionado. Também recomendo que junto com a compra do livro compre também uma placa de rede Wireless para poder realizar as técnicas descritas.

E para finalizar um último ponto que quero comentar, o preço. O livro é relativamente barato, no meu ponto de vista, custando apenas R$ 63. Ficou interessado em comprar? Tá aqui o link!

E lembrando, ou se você não estava sabendo, temos uma parceria com a Editora Novatec. Através da Brutal Security você tem desconto em todo o site da Novatec. E com o nosso cupom de desconto o livro acaba saindo por apenas R$ 50 e alguns centavinhos.


Para receber o desconto, quando for finalizar a compra utilize o código BRUTALSEC para receber 20% de desconto em todo o site. Este cupom é válido até o fim do ano de 2015, então se estiver lendo isso num futuro distante sinto muito, você perdeu. :)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014



Sinopse

Os pentesters simulam ciberataques para descobrir vulnerabilidades de segurança em redes, em sistemas operacionais e em aplicações. Os especialistas em segurança da informação no mundo todo utilizam técnicas de testes de invasão para avaliar as defesas de uma empresa.

Em Testes de invasão, a especialista em segurança, pesquisadora e instrutora Georgia Weidman apresenta as principais habilidades e técnicas necessárias a todo pentester. Ao usar um laboratório baseado em máquinas virtuais que inclui o Kali Linux e sistemas operacionais vulneráveis, você verá uma série de lições práticas usando ferramentas como o Wireshark, o Nmap e o Burp Suite. À medida que acompanhar as lições usando o laboratório e realizando ataques, você vivenciará as fases fundamentais de uma avaliação de verdade – que incluem a coleta de informações, a descoberta de vulnerabilidades passíveis de exploração, a obtenção de acesso aos sistemas, a pós-exploração de falhas, além de outras atividades.

Aprenda a:
  • quebrar senhas e chaves de redes wireless usando a força bruta e listas de palavras; 
  • testar aplicações web em busca de vulnerabilidades; 
  • usar o Metasploit Framework para lançar exploits e implementar seus próprios módulos do Metasploit; 
  • automatizar ataques de engenharia social; 
  • evitar softwares antivírus; 
  • transformar o acesso a um computador em um controle total da empresa na fase de pós-exploração de falhas. 

Você irá até mesmo explorar a implementação de seus próprios exploits. Então prosseguirá para o hacking de dispositivos móveis – a área particular de pesquisa de Weidman – com sua ferramenta Smartphone Pentest Framework.


Review


Então vamos lá! Vou dividir esse review em duas partes, sendo a primeira minhas impressões do livro, conteúdo e abordagem, e o segundo de sugestões na leitura do livro.

Todos sabemos que temos pouco material impresso em português na área de Segurança da Informação. Apesar de que muito conteúdo pode ser encontrado na internet é sempre bom ter um livro físico a mão com os primeiros passos para uma pessoa interessada na área, que é o que o livro se propõe. O livro todo é estruturado de forma que tanto uma pessoa que não tem quase nenhum conhecimento na área quanto uma pessoa de nível básico e intermediário. Se você já é especialista em segurança e considera-se avançado infelizmente esse livro não é para você.

Muitas pessoas me perguntam por onde devem começar seus estudos em segurança da informação, já que é uma área gigante com diversas ramificações e especializações. Os que me fizeram essa pergunta a pouco tempo já receberam a indicação do livro Testes de Invasão. O livro fala no nosso querido "tecniquês", mas para isso apresenta (ou revisa caso já saiba) os conceitos mais básicos de segurança da informação e pentest para que ninguém fique perdido já na sua primeira leitura.

Quanto ao conteúdo, a autora não se prende muito a conceitos e teorias, o livro é 100% prático, o que pode ser muito bom ou um problema. Muito bom para aqueles que já tem uma noção e querem praticar toda essa informação que absorvem mas não sabem como, e um problema para quem não sabe absolutamente nada e se apega apenas a prática, ou seja, um "operador de ferramenta". Num primeiro momento achei que o livro seria apenas mais um que ensina de forma rasa a usar o Metasploit, Nmap e outras ferramentas, mas me impressionei quando comecei a ler o livro. Além de todo o básico de "inicie o metasploit e use o payload X", "use a ferramenta X para fazer determinada tarefa", e por ai vai, a autora se preocupa em dar um auxílio básico em configurar o laboratório virtual de testes, uma introdução de Linux para quem não está familiarizado com o sistema e até mesmo conceitos de programação em diversas linguagens que serão necessárias do decorrer do livro e do caminho de estudo.

O livro é constituido de 20 capítulos, sendo os 10 primeiros aquela introdução básica, quem já tem uma noção da área está careca de saber, mas a partir do capítulo 11 a coisa começa a mudar. Temos conteúdos como evasão de antivírus, pós-exploração, engenharia social, desenvolvimento de exploits e muito mais, o que é interessante já que são áreas bem complexas para começar e as vezes até para mim é difícil encontrar a ponta para poder começar a estudar algo.

Agora sobre as dicas de estudo que comentei no início, o negócio é praticar e pesquisar. Cada comando por mais simples que seja rode no seu laboratório de testes diversas vezes de todas as formas possíveis para memorizar. Outra dica valiosa é a pesquisa, no decorrer da sua leitura anote todos os pontos onde você sentiu dificuldade para pesquisar posteriormente. O objetivo da pesquisa é dominar um pouco mais o assunto, entender como a ferramenta funciona, para quando precisar não ser apenas um "Operador de ferramenta" e sim saber tirar o maior proveito dela. Por exemplo, conheço muitas pessoas que sabem usar a ferramenta sqlmap para fazer testes de SQL Injection com alguns parâmetros específicos, mas não fazem a mínima idéia de o que é, como funciona e o que está por trás de um ataque de Injection.

A edição em português do livro Testes de Invasão pode ser encontrado em algumas livrarias e lojas online brasileiras, mas eu recomendo a compra direta pelo site da Editora Novatec. Primeiramente por garantia de encontrar o livro e ter o menor preço já que como comentado no post do mês passado temos uma parceria com a Editora Novatec. A Novatec generosamente nos cedeu um cupom de desconto de 20% em todo o site até o fim do ano, então corre lá e garante seu livro!


Para receber o desconto você precisa digitar o cupom BRUTALSEC na hora que for finalizar a compra.

sábado, 22 de novembro de 2014

E ai pessoal!

Quem me acompanha nas redes sociais percebeu que eu comprei um Pebble, e como muitos já vieram me pedir, vou fazer um review da minha experiência com ele. Isso foge um pouco o assunto do site, mas como eu já ia escrever e não tinha onde botar vai aqui mesmo :)

Bom, eu já ouço falar do Pebble a muito tempo, na verdade foi o primeiro smartwatch/smartband que eu vi, ainda na época que ele estava no Kickstarter. Por falar nisso, se não em engano ele foi o projeto com maior apoio da história do site, pedindo 100 mil dólares e conseguindo mais de 10 milhões de dólares.

Basicamente para os que não estão sabendo, o Pebble é um smartwatch inteiramente customizável, com tela E-Paper (similar aos Kindle), conexão Bluetooth 4.0 LE, a prova de água, com motor vibratório, e com uma loja própria de aplicativos e SDK para quem quiser desenvolver.

O Pebble hoje em dia é vendido em 2 versões, a normal ($99) e a Steel ($199), que como o nome já indica é de metal, e a versão normal é de plástico com pulseira de borracha/silicone ou algo assim. Eu peguei a versão mais básica porque achei que não seria interessante correr e praticar outros esportes com a Steel.

O que me motivou a escolher o Pebble foi a possibilidade de customização e a possibilidade de ter um wearable tudo em um (ou o mais próximo disso). Nesta compra eu fiquei entre a Fitbit Flex, Nike Fuelband SE, Moto 360, Apple Watch e o próprio Pebble, mas não entrarei muito nessa comparação.

Então vamos as minhas impressões nessa primeira semana de uso. Vou separar em algumas categorias para facilitar:

Primeira impressão

Minha primeira impressão foi o belo imposto que temos aqui no Brasil. Paguei US$ 120 nele e quase R$ 300 em imposto. Depois de passado o susto, abri o pacote e tive uma boa impressão desde a caixa até o primeiro uso. Eu gostei do cuidado que a Pebble tem com a embalagem. Sou fanboy da Apple e a caixa tenta seguir o mesmo padrão. Outra coisa que notei, mesmo tendo um Kindle, é a tela E-Paper que é bem diferente das telas HD que temos hoje e é meio estranho se acostumar, mas isso tem um ponto positivo, a bateria. Com essa tela a bateria dura em torno de 7 dias, o que é muito mais que as 24 horas que a maioria dura.



Outra coisa que se nota de cara é que o Pebble é bem feio perto de outros smartwatches como o Apple Watch e o Moto 360, mas nada que também não se acostume.

Em cerca de 2 horas eu já tinha ele configurado, operacional e com 100% de carga.


Uso diário

No uso normal dele notei uma leve utilidade, nada que vai fazer a diferença, mas facilita algumas coisas que vou explicar de forma detalhada mais a frente. Nas especificações do site tem que o Pebble é resistente a arranhões e a prova de água. Sobre resistente a arranhões não achei tanto assim e nunca pretendo executar o teste de água, só pra garantir...

Sobre a resistência a arranhões, no primeiro dia de uso já notei pequenos arranhões na tela, nada que interfira muito, mas a tela não é tão a prova de arranhões como eles dizem, e isso deve se levar em consideração já que o dispositivo fica sempre no pulso e exposto a todo o tipo de superfície.

Usando o Pebble dia e noite notei que eu perco menos tempo por dia usando meu smartphone e o mais importante, menos tempo usando o Facebook. Normalmente acesso o Facebook para dar uma olhada se tem alguma notificação ou algo importante para ver, por exemplo o grupo da Brutal Security, e acabo perdendo horas olhando as besteiras que passam por la. Com o Pebble eu não recebo nenhuma coisa inútil do Facebook, apenas as notificações, e quando é algo importante vou la ver e logo já fecho.

Como comentei anteriormente, os wearables ainda não fazem nada de mais e são dispensáveis para muitas pessoas. No meu caso, recebo notificações, monitoro atividades físicas, vejo a hora (a vá), previsão do tempo, controle de outros dispositivos e monitoro o sono. Nada muito revolucionário ou indispensável, mas é interessante monitorar e aproveitar para testar essa tecnologia nova que vem vindo por ai.

Acredito que o Pebble tenha muito potencial ainda por ser facilmente customizável. Funções e aplicativos podem ser desenvolvidos e/ou integrados em diversas linguagens, entre elas C, Javascript, PHP, Apple Script e muito mais. Se eu soubesse programar bem sem dúvida eu desenvolveria diversas funções que sinto falta.

Uma última coisa que notei foi o sistema de carregamento. Com carregamento por indução e imãs, similar aos MacBooks da Apple. Achei incrível isso, adoro os carregadores da Apple, mas achei este do Pebble meio solto, qualquer toque nele e o carregador desconecta, tenho de deixar ele em algum lugar que ninguém passe perto para garantir que quando eu pegar ele vai estar com a bateria carregada e conectado.



Funcionalidades testadas

Agora vamos ao que eu uso nele e algumas coisas que normalmente as pessoas ficam curiosas para saber o que se pode fazer:

Evernote: Sim! Até no smartwatch eu uso Evernote e é muito bom. Posso consultar e editar facilmente meus To Do's, verificar algumas notas importantes e etc. Editar basicamente seria marcar/desmarcar checkboxes.



Music Boss: O Music Boss é um app exclusivo para Android para controlar aplicativos de musica e podcast. Para usá-lo é necessário o app no Android e no Pebble. No app do smartphone se cadastra os players que pretende usar e no smartwatch alternar entre aplicativos, dar play/pause, passar musicas/podcast, aumentar/diminuir volume do dispositivo, e ver informações do que está tocando.



Morpheuz: Ainda testando e um pouco instável. O que esse app faz é monitorar o sono e acordar na melhor hora possível, isso quer dizer, de acordo com sua movimentação e nível de sono ele acorda minutos mais cedo ou mais tardes do que o previsto.



Notifications: Basicamente as notificações do aparelho sendo passadas para o Pebble. Dependendo da notificação posso tomar ações diferentes, como por exemplo ver o conteúdo de um email, responder uma mensagem do Facebook com um like, abrir a notificação no smartphone, se for ligações aceitar/recusar e ver quem está ligando e etc.

WalkRun: Basicamente um sisteminha simples de corrida que mostra tempo, velocidade e distância sem necessitar do smartphone por perto. Não compartilha e integra com nada, ainda testando.



YWeather: Basicamente um Watchface, uma skin pra tela inicial que mostra o dia do mês, dia da semana, hora, e previsão do tempo na minha localização atual. Na previsão do tempo se sacudir o braço ele troca a temperatura pela velocidade do vento, hora que o sol nasceu e hora que o sol vai se por.



Funcionalidades que pretendo testar


  • Integração com o RunKeeper
  • Outros apps de monitoramento de sono
  • Bloquear/desbloquear computador e dispositivos por proximidade
  • IFTTT
  • Automação de tarefas
  • Desenvolvimento de apps próprios
  • GPS/Navegação
  • Controle remoto
  • Controle de Apresentações (ppt)

Considerações finais

Bom, levando em consideração a tecnologia atual dos smartwatches/smartbands, acredito que o Pebble se sai muito bem. O único concorrente que tem chance de fazer a mesma coisa ou até mais que o Pebble nesse primeiro momento é o Apple Watch, que já tem uma plataforma sólida de desenvolvimento e vai receber sem dúvida os desenvolvedores do iOS. O único ponto negativo do Apple Watch contra o Pebble é o caso do toque na tela. Os apps do Pebble tiveram uma sacada muito legal de não usar toque na tela, diferente dos outros smartwatches, onde o dedo ocupa cerca de 50% da tela. Pode ser que você procure um smartwatch/smartband que faça apenas uma função específica, então talvez essas características acima não se apliquem a você.

Outra coisa que notei, a bateria é boa e provavelmente dure os 7 dias de uso normal. No meu caso não dura todo esse tempo porque eu não tenho um uso normal, normalmente acaba em 5 dias. Corro e pratico exercícios físicos frequentemente e monitoro o sono, principalmente usando aplicativos únicos do Pebble, que não necessitam de aplicativos companheiros no smartphone, e acredito que isso consuma um pouco mais do que o normal. Outra coisa que gasta muita bateria é o fato de ser novidade, então estou sempre mexendo e andando pelos menus. :)

Uma coisa que me perguntam muito, já que o Pebble tem de ficar 100% do tempo conectado ao aparelho por Bluetooth, a bateria do meu smartphone acaba mais rápido e tenho de recarregar diversas vezes ao dia? A resposta é não! Minha bateria dura basicamente o mesmo tempo. É notável o impacto e a diferença no nível da bateria, mas no fim do dia não faz muita diferença, já que a bateria dura o dia todo e ainda sobra um pouco.

E para finalizar, recomendo você comprar um Pebble ou outro wearable? Sim e não na verdade. Sim porque como ja comentei, algumas funções podem ser melhor aproveitadas ou completas de formas mais simples com um wearable. E não, porque para falar a verdade, esses dispositivos não fazem nada de mais. Nada que seu smartphone ou computador já não fazem a tempo. Se você não é um Geek ou uma pessoa antenada em tecnologia e gosta de estar sempre a frente e testar coisas novas você não precisa ainda de um wearable.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014



Sinopse

Nos dias de hoje, os métodos de ontem não funcionam mais. Em Getting Things Done, o veterano consultor administrativo David Allen compartilha seus métodos inovadores para aumentar a performance sem stress, que ele já demonstrou para dezenas de milhares só nos EUA. Sua premissa é simples: nossa produtividade está diretamente ligada com nossa habilidade de relaxar. Só quando nossas mentes estão livre e nossos pensamentos organizados que conseguimos atingir a verdadeira produtividade e libertar nosso potencial criativo. Em Getting Things Done Allen mostra como:


  • Aplicar o conceito de "faça, encaminhe, adie, largue" para manter todas as suas inbox vazias.
  • Reavaliar objetivos e manter-se focado em mudar a situação
  • Planejar projetos e desencalhar projetos parados
  • Superar sentimentos de confusão, ansiedade, se sentir sobrecarregado
  • Se sentir bem em deixar de fazer coisas
Com estes princípios básicos e dicas testadas, Getting Things Done pode transformar o modo que você trabalha.

Traduzido e adaptado da Amazon


Review

Bom, antes de mais nada tenho que dizer que tanto a tradução quanto a sinopse original são horríveis, não ficando claro o objetivo do livro. Como vocês podem ver o livro, diferente dos outros postados aqui, não é sobre assuntos técnicos de Segurança da informação ou relacionados, mas conhecer essas técnicas e conceitos influencia diretamente em sua vida, em seu trabalho, estudos e etc.

O objetivo do livro GTD (maioria conhece o livro e as técnicas pela sigla) é ensinar diversas dicas e truques para uma vida mais produtiva. Agora você pergunta, "Mas porque preciso ser mais produtivo?" E eu respondo, simples, se você sabe organizar sua vida, você pode estudar mais, trabalhar melhor, aprender coisas novas e ainda sobrar tempo para fazer o que gosta, tudo isso com menos preocupação e stress.

As dicas do livro são bem simples, nada que você vai ter muito trabalho em fazer, basta um papel e caneta e você já está pronto para tornar sua vida mais produtiva. Eu recomendo fortemente o software Evernote no lugar de papel e caneta, muito fácil de organizar e manter tudo próximo para anotar e consultar. Um livro que estou querendo fazer um review também é o Organizando a Vida com o Evernote, que segue a mesma linha do GTD, mas focado no software, para tirar o maior proveito do Evernote com GTD.

Outra coisa interessante do método GTD é o fato de aumentar e estimular o pensamento criativo. Você gostaria de criar algo, ou seu trabalho depende de pensamento criativo? O GTD pode te ajudar. A premissa do GTD é esvaziar a cabeça e anotar todos os seus pensamentos no papel, porque seu cérebro não consegue lembrar de tudo e na hora que você precisa. Por isso você acaba esquecendo de coisas ou ficando estressado tentando manter tudo na cabeça. Já usando as técnicas, com tudo anotado no papel (ou digital), seu cérebro fica aberto a novas idéias e pensamento criativo.

Você pode encontrar o livro em diversos lugares, mas obviamente, vou indicar o lugar que acho melhor o serviço (desde preço até entrega), que como já devem imaginar é a Amazon. Agora na Amazon brasileira você pode encontrar diversos livros e comprar nacional. Caso você consiga ler em inglês recomendo a versão em inglês, super barata. Caso não consiga, este livro tem uma versão em português, que no momento está mais barata.

Eu fico por aqui, cada vez mais produtivo!
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