quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A Intel Security divulgou um relatório intitulado “Hacking the Human OS” (Invadindo o Sistema Operacional Humano) que revela as mais recentes técnicas de persuasão utilizadas por cibercriminosos para manipular os funcionários das empresas a fazerem coisas que eles normalmente não fariam, resultando na perda de dinheiro ou de dados valiosos.
Estima-se que o custo global com cibercrimes chega a uma estimativa de US$ 445 bilhões, fortuna que desperta o interesse e a criatividade dos hackers. A análise revela a extensão e a gravidade da engenharia social e a importância do treinamento em segurança corporativa. 
“O predomínio da engenharia social em muitos ataques demonstra uma fraqueza inerente na capacidade das vítimas de distinguir as comunicações mal-intencionadas, o que os criminosos estão utilizando métodos mais complexos para evitar o “firewall humano”, indica o relatório. 
Segundo dados da pesquisa, dois terços de todos os e-mails do mundo atualmente são spam, mensagens com o objetivo de extorquir informações e/ou roubar dinheiro, e 80% dos colaboradores são incapazes de detectar as fraudes de phishing por e-mail mais comuns e usadas com frequência.
O estudo também registrou um aumento dramático no uso de URLs maliciosas (com mais de 30 milhões identificadas até o final de 2014). O aumento é atribuído à utilização de novos domínios curtos, que frequentemente escondem sites maliciosos ou servem como phishing. 
Um estudo recente da Enterprise Management Associates constatou que apenas 56% de todos os funcionários das empresas passam por algum tipo de treinamento sobre segurança ou sensibilização quanto à política da empresa. Com isso, os cibercriminosos não precisam, necessariamente, de conhecimento técnico considerável para alcançar seus objetivos.
A Intel revela algumas das técnicas de persuasão utilizadas atualmente pelos cibercriminosos para contornar a conscientização dos seus alvos e manipular as vítimas através do uso de técnicas subconscientes de influência. A companhia listou ainda seis táticas para serem observadas no mundo digital:
1. Reciprocidade: Quando as pessoas ganham algo, eles tendem a se sentir obrigadas a retribuir o favor em seguida.
2. Escassez: As pessoas tendem a agir em conformidade quando acreditam que algo está no fim. Por exemplo, um e-mail cujo conteúdo dá a impressão de ser de um banco, o qual está pedindo ao usuário para agir em conformidade com uma solicitação, caso contrário, a conta será desativada dentro de 24 horas.
3. Consistência: Uma vez que os alvos ‘prometem’ fazer algo, eles geralmente cumprem suas promessas, pois as pessoas não querem dar a impressão de serem desonestas ou de não serem dignas de confiança. Por exemplo, um hacker se passa por alguém da equipe de TI de uma empresa pode fazer com que um colaborador concorde em cumprir todos os processos de segurança e, em seguida, pede para que ele execute uma tarefa suspeita supostamente em conformidade com as exigências de segurança.
4. Probabilidade: Os alvos são mais propensos a agir em conformidade quando o engenheiro social é alguém de quem eles gostam. Um hacker pode usar seu charme por telefone ou online para ‘conquistar’ uma vítima inocente.
5. Autoridade: As pessoas tendem a agir em conformidade quando uma solicitação é feita por alguém que transmite autoridade. Por exemplo, um e-mail encaminhado para o departamento financeiro que pareça ter vindo do CEO ou do presidente.
6. Validação social: As pessoas têm tendência a agir em conformidade quando os outros estão fazendo a mesma coisa. Por exemplo, um e-mail de phishing pode parecer ter sido enviado a um grupo de colaboradores, o que faz com que um colaborador acredite que está tudo bem, uma vez que outros colegas também receberam a solicitação.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

meganet-decentralized-anonymous-network

O famoso Empresário e ex-hacker Kim Dotcom, que introduziu lendário o Megaupload e os serviços de compartilhamento de arquivos MEGA para o Mundo, veio com outra ideia maluca - Para iniciar a sua internet própria que usa a "blockchain".

Apenas no mês passado, Kim Dotcom, um milionário alemão conhecido anteriormente como Kim Schmitz, lançou a versão beta do seu chat de vídeo criptografado end-to-end e um serviço de bate-papo de áudio chamado "MegaChat", que ele diz que dá uma melhor proteção do que alternativas como o Skype e Google Hangouts.

Agora, em sua mais recente série de tweets que se refere à suposta "MegaNet" de Kim Dotcom, que, segundo ele, seria imune à vigilância cibernética, conduzida por governos ou empresas e que e a nova tecnologia não seria baseada em endereços IP.

A MegaNet, seria uma rede descentralizada, não-IP com base no qual o blockchain, usado por Bitcoins, irá desempenhar um "papel importante". Descentralizar a Internet significa tomar o poder da Web, longe de mãos poderosas de governos e corporações e colocá-la de volta nas mãos de usuários online.
Esta medida vai oferecer aos usuários um espaço verdadeiramente livre, onde podem se comunicar de forma privada com qualquer outra pessoa, sem censura.

Sr. Dotcom continuou a informar a seus seguidores que "se surpreenderiam" sobre "a quantidade de armazenamento ociosa e a capacidade de banda que as redes telemóveis têm", acrescentando que a "MegaNet vai transformar essa capacidade ociosa em uma nova rede".

O Empreendedor também assegurou a seus seguidores, que o consumo da bateria, não será um problema para um grande número de telefones transportando a rede  MegaNet.

"MegaNet não vai depender apenas de redes móveis no início. Mas quanto mais potentes os smartphones se tornam, mais dados e tráfego eles podem carregar"



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Há um grande número de projetos semelhantes que levam à mudança no sentido da descentralização.

MAIDSAFE - OUTRA REDE DESCENTRALIZADA

Uma delas é de David Irvine, apelidado MaidSafe - enorme variedade de discos de Internet - Secure Access For Everyone. Maidsafe é um programa de código aberto (hospedado no GitHub) que permite a utilização de uma plataforma de Internet descentralizada.

A parte fundamental do MaidSafe, é a sua rede SAFE, alimentado por computadores de seus participantes, o que significa, em vez de servidores especializados, os dados são armazenados e distribuídos por uma rede de computadores conectados à Internet.

Qualquer um que executar o programa do MaidSafe, passará a fazer parte da Rede SAFE. O sistema MaidSafe transforma todos os dispositivos conectados em nós da rede SAFE que armazenam coletivamente dados para todos os usuários MaidSafe.

O armazenamento de dados é automaticamente descentralizado, o que significa uma aplicação web utilizando MaidSafe, não armazena dados do seu usuário em qualquer servidor central - e os dados são distribuídos por diversos discos e dispositivos próprios e administrados por muitos usuários diferentes. Portanto, ninguém, seja pessoa ou corporação, tem uma cópia intacta do arquivo de um usuário

Projeto Maelstrom - rede P2P para hospedar sites.

No final do ano passado, A BitTorrent anunciou o Projeto Maelstrom, que é "o primeiro passo para uma web verdadeiramente distribuída, e que não depende de servidores centralizados."

"Verdadeiramente uma internet mantida pelas pessoas, para diminuir barreiras e negar a liderança da tecnologia para as operadoras" - Disse a BitTorrent
"Se formos bem sucedidos, acreditamos que este projeto tem o potencial para ajudar a resolver alguns dos problemas mais inquietantes que enfrentamos na Internet hoje em dia."

De acordo com o BitTorrent, o navegador distribuído poderia ajudar a manter uma Internet mais neutra. Se um ISP não poder identificar de onde o tráfego é proveniente, então ele não pode suprimir determinados sites acessados a partir de um navegador como o Maelstrom.

ZeroNet - HOSPEDAGEM DE WEBSITES DESCENTRALIZADOS usando a rede Bit Torrent

No início do novo ano, um novo projeto de código aberto conhecido como ZeroNet FOI lançado e tem como objetivo oferecer uma plataforma web descentralizada usando criptografia de Bitcoin e da rede BitTorrent.

ZeroNet usa uma combinação de BitTorrent, um servidor de arquivos de costume e uma interface de usuário baseada na web para fazê-lo, e que consegue proporcionar uma experiência bastante utilizável. O principal objetivo deste projeto é hospedar sites e fornecer anonimato para o proprietário de cada site.

Fonte: The Hacker News

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015



A companhia de segurança Kaspersky Lab apontou que um grupo hacker roubou aproximadamente U$1 bilhão de bancos dos Estados Unidos e demais países. Segundo a publicação, entregue primeiramente ao The New York Times e divulgado ao público nesta segunda-feira (16), o grupo era composto de membros da Russia, China e Europa. Os hackers estavam ativos desde 2013 e invadiram mais de 100 bancos em 30 países.

Segundo a Kaspersky, os hackers utilizaram malwares que se infiltraram nos computadores dos bancos, buscando por fraquezas em suas operações diárias. Após meses de monitoria, os cibercriminosos utilizaram uma tática antiga: se passar por funcionários do banco utilizando credenciais falsas para transferir milhões de dólares para suas contas pessoais. Eles também programaram caixas eletrônicos para emitir dinheiro em momentos específicos. 

"A tática dos hackers envolvia limitar seus roubos para um máximo de U$10 milhões antes de atacar outro banco, uma estratégia que, em parte, dificultou a detecção da fraude anterior," disse o pesquisador de segurança Vicente Diaz em entrevista ao The Associated Press. "Esse tipo de ataque é incomum porque é direcionado ao banco em si ao invés de seus clientes e suas respectivas informações de contas. O objetivo parece ser muito mais voltado ao ganho financeiro do que espionagem."

A publicação revela que a maior parte dos alvos está localizada na Russia, nos EUA, Alemanha, China e Ucrânia, embora os ataques possam estar se expandindo pela Ásia, Oriente Médio, Africa e Europa. 

A Kaspersky não identificou os bancos e ainda está trabalhando com agências de segurança para investigar os ataques, dos quais a empresa afirma que continuam a ocorrer, e nenhum banco até o momento está ciente disso. Até o momento, a empresa de segurança virtual viu evidências de U$300 milhões roubados, embora acredite que o total seja, pelo menos, três vezes maior.

Segundo o Centro de Serviços de Compartilhamento e Análise de Informações Financeiras,uma entidade sem fins lucrativos que alerta bancos sobre atividades hacker, disse em uma publicação que seus membros receberam um alerta sobre as brechas em janeiro.

"Não podemos comentar sobre as ações individuais tomadas por nossos membros, mas ao todo acreditamos que nossa equipe está tomando ações apropriadas para prevenir e detectar esse tipo de ataque e minimizar quaisquer efeitos em seus clientes. A informação de que bancos russos foram as principais vítimas dos ataques pode ser uma mudança significativa na estratégia de localizar os alvos cibercriminosos."
Publicação do Centro de Serviços de Compartilhamento e Análise de Informações Financeiras

Fonte: Adrenaline

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Vint Cerf: vice-presidente do Google é considerado um dos pioneiros da internet
Vint Cerf: vice-presidente do Google é considerado um dos pioneiros da internet

São Paulo - Vint Cerf, vice-presidente do Google considerado um dos pioneiros da internet, afirmou estar preocupado com a possibilidade de todas as imagens e documentos salvos nos computadores serem perdidas em algum momento da história.

O executivo, que também é evangelista chefe de tecnologia do Google, acredita que isso poderá acontecer à medida que hardware e software se tornem obsoletos.

Ele teme que as gerações futuras tenham poucos ou nenhum registro do século XXI, fazendo a humanidade entrar no que ele descreve de "Idade das Trevas digital."

Durante um encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Cerf afirmou que irá concentrar seu trabalho na solução dos problemas que ameaçam erradicar a história.

"Formatos antigos de documentos que criamos ou apresentações podem não ser compatíveis com a última versão de um software porque a compatibilidade retroativa não é sempre confiável", disse Cerf à BBC.

"O que pode acontecer com o tempo é que mesmo que acumulemos vastos arquivos de conteúdo digital, nós poderemos saber do que se trata", afirmou.
Cerf quer promover uma ideia para preservar digitalmente cada software e hardware, de forma que eles nunca se tornem obsoletos. Uma espécie de "museu na nuvem".
"A solução é tirar uma chapa em Raios-X do conteúdo, aplicação e do sistema operacional, com uma descrição da máquina na qual ele é reproduzido, e preservar isso por um longo período de tempo. Essa fotografia poderá recriar o passado no futuro", afirmou o executivo do Google.
Um conceito do que Cerf chama de "pergaminho digital" foi desenvolvido pelo pesquisador Mahadev Satyanarayanan da universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.
"Ele ainda têm algumas arestas a serem reparadas, mas o conceito principal já está funcionando", disse Vint Cerf.
Fonte: EXAME
Os profissionais de segurança da informação vivenciaram os piores cenários em 2014.  Pesadelos se tornaram reais e o futuro, aparentemente, guarda um cenário tão assustador quanto o já visto até então. Violações de dados que foram notícia nos últimos meses continuarão este ano. 
A natureza dos ataques de cibercriminosos está mudando, de acordo Gemalto. Cada vez, hackers buscam roubo de identidade, o que torna mais difícil ações de barrar ou travar os atacantes. Outro ponto apontado pela provedora de ferramentas de segurança aponta para um número impressionante. 
De acordo com um relatório anual, os 1,514 incidentes de violação tornados públicos em 2014 expuseram e comprometeram mais de 1 bilhão de registros. Proporcionalmente, isso representou um aumento de 78% em relação ao ano anterior.
A Gemalto coleta dados a partir de fontes públicas e, apesar de eventuais lapsos, acredita que seu relatório reflete o que, de fato, está acontecendo no mundo em termos de segurança. "As leis de notificação de violação não mudaram dramaticamente", disse Tsion Gonen, diretor de estratégia de identidade e proteção de dados da Gemalto. 
Mega violações se configuram em uma dura realidade. Ataques comprometeram dezenas de milhões de registros de grandes empresas como  Home Depot (109 milhões de registros violados), eBay (145 milhões) e JP Morgan Chase (83 milhões).
O roubo de identidade foi responsável por 54% dos ataques, superando em até 20% o volume de 2013.  Gonen observa que o aumento é reflexo do sucesso de empresas de serviços financeiros em parar rapidamente crimes de acesso financeiros, como fraude de cartão de crédito. 
Códigos maliciosos foram responsáveis por 55% dos incidentes de violação. A segunda maior fonte de brechas toca erro humano (25% dos casos), que incluem temas como perda de dispositivos e dados não criptografados. 
Gonen acredita que 2014 será lembrado como um ponto de inflexão da segurança. Na sua opinião, conscientização é mais necessária do que nunca para que o cenário não fique pior do que já está. 
Fonte: IDG NOW!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

 (Foto: Mattia Notari/flickr/creative commons)
Neste exato momento, hackers simpatizantes ou membros do Estado Islâmico travam batalhas virtuais contra instituições do Ocidente em um movimento que os próprios definem como “cyberjihad”, que nada mais é do que o conceito islâmico de guerra santa aplicado ao contexto da internet. Para conter o avanço do terrorismo na web, que vem sendo o principal meio de recrutamento de novos jihadistas, o grupo hacktivista Anonymous está em guerra declarada contra o EI.

“Nós vamos caçar e expor vocês, derrubar seus sites, contas, e-mails. De agora em diante, não há lugar online seguro para vocês”, afirmaram em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (9), que também contém os links de centenas de contas no Twitter e Facebook, endereços de e-mail, sites, entre outros serviços atacados por ter relação com os terroristas.

A guerra começou com o massacre na redação do jornal francês Charlie Hebdo, considerado pelo Anonymous como um ataque à liberdade de expressão. Os ativistas divulgaram o vídeo abaixo poucos dias depois, no qual se comprometem a perseguir todas as organizações que tiveram qualquer envolvimento com o atentado.

Na internet os ataques do EI vêm sendo mais frequentes. Em janeiro, por exemplo, um grupo denominado CyberCaliphate (CyberCalifado) invadiu o perfil do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) no Twitter. Hoje, a mesma organização, que afirma ter ligações com o EI, hackeou a conta de Twitter da revista semanal americana Newsweek, quem tem mais de 2,5 milhões de seguidores. Por 14 minutos, postaram ameaças ao presidente dos EUA Barack Obama e a sua família e chegaram a divulgar uma imagem provocativa de um jihadista com a frase “Je suIS IS”, uma referência ao movimento “Je suis Charlie”.
Mensagem do CyberCaliphate no Twitter da Newsweek (Foto: Reprodução)MENSAGEM DO CYBERCALIPHATE NO TWITTER DA NEWSWEEK (FOTO: Reprodução)


O CyberCaliphate também aproveitou o espaço para alertar os americanos de que o Estado Islâmico está mais próximo do que eles imaginam. “Nós estamos destruindo seu sistema nacional de cybersegurança por dentro”, afirmaram, dizendo que acessariam a rede do Pentágono e que divulgariam documentos confidenciais.

Assistam os videos da Anonymous sobre a Guerra contra o EI:




Fonte: Revista Galileu
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