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terça-feira, 22 de setembro de 2015

A PandaLabs confirmou um aumento significativo na criação de novos malwares. No segundo trimestre de 2015, foram estimados uma média de 230 mil novos malwares detectados a cada dia, o que da cerca de 21 milhões de novas variantes nesses três meses.


Comparado com o mesmo período do ano passado, foram registrados 160 mil amostras por dia. São cerca de 43% de aumento. A maior parte destes são variantes de malwares conhecidos, mutados por cyber criminosos para tentar passar pelos antivírus sem serem detectados.

Trojans continuam sendo os mais comuns das infecções (71,16%), contabilizando 76,25% das infecções.

Um dos principais investigados e detectados foi o Cryptolocker, e é possível notar uma sofisticação nas técnicas para infectar os usuários.

Também foi identificado ataques a dispositivos móveis, como os recentes ataques ao Whatsapp. Outro ataque voltado a mobile foi uma campanha de phishing com alvo desenvolvedores de Android, com o objetivo de capturar suas credenciais e enviar malware dentro de aplicativos legítimos.




Para mais informações sobre esta pesquisa veja o relatório aqui.

Fonte: Net-security

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Segundo pesquisa realizada pela Kaspersky Lab em parceria com a B2B Internacional, 17% dos usuários brasileiros de internet não acreditam que ataques cibernéticos são reais e acham que a ameaça é um exagero das empresas de segurança online.

De acordo com as estatísticas, nem todas as pessoas que aceitam a existência das ameaças estão convencidas que precisam de proteção. Somente 28% dos entrevistados acreditam que podem ser objeto de ataques por cibercriminosos.

Quase um terço (27%) dos usuários não está preocupado com a possibilidade de que suas contas online estejam comprometidas ou está alheio a este risco. Segundo a empresa, isso não somente se aplica a páginas pessoais em sites de redes sociais, mas também a contas bancárias online, que poderiam entregar as finanças pessoais do usuário a um cibercriminoso. A pesquisa mostra que 35% dos entrevistados desconhecem ou não estão preocupados com a possibilidade de tais perdas.

Outro dado do estudo diz respeito ao acesso à internet sem fio: 18% dos entrevistados não estão conscientes que o uso de redes Wi-Fi públicas é arriscado, uma vez que os dados que trafegam nestas redes podem ser interceptados por cibercriminosos. A mesma proporção de usuários, por outro lado, se diz consciente desta ameaça, mas não acredita que deva se preocupar com isso. Ao mesmo tempo, 56% utilizam redes públicas e 6% colocam suas informações pessoais em sites enquanto estão conectados por esse tipo de rede.

Vi lá no grupo da Break Security.
Fonte: Olhar Digital

terça-feira, 4 de novembro de 2014

5 - Comparação entre iOS e Android


5.1 - iOS


O iOS ainda se mantém fechado, o único local para obter softwares é da loja oficial. Também existe uma loja alternativa para usuários que fazem o desbloqueio não autorizado do aparelho, mas este não será considerado por desabilitar todos os sistemas de segurança do aparelho e ser considerado não autorizado pela Apple. Exploits e falhas de desenvolvimento são raramente encontrados devido ao tempo de desenvolvimento do sistema e cuidado o cuidado extra que a Apple toma.

Para uma parte maliciosa disponibilizar um aplicativo com código malicioso na loja diversas camadas de proteção devem ser contornadas. Atualmente diversos pesquisadores de segurança tentam burlar essas proteções, praticamente todos sem sucesso, e os que obtém sucesso tem suas contas bloqueadas e o aplicativo é removido em poucos instantes.

A loja oficial tem diversas proteções que inviabilizam o ataque direcionado a dispositivos Apple. A primeira barreira é a conta de desenvolvedor, onde a Apple cobra uma taxa anual de 99 dólares para o uso da conta. Além do pagamento é necessário encaminhar para a Apple diversos documentos comprovando a identidade do desenvolvedor, entre eles documento de identificação, enderço, documento com foto, entre outros.

Caso o desenvolvedor seja aprovado ele pode enviar aplicativos para a verificação da Apple. Todos os aplicativos submetidos são encaminhados a uma bateria de testes por desenvolvedores da própria Apple e raros aplicativos maliciosos ou com falhas de desenvolvimento passam pelo teste. Caso um aplicativo mal intencionado seja encaminhado para a loja em poucos instantes ele é removido da loja e se necessário de todos os dispositivos. É praticamente impossível um aplicativo sobreviver a um reboot do sistema, atualmente na ultima versão do sistema alguns aplicativos podem ter complementos instanciáveis como Widgets que possivelmente podem sobreviver a reboots, mas ainda não foram implementados e testados completamente.

5.2 - Android


O Google escolheu um modelo diferente nas versões posteriores e manteve o sistema livre e aberto para a instalação de softwares de qualquer fonte. É possível executar executar qualquer código no Android, mas é necessário remover algumas limitações nas configurações do dispositivo, o que pode levar a diversas falhas de segurança, mas ainda assim o aplicativo a ser instalado tem que informar suas permissões e necessidades para a execução e o usuário tem de aceitá-las.

O processo de verificação de aplicativos e desenvolvedor do Google é similar ao da Apple, mas é mais simples e automatizado, ou seja, é mais simples de burlar a verificação e passar um malware. Do mesmo modo que a Apple, o Google também pode remover aplicativos da loja e dos aparelhos, mas o processo é um pouco mais lento, o que da uma janela maior para infecção.

Exploits e falhas de segurança também são raros no Android e aplicativos também não sobrevivem a reboots, do mesmo modo que o iOS, dispositivos modificados podem causar que aplicativos sejam auto executados.

6 - Malwares


Levando em consideração que os dispositivos e sistemas operacionais estão íntegros, a quantidade de ameaças e aplicativos maliciosos são poucas comparado com computadores. Em quanto nos computadores existem milhões de ameaças e malwares, no Android já foram encontrados e catalogados cerca de 50 mil ameaças e malwares, e 5 em iOS. Esta diferença entre os dois sistemas operacionais móveis está no modelo das lojas, onde o Android tem diversas lojas e a possibilidade de instalação de código e fora das lojas oficiais e autorizadas, mas mesmo assim, são poucas ameaças comparado a computadores.

Boa parte das ameaças e falhas encontradas foram geradas por pesquisadores de segurança apenas como prova de conceito, e normalmente usando o sistema Android pela facilidade de instalação para os testes.

Mesmo esses aplicativos maliciosos ou provas de conceito tem a necessidade de mostrar suas permissões na instalação e o usuário tem que autorizar o acesso ao aplicativo.

7 - Previsões para o futuro


Por mais alguns anos os sistemas operacionais móveis não serão alvo de ataques pela complexidade e necessidade de recursos que esses tipos de ataques demandam, o principal foco de ataque e ameaças ainda será os computadores.

Pode-se afirmar que os sistemas de checagem e proteção não vão perder qualidade, pelo contrário, só tendem a melhorar, o que dificultaria mais ainda os ataques aos dispositivos móveis. Pesquisas apontam que os sistemas operacionais para computadores estão ficando cada vez mais complexos e seguros, isso quer dizer, comparando-se com os sistemas de dispositivos móveis.

Os maiores problemas encontrados hoje que causam essas falhas e ameaças são decorrentes de dois grandes fatores: fragmentação e desconhecimento de usuários. A fragmentação dos dois sistemas pode causar problemas de segurança já que rapidamente os dispositivos perdem o suporte do fabricante e vulnerabilidades encontradas não serão corrigidas. No caso de desconhecimento dos usuários a única coisa que pode ser feita é diminuir ou remover a possibilidade do usuário remover as proteções de segurança ou treinar de alguma forma os usuários para aumentar a atenção em relação a segurança da informação.

Um exemplo de falta de conhecimento dos usuários é um aplicativo recentemente removido da loja do Android. O aplicativo em questão era uma lanterna, sua função era apenas ligar o flash da câmera do aparelho, e na instalação o aplicativo solicitava acesso a contatos, GPS, contas, informações pessoais, chamadas, etc. Milhares usuários Android fizeram o download do aplicativo para usá-lo como lanterna e acabaram tendo suas informações roubadas e enviadas ao servidor de um atacante.
E ai pessoal! Como muitos leitores estavam com dúvidas sobre como está o mundo da segurança da informação e para onde está indo, resolvi fazer esse texto explicando basicamente como está o mundo mobile. Separei o texto em duas partes e vou postar as duas hoje no decorrer do dia.

Para mais informações e discussões sobre o tema acesse o grupo do Facebook da Brutal Security.

1- Mídia


Atualmente as mídias especializadas estão focando em noticiar informações sobre novos ataques, malwares e vulnerabilidades sobre sistemas operacionais móveis. Com títulos como “Sistema Operacional iOS da Apple foi hackeado”, “Diversas novas ameaças para dispositivos móveis estão aparecendo”, entre outras, as notícias tendem a chamar a atenção por seus títulos um tanto quanto equivocados. Lendo os detalhes das notícias e fontes, quando não omitidas, mostram que boa parte desses ataques são provas de conceito de especialista da área e pesquisadores de segurança. Este estudo é sobre isso, não necessariamente todas as falhas encontradas são usadas para um ataque real.

Muito é noticiado de vazamento de informações, comprometimento de serviços e outras ameaças, mas ao contrário do que a mídia desinformada noticia estes ataques não tem origem em dispositivos móveis e nem foram direcionados aos mesmos. Todos os documentos, fotos e demais informações que vieram a público nos últimos meses tem pouca relação com dispositivos móveis.

2- Comparativo dos primeiros anos dos dispositivos móveis com os primeiros anos dos computadores pessoais


Na década de 80, quando os computadores pessoais começaram a se tornar mais acessíveis eles ainda eram apenas máquinas que podiam interpretar comandos e executar códigos escritos para auxiliar ou automatizar uma tarefa, não existia nenhum conceito de segurança desses equipamentos. Com isso falhas começaram a aparecer, e com a criação da internet e intercomunicação dos computadores iniciaram os ataques com fins maliciosos a essas máquinas indefesas que já carregavam uma grande quantidade de informação. Cerca de uma década depois que a segurança desses computadores e dessas informações começaram a ser levadas em consideração e medidas começaram a ser tomadas em relação a isso e a correção das falhas. Hoje em dia ainda temos diversas falhas de segurança em nossos computadores pessoais, mas nem comparado com as décadas anteriores, é um movimento natural os sistemas ficarem cada vez mais robustos e protegidos.

Já no caso dos sistemas operacionais para dispositivos móveis, foi usado todo esse conhecimento prévio da evolução e aperfeiçoamento dos sistemas operacionais dos computadores pessoais. Como os desenvolvedores já tinham conhecimento de boa parte dos erros críticos que os sistemas tinham, muitas falhas de segurança foram evitadas já no dia 1 de vida do sistema operacional para dispositivos móveis. Outras medidas foram tomadas para evitar que novas ameaças surjam nestes dispositivos.

2.1 - Impossibilidade de executar códigos de qualquer fonte


Nos anos iniciais dos dois sistemas principais do mercado, iOS da Apple e Android OS do Google, era impossível a execução de códigos que não fossem e fontes confiáveis da empresa desenvolvedora, ou seja, a empresa faria uma curadoria de tudo que pudesse chegar até o aparelho, o que impedia que códigos maliciosos fossem executados. Nos dias atuais a Apple ainda mantém essa mesma política, onde a única fonte de softwares e aplicativos é a própria loja da Apple. No caso do Google a empresa optou por um modelo mais aberto. Diversas lojas podem disponibilizar aplicativos para os aparelhos, sendo estes de responsabilidade da loja que os disponibiliza. Os dispositivos com sistema operacional Android vem por padrão com configurações para impedir a execução de aplicativos de fora das lojas, mas estas configurações podem ser desabilitadas pelo usuário facilmente no painel de configurações do aparelho, o que pode comprometer a segurança.

2.2 - Sandboxing


O sandboxing é outra medida de segurança implementada em todos os sistemas operacionais para dispositivos móveis. O sandboxing é um sistema de proteção, onde o aplicativo é executado em um compartimento isolado de todo o resto do sistema e não tem acesso a nada que não seja criado por ele. Os aplicativos podem acessar algumas áreas comuns do sistema, mas estas áreas não são acessadas diretamente pelo aplicativo, a requisição é entregue ao sistema operacional que age como intermediário. Outro ponto que deve ser destacado é que o aplicativo sempre deve solicitar e informar ao usuário que recurso que ele necessita antes da solicitação ao sistema operacional.

3 - Possíveis ameaças


Normalmente a entrada de ameaças nos sistemas operacionais móveis ocorre nos mesmos padrões dos sistemas operacionais dos computadores pessoais. O download direto do malware por parte do usuário ou o comprometimento do dispositivo por alguma falha de segurança do sistema previamente identificada.

3.1 - Download direto de malware


As lojas oficiais oferecem uma proteção contra esse tipo de ameaça. Todo o código que é submetido a loja passa por uma verificação em busca de falhas ou comportamento mal intencionado e caso seja encontrado é descartado automaticamente. Sistemas como o Android que permitem a execução de código de outras lojas ou fontes desconhecidas sofrem com esse tipo de ameaça. Nestes casos o ataque ocorre quando um usuário mal informado faz o download de um arquivo já infectado ou malicioso e executa em seu aparelho comprometendo todo o sistema e suas informações.
Não é uma função direta do sistema operacional detectar e impedir a execução de um código malicioso, mas todos os sistemas tem algoritmos básicos de análise para identificar se a aplicação a ser executada pode causar algum mal ao sistema. Para contornar esse problema, foram desenvolvidos diversas ferramentas para detectar e impedir que códigos maliciosos sejam executados nos dispositivos. Estes softwares são similares aos anti-virus e anti-malware encontrados nos computadores.

3.2 - Execução de código (exploit) devido a uma falha


Este tipo de ataque é muito comum em computadores pessoais, pelo fato de nenhum sistema ser perfeito e a prova de falhas, quando uma falha é descoberta, seja por um pesquisador de segurança ou um agente mal intencionado, são criados os chamados exploits, códigos maliciosos com o objetivo de usar a falha encontrada para tomar controle do dispositivo. Em sistemas operacionais para dispositivos móveis esse tipo de falha é raro, tanto pelo fato dos sistemas serem mais bem trabalhados do que os dos computadores convencionais, quanto a falta de recursos e acesso que um atacante tem em um dispositivo móvel.
Normalmente estas falhas não estão ligadas ao uso do dispositivo ou alguma ação do usuário, estas falhas são originadas por erros de programação dos desenvolvedores dos aplicativos ou do próprio sistema operacional.

4 - Diferença entre ataque a plataformas móveis e computadores


Por mais que os sistemas operacionais móveis sejam similares e derivados dos sistemas operacionais dos computadores, o nível de ataque é completamente diferente. Ataques direcionados a dispositivos móveis são muito difíceis e altamente complexos, por esse motivo que todas ou boa parte das falhas de segurança são encontradas pela própria empresa ou por pesquisadores de segurança, e não por partes mal intencionadas. No cenário móvel atualmente existem muito mais barreiras do que um computador comum. Para um ataque ser direcionado a um dispositivo móvel, indiferente do sistema operacional, o atacante tem de contornar todas as barreiras para comprometer o sistema, como por exemplo a barreira do sandboxing.

4.1 - Assinatura por partes confiáveis


Hoje me dia para um aplicativo ou software ser executado em um sistema operacional seu código tem de ser assinado digitalmente por uma ou mais partes confiáveis. Isso quer dizer, um atacante com intenção de executar um código malicioso precisa autenticar esse código perante um órgão autenticador. Esta proteção é válida mas facilmente contornada, mas demanda de conhecimento e tempo do atacante.

4.2 - Nenhum código sobrevive a um reboot


Os sistemas operacionais para dispositivos móveis foram construídos de tal forma que nenhuma aplicação pode se inicializar automaticamente após o sistema ser reiniciado, o que impede que os códigos maliciosos sejam executados novamente, sendo necessário que o usuário execute novamente a aplicação maliciosa. Modificações de sistema não autorizado como por exemplo o Jailbreak nos dispositivos Apple e os mods e customizações do Android (root) podem ignorar essa proteção.

4.3 - Funções conhecidamente problemática


Diversas funções e aplicações já conhecidas como altamente vulneráveis não estão disponíveis em sistemas para dispositivos móveis. Pode-se usar como exemplo o Java e o Flash, que constantemente tem atualizações e correções de falhas, e são hoje em dia as maiores ameaças e ponto de entrada de diversos malwares em computadores, normalmente através dos navegadores. Os navegadores dos dispositivos móveis por padrão não vem com suporte a essas ferramentas mas a desejo do usuário, navegadores com suporte estão disponíveis para intalação.

4.4 - Auto execução


Nenhum aplicativo, em nenhuma plataforma móvel, tem a permissão de auto execução. Todos os aplicativos instalados nos dispositivos necessitam da execução do usuário para poder rodar. Além disso o aplicativo necessita mostrar suas permissões e o usuário tem de aceitar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Recompensas de bugs estão nas notícias novamente. O Twitter anunciou o seu próprio novo esquema, enquanto Robert Graham, da Errata Security reivindica que é mais provável a perda de dados pessoais se o prestador de serviços não tem um programa de recompensas. As recompensas do Twitter começam em $140 (sem limite máximo especificado), enquanto Graham (perito) afirma que a falta de um programa indica que a empresa violada não fez tudo o que podia para evitar a falha.

O ponto de vista de Graham implica que recompensas por bugs são um processo eficaz de segurança. As recompensas do Twitter tentam mostrar que esses programas não precisam ser caros. Mas isso pode ser levado como verdade? Veja a opinião de Ilia Kolochenko, CEO e fundador da High-tech Bridge, uma empresa especializada em testes de invasão e descoberta de vulnerabilidades.

"Bug bounties, podem ser uma ferramenta extremamente efetiva se for implementada e operada corretamente. O problema, é a dificuldade de encontrar e a raridade que é obtida, pode-se fazer mais mal que bem."

"O maior problema é que quando um programa desses é iniciado, hackers de todos os tipos, qualificações e ética consideram como um sinal verde para atacar o sistema. A maioria destes atacantes normalmente tem conhecimentos limitados ou completamente nenhum conhecimento em testes de segurança, e podem acabar danificando o sistema em quanto testam. Checar por XSS por exemplo não causa dano, e mesmo sem o programa de bugs é sempre uma boa idéia notificar o desenvolvedor", disse Kolochenko. "Mas em testes mais perigosos como SQLi por exemplo, se o pesquisador não tiver conhecimento do que pode e não pode fazer, pode sem intenção deletar alguma coisa ou tornar o sistema completamente instável. E isso que nem estou falando sobre ferramentas automáticas e scanners que causam sérios danos se usados de forma errada. Neste caso, é que a maioria dos hackers usam diversas ferramentas de scan de vulnerabilidades ao mesmo tempo, bombardeando o alvo de testes de segurança."

Em muitos casos e locais, o scan por SQLi, por exemplo, pode ser considerado ilegal. A presença de um programa de recompensa, por outro lado, remove completamente essa restrição, dando acesso a hackers mais maliciosos e de baixo conhecimento. Kolochenko também comenta que pesquisadores de segurança não veem isso como um trabalho, podem fazer isso em busca de reconhecimento, por diversão ou a nível de desafio, mas dificilmente seu trabalho principal.

Um exemplo disso é o próprio Twitter. Como comentou Kolochenko, o Twitter não é um CMS qualquer que qualquer pessoa pode auditar facilmente, é um sistema que requer experiência, qualificações e muito tempo. Também comenta que não conhece nenhum pesquisador de segurança que trabalhe por $140. Com isso pode afirmar que as pessoas que submetem bugs encontrados estão fazendo por fama ou desafio.

Outro exemplo usado por Kolochenko é o programa do Yahoo que paga a cada falha encontrada cerca de $50, podendo ser convertida em créditos da Yahoo Store, como o caso do pesquisador que encontrou uma falha de XSS no Yahoo e ganhou cerca de $12 na loja, ou seja, uma camiseta com o logo do Yahoo.

De acordo com pesquisas, um pentester ou pesquisador de segurança nos EUA ganha em torno de $60.000 a $120.000 dólares por ano, e Kolochenko conclui que para o negócio de bug bounties atrair pesquisadores mais sérios, as recompensas tem de serem maiores o suficiente para chegar próximo de um valor aceitável para viver disso para que chame a atenção de times de pesquisa de segurança.

Fonte: Net-security

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos brasileiros já está conectada à Internet. A proporção de internautas no país passou de 49,2% em 2012 para 50,1% do total da população, em 2013. 



Alguns outros dados interessantes: 
  • O Brasil tem aproximadamente 86,7 milhões de usuários de Internet com 10 anos ou mais;
  • As mulheres representam 51,9% do total de internautas;
  • A maioria dos internatuas está nas faixas etárias entre 15 e 17 anos e de 18 a 19 anos, com 76% e 74,2%, respectivamente;
  • 44,4% do pessoal entre 40 e 49 anos acessa a Internet;
  • A maior penetração de Internet está na região Sudeste (57,7% da população local).


Fonte: Anchisesbr

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Uma pesquisa divulgada nesta semana pela Aspect Security revelou que uma boa parte dos desenvolvedores de apps realmente não sabe lidar com segurança. Feito na forma de um questionário, entregue a 1.425 desenvolvedores de 695 empresas pelo mundo, o estudo mostrou, por exemplo, que 80% dos participantes não sabem proteger dados e informações de usuários.

Este resultado ruim talvez explique o número alarmante de vazamentos e casos de informações expostas que aconteceram nos últimos meses anos. Mas o problema maior é que ele não é o único apontado alarmante pelos resultados da pesquisa.

Além dele, o questionário mostrou que só 51% dos desenvolvedores avaliados demonstrou algum conhecimento em relação ao gerenciamento de sessões seguranas (Secure Sessions Management), enquanto apenas 34% deles sabiam algo sobre a implementação de controle de acesso de URLs. Por fim, somente 26% entendiam de modelos de ameaças e avaliação de arquitetura de segurança (Threat Modeling and Security Architecture Review).

Há o que "comemorar", no entanto. Mesmo com poucos mostrando conhecimento sobre alguns pontos cruciais, os desenvolvedores ainda demonstraram ter domínio sobre alguns dos assuntos. 
Quase 80% deles mostrou saber como evitar ataques de injeção de scripts, e uma parcela pouco maior que 70% saberia prevenir vulnerabilidades XSS (cross-site) e usar SSL nas aplicações criadas.

Execução – A “prova” foi entregue no decorrer de um ano a profissionais envolvidos em diferentes áreas da indústria de desenvolvimento, da financeira (pouco mais de 400 participantes) a militar (cerca de uma dezena), passando pela de software de TI e de saúde.

A maioria dos participantes (quase 50% deles) tinha menos de 2 anos de experiência na área, mas uma parte considerável dos avaliados  (perto dos 25%) passava dos 10 anos de atuação. Ainda assim, apesar da variedade, o resultado obtido foi similar em todos estes setores – o que mostra que o problema está bem longe de ser isolado.

Boa parte dos desenvolvedores (quase 500 deles, na verdade) obteve uma nota entre 60 e 70, que equivale a um já preocupante D. Porém, mais de 550 deles se mostraram ainda mais despreparados quando o assunto é segurança e acabaram com um F na avaliação – ou seja, uma nota entre 0 e 59. Menos de 350 avaliados, portanto, conseguiram um C ou um B, e cerca de 50 desenvolvedores obtiveram um A (entre 90 e 100). Se quiser checar todos os dados da pesquisa, clique aqui.


Fonte: Info

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

As principais atrações da conferência hacker Black Hat é a demonstração de vulnerabilidades, o que leva a nos perguntar sobre segurança, seja ela em computadores, carros ou até no banheiro. Outra coisa interessante na Black Hat é os gurus da segurança, que são frequentemente definidos como hackers. Ao contrário dos cyber criminosos, hackers não necessariamente buscam por segredos ou dinheiro de alguém, o que leva a questão, o que eles são? A empresa de segurança Thycotic, fez uma pesquisa com mais de 100 visitantes da conferência que se denominam hackers O objetivo da pesquisa é descobrir quais são as motivações dos hackers.

Surpreendentemente, 86% dos hackers responderam que tem certeza que não serão punidos por suas ações e não terão consequências. Impunidade é um dos fatos primários das ações dos cyber criminosos.

Outra descoberta interessante é os alvos dos ataques. 40% dos entrevistados afirmaram escolher empresas terceiras como alvos primários. Normalmente as empresas prestadoras de serviços tem acesso a redes de outras empresas, mas não tem necessariamente as mesmas políticas de segurança.

A maioria dos hackers são realistas e estão cientes de que possuir certas capacidades nem sempre significa que estão seguros. Até mesmo os hackers consideram seus dados vulneráveis a ataques, 88% deles julga que suas informações podem ser roubadas por outros hackers.

Curiosamente, a lista da Thycotic não conta com empresas/setores de RH e RP que contém muitas informações sensíveis. Pouco mais da metade dos entrevistados (51%) hackeiam tudo que virem na frente, apenas por diversão ou desafio, e destes, 18% visam lucro material. 30% dos hackers seguem princípios éticos, o que é uma coisa boa.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dados do Ponemon Institute, inseridos no estudo The IBM Global Reputational Risk and IT Study, revelam que valor da reputação da marca de uma empresa cai, em média, 21%, quando há um episódio de violação de dados ou outros danos relacionadas à TI. Essas variáveis vêm influenciando no aumento de investimentos em TI.Tanto é assim que, nos últimos cinco anos, 64% dos participantes afirmaram que suas respectivas organizações estão mais focadas em gerenciar riscos à reputação. A pesquisa pauta que a vulnerabilidade da TI nessas organizações afeta principalmente a reputação das marcas, questão apontada por 74% dos participantes; a satisfação do cliente, de acordo com 73% dos entrevistados; e a rentabilidade, apontada por 60%.


Para mitigar o risco, 57% dos participantes aumentaram as verbas direcionadas a TI nos 12 meses anteriores à pesquisa e prometem manter esse aporte num futuro próximo.


Clique aqui para ter acesso ao estudo.





Fonte: Rodrigues Gonçalves

terça-feira, 22 de julho de 2014

Pesquisa aponta que ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) estão se tornando mais eficazes em romper as defesas de segurança, causando grandes danos e às vezes derrubando organizações por vários dias úteis. Foi revelado que41 por cento das organizações mundiais foram atingidas por DDoS em relação ao ano passado, sendo que três quartos desses foram vítimas de ataques por duas ou mais vezes no ano.

O estudo também demonstra a preparação contra os ataques DDoS por parte dos gerentes de TI de médias e grandes organizações de onze países e regiões - Reino Unido, França, Alemanha, EUA, Espanha, Brasil, Oriente Médio, Hong Kong, Cingapura, África do Sul e Austrália - em uma variedade de setores incluindo finanças, varejo e setor público.Ele revela que, enquanto a maioria das organizações norte-americanas (72 por cento) tem um plano de resposta, aproximadamente um quarto está convencido de que dispõe de recursos suficientes para neutralizarum ataque (26 por cento).

É indicado, também pela publicação, que os ataques multi-vetores representam maior complexidade e risco, pois envolvem vários métodos de ataque implementados simultaneamente. Estes, muitas vezes, requeremuma equipe de mitigação dedicada para controlar e combater a ameaça através de múltiplas frentes, já quesistemas automatizados são menos propensos a serem capazes de oferecer proteção adequada. O impacto que esses ataques DDoS podem ter sobre as organizações é sentida no período de tempo que levou as organizações a se recuperarem de seu ataque mais grave. Em média, as organizações podem levar 12 horas para se recuperar totalmente de um ataque poderoso - mais do que um dia inteiro de trabalho.

Acesse a fonte da notícia e confira mais detalhes neste link.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Alguma vez você já se perguntou o que um pesquisador de segurança que o dia todo? De investigação de software malicioso até engenharia social, pesquisa em segurança é mais do que um trabalho de tempo integral - é o seu modo de vida. No ano passado, nós vimos que pesquisa de segurança atingiu a grande mídia à medida que mais organizações continuam a ser atingido com malware, botnets e muito mais.

Hoje vamos ver o ponto de vista de Bill Smartt, Pesquisador de Segurança da AlienVault Labs, para descobrir mais sobre o que é preciso para se tornar um pesquisador de segurança em 2014 ...

Como você se tornou um pesquisador na área de Segurança?

Eu estudei ciência da computação na Universidade de San Francisco para obter um entendimento básico de como pensar em uma maneira algorítmica para resolver problemas. Antes de se formar, eu estava participando de uma de Assembly sobre chamadas de sistema Linux. Durante esta aula, descobrimos que depois que um usuário faz logoff, as placas de rede dos computadores do laboratório não limparam todos os dados nos computadores desktop Fedora Linux da Dell. O que isto significa é que se você logado, abrir um socket raw, e ler o buffer da placa de rede, você será capaz de ler os dados de rede do usuário anterior. Agora, isso não quer dizer que encontramos nada "suculento", mas foi uma vulnerabilidade interessante. O que me impressionou foi a maneira que meu professor continuou a aula, sem pausa. Foi nesse momento que bandeiras vermelhas subiram e minha curiosidade foi provocada. Então, em 2010, eu fui ao meu primeiro Def Con em Las Vegas e minha vida nunca mais foi a mesma ...

Que habilidades ou talentos particulares são essenciais para ser eficaz como um pesquisador? Como você aprendeu essas habilidades? Todos em programas de treinamento formal?

A ferramenta mais importante para qualquer pesquisador de segurança é saber como usar eficazmente google como um recurso. A primeira parte é saber o que e como procurar e a segunda parte é para absorver a informação que é apresentada. Este é o mesmo conjunto de habilidades para qualquer tipo de pesquisador - seja médico, financeiro ou até mesmo uma pesquisa de mercado. A maioria dos meus estudos de segurança foi desenvolvido através de uma aprendizagem auto-dirigida. Um dos aspectos da pesquisa de segurança, que torna-se um desafio é a natureza descentralizada dos recursos. Embora a segurança tornou-se um tema muito quente na mídia, tanto dos mais recentes e maiores resultados são escondidos em listas (por vezes privados) de discussão, blogs, registros de chat IRC e conversas do twitter. Ser capaz de ligar para essas conversas e ter a mente aberta são bases essenciais para se tornar um pesquisador de segurança. A capacidade de usar um computador para várias horas de cada vez, também é útil.

O que é um dia normal para você?

Há um tempo considerável gasto mantendo-se alinhado com a mídia, as mais recentes ameaças na internet, twitter, com rajadas de pesquisa altamente técnico entre os dois. Leva a uma boa investigação, nem sempre acontecem às 8:00 horas da manhã de segunda-feira. Incidentes acontecem quando eles acontecem e como pesquisador você deve amar a perseguição suficiente para responder, independentemente da hora ou dia. Então eu acho que a resposta curta é, não há dias normais.

Como é sua mesa de trabalho? Por exemplo, que equipamento você usa e quantos monitores?

Quantos o meu patrão vai me dar. Brincadeira, eu tenho um drive externo cheio de VMs com versões do Linux, Windows. Indo todo o caminho de volta para o Windows 98, monitores de tela dupla apenas para me manter ocupado e um laptop realmente poderoso com uma grande quantidade de RAM. Eu também tenho uma estante de livros forrado com temas que vão desde conceitos básicos de Ciência da Computação para análise de malware e tudo mais.


Que ferramentas você prefere usar em suas pesquisas?

Como a maioria dos geeks de computador, cada um na sua. Pessoalmente eu uso principalmente OSX no nível físico. Mas, como um pesquisador de segurança, provavelmente eu gastao tanto tempo dentro de máquinas virtuais como eu faço o meu sistema operacional hospedeiro. Uma das minhas ferramentas mais valorizada é a minha grande variedade de máquinas virtuais contendo várias versões de sistemas operacionais, pacotes de idiomas, service packs, versões do kernel e arquiteturas. Tendo estes diferentes ambientes na mão para experimentar é muito útil quando se observa o comportamento do malware. 
Além disso, eu tento usar todos os serviços sandboxing que eu posso - Você realmente não pode confiar em uma sandbox, por isso é sempre bom verificar o maior número possível. Tendo uma grande variedade de sandboxes acessíveis é realmente importante. Eu também uso Pastebin de vez em quando, se eu estou pesquisando um IP ou linhagem específica de malware. Mas quando se trata de serviços gratuitos, eu passo a maior parte do meu tempo em VirusTotal - um serviço gratuito que você pode usar para analisar arquivos suspeitos e URLs.

Se eu olhar por cima do seu ombro durante algum momento do seu dia, o que eu veria na tela?

Ou uma confusão de dados (código sendo compilado, binário, codificação desconhecida), bloco de notas, ou alguma rede utilitários online. (ver abaixo)


Você trabalha com uma equipe ou sozinho?

A pesquisa é normalmente feita individual, no entanto, há o compartilhamento de informações em todo o processo. Problemas não resolvidos não costumam durar muito tempo na internet e muitas vezes é uma corrida entre os pesquisadores a publicar os resultados. Esta é a principal razão para a natureza esporádica de pesquisa de segurança. Se não houvesse tanta pressão para ser o primeiro, a colaboração provavelmente seria mais prevalente, mas na maioria das investigações de pesquisa, o benefício da colaboração não compensam o tempo perdido compartilhando. No entanto, as investigações de longo prazo costumam apresentar mais de uma oportunidade para colaborar.

O que você faz quando não está trabalhando?

Certamente não é o seu típico "segunda a sexta". Falhas aparecem e quando aparecem é como diz o ditado, "a primeira ave que chega leva a minhoca". Se você quer ser bem sucedido neste setor, você precisa viver e respirar pesquisa de segurança. Por exemplo, eu estava recentemente em férias com minha família no Havaí. Ao invés de deitar e relaxar com um bom romance de ficção, eu passava horas lendo um livro sobre criptografia de curva elíptica na praia ... Isso é mais do que um emprego a tempo integral, é uma paixão de vida pra mim.

Qual é o processo típico de analisar um malware?

Ela realmente depende do contexto. Se o objetivo é a realização de "investigação de segurança", então qualquer visão sobre o malware é considerado progresso. No entanto pesquisadores de malware seguem pistas por motivos mais específicos, por exemplo, se um pesquisador estava tentando rastrear um autor do malware particular, ele/ela só pode estar à procura de pistas sobre o que escreveu o malware e não tem interesse em que ele realmente faz. Então, novamente, ele realmente depende de duas coisas: as metas ou resultados esperados da pesquisa e também, simplesmente, onde a investigação leva-o - às vezes você pode identificar a infra-estrutura de C&C, mas não identificar o verdadeiro autor.

O que você considera como sucesso em pesquisa de segurança?

Minha única resposta a esta questão seria: isso varia muito. Na maioria das vezes, simplesmente ser capaz de entender e tirar conclusões sobre o quem, o quê, quando, onde e por quê. Qualquer informação que você pode reunir além de apenas "Eu fui hackeado", é um progresso. A maior força por trás de como o sucesso é definido é circunstancial para o objetivo do pesquisador. Por exemplo, se você está trabalhando para uma empresa que está realizando investigações internas para Resposta a Incidentes (IR), o objetivo é não só para identificar o ofensor, mas também para julgar, se possível. 
Por outro lado, se você é um hobby de pesquisa de segurança ou recém-chegado, o objetivo é tipicamente para ganhar credibilidade. Para mim, a situação ideal seria capaz de identificar a origem, motivação, efeitos do ataque, e como eles foram capazes de retirá-lo ... Mas isso é geralmente difícil de fazer.



Traduzido e adaptado por mim.
Fonte: Alien Vault

sexta-feira, 23 de maio de 2014

E ai pessoal!

Hoje vou deixar aqui a gravação do Hangout do H2HC de ontem (22/05), sobre pesquisa na área de Segurança.

O que é pesquisa? Como pesquisar? Onde apresentar? Veja tudo e muito mais no vídeo.


sábado, 19 de abril de 2014

57% dos profissionais de TI já fizeram modificações não documentadas em seus sistemas, e ninguém sabe disso. Além disso, 40% das empresas não tem controles formais de gerência.

Modificações sem documentação ou auditoria são frequentes e causam downtime e falhas de segurança internas e externas, e diminuem a eficiência do sistema.

Uma pesquisa feita pela Netwrix coletou informações de 577 profissionais de TI em organizações de diversos setores e tamanhos. Alguns levantamentos interessantes da pesquisa:


  • 65% tiveram mudanças que fizeram serviços pararem
  • 52% das mudanças impactaram diretamente no downtime diário ou semanal
  • 39% das mudanças foram causadas pelo usuário root e que causou falhas de segurança
  • 40% tiveram impacto na segurança diariamente ou semanalmente. Interessante é, indústrias mais regulamentadas tiveram índices maiores de mudanças que causaram falhas, incluindo saúde (44%) e fianceiro (46%)
  • 62% das empresas tem pouco ou nenhuma habilidade para auditar as mudanças que foram aplicadas, revelando diversas brechas em suas práticas
  • Apenas 23% tem um processo de auditoria para validar suas mudaças.

"Esses dados revelam que as organizações de TI estão regularmente fazer alterações sem documentos impactando a disponibilidade e segurança do sistema", disse Michael Fimin, CEO, NetWrix. "Esta é uma prática arriscada que pode comprometer a segurança e o desempenho de seus negócios. Gerentes de TI e CIOs precisam avaliar a adição de mudança de auditoria aos seus processos de gestão de mudança. Isto irá permitir-lhes assegurar que todas as mudanças são controladas para que as respostas podem ser encontradas rapidamente no caso de uma violação de segurança ou interrupção do serviço"

"Com cerca de 90% das interrupções são causadas por mudanças fracassadas, visibilidade de mudanças de infra-estrutura de TI é fundamental para a manutenção de um ambiente estável. Alterar a auditoria também é fundamental para os requisitos de segurança e conformidade", disse David Monahan, Diretor de Pesquisa, Segurança e Gestão de Riscos, Enterprise Management Associates.

"As mudanças de auditoria em ambientes de classe empresarial requerem a capacidade de obter um alto nível de visão estratégica, sem sacrificar o nível de detalhe do sistema tático e visão alargada a toda a pilha do sistema. NetWrix Auditor destaca na aquisição de informações a partir de uma ampla cobertura dos sistemas baseados em Windows e ESX, incluindo sistemas que não geram trilhas de auditoria nativas. O produto coleta alertas de uma forma não-intrusiva fornecendo insights para as alterações com um motor de relatórios consolidados", acrescentou Monahan.

Fonte: Net-Security

segunda-feira, 10 de março de 2014

De acordo com relatório publicado pela Cenzic, 96% das aplicações testadas em 2013 possuíam uma ou mais vulnerabilidades de segurança. A mediana comparada ao ano anterior teve um aumento de 13 para 14 vulnerabilidades por aplicação.

Muitas destas vulnerabilidades encontradas são relativamente simples de serem detectadas, bloqueadas e corrigidas durante o ciclo de desenvolvimento por times de segurança.

No topo da lista de vulnerabilidades encontradas nas aplicações, testadas em 2013, está o XSS (Cross Site Scripting) com 25% do total das mais frequentes. Logo após encontra-se: Vazamento de informação (23%); Autenticação e autorização (15%); Gerenciamento de sessão (13%); Injeção de código SQL (7%).

Em relação aos aplicativos móveis, como existem mais dados disponíveis para dispositivos móveis, a importância da segurança de suas aplicações vem crescendo. Dentre as vulnerabilidades mais comuns encontradas em aplicações móveis, violação de privacidade e privilégios excessivos aparecem em mais de 80% das aplicações. Bala Venkat, CMO da Cenzic, afirmou que o crescimento de tecnologias emergentes e novas categorias de aplicativos – como a nuvem e aplicativos móveis – aumenta a complexidade do empenho em segurança.

Veja mais informações através do link.

Fonte: SegInfo

sábado, 4 de janeiro de 2014

Más notícias para todas as empresas, grande ou pequenas. A cyber segurança vai ficar muito mais complexa agora em 2014. O grupo ICASA acredita que profissionais de segurança e TI em geral tem de dar um upgrade em seus conhecimentos para esse ano, em especial segurança, privacidade de dados e big data.
"A velocidade das mudanças esperadas para 2014 vai colocar uma pressão incrível em profissionais de tecnologia, principalmente com foco em TI, mas ao mesmo tempo agregando valor ao negócio", disse Bhavesh Bhagat, CEO da EnCrisp e membro da ICASA.
Entre as áreas que a ICASA previu que as empresas deveriam se preparar destacam-se:
  • Privacidade 2.0: Atitudes em relação à privacidade de dados não são susceptíveis de chegar a um consenso em 2014. Em vez disso, estar preparado para acomodar tanto aqueles com pouca expectativa de privacidade e aqueles que vêem os seus dados pessoais como moeda e que querem controlar como essa moeda é gasta.
  • Diminuir o Big data: Gigantes volumes de dados relacionados a big data foram apresentados na 1º edição da Risk IT / Reward Barometer da ISACA em 2013. Dados incontroláveis criam redundâncias e é difícil de garantir. Em 2014, elimine o excesso e consolide o que resta, para promover a partilha e proteger usando melhores controles.
  • Planejar para competir por especialistas de segurança cibernética de dados e análise: A necessidade de análise inteligentes, pessoas e defensores de segurança cibernética com as certificações certas só vai crescer em 2014. As empresas que planejam contratar no ano novo precisa ter certeza de suas descrições de pacotes de remuneração e de trabalho são competitivos.
  • Repensar como empresas estão usando seus profissionais de segurança: Com alguns elementos de segurança de TI a responsabilidade operacional (incluindo detecção de malware, análise de eventos e operação de controle) cada vez mais sendo terceirizada para a nuvem os fornecedores, os líderes estão permitindo que seus especialistas em segurança interna se tornem caçadores em vez de apenas defensores. Isto lhes permite procurar ativamente as ameaças mais difíceis de detectar, construir capacidades de inteligência interna, construir melhores métricas e investir em análise de risco operacional.
  • Subida para a Internet de (ainda mais) coisas: com pesquisas anteriores, mostrando 50 bilhões de dispositivos que deverão ser conectados à Internet em 2020, começam a trabalhar agora em uma política que rege os dispositivos conectados - muitos dos quais são invisíveis para o usuário final - se sua empresa não tem um agora.
A ISACA oferece uma ampla variedade de orientação para ajudar os líderes de negócios e de TI a maximizar valor e gerenciar relacionado a tecnologias de informação e de risco.
Fonte: Mashable

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, mostraram que o sistema de LEDs de webcams, que indica se elas estão gravando, não é tão confiável quanto parece. Em um estudo divulgado nesta semana, os hackers mostraram que é possível burlar a luz indicadora de atividade da câmera com a ajuda de software – e, assim, espionar um usuário sem levantar suspeitas.

A brecha foi demonstrada em um iMac G5 e em modelos de 2008 de MacBooks, MacBooks Pros e iMacs baseados em processadores Intel. Mas não se engane: apesar dos hardware antigos, o especialista em segurança Charlie Miller afirmou ao Washington Post que é bem possível que a falha também apareça em laptops mais modernos. “Não há motivo para não ser possível – é fruto de trabalho e de recursos”, disse. “Mas depende também de quão bem [a Apple] protegeu o hardware.”

Mas como funciona? – No artigo, chamado “iSeeYou: Desativando a luz indicadora da webcam do MacBook” (em PDF, título em tradução livre), os pesquisadores mostram que, apesar de tudo, a câmera é mediada por software. Então, o que basicamente fizeram foi “trocar” o programa por um conceito, batizado de iSeeYou, que traz configurações diferentes do padrão da Apple.

De forma simplificada, ele faz com que o chip da câmera ignore se ela está em stand-by ou filmando. Assim, independente de ela estar ativa ou não, o pequeno LED fica apagado. O que mais surpreende é que o software de ativação da webcam pode agir sem que uma autorização do usuário seja ao menos solicitada.

No vídeo do Washington Post, mesmo em inglês, dá para ver o programa simples – mas de estrutura até complexa – funcionando.

As possibilidades ainda vão além, já que, como lembra o site ArsTechnica, nem todas as webcams tem uma base em hardware, como as dos computadores da Apple. As da Logitech são usadas como exemplo: muitas delas têm o LED controlado totalmente por software, e há variantes deles para diferentes utilidades (monitoramento, por exemplo).

Ideia nem tão nova – Tanto o jornal quanto a ArsTechnica lembraram de um caso recente envolvendo espionagem por webcam. Em 2010, a Miss Adolescente dos Estados Unidos Cassidy Wolf foi monitorada pela câmera, e fotos tiradas foram enviadas a ela por e-mail, junto com uma ameaça pedindo dinheiro.

Na ocasião, o invasor – que, descobriu-se mais tarde, era um colega de classe da jovem – utilizou um software de administração remota, ou RAT. Entre outras funções, o programa permitia ativar webcam à distância. E, segundo a Miss, fazia isso sem nem mesmo acender a luz indicadora de atividade, o que indica que ferramentas como a demonstrada na pesquisa do iSeeYou existem há algum tempo.

Falta ainda ter certeza de que os sistemas dos Macs mais novos são totalmente seguros – ao Washington Post, a Apple não comentou o caso –, assim como o de outras webcams. Por via das dúvidas, então, talvez seja melhor deixar a câmera de seu notebook tampada.

Fonte: Revista Info

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Muito já vem se falando sobre drones, aqueles pequenos "veículos" voadores não tripulados, certamente você já ouviu falar do governo americano usando como arma no Iraque ou a Amazon usando em suas entregas. Pois saiba que duas coisas andam sempre a frente dos avanços tecnológicos, o mercado de entretenimento adulto (se é que você me entende) e os hackers. Deixaremos este primeiro para um outro post, vamos nos focar aqui nos hackers. :)

Não precisa ser um expert em segurança para saber que estes drones comerciais, controlados por smartphones, são falhos no quesito segurança, se você configurar um você irá ver já de início que ele conecta o drone ao seu smartphone através de uma conexão WiFi, totalmente desprotegida por padrão, nem senha tem. E do mesmo modo que você conecta nele para controlar os seus movimentos alguém mais pode fazer o mesmo e acabar com sua brincadeira.

O canal Hak5 do Darren Kitchen no Youtube, pôs em prática um paper sobre hackear e roubar drones. No vídeo, Darren mostra como é simples o funcionamento do drone e mais simples ainda para hackea-lo. É demonstrado como derrubar o drone ou até mesmo assumir o controle e roubar o drone de alguém que está brincando com ele.

Na descrição do vídeo você pode encontrar links para o script utilizado e para o paper em que foi baseado.

Parte 1




Parte 2




No Brasil esses drones são bem caros, mas se você tiver a oportunidade de comprar um pode comprar que você não vai se arrepender, boas horas de diversão e assim que cansar pode hackea-lo ou usa-lo para hackear redes wifi e outros drones ao seu redor.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma vulnerabilidade no Nvidia mental ray, um software de renderização 3D extremamente popular, comumente utilizado em "render farms", pode permitir que atacantes tomem o controle desses clusters, e usem esse gigantesco poder computacional para seus mais malignos propósitos.

Basicamente, uma render farm é um grupo de computadores conectados em rede com o propósito de renderizar imagens para projetos como filmes com computação gráfica, e normalmente consiste em centenas ou milhares de máquinas com múltiplos processadores trabalhando a 100% nesses gráficos.

Infelizmente, se eles usarem o NVIDIA mental ray nas versões 3.11.1.10 ou anterior, a vulnerabilidade descoberta pela ReVuln, pelos pesquisadores Luigi Auriemma e Donato Ferrante, eles poderão ser atacados.

O sistema da NVIDIA é um serviço que usa sempre uma porta TCP específica aberta (7520 nas versões mais novas) onde aceita e aguarda por conexões.

Se um atacante tiver acesso a essa porta e mandar um pacote malicioso (incluído no paper) e disparar a vulnerabilidade, poderá carregar DLLs no sistema alvo e assim tomar controle da rendering farm.


Os principais usos de uma rendering farm é a quebra de senhas por bruteforce em escala absurdamente gigante ou até mesmo minerar bitcoins.

Os pesquisadores apontaram que essa vulnerabilidade afeta tanto a versão 32 bits quanto a 64 bits do software. Eles também admitiram que não reportaram essa vulnerabilidade para o fabricante ainda, mas não explicaram porque.

A ReVuln é uma empresa que pesquisa, descobre e vende informações sobre vulnerabilidade de software de terceiros.

Fonte: Net-Security

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Jeff Bezos, presidente da Amazon, revelou em entrevista que a empresa está trabalhando num serviço de entrega extremamente rápido: eles querem usar drones para levar encomendas até você em até meia hora.
Trata-se do Amazon PrimeAir, cujos detalhes foram discutidos no programa de TV 60 Minutes. O objetivo é que o PrimeAir faça entregas rápidas, em um raio de 15 km, de pacotes leves – como livros, Blu-rays ou até certos gadgets. (Bezos disse que caiaques, por exemplo, seriam algo impossível para os drones.)
A Amazon quer usar octocópteros, ou seja, dispositivos com oito hélices. A frota de drones seria mais ecológica do que usar caminhões, porque seria totalmente elétrica; e as encomendas saberiam para onde ir com base em coordenadas GPS obtidas no processo de compra.

Mas Bezos avisa que a Amazon precisa acertar todos os quesitos de segurança antes de lançar uma frota de drones no mundo. “Eles não podem pousar na cabeça de alguém”, observou ele.
Bezos diz que o projeto, ainda na fase de pesquisa e desenvolvimento, não pode estrear antes de 2015 porque a FAA (agência americana de aviação) precisa regulamentar os drones civis. E mesmo assim, o PrimeAir provavelmente vai demorar mais alguns anos: na entrevista, ele estima que o serviço vai chegar aos EUA daqui a quatro ou cinco anos.
Dave Clark, vice-presidente da Amazon, disse no programa: “Qualquer coisa que você queira na Terra, você vai receber da gente. Eu acredito que estamos indo para essa direção.” E os drones seriam definitivamente um passo rumo a essa filosofia de “qualquer coisa, em qualquer lugar, a qualquer hora”.
Bezos garante ao 60 Minutes que esta não é só uma ideia maluca: “isso vai funcionar, vai acontecer, e vai ser muito divertido”.
Veja o vídeo:


Fonte: Gizmodo

terça-feira, 10 de setembro de 2013


Videogames-rejuvenescem-cérebros-mais-velhos-discovery-noticias-

Envelhecer muitas vezes significa perder a acuidade mental. Alguns estudos indicam que é possível “exercitar” o cérebro para manter a mente afiada, mas é difícil definir o que de fato acontece e qual seu efeito real.

Uma equipe da Universidade da Califórnia, em São Francisco, liderada por Adam Gazzaley , professor-associado de neurologia, fisiologia e psiquiatria, abordou o problema utilizando um videogame. Eles testaram um grupo de adultos idosos com um game de corridas 3D, em que deveriam apertar um botão quando vissem uma placa específica. Os pesquisadores descobriram que o jogo, de fato, aumentava a capacidade cerebral de realizar tarefas simultaneamente.

O game era relativamente simples: o jogador dirige um carro em uma estrada usando um joystick para controlar seus movimentos. Quando uma placa específica aparecia, como um octógono vermelho ou uma placa de pare, os participantes deveriam apertar um botão. Quando outros objetos surgiram na tela, não deveriam fazer nada, e se apertassem o botão na placa errada, perdiam pontos.

Os pesquisadores analisaram o desempenho de um grupo de 16 pessoas, com idades entre 60 e 85 anos. Eles descobriram que apenas 12 horas de treinamento, ao longo de um mês, melhoraram drasticamente a capacidade dos indivíduos de escolher as placas corretas. Algumas pessoas se saíram melhor que jovens de 20 anos que jogaram pela primeira vez.

Para ter certeza de que o jogo era o responsável pelo aumento de desempenho, a equipe testou outros dois grupos de pessoas idosas. Um deles jogou um jogo em que só precisavam dirigir ou escolher as placas, enquanto outro não jogou nada. Nenhum dos dois grupos apresentou qualquer melhora na capacidade mental.

Uma descoberta interessante foi que o aumento da capacidade de jogar videogame também incluía outras habilidades cognitivas, como o reforço da memória operacional e a capacidade de detectar um objeto em um cenário enfadonho. Os benefícios duraram seis meses. Além disso, houve alterações significativas no cérebro dos jogadores, com mais e melhores ligações entre as diferentes regiões cerebrais.

Tudo isso confere alguma credibilidade à ideia de “exercício mental”, tanto que Gazzaley afirmou em uma coletiva que espera que este tipo de jogo se torne um recurso terapêutico. Os resultados foram publicados na última edição da revista Nature.

Por Jesse Emspak

Créditos: Discovery Brasil
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