sexta-feira, maio 08, 2015 por Gabriel SilvaNo comments
Uma nova versão do WordPress lançada nesta quinta-feira, 7/5, corrige duas vulnerabilidades críticas XSS (cross-site scripting) que poderiam permitir que invasores comprometessem os sites da plataforma.
Uma das falhas está localizada no pacote de fonte de ícones Genericons que é usado por vários plug-ins e temas populares, incluindo o tema padrão do WordPress chamado TwentyFifteen.
Pesquisadores da empresa de segurança Sucuri alertaram nesta quarta-feira, 6/5, que já tinham registrado ataques contra a vulnerabilidade XSS.
Para explorá-la, os criminosos precisam enganar os usuários para clicar em links criados especialmente. Mas uma vez que fizerem isso, é possível alavancar a falha para roubar cookies de autenticação. Se a vítima for administradora de um site, os criminosos podem assumir o controle dessa página.
A vulnerabilidade pode ser aliviada ao remover o arquivo example.html que é parte do pacote Genericons ou ao fazer o upgrade para o recém-lançado WordPress 4.2.2.
“Todos os temas e plug-ins afetados hospedados no WordPress.org (incluindo o tema padrão Twenty Fifteen) foram atualizados hoje pela equipe de segurança do WordPress para resolver o problema ao remover o arquivo não-essencial”, afirmaram os desenvolvedores do WordPress no anúncio sobre o lançamento.
Uma vez instalado, o WordPress 4.2.2 escaneia o diretório do site atrás do arquivo HTML vulnerável e remove todas as instâncias dele.
Além disso, a nova versão soluciona uma segunda falha crítica XSS, que segundo os desenvolvedores do WordPress, permitiriam que usuários anônimos comprometessem um site.
terça-feira, abril 28, 2015 por Gabriel SilvaNo comments
No cenário da segurança digital, nada é monótono, isso é certo. E proteger as informações corporativas do ataque de cibercriminosos está ficando cada vez mais complexo. “Praticamente toda empresa sabe que os riscos à segurança da informação existem e que eles podem trazer consequências catastróficas para as organizações”, afirma Vladimir Alem, Gerente de Produtos de Segurança da Dell para América Latina.
Segundo o Relatório Anual de Ameaças, divulgado pela Dell esta semana, o mundo viu em 2014 o crescimento de malware capaz de atacar equipamentos usados em pontos de venda e grandes empresas de varejo e presenciou o aumento do tráfego de códigos maliciosos dentro de sites criptografados (https). Outro indicador preocupante identificado pela companhia é que em 2014 dobrou o número de ataques a sistemas SCADA (para supervisão e aquisição de dados).
O estudo se baseou em pesquisas realizadas, ao longo de 2014, pelo Dell GRID (Global Response Intelligence Defense) e nos dados de tráfego de rede dos equipamentos Dell SonicWALL. A partir das informações, colhidas em mais de 200 países – incluindo o Brasil -, a empresa mapeou os principais riscos à segurança da informação a que as empresas ficaram expostas no último ano, bem como quais as grandes tendências para 2015.
Ao todo, a equipe de pesquisa de ameaças da Dell SonicWALL identificou 13 tipos de malwares em pontos de venda em 2014, contra apenas 3 em 2013. O que reflete em um aumento de 333% no número desse tipo de código malicioso.
“Os ataques crescem em volume e em sofisticação e, pior, afetam companhias em todo o mundo, independentemente do seu porte ou segmento de atuação”, diz Vladimir.
HTTPS comprometido
O uso do protocolo de criptografia para os sites web (o HTTPS) era tido como uma alternativa segura para a navegação e proteção da privacidade dos usuários. Embora sua adoção seja recomendada e positiva, não é mais certeza de proteção, uma vez que segundo o relatório da Dell os cibercriminosos têm identificado maneiras de explorar falhas dentro do HTTPS com o objetivo de ocultar códigos maliciosos.
Na prática, os criminosos virtuais usam a criptografia para trafegar os malwares e, assim, burlar os firewalls tradicionais.O relatório aponta que os ataques de malware que utilizam sites criptografados já começaram a visar ambientes com grande tráfego de usuários.
Dobram ataques a sistemas SCADA
O relatório aponta para um aumento de 100% nos ataques voltados a sistemas SCADA (para supervisão e aquisição de dados), normalmente usados pela indústria para controlar equipamentos a distância e recolher dados sobre o desempenho dos mesmos. O principal ponto para esse tipo de ataque são as vulnerabilidades geradas por sobrecarga.
Na maior parte dos casos, os ataques tendem a ter uma natureza política, com o intuito de afetar a capacidade de operação de usinas de energia, fábricas e refinarias. Os especialistas em segurança da Dell apontam que esse tipo de ataque tende a crescer nos próximos anos. “Ainda não vemos regionalmente muitas notícias sobre esse tema, mas, as empresas precisam ficar atentas para esses dados – o número de ataques dobrou em apenas um ano.”, analisa Vladimir.
Na lista de previsões para 2015, o Relatório de Ameaças da Dell identifica um crescimento da adoção de autenticação de dois fatores pelas empresas e o risco dos cibercriminosos investirem num incremento nos ataques contra esse tipo de tecnologia.
No terreno das plataformas, o Android continuará a ser um alvo de cibercriminosos, com aumento de malwares e técnicas mais sofisticadas de ataques; e as tecnologias vestíveis devem começar a ver malwares voltados especialmente para elas, assim como roteadores domésticos e equipamentos conectados, como sistemas de vigilância. Da mesma forma, moedas digitais, incluindo Bitcoin continuarão a ser alvos de ataques.
sexta-feira, fevereiro 13, 2015 por Gabriel SilvaNo comments
Os profissionais de segurança da informação vivenciaram os piores cenários em 2014. Pesadelos se tornaram reais e o futuro, aparentemente, guarda um cenário tão assustador quanto o já visto até então. Violações de dados que foram notícia nos últimos meses continuarão este ano.
A natureza dos ataques de cibercriminosos está mudando, de acordo Gemalto. Cada vez, hackers buscam roubo de identidade, o que torna mais difícil ações de barrar ou travar os atacantes. Outro ponto apontado pela provedora de ferramentas de segurança aponta para um número impressionante.
De acordo com um relatório anual, os 1,514 incidentes de violação tornados públicos em 2014 expuseram e comprometeram mais de 1 bilhão de registros. Proporcionalmente, isso representou um aumento de 78% em relação ao ano anterior.
A Gemalto coleta dados a partir de fontes públicas e, apesar de eventuais lapsos, acredita que seu relatório reflete o que, de fato, está acontecendo no mundo em termos de segurança. "As leis de notificação de violação não mudaram dramaticamente", disse Tsion Gonen, diretor de estratégia de identidade e proteção de dados da Gemalto.
Mega violações se configuram em uma dura realidade. Ataques comprometeram dezenas de milhões de registros de grandes empresas como Home Depot (109 milhões de registros violados), eBay (145 milhões) e JP Morgan Chase (83 milhões).
O roubo de identidade foi responsável por 54% dos ataques, superando em até 20% o volume de 2013. Gonen observa que o aumento é reflexo do sucesso de empresas de serviços financeiros em parar rapidamente crimes de acesso financeiros, como fraude de cartão de crédito.
Códigos maliciosos foram responsáveis por 55% dos incidentes de violação. A segunda maior fonte de brechas toca erro humano (25% dos casos), que incluem temas como perda de dispositivos e dados não criptografados.
Gonen acredita que 2014 será lembrado como um ponto de inflexão da segurança. Na sua opinião, conscientização é mais necessária do que nunca para que o cenário não fique pior do que já está.
quarta-feira, dezembro 03, 2014 por Gabriel SilvaNo comments
Mais de 50 organizações teriam sido atacadas ao longo dos últimos dois anos. Dez desses alvos são baseados nos Estados Unidos
Imagem Por Under-Linux.org
Ao longo dos últimos dois anos, um grupo hacker Iraniano teria comprometido computadores e infraestrutura de redes de 50 organizações espalhadas por 16 países. A lista de atacados contempla companhias aéreas, empresas de segurança e defesa, universidades, instalações militares, hospitais, aeroportos, empresas de telecomunicações, agências de governo e provedores de serviço de energia.
Os ataques estão sendo chamados de Operation Cleaver e são creditados a um grupo de cibercriminosos a partir de Teerã. Os hackers utilizaram ferramentas públicas de ataque e exploração, além de programas específicos de malware criados por eles mesmos. Estima-se que pelo menos 20 cibercriminosos estejam envolvidos nas ações.
“Descobrimos mais de 50 vítimas, com base em nossas investigações, distribuídas ao redor do mundo”, delimitou a empresa de segurança Cylane, em um relatório extenso divulgado na terça-feira (02/12). “Dez desses alvos são baseados nos Estados Unidos e incluem uma grande companhia aérea, uma faculdade de medicina, concessionárias de energia, uma montadora de automóveis e uma instalação militar”, detalha.
Outras organizações atacadas foram identificadas no Canadá, China, Inglaterra, França, Alemanha, Índia, Israel, Kuwait, México, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Coréia do Sul, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
A Cylance acredita que os ataques foram patrocinados pelo Irã, devido a complexidade da infraestrutura disponível e utilizada. O grupo de hackers iraniano foi apelidado do Tarh Andishan – algo que no inglês significa algo como “pensadores” ou “inovadores”
Não há, até o momento, evidências de que os hackers tenham conseguido sabotar alguma rede. Contudo, esse pode ser uma consequência e eventual retaliação por conta de ameaças contra o Stuxnet, Duqu e Flame, malwares que atacaram o país.
“Talvez a informações ‘de gelar os ossos’ foram colegadas em campanhas de ataque segmentado a redes de transporte e sistemas de companhias aéreas e aeroportos na Coréia do Sul, Arábia Saudita e Paquistão”, indicam pesquisadores da Cylane. “O nível de acesso parecia onipresente: domínios de Active Directory foram totalmente comprometidos, bem como switches Cisco, roteadores e toda infraestrutura interna de rede”, acrescentou.
De acordo com a empresa, os hackers conseguiram acesso completo a portões de aeroporto e sistemas de controle de segurança, que “potencialmente permitam falsificar credenciais em portões de embarque”.
Os hackers do Tarh Andishan atacam a partir da injeção de SQLs comuns, phishing e ataques repetidos a brechas de segurança para ter acesso a um ou mais computadores de uma organização determinada. Depois dessa entrada inicial, abrem uma caixa de ferramentas para comprometer sistemas adicionais e aprofundarem-se na rede. O trojan “chave” do grupo se chama TinyZBot.
Encontrei no Google plus, quem iria imaginar que tinha alguma coisa interessante no G+, um pesquisador de segurança que resolveu testar um ataque de engenharia social contra a atendente de telemarketing que ligou oferecendo algo. Veja abaixo a tradução do post do autor:
Hoje é um bom dia. Acabei de receber uma ligação de um atendente de telemarketing. Você perguntaria, eu gritei com ela? Certamente não. Como um bom administrador de TI coloquei minhas habilidades em prática. Veja como foi a conversa:
Computador: "Pressione 9 para não ser contatado no futuro. Pressione 4 para falar com um atendente" <número 4 pressionado> Atendente: "Olá, você está com algum problema com o pagamento de sua hipoteca?" Eu: "Olá, aqui é o departamento de TI. Interceptamos sua ligação porque detectamos um problema com o seu telefone e precisamos resolver." Atendente: "Oh... Ok, o que você precisa que eu faça?" Eu: "Precisamos corrigir algumas configurações pressionando os botões 4-6-8 e * ao mesmo tempo." Atendente: "Ok, não aconteceu nada." <Isso quer dizer que ela não está usando um Polycom> Eu: "Você está usando os novos telefones Polycom que estamos instalando?" Atendente: "Não, é um Yealink." Eu: "Ok. Você não recebeu ainda o Polycom que estamos instalando. Vou checar o manual do Yealink." <dei uma busca no Google sobre "yealink phone factory reset"> Eu: "Ok, você vê um botão OK no seu telefone?" Atendente: "Sim." Eu: "Ok, pressione e segure apertado o botão por 10 segundos." Atendente: "Ok, apertando." Eu: "Perfeito, me avise se aparecer uma mensagem pedindo senha." Atendente: "Ok, nada apareceu ain----" <telefone desligando>
O que eu fiz foi fazer a atendente resetar as configurações de fábrica do telefone, o que quer dizer que ela não vai conseguir fazer ligações por um tempo até que alguém vá reconfigurar o telefone dela e isso pode demorar mais de uma hora.
Estou procurando o post original, mas acredito que foi deletado. Ainda bem que salvei no Evernote a postagem.
Fica ai essa experiência e bem como o programa Mythbusters sempre fala, Não tente isso em casa. :D
terça-feira, julho 22, 2014 por UnknownNo comments
Pesquisa aponta que ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) estão se tornando mais eficazes em romper as defesas de segurança, causando grandes danos e às vezes derrubando organizações por vários dias úteis. Foi revelado que41 por cento das organizações mundiais foram atingidas por DDoS em relação ao ano passado, sendo que três quartos desses foram vítimas de ataques por duas ou mais vezes no ano.
O estudo também demonstra a preparação contra os ataques DDoS por parte dos gerentes de TI de médias e grandes organizações de onze países e regiões - Reino Unido, França, Alemanha, EUA, Espanha, Brasil, Oriente Médio, Hong Kong, Cingapura, África do Sul e Austrália - em uma variedade de setores incluindo finanças, varejo e setor público.Ele revela que, enquanto a maioria das organizações norte-americanas (72 por cento) tem um plano de resposta, aproximadamente um quarto está convencido de que dispõe de recursos suficientes para neutralizarum ataque (26 por cento).
É indicado, também pela publicação, que os ataques multi-vetores representam maior complexidade e risco, pois envolvem vários métodos de ataque implementados simultaneamente. Estes, muitas vezes, requeremuma equipe de mitigação dedicada para controlar e combater a ameaça através de múltiplas frentes, já quesistemas automatizados são menos propensos a serem capazes de oferecer proteção adequada. O impacto que esses ataques DDoS podem ter sobre as organizações é sentida no período de tempo que levou as organizações a se recuperarem de seu ataque mais grave. Em média, as organizações podem levar 12 horas para se recuperar totalmente de um ataque poderoso - mais do que um dia inteiro de trabalho.
Acesse a fonte da notícia e confira mais detalhes neste link.
quinta-feira, novembro 21, 2013 por UnknownNo comments
Memorando diz que falha em software permitiu onda de invasão. Exército e departamentos de energia e saúde teriam sido afetados.
Os hackers exploraram uma falha no software da Adobe Systems Inc para lançar uma onda de invasão eletrônica, que começou em dezembro passado, de acordo com um memorando do FBI, a polícia federal dos EUA, obtido pela Reuters.Hackers ativistas ligados ao coletivo conhecido como Anonymous acessaram secretamente computadores do governo dos Estados Unidos em várias agências e roubaram informações confidenciais em uma campanha que começou há quase um ano, alertou o FBIesta semana.
O memorando, distribuído na quinta-feira, descreveu os ataques como "um problema generalizado que deve ser abordado". O memorando afirma que a invasão afetou o Exército dos EUA, o Departamento de Energia, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e talvez muitas outras agências.
Os investigadores ainda estão reunindo informações sobre o alcance da campanha cibernética, que as autoridades acreditam ser contínua.
segunda-feira, setembro 30, 2013 por UnknownNo comments
Em um estudo conjunto realizado pela Kaspersky Lab e pela Outpost24, brechas não corrigidas continuam a ser um popular vetor de ataques.
Cibercriminosos ainda fazem uso extensivo de vulnerabilidades conhecidas, até mesmo ataques 0-day permanecem em ascensão.
Em um estudo conjunto realizado pela Kaspersky Lab e pela Outpost24, brechas não corrigidas continuam a ser um popular vetor de ataques.
O pesquisador sênior de segurança da equipe de análise e pesquisa global da Kaspersky, David Jacoby, disse que esta situação está levando os criminosos a hackear as pessoas que administram o sistema, em vez do próprio sistema corporativo.
"Os resultados são uma 'chacoalhão' para quem procura soluções de segurança personalizadas que cobrem 'as ameaças do futuro'", disse ele. "Isso destacou que treinar sua equipe para ser prudente é super importante".
Apesar das empresas pagarem por um serviço dedicado para cuidar de sua segurança, a pesquisa identificou que alguns sistemas corporativos permaneceram sem correção e vulneráveis por uma década.
Mesmo assim, Jacoby disse que os hotéis e empresas privadas até o momento "mostraram uma maior conscientização e segurança" que organizações governamentais.
Questão global
O diretor de segurança da Outpost24, Martin Jartelius, disse que a pesquisa conjunta destaca como simples ataques a redes corporativas podem surtir efeito, sem que seja necessário recorrer aos caros exploits 0-day.
"Quer se trate de explorar práticas de segurança mal-aplicadas, dispositivos de segurança mal configurados ou a falta treinamento de segurança das equipes, as empresas devem entender que é possível assumir o controle da maioria das partes da organização, mesmo que não sejam utilizados quaisquer novos ataques ou métodos", disse.
Jartelius acrescenta que o tempo entre quando uma vulnerabilidade é detectada e quando é corrigida é "quase o mesmo em todos os países", indicando que esta é uma tendência global.
"É, portanto, essencial mudar a abordagem de segurança de ferramentas autônomas para soluções integradas como parte dos processos de negócios", disse.
segunda-feira, setembro 30, 2013 por UnknownNo comments
Nesta quinta-feira, 26, a equipe de pesquisa em segurança da Kaspersky Lab divulgou que descobriu o "Icefog", um grupo de ameaças persistentes avançadas (APTs) que visa alvos na Coreia do Sul e no Japão.
"Nos últimos anos, observamos diversas APTs atacando quase todos os tipos de vítimas e setores. Na maioria dos casos, os atacantes ficam estabelecidos em redes corporativas e governamentais por anos, extraindo vários terabytes de informações sigilosas", disse Costin Raiu, diretor da Equipe de Pesquisa e Análise Global.
De acordo com a Companhia, os ataques demonstram o surgimento de uma nova tendência: grupos menores que atacam e fogem, e que buscam por informações com precisão cirúrgica. Normalmente, o ataque dura poucos dias ou semanas e, depois de obter o que procuram, os invasores fazem a limpeza e batem em retirada. "No futuro, prevemos que o número de pequenos grupos focados em `APTs contratadas' deve aumentar, especializando-se em operações relâmpago.", ressaltou a empresa em comunicado.
segunda-feira, setembro 30, 2013 por UnknownNo comments
Um grupo de piratas informáticos ligados ao grupo Anonymous entrou na base de dados da RTP. Ao ataque faz parte da acção de protesto #?OPFightThePower? que aproveita o momento das eleições autárquicas para apelar à revolta contra o sistema.
"A #OPFightThePower consiste numa série de ataques informáticos a sites directamente relacionados com as Autárquicas como forma de protesto contra esta suposta democracia com a esperança que sirva de inspiração para que outros activistas promovam acções directas contra a farsa que é este sistema", anunciam os Sud0h4k3rs, explicando que ao longo de todo o sábado vão dar mais pormenores sobre os ataques que vão levar a cabo na sua página no Facebook.
Ao SOL, os Sud0h4k3rs asseguram que o objectivo de se infiltrarem na base de dados na RTP é apenas o de chamar a atenção para a causa política dos Anonymous e não pôr em causa a segurança da estação pública de televisão.
"Não danificamos ou apagamos qualquer dado da base de dados", assegura um dos elementos do grupo, que admite ter ficado surpreendido com a facilidade com que os Sud0h4k3rs conseguiram ter acessos a e-mails, listas de contactos e números de telefone da RTP.
"Nós apenas alertamos que é possível e demonstramos que estamos lá dentro. Nada foi por nós alterado ou apagado", assegura a mesma fonte.
Num comunicado que explica o significado da acção, estes elementos portugueses do grupo Anonymous explicam que as autárquicas são "o momento perfeito para os portugueses exprimirem o seu descontentamento contra os políticos que os governam".
"#OPFightThePower é um protesto contra a Partidocracia e o Rotativismo no poder. Queremos mais poder de decisão para os portugueses no que diz respeito aos assuntos económicos, educacionais, de saúde, e outros, do país. Queremos que párem de nos roubar!", lê-se no comunicado do Sud0h4k3rs.
segunda-feira, setembro 30, 2013 por UnknownNo comments
Segundo uma notícia do The Wall Street Journal, os computadores da Marinha dos EUA foram atacados por um grupo de hackers que, ou “trabalham directamente para o governo do Irão” ou que agiram com a “aprovação” dos líderes iranianos.
Autoridades norte-americanas entrevistadas pelo site revelaram que os ataques ocorreram nas últimas semanas, porém não especificaram qualquer data.
Aparentemente as informações contidas nos computadores que foram atacados não tinham qualquer valor.
Não foram revelados quaisquer detalhes sobre a natureza dos ataques ou qual o nível de sofisticação.
sexta-feira, setembro 27, 2013 por UnknownNo comments
Analistas da Kaspersky Lab estudaram a fundo os mecanismos utilizados nos ataques à banca online e apresentam agora as suas conclusões.
Os Trojans bancários são o tipo de malware actualmente mais perigoso. Uma vez instalado no computador da vítima, o Trojan recolhe automaticamente todos os dados de pagamento online e inclusive chega a realizar transacções financeiras em nome da vítima.
Os cibercriminosos utilizam dois tipos de malware para perpetrar estes ataques. Por um lado, estão os Trojans bancários multi-alvo, capazes de atacar clientes de diferentes bancos e sistemas de pagamento e, por outro, os Trojans dirigidos aos clientes de um banco específico.
Os cibercriminosos enviam estes Trojans através de emails phishing que imitam mensagens de bancos reais para atrair a atenção dos utilizadores. Para a sua distribuição em massa, os cibercriminosos exploram as vulnerabilidades dos programas mais populares do Windows através de exploits que instalam o Trojan no equipamento.
Os Trojans bancários são capazes de contornar as protecções adicionais de segurança como a autenticação através de dois passos com passwords de uma só utilização (códigos TAN).
Um dos comportamentos do Trojan ZEUS consistia em mostrar uma notificação falsa, assim que a vítima entrava num sistema de banca online e introduzia este tipo de códigos, que indicava que a lista actual dos códigos TAN é inválida e convidava o utilizador a obter uma nova lista de senhas.
Para tal, a vítima tinha que introduzir todos os códigos TAN disponíveis no formulário correspondente criado pelo Zeus. Como resultado, os criminosos adquiriam todos os códigos da vítima e podiam utilizá-los imediatamente para transferir o dinheiro para as suas próprias contas.
Nos dias de hoje Segurança Digital é um dos temas mais comentados nas mídias sociais e veículos de comunicação. Tudo gira em torno de privacidade, segurança e os maldosos hackers ....