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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Estamos iniciando o nono artigo da série segurança digital, caso esteja começando a acompanhar agora, recomendo que utilize nossa guia para se orientar sobre os artigos para leitura.

No artigo passado, falamos sobre Softwares Maliciosos e sobre seus tipos mais comuns de propagação. Portanto hoje falaremos de uma forma bem resumida sobre antivírus e Algumas ferramentas que podemos utilizar para detectar Softwares maliciosos dentro de um sistema Windows.

Introdução

Como vimos no artigo anterior, a criação do primeiro Software malicioso, deu-se por causa da teoria dos autômatos auto reproduzíveis de Neumann, é claro, não houve qualquer malicia na criação desta teoria, mas no fim, acabou sendo usada para fins ilícitos. E como na década de 1980, os vírus já eram uma ameaça real a segurança de computadores, foi-se então criada medidas e técnicas para combatê-los, conhecido como antivírus.


Mas antes da criação do antivírus, bem precisamente no ano de 1971, quando surge o primeiro vírus denominado “Creeper”, que tinha como objetivo lançar uma mensagem na tela do computador infectado, e depois saltar para outro. Graças a criação do vírus Creeper, algum tempo depois, foi desenvolvido um antivírus conhecido como The Reaper, que tinha como principal e única função, buscar e eliminar o vírus Creeper de um sistema infectado, e hoje, é considerado o primeiro antivírus da história, apesar de possuir um banco dados único. É claro, na época não se havia a malicia de utilizar tais Softwares para roubar dados dos usuários.

Com o decorrer dos anos, foram evoluindo as técnicas e tecnologias disponíveis no mercado, tanto é que hoje vendem um Software de Segurança, que é uma verdadeira suíte com ferramentas para evitar danos causados por Softwares Maliciosos. Quase todas as empresas de Cyber Segurança oferecem uma opção de Suíte, como o Avast! Internet Security, Kaspersky Internet Security, Eset Smart Security, entre outras marcas muito conhecidas. E em suas suítes, temos ferramentas como Sandboxie, Firewall e Antivírus, é claro, varia muito entre as marcas.

Funcionamento

Segundo Andrew Tanenbaum, em seu livro Sistema Operacionais Modernos, os Softwares maliciosos, ao tentarem infectar um computador, primeiramente tentam burlar o sistema de Firewall de um computador, e ao obterem êxito, buscam se esconder em locais isolados de um sistema operacional, afim de que a ultima linha de defesa de um sistema, no qual seriam Softwares Antivírus, não possa localizá-los.

É claro, como a demanda de mercado é grande para os Software Antivírus, hoje, podemos comprar suítes verdadeiramente simples de se utilizar, e que podem oferecer verificações mais profundas em um sistema. Pois cada empresa de Cyber Segurança, possuem laboratórios para que seus cientistas venham analisar as ameaças que possam surgir, e assim, desenvolver atualizações e vacinas para o Software, possibilitando a detecção de um Software Malicioso.

Mas é importante destacar que as suítes, oferecem Verificações bem profundas no sistema, analisando cada diretório e pasta, mas o software malicioso poderá se esconder e burlar cada verificação que seu Software de Segurança fizer em seu sistema, assim se mantendo oculto, mas é claro, até que não seja encontrada uma vacina para o mesmo. Algumas vezes, o Software de Segurança analisa o comportamento de cada arquivo e software que o seu sistema possuir, e através dessa analise, ele pode detectar um software malicioso.

Por que utilizar um antivírus?

Como dito acima, empresas de Cyber Segurança possuem laboratórios sofisticados e cientistas para efetuarem analise de Softwares Maliciosos que vão surgindo na web, com o objetivo de criar vacinas, e liberarem atualizações para seus softwares de segurança, assim aumentando o nível de segurança dos usuários.

Mas é claro que existem falhas nesse caso, pois como todo dia surgem milhares de Softwares Maliciosos na internet, é difícil criar vacina para todos, mas um grande número é neutralizado. Mas isso não impede e nem proíbe da utilização de um Antivírus, ao contrário, é altamente necessário possuir em seu computador.

Scanner Online

VirusTotal é uma ferramenta online que visa disponibilizar o banco de dados de 63 softwares Antivírus, de forma gratuita para os usuários. Você poderá enviar um arquivo de até 128 Megabytes para análise junto aos 63 banco de dados disponíveis no VirusTotal, poderá também analisar uma URL que você possa ter dúvida se é maliciosa ou não, ou ainda fazer uma pesquisa dentro do banco de dados de verificações do site. Iremos usar o VirusTotal para Analisar a URL da Brutal Security:



E o resultado foi:

Segundo o Banco de dados dos 63 Softwares Antivírus, nossa URL é Segura para os usuários.

Para acessar o VirusTotal:

Versão Gratuita

Existem vários Softwares Antivírus Gratuitos para computadores que utilizam o Sistema Operacional Windows, basta dá uma rápida procurada nos mecanismos de buscas, porém, por serem gratuitas, não possuem um suporte tão digno igual as Suítes pagas, por isso é recomendado sempre que possível comprar uma versão paga de alguma suíte de empresas de Cyber Segurança, afinal, o pagamento é anual e não mensal, e cabe no bolso.

Mas caso você não possua meios para efetuar a compra, existem ferramentas apenas de verificação de empresas de cyber segurança, que são oferecidas gratuitamente para a verificação de um sistema infectado e a eliminação do software malicioso que o sistema vier a possuir. Em nosso exemplo, utilizaremos o Kaspersky Virus Removal Tool.

Primeiramente, efetue o download da ferramenta no site oficial da Kaspersky: 

 - Feito o Download, inicie o Software e aceite os termos de uso, e irá aparecer uma janela semelhante a essa:

- Clique em Start Scan, e o Software Iniciará a varredura pelo sistema. O processo de verificação poderá demorar entre 30 à 120 minutos.


- Após o termino da verificação, caso seja encontrada alguma ameaça durante todo o processo, aparecerá uma janela semelhante a essa, apresentando a ameaça e solicitando remoção, portanto como já está selecionado Delete na caixa, basta clicar em Continue:



- Depois de todo o processo de vacinação, a ferramenta exibirá um relatório bem resumido:


Todas as ameaças estão neutralizadas!


Conclusão

Existem outras ferramentas para a verificação de vírus em um computador, porém, a sua eficiência é posta a prova, pois são gratuitas e as empresas de Cyber Segurança visam o lucro, portanto, oferecem suas suítes bem mais completas e com mais suporte. Vale lembrar também, que apesar das Empresas de Cyber Segurança tentarem oferecer uma resposta bem mais rápida em relação as novas ameaças que vão surgindo na Internet, elas acabam não conseguindo, pois são milhares de pragas que são espalhadas todo dia. Mas mesmo assim, é muito importante ter um software de segurança em seu computador. Principalmente se este for Windows, pois é o sistema mais visado por Cyber Criminosos.

Bom, é isso, se gostarem compartilhem o artigo com os amigos! 

Até a próxima pessoal!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015



A companhia de segurança Kaspersky Lab apontou que um grupo hacker roubou aproximadamente U$1 bilhão de bancos dos Estados Unidos e demais países. Segundo a publicação, entregue primeiramente ao The New York Times e divulgado ao público nesta segunda-feira (16), o grupo era composto de membros da Russia, China e Europa. Os hackers estavam ativos desde 2013 e invadiram mais de 100 bancos em 30 países.

Segundo a Kaspersky, os hackers utilizaram malwares que se infiltraram nos computadores dos bancos, buscando por fraquezas em suas operações diárias. Após meses de monitoria, os cibercriminosos utilizaram uma tática antiga: se passar por funcionários do banco utilizando credenciais falsas para transferir milhões de dólares para suas contas pessoais. Eles também programaram caixas eletrônicos para emitir dinheiro em momentos específicos. 

"A tática dos hackers envolvia limitar seus roubos para um máximo de U$10 milhões antes de atacar outro banco, uma estratégia que, em parte, dificultou a detecção da fraude anterior," disse o pesquisador de segurança Vicente Diaz em entrevista ao The Associated Press. "Esse tipo de ataque é incomum porque é direcionado ao banco em si ao invés de seus clientes e suas respectivas informações de contas. O objetivo parece ser muito mais voltado ao ganho financeiro do que espionagem."

A publicação revela que a maior parte dos alvos está localizada na Russia, nos EUA, Alemanha, China e Ucrânia, embora os ataques possam estar se expandindo pela Ásia, Oriente Médio, Africa e Europa. 

A Kaspersky não identificou os bancos e ainda está trabalhando com agências de segurança para investigar os ataques, dos quais a empresa afirma que continuam a ocorrer, e nenhum banco até o momento está ciente disso. Até o momento, a empresa de segurança virtual viu evidências de U$300 milhões roubados, embora acredite que o total seja, pelo menos, três vezes maior.

Segundo o Centro de Serviços de Compartilhamento e Análise de Informações Financeiras,uma entidade sem fins lucrativos que alerta bancos sobre atividades hacker, disse em uma publicação que seus membros receberam um alerta sobre as brechas em janeiro.

"Não podemos comentar sobre as ações individuais tomadas por nossos membros, mas ao todo acreditamos que nossa equipe está tomando ações apropriadas para prevenir e detectar esse tipo de ataque e minimizar quaisquer efeitos em seus clientes. A informação de que bancos russos foram as principais vítimas dos ataques pode ser uma mudança significativa na estratégia de localizar os alvos cibercriminosos."
Publicação do Centro de Serviços de Compartilhamento e Análise de Informações Financeiras

Fonte: Adrenaline

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A Kaspersky Lab realizará de 24 a 28 de novembro um treinamento em análise de malware e ciberforense para a prevenção de fraudes nas quais o malware é utilizado para executar ataques contra governos, empresas, organizações ou roubo de informações financeiras. O objetivo é treinar as organizações e os responsáveis por sua segurança a evitar ataques aos seus sistemas e aos sistemas de seus clientes.
 
Ministrado por Victor Sergeev, gerente de treinamento de clientes Kaspersky Lab, o curso de prevenção à fraudes permitirá que os alunos façam o diagnóstico do quadro completo, não só a ameaça em si e seus resultados, mas os atores e as motivações por trás desses ataques.
 
Dados levantados pela Kaspersky Lab em parceria com a B2B International mostram que mais de 45% dos usuários que gerenciam suas finanças através da Internet tem certeza que o seu banco irá reembolsar suas perdas caso o dinheiro seja roubado de sua conta online. Essa confiança entre os clientes tem o potencial de ter impacto sobre o negócio de organizações financeiras, que podem sofrer os danos monetários e de reputação em caso de roubo cibernético.
 
De acordo com estatísticas da Kaspersky Lab, um em cada quatro ataques de phishing imita uma página de um banco legítimo, loja online ou serviço de pagamento. Estas páginas falsas são usadas para induzir as pessoas a entregarem seus dados bancários. Enquanto isso, os autores de malware continuam a criar novos programas maliciosos capazes de acessar contas online ao conseguir burlar as ferramentas de segurança que os bancos utilizam.
 
Roubo de contas de clientes tem implicações para o negócio das organizações financeiras – que vão além dos custos financeiros, e afetam a reputação da empresa e fidelização de clientes. As companhias usam vários métodos para proteger seus clientes de fraude cibernética, no entanto, a prática mostra que a proteção total das transações online só pode ser feita por soluções dedicadas desenvolvidas para lidar com a natureza específica de ameaças financeiras online.
 
Voltado para governos, CERTs (Centro de Respostas à Incidentes), companhias que oferecem serviços de segurança e para bancos e suas reguladoras, o curso também visa oferecer informações e conhecimentos necessários para realizar pesquisas avançadas sobre incidentes de segurança. Este conhecimento é um fator importante para as organizações, não só pela resposta ao incidente, mas também ao providenciar informações iniciais valiosas para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e proteção contra novas ameaças.
 
O curso é realizado em parceria com a Datapointer Software e DTS Latin America.
 
Serviço
 
Fraud Prevention
 
Data: 24 a 28 de novembro
 
Local: Rua Professor Tamandaré Toledo, 69 - 3º andar Itaim Bibi – SP
 
Inscrições: contato@dtslatin.com ou pelo telefone: (11) 2308-3796
 
Valor: US$ 3.900,00 por aluno
 
Sobre a Kaspersky Lab
 
A Kaspersky Lab é o maior fornecedor de capital fechado do mundo de soluções de Proteção de Endpoint. A empresa está classificada entre as quatro maiores do mundo fornecedoras de soluções de segurança para usuários de endpoint*. Ao longo de sua história de mais de 17 anos a Kaspersky Lab manteve-se como uma companhia inovadora em segurança de TI e fornecedora de soluções de segurança digital eficazes para grandes empresas, PMEs e consumidores finais. A Kaspersky Lab, tem sua holding registrada no Reino Unido e atualmente opera em cerca de 200 países e territórios em todo o mundo, fornecendo proteção para mais de 300 milhões de usuários. Saiba mais em www.kaspersky.com.br




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Segundo pesquisa realizada pela Kaspersky Lab em parceria com a B2B Internacional, 17% dos usuários brasileiros de internet não acreditam que ataques cibernéticos são reais e acham que a ameaça é um exagero das empresas de segurança online.

De acordo com as estatísticas, nem todas as pessoas que aceitam a existência das ameaças estão convencidas que precisam de proteção. Somente 28% dos entrevistados acreditam que podem ser objeto de ataques por cibercriminosos.

Quase um terço (27%) dos usuários não está preocupado com a possibilidade de que suas contas online estejam comprometidas ou está alheio a este risco. Segundo a empresa, isso não somente se aplica a páginas pessoais em sites de redes sociais, mas também a contas bancárias online, que poderiam entregar as finanças pessoais do usuário a um cibercriminoso. A pesquisa mostra que 35% dos entrevistados desconhecem ou não estão preocupados com a possibilidade de tais perdas.

Outro dado do estudo diz respeito ao acesso à internet sem fio: 18% dos entrevistados não estão conscientes que o uso de redes Wi-Fi públicas é arriscado, uma vez que os dados que trafegam nestas redes podem ser interceptados por cibercriminosos. A mesma proporção de usuários, por outro lado, se diz consciente desta ameaça, mas não acredita que deva se preocupar com isso. Ao mesmo tempo, 56% utilizam redes públicas e 6% colocam suas informações pessoais em sites enquanto estão conectados por esse tipo de rede.

Vi lá no grupo da Break Security.
Fonte: Olhar Digital

terça-feira, 2 de setembro de 2014



Network Attached Storage (NAS), Smart TVs, roteadores, equipamentos Blue-ray, entre outros estão vulneráveis a ciberataques, alerta a Kaspersky Lab.

Pesquisa experimental realizada pelo analista de segurança, David Jacoby, em sua própria casa, encontrou uma série de problemas de segurança em dois modelos de NAS de diferentes marcas, uma Smart TV, um recebedor de satélite e uma impressora conectada.

Em linha com sua política de divulgação responsável, a Kaspersky Lab não divulga os nomes dos fornecedores cujos produtos foram objeto da investigação até que um patch de segurança que acabe com as vulnerabilidades seja liberado. Mas ressalta que todos os fornecedores foram informados sobre a existência das vulnerabilidades.

As vulnerabilidades mais graves foram encontradas nos Network Attached Storage. Várias delas (foram 14 no total) permitem que um invasor execute comandos remotamente, com os mais altos privilégios administrativos.

Os dispositivos testados também tinham senhas padrão fracas, lotes de arquivos de configuração com permissões erradas e continham senhas em texto simples. Em particular, a senha do administrador padrão para um dos dispositivo continha apenas um dígito. Outro dispositivo dividiu o arquivo de configuração inteiro com senhas criptografadas para todos na rede.

Usando uma das vulnerabilidades, o pesquisador da Kaspersky Lab foi capaz de fazer o upload de um arquivo em uma área de memória inacessível para o usuário comum. Se esse arquivo fosse um malware, o dispositivo comprometido poderia se tornar uma fonte de infecção para outros dispositivos conectados nestes NAS - um PC em casa, por exemplo - e até mesmo servir como um Bot DDoS em uma botnet.

Além disso, como essa vulnerabilidade permitiu que o arquivo fosse carregado em uma parte especial do sistema de arquivos do dispositivo, a única maneira de eliminá-lo era usando a mesma vulnerabilidade. Obviamente, esta não é uma tarefa trivial, mesmo para um técnico, muito menos para os proprietários de equipamentos entretenimento doméstico semelhantes.

Man in the middle via Smart TV
Ao investigar o nível de segurança de sua própria Smart TV, o pesquisador da Kaspersky Lab descobriu que nenhuma criptografia havia sido usada na comunicação entre a TV e o servidor do fornecedor da TV. O que pode abrir o caminho para ataques. Seria possível, por exemplo, levar o usuário a transferir dinheiro para o fraudador ao tentar comprar conteúdo via TB.

Como prova de conceito, o pesquisador foi capaz de substituir um ícone da interface gráfica da Smart TV com uma imagem. Normalmente os widgets e miniaturas são baixados dos servidores do fornecedor da TV e devido à falta de conexão criptografada a informação poderia ser modificada por um terceiro.

O pesquisador também descobriu que a Smart TV é capaz de executar o código Java que, em combinação com a capacidade de interceptar a troca de tráfego entre a TV e a Internet, pode resultar em ataques maliciosos que partem de exploração.

Funções de espionagem escondidas no roteador
O roteador DSL usado para fornecer acesso à Internet sem fio para todos os outros dispositivos domésticos continha várias funções perigosas escondidas de seu dono. Segundo o pesquisador, alguma dessas funções escondidas poderia dar ao ISP (provedor de Internet) acesso remoto a qualquer dispositivo em uma rede privada.

O mais importante é que, de acordo com os resultados da pesquisa, seções da interface do roteador web chamado "Webcam", "Configuração especializada em Telefonia", "Controle de Acesso", "WAN-Sensing" e "Update" são "invisíveis" e não ajustáveis para o dono do dispositivo. Só podem ser acessadas ​​através da exploração de uma vulnerabilidade bastante genérica, que torna possível alterar entre as seções da interface (que são basicamente páginas da web, cada uma com seu endereço alfanumérico) por força bruta.

Originalmente estas funções foram implementadas para a conveniência do proprietário do dispositivo: a função de acesso remoto torna mais fácil e rápido para o provedor de internet resolver possíveis problemas técnicos no aparelho, mas a conveniência poderia se transformar em um risco se os controles caírem em mãos erradas.

"Indivíduos e empresas precisam entender os riscos de segurança em torno de dispositivos conectados. Nós também precisamos ter em mente que nossa informação não é segura apenas porque temos uma senha forte, e que há um monte de coisas que não podemos controlar. Levei menos de 20 minutos para localizar e verificar vulnerabilidades extremamente graves em um dispositivo que parece seguro e até mesmo tem referências à segurança em seu nome.", afirma David Jacoby.
"Como é que uma pesquisa semelhante acabaria se fosse realizada em uma escala muito mais ampla do que apenas a minha sala de estar", questiona.

Na opinião do pesquisador, esta é apenas uma das muitas questões que precisam ser abordadas por fornecedores de dispositivos, pela comunidade de segurança e por usuários de tais aparelhos, de forma colaborativa. Outra questão importante é o ciclo de vida dos dispositivos. "Como me foi informado em conversas com fornecedores, algumas dessas empresas não desenvolverão uma correção de segurança para os dispositivos vulneráveis que já estão ultrapassados. Geralmente, para essas empresas, o ciclo de vida desses aparelhos é de um ou dois anos, enquanto na vida real esse período é muito maior. Independentemente da forma como você olha para ela, não é uma política muito justa", alerta Jacoby.

Como permanecer seguro em um mundo de dispositivos conectados
  • 1 - Torne a vida do hacker mais difícil: todos os seus dispositivos devem estar atualizados com todos os últimos updates de segurança e firmware. Isso minimizará o risco de explorar vulnerabilidades conhecidas.
  • 2 - Certifique-se de que o nome de usuário e a senha padrão esteja alterada - esta é a primeira coisa que um criminoso tentará mudar ao tentar comprometer o seu dispositivo.
  • 3 - A maioria dos roteadores e switches em casa tem a opção de configurar sua própria rede para cada dispositivo e também a possibilidade de restringir o acesso ao aparelho - com a ajuda de vários DMZs diferentes (um segmento de rede separado para sistemas com um maior risco de comprometimento)/ VLANs (um mecanismo para alcançar a separação lógica entre as diferentes redes lógicas na mesma rede física). Por exemplo, se você tem uma TV, você pode querer restringir o acesso a esta TV e só permitir um recurso específico dentro de sua rede. Não há muita razão para a sua impressora estar conectada ao seu televisor.

O texto completo do estudo "Internet das coisas: Como eu hackeei Minha Casa' está disponível em Securelist.com.
Referência: IDG NOW

quarta-feira, 25 de junho de 2014

E ai pessoal!

Estou dando uma passada rápida por aqui para compartilhar um achado que passou pelo meu RSS. Trata-se de uma série de posts de boas práticas e cuidados na internet.

Na minha opinião todos deveriam ver isso, até aquela sua tia chata que pede pra você formatar o PC pra ela. Este conteúdo deveria ser traduzido, virar cartilha e ser distribuído no Brasil todo.

Fiquem ai com a série.

Link do site.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

No Snapchat, o vazamento de 4,6 milhões de dados de usuários no começo de 2014 mostra que números de telefone celular passaram a ser uma informação valiosa para hackers.
O grupo responsável pela divulgação dos dados afirmou recentemente que o vazamento teve como objetivo chamar atenção para a questão da segurança ao fornecer dados para aplicativos. Entretanto, especialistas em segurança digital aconselham cautela na hora de compartilhar um número pessoal.
Exposição de dados do Snapchat pode resultar em cybercrime (Foto: Reprodução/Yahoo News)
A lógica é a mesma da vida offline, onde você não fornece para qualquer pessoa seu número de telefone. “Números de telefone são identificadores únicos que tendem a durar por longo tempo”, disse o CEO do site Reputation.com, Michael Fertik, ao The Wall Street Journal.

Fertik é especialista em segurança e comanda um site que ajuda consumidores a proteger a sua privacidade na Internet. “Você muda o seu número de telefone com muito menos frequência do que o seu endereço de IP e, provavelmente, até mesmo que o seu endereço de casa”, completou.
Já o blogueiro inglês e consultor de tecnologia Graham Cluley acrescenta que a violação de dados abre a possibilidade de práticas criminosas, já que o Snapchat permite que usuários enviem fotos e vídeos entre si. “Essas fotos e números de celulares poderiam ser usados para cyberbullying e chantagem”, afirma.

Ele lembra também que, digitando apenas o número de celular no Facebook é possível revelar o perfil do proprietário da linha, caso a pessoa tenha acrescentado os dados nas suas informações de conta públicas ou entre amigos. A saída, nesses casos em que o aplicativo ou serviço pede um número de telefone, é mudar o login. "Use um login de usuário diferente do que o que você usa publicamente no Facebook e Twitter", diz.
O risco é maior se os arquivos estiverem ligados ao nome real do usuário. Outra modalidade que pode ser turbinada com a exposição do número é o "SMiShing", um tipo de ataque similar ao phishing que acontece especificamente por meio de mensagens de texto em telefones celulares. Segundo a empresa de segurança Kaspersky Lab, 37,3 milhões de usuários foram alvos de ataques de phishing na Internet em 2013. Isso representa um aumento de 87% em relação aos últimos três anos.
Os especialistas ouvidos pelo jornal norte-americano também apontam que empresas de diversos setores estão interessadas no seu número de telefone celular; sejam para enviar spam, publicidade ou mesmo para fornecer serviços via telefone. É o caso das companhias aéreas que utilizam mensagem de texto para enviar alertas com detalhes de viagens como localizador de assento ou mudanças em horários de voos.

Lançado em setembro de 2011, o Snapchat é uma rede social que funciona por meio de um aplicativo para smartphones capaz de enviar fotos e vídeos que duram de um a dez segundos, de acordo com o desejo do remetente.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Links normalmente são incluídos em e-mails, alerta fabricante de antivírus.
Arquivo RTF traz imagem com link e praga digital embutida.


A fabricante de antivírus russa Kaspersky Lab alertou nesta terça-feira (5) que hackers brasileiros estão utilizando uma tática diferente para propagar pragas digitais que roubam senhas de banco. A técnica está na inclusão de um documento anexo no formato RTF (Rich Text Format), um padrão criado pela Microsoft para exportação de documentos do Microsoft Word.
Dentro do arquivo RTF os criminosos incluem uma imagem com instruções para que a vítima clique duas vezes para ampliar a foto. Caso a orientação seja seguida, uma janela para a execução de um programa aparecerá. Se o usuário autorizar, o computador será então infectado com o vírus.
Arquivo traz imagem que, se clicada, tenta abrir um programa malicioso. (Foto: Reprodução/Kaspersky Lab)Arquivo traz imagem que, se clicada, tenta abrir um programa malicioso. (Foto: Reprodução/Kaspersky Lab)
A praga foi analisada pelos analistas de vírus Fabio Assolini e Dmitry Bestuzhev. "O uso dessa técnica permite aos cibercriminosos burlar os filtros de e-mail por extensões de arquivos, visto que raramente arquivos DOC e RTF são bloqueados. Nós temos certeza que tal técnica passará a ser usada com mais frequência entre os cibercriminosos brasileiros", escreveram os especialistas.
A técnica difere do método comum de distribuição de pragas brasileiras, que consiste no envio de um link para o vírus em mensagens de e-mail. O arquivo RTF, segundo a Kaspersky Lab, é incluído como anexo da mensagem, e a imagem dentro do documento possui um link para um vírus que está embutido dentro do próprio arquivo.
Brecha em processamento de imagem
Também nesta terça-feira, a Microsoft divulgou um alerta sobre uma brecha no componente Microsoft Graphics, usado para o processamento de imagens em alguns produtos da empresa, entre eles o Microsoft Office. A vulnerabilidade permite que uma imagem maliciosa incluída em um documento do Word faça com que o sistema seja infectado com um vírus com a abertura do arquivo, por exemplo.
A falha já está sendo usada em ataques direcionados contra alvos não revelados pela Microsoft. Não há relação da brecha com os ataques identificados no Brasil.

Fonte:  G1

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Em um estudo conjunto realizado pela Kaspersky Lab e pela Outpost24, brechas não corrigidas continuam a ser um popular vetor de ataques.
Cibercriminosos ainda fazem uso extensivo de vulnerabilidades conhecidas, até mesmo ataques 0-day permanecem em ascensão.
Em um estudo conjunto realizado pela Kaspersky Lab e pela Outpost24, brechas não corrigidas continuam a ser um popular vetor de ataques.
O pesquisador sênior de segurança da equipe de análise e pesquisa global  da Kaspersky, David Jacoby, disse que esta situação está levando os criminosos a hackear as pessoas que administram o sistema, em vez do próprio sistema corporativo.
"Os resultados são uma 'chacoalhão' para quem procura soluções de segurança personalizadas que cobrem 'as ameaças do futuro'", disse ele. "Isso destacou que treinar sua equipe para ser prudente é super importante".
Apesar das empresas pagarem por um serviço dedicado para cuidar de sua segurança, a pesquisa identificou que alguns sistemas corporativos permaneceram sem correção e vulneráveis por uma década.
Mesmo assim, Jacoby disse que os hotéis e empresas privadas até o momento "mostraram uma maior conscientização e segurança" que organizações governamentais.
Questão global
O diretor de segurança da Outpost24, Martin Jartelius, disse que a pesquisa conjunta destaca como simples ataques a redes corporativas podem surtir efeito, sem que seja necessário recorrer aos caros exploits 0-day.
"Quer se trate de explorar práticas de segurança mal-aplicadas, dispositivos de segurança mal configurados ou a falta treinamento de segurança das equipes, as empresas devem entender que é possível assumir o controle da maioria das partes da organização, mesmo que não sejam utilizados quaisquer novos ataques ou métodos", disse.
Jartelius acrescenta que o tempo entre quando uma vulnerabilidade é detectada e quando é corrigida é "quase o mesmo em todos os países", indicando que esta é uma tendência global.
"É, portanto, essencial mudar a abordagem de segurança de ferramentas autônomas para soluções integradas como parte dos processos de negócios", disse.

Fonte:  IDG Now
Kaspersky Lab descobre nova campanha de espionagem



Nesta quinta-feira, 26, a equipe de pesquisa em segurança da Kaspersky Lab divulgou que descobriu o "Icefog", um grupo de ameaças persistentes avançadas (APTs) que visa alvos na Coreia do Sul e no Japão. 

"Nos últimos anos, observamos diversas APTs atacando quase todos os tipos de vítimas e setores. Na maioria dos casos, os atacantes ficam estabelecidos em redes corporativas e governamentais por anos, extraindo vários terabytes de informações sigilosas", disse Costin Raiu, diretor da Equipe de Pesquisa e Análise Global. 

De acordo com a Companhia, os ataques demonstram o surgimento de uma nova tendência: grupos menores que atacam e fogem, e que buscam por informações com precisão cirúrgica. Normalmente, o ataque dura poucos dias ou semanas e, depois de obter o que procuram, os invasores fazem a limpeza e batem em retirada. "No futuro, prevemos que o número de pequenos grupos focados em `APTs contratadas' deve aumentar, especializando-se em operações relâmpago.", ressaltou a empresa em comunicado. 

Fonte:  Kioskea

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Malware New 01
Analistas da Kaspersky Lab estudaram a fundo os mecanismos utilizados nos ataques à banca online e apresentam agora as suas conclusões.
Os Trojans bancários são o tipo de malware actualmente mais perigoso. Uma vez instalado no computador da vítima, o Trojan recolhe automaticamente todos os dados de pagamento online e inclusive chega a realizar transacções financeiras em nome da vítima.
Os cibercriminosos utilizam dois tipos de malware para perpetrar estes ataques. Por um lado, estão os Trojans bancários multi-alvo, capazes de atacar clientes de diferentes bancos e sistemas de pagamento e, por outro, os Trojans dirigidos aos clientes de um banco específico.
Os cibercriminosos enviam estes Trojans através de emails phishing que imitam mensagens de bancos reais para atrair a atenção dos utilizadores. Para a sua distribuição em massa, os cibercriminosos exploram as vulnerabilidades dos programas mais populares do Windows através de exploits que instalam o Trojan no equipamento.
Os Trojans bancários são capazes de contornar as protecções adicionais de segurança como a autenticação através de dois passos com passwords de uma só utilização (códigos TAN).
Um dos comportamentos do Trojan ZEUS consistia em mostrar uma notificação falsa, assim que a vítima entrava num sistema de banca online e introduzia este tipo de códigos, que indicava que a lista actual dos códigos TAN é inválida e convidava o utilizador a obter uma nova lista de senhas.
Para tal, a vítima tinha que introduzir todos os códigos TAN disponíveis no formulário correspondente criado pelo Zeus. Como resultado, os criminosos adquiriam todos os códigos da vítima e podiam utilizá-los imediatamente para transferir o dinheiro para as suas próprias contas.

Fonte:  Pcguia

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Campanha de espionagem virtual é detectada pela Kaspersky Lab
Nesta quinta-feira, 12, uma equipe de pesquisa de segurança da Kaspersky Lab publicou um relatório que detalha uma campanha ativa de espionagem virtual direcionada a "think tanks" sul-coreanas. 

De acordo com o relatório, a campanha chamada de Kimsuky, é limitada e altamente direcionada: segundo analistas técnicos, os criadores do ataque tinham como alvo 11 organizações sediadas na Coreia do Sul e duas instituições na China, incluindo o Instituto Sejong, o Instituto Coreano de Análises de Defesa (KIDA, Korea Institute For Defense Analyses), o Ministério da Unificação da Coreia do Sul, a Hyundai Merchant Marine e os Partidários da Unificação Coreana (The supporters of Korean Unification). 

Embora seu mecanismo de distribuição inicial ainda seja desconhecido, os pesquisadores da Kaspersky acreditam que, provavelmente, o malware Kimsuky é disseminado por meio de emails de phishing altamente localizados e tenha a capacidade de executar as seguintes funções de espionagem: keylogging (registro das teclas digitadas), coleta e listagens de diretórios, acesso remoto e roubo de documentos HWP (relacionados ao aplicativo de edição de texto sul-coreano do pacote Hancom Office, muito utilizado pelo governo local). 


Fonte: Kioskea

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mesmo que as regras mais básicas para garantir a segurança do PC sejam cumpridas com rigor, como atualizar com regularidade o sistema operacional, evitar clicar em links suspeitos e ter uma solução antivírus instalada e atualizada; existe o risco de o sistema ser infectado por malware. Porém, nem sempre é fácil saber se o computador está infectado ou não.
 
A Kaspersky Lab elaborou uma lista com os dez sintomas mais comuns que indicam que algo malicioso está ocorrendo no computador:
 
1. Bloqueios inesperados: se alguma vez isto lhe aconteceu, provavelmente já sabe que a tão temida tela azul é sinônimo de que algo vai mal no sistema. Por esse motivo, não perca tempo e analise a plataforma em busca de possíveis infecções.

2. Sistema lento: se o sistema não está executando aplicações que consomem recursos, mas mesmo assim está muito lento, então é possível que esteja infectado com um vírus.

3. Atividade elevada do disco rígido: se a atividade do seu disco é mais alta do que o normal quando o computador está em descanso, é sinal de uma possível infecção.

4. Janelas estranhas: se durante o processo de boot, aparecem janelas estranhas que alertam para problemas no acesso a diferentes discos no sistema, pode ser que o computador esteja infectado por malware.

5. Mensagens estranhas: quando o sistema está em execução, e aparecem janelas avisando que arquivos ou programas não podem ser abertos fique atento, esse é outro sinal para um possível ataque de malware.

6. Atividade indevida dos programas: se os programas não respondem, abrem automaticamente ou mostram uma notificação de que uma aplicação está tentando acessar a Internet sem o seu consentimento; então, é possível que um malware esteja atacando a sua máquina.

7. Atividade aleatória de rede: se o roteador piscar constantemente, indicando uma atividade elevada da rede quando não está executando algum programa ou não está acessando altos volumes de dados na Internet, parta do princípio que existe algo errado com o equipamento.

8. Mensagens de e-mail instáveis: os seus e-mails não saem da pasta ao enviar? Os seus contatos recebem mensagens estranhas que você não se recorda de ter enviado? Infelizmente, o seu sistema está comprometido ou alguém roubou sua senha de acesso ao e-mail.

9. Endereço IP na lista negra: se receber uma notificação dizendo que seu endereço IP está numa lista negra, existem fortes possibilidades de que seu sistema tenha caído nas mãos de criminosos e que passou a fazer parte de uma botnet de spam.

10. Desativação inesperada do antivírus: existem muitos programas maliciosos desenhados especificamente para desativar o antivírus, se encarregue de eliminá-los. Se o seu software de segurança for desativado por auto reconstrução, pode ser um pequeno sintoma de que algo de errado está acontecendo.
 
A forma mais segura para saber se o seu sistema está infectado ou não é analisá-lo. Para isso, recorra a uma solução antivírus. Se não tiver um antivírus instalado e desconfiar que o seu equipamento está com problemas de segurança, utilize a ferramenta gratuita Kaspersky Security Scan.
 
Sobre a Kaspersky Lab
 
Kaspersky Lab é o maior provedor privado de solução de proteção para endpoints do mundo. A empresa ficou entre os quatro maiores fornecedores de soluções de segurança para usuários endpoint *. Durante seus mais de 15 anos de história, a Kaspersky Lab continua a ser uma empresa inovadora em segurança de computadores e fornece soluções eficazes de segurança digital para grandes empresas, PME e consumidores. A Kaspersky Lab, através da sua holding registrada no Reino Unido, opera atualmente em cerca de 200 países e territórios ao redor do mundo, fornecendo proteção para mais de 300 milhões de usuários. Para mais informações, visite http://brazil.kaspersky.com 
 
*A empresa ganhou o quarto lugar na classificação muldial do IDC Endpoint Security Income por Fabricante, 2011. O ranking foi publicado no relatório da IDC "Previsão Global de Endpoint Security 2012-2016 e Ações de Fabricantes 2011" - (IDC nº 235930, julho de 2012). O relatório classificou os fornecedores de software de acordo com suas receitas de vendas de Endpoint Security Solutions em 2011.

Fonte: Segs
O segundo trimestre do ano marcou o surgimento do cavalo-de-troia mais sofisticado já feito para o Android. Conhecido como Obad, é o primeiro malware móvel disseminado através de botnets, ou seja, redes de dispositivos-zumbis controladas por cibercriminosos.

Segundo a Kaspersky, o código malicioso é capaz de enviar SMS para números Premium, portanto, bem mais caros que os convencionais, sem o consentimento do usuário. Outras ações incluem baixar e instalar outros tipos de malware no dispositivo e até enviar as infecções via Bluetooth, além de executar comandos remotos a partir do aparelho.

Em três meses, a companhia descobriu 12 versões do Obad. “Cada uma delas utilizava uma vulnerabilidade no Android para dar direitos de administrador no dispositivo para o malware, que  torna muito mais difícil a eliminação dessa ameaça”, explica Roman Unuchek, líder dos especialistas em antivírus da Kaspersky. 
 
android malware


O Obad é tão sofisticado que chega a se parecer com ameaças desenvolvidas para computador. “É mais parecido com o malware de Windows do que com os outros cavalos de Tróia para Android”, completa Unuchek. De fato, conforme a Kaspersky, a alta presença de malware para a plataforma do Google o transformou em um equivalente do Windows no mundo dos dispositivos móveis.
 
Outro programa malicioso para Android que usa os mesmos métodos aplicados no PC é o “Free Calls Update”, uma mistura de falso antivírus e ransomware, ou seja, programa que se finge de legítimo para convencer a vítima a comprar uma licença. 

O app, depois de executado, tenta obter os privilégios de administrador do dispositivo para modificar as configurações e assim ligar/desligar o Wi-Fi e o 3G. Ele ainda finge analisar programas maliciosos e detectar supostas pragas existentes no dispositivo, incentivando a vítima a comprar uma licença para a versão completa, exatamente como alguns tipos de malware agem no PC.

Fonte: Tudo Celular

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