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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

 (Foto: Mattia Notari/flickr/creative commons)
Neste exato momento, hackers simpatizantes ou membros do Estado Islâmico travam batalhas virtuais contra instituições do Ocidente em um movimento que os próprios definem como “cyberjihad”, que nada mais é do que o conceito islâmico de guerra santa aplicado ao contexto da internet. Para conter o avanço do terrorismo na web, que vem sendo o principal meio de recrutamento de novos jihadistas, o grupo hacktivista Anonymous está em guerra declarada contra o EI.

“Nós vamos caçar e expor vocês, derrubar seus sites, contas, e-mails. De agora em diante, não há lugar online seguro para vocês”, afirmaram em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (9), que também contém os links de centenas de contas no Twitter e Facebook, endereços de e-mail, sites, entre outros serviços atacados por ter relação com os terroristas.

A guerra começou com o massacre na redação do jornal francês Charlie Hebdo, considerado pelo Anonymous como um ataque à liberdade de expressão. Os ativistas divulgaram o vídeo abaixo poucos dias depois, no qual se comprometem a perseguir todas as organizações que tiveram qualquer envolvimento com o atentado.

Na internet os ataques do EI vêm sendo mais frequentes. Em janeiro, por exemplo, um grupo denominado CyberCaliphate (CyberCalifado) invadiu o perfil do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) no Twitter. Hoje, a mesma organização, que afirma ter ligações com o EI, hackeou a conta de Twitter da revista semanal americana Newsweek, quem tem mais de 2,5 milhões de seguidores. Por 14 minutos, postaram ameaças ao presidente dos EUA Barack Obama e a sua família e chegaram a divulgar uma imagem provocativa de um jihadista com a frase “Je suIS IS”, uma referência ao movimento “Je suis Charlie”.
Mensagem do CyberCaliphate no Twitter da Newsweek (Foto: Reprodução)MENSAGEM DO CYBERCALIPHATE NO TWITTER DA NEWSWEEK (FOTO: Reprodução)


O CyberCaliphate também aproveitou o espaço para alertar os americanos de que o Estado Islâmico está mais próximo do que eles imaginam. “Nós estamos destruindo seu sistema nacional de cybersegurança por dentro”, afirmaram, dizendo que acessariam a rede do Pentágono e que divulgariam documentos confidenciais.

Assistam os videos da Anonymous sobre a Guerra contra o EI:




Fonte: Revista Galileu

terça-feira, 27 de maio de 2014

O hacker (Hector Xavier Monsegur) que se tornou um agente do FBI em 2011 foi sentenciado na conte federal americana por invadir diversos websites e sistemas. Hector é mais conhecido pelo seu nickname "Sabu".

Agora as autoridades americanas estão solicitando clemência para Sabu, alegando que ele ajudou a impedir mais de 300 cyber ataques utilizando como alvo exército americano, congresso, NASA e outras empresas.

Sabu também ajudou a desmantelar o grupo Anonymous, o que levou o FBI a prender mais de 10 membros nos EUA e Europa, incluindo Jeremy Hammond, que estava na lista "Top Cyber Criminal" do FBI. Hammond está cumprindo pena de 10 anos em uma prisão americana.

O documento apresentado a corte, solicita por clemência a juíza Loretta Preska, por causa da "extraordinária cooperação".

Fonte: The Hacker News

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ex-lider do grupo LulzSec realizou ataques a computadores governamentais do Iran, Síria, Pakistão e Brasil, sob o controle do FBI, de acordo com investigação do New York Times.

Depois de ser capturado e se tornado um informante do FBI, Hector Xavier "Sabu" Monsegur encorajou seus companheiros do Anonymous a hackear websites de governos estrangeiros usando um zero-day em software server side.

Os arquivos roubados durante esses ataques foram salvos em um servidor que está sendo "secretamente" monitorado pelos agentes americanos.

As alegações estão baseadas em cópias de documentos e entrevistas com indivíduos ligados a rede de ataques.

Monsegur foi preso em setembro de 2011, e desde então está trabalhando com a polícia federal americana e informante sobre a posição de seus companheiros de grupo. Isto apenas se tornou público em Março de 2012. Durante esses meses, Sabu coordenava ataques pela LulzSec e outros ao movimento Anonymous, pegando os alvos de acordo com ordens governamentais americanas.

O NYT disse que tem evidências de que o "Tio Sam", através de Sabu, usou os ativistas do grupo Anonymous para pesquisar por vulnerabilidades em sites governamentais.

Logs de chat entre o hackativista Jeremy Hammond e Sabu mostram que o FBI entregou a Hammond diversos endereços de websites  estrangeiros. Uma falha no software de web hosting Plesk foi uma das principais rotas para obter acesso a sistemas vulneráveis, alega o NYT.

Hammond, junto com um hacker brasileiro usando o nickname de Havittaja, entrou em diversos sites. Assim que o site era hackeado, informações sensíveis eram extraídas e upadas nos servidores designados por Monsegur, que estavam sendo vigiadas pelos agentes.

Hammond está cumprindo uma sentença de 10 anos de prisão por diversos ataques high-profile a sistemas americanos e roubo de informações confidenciais de Statfor.

Monsegur admitiu 12 das acusações que incluem diversas sobre hacking e conspiração.

Fonte: The Register

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A página na internet da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro foi invadida por hackers na noite desta segunda-feira (14). No site foi publicado um vídeo de dois minutos e dez segundos, assinado pelo grupo Anonymous, que convoca a população para um protesto previsto para esta terça-feira (15) Dia do Professor.
Por meio do microblog Twitter, o grupo Anonymous assumiu a autoria da invasão. Por volta das 20 horas, a PM retirou o site de funcionamento para que fosse recolocado o conteúdo original.
O vídeo postado exibia imagens de protestos e confrontos com a PM ocorridos no Rio. Nesta terça, está previsto um ato a partir das 15 horas na frente da Assembleia Legislativa, no centro, e uma passeata que deve partir da Candelária, na mesma região, por volta das 17 horas

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Entre itens comprados estão bolas, brinquedos, sungas, um aparelho GPS e roupas


O grupo hacker Anonymous Brasil divulgou em sua página na internet e em seu perfil no Facebook imagens que seriam de notas fiscais de compras irregulares feitas pela Polícia Militardo Rio de Janeiro. Segundo a publicação do grupo, a políciafluminense teria comprado itens como brinquedos em uma loja especializada, um GPS, uma bola de futebol e artigos da marca Nike, além de roupas, bolas e sungas da Adidas. 

Na mesma compra aparecem também uma outra sunga, R$ 10 mais barata que as demais, e uma bola de futebol, que custou R$ 69,90, além de uma regata feminina, ao preço de R$ 39,90. Na compra feita na loja da Adidas, a PM teria pago R$ 44,90 por cada uma das duas camisetas da Adidas, e R$ 39,90 pela unidade da sunga - ao todo foram compradas seis peças.   
Na Nike, a PM teria comprado uma bola de futebol T90 Laser, ao preço de R$199,60, além de uma outra bola Netherlands Prestige, que custou R$ 47,92, e duas camisetas, por R$ 59,90, e outra vestimenta, por R$ 119,80. 
Uma outra nota mostra uma compra que teria sido feita pela PM na loja de roupas C&A, de uma blusa, no valor de R$ 59,90. 
Na loja de brinquedos RiHappy, a PM teria comprado os jogos Combate, Cara a Cara, Perfil Junior, Na Ponta da Língua e Estrela Musical, além de um triciclo descrito na nota como Zootico Golfinho. 
Em sua página, o grupo afirma que a revelação das compras faz parte de uma “série de vazamento de informações e documentos obtidos da Assessoria Parlamentar da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro”.
“Hoje, iniciaremos a divulgação de notas fiscais de compras irregulares efetuada pelos militares. Apesar dos valores serem pequenos, não descaracteriza o uso irregular de verba pública, pois os itens adquiridos com dinheiro público são de uso pessoal, como sungas, blusas, tênis", diz o Anonymous.
De acordo com a publicação, além das notas fiscais, serão revelados também “material que compromete a legitimidade do cargo de um prefeito de uma grande cidade; material que expõe a relação existente entre a PM e deputados do Congresso Nacional, com troca de favores claros; elaboração de dossiês pela PM onde traçam perfis dos deputados, a fim de se identificar suas posições quanto a votações de interesse da polícia”. 
Em nota, a PM confirmou a veracidade das notas e afirmou que as compras “foram previamente aprovadas pelo comando da época, e se referem a itens dados a famílias dos policiais, principalmente praças, que trabalhavam na Assessoria Parlamentar”. 
“Os itens adquiridos foram doados na festa de fim de ano. Todas as notas fiscais estão no balancete da unidade, e estão à disposição do Tribunal de Contas do Estado. O GPS é utilizado pela unidade até os dias de hoje, e foi comprado para o veículo oficial da Assessoria Parlamentar.” 
Hackers também vazaram dados de policiais militares
Na última quarta-feira (25), a Polícia Civil fluminense identificou três jovens paulistas como responsáveis pelo vazamento de dados de 50 mil policiais militares fluminenses. Todos têm 16 anos e tiveram seus computadores apreendidos e foram ouvidos pelos agentes. 
De acordo com o delegado Gilson Perdigão, que ouviu os adolescentes, eles se conheciam apenas virtualmente. Dois deles moram na capital paulista, nos bairros da Vila Aliança e do Grajaú, e um na cidade de Assis.
Dos três, dois eram administradores do perfil Anoncyber & Cyb3rgh0sts e alegaram a atitude por serem contra a participação da PM na repressão aos manifestantes no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o jovem que mora na Vila Aliança foi o responsável pelo vazamento dos dados pessoais dos policiais militares.
Os adolescentes foram ouvidos e serão indiciados com base na Lei Carolina Dieckmann. Os computadores apreendidos foram levado à polícia fluminense, onde serão periciados.

Fonte:  Terra

segunda-feira, 30 de setembro de 2013



Um grupo de piratas informáticos ligados ao grupo Anonymous entrou na base de dados da RTP. Ao ataque faz parte da acção de protesto #?OPFightThePower? que aproveita o momento das eleições autárquicas para apelar à revolta contra o sistema.
"A #OPFightThePower consiste numa série de ataques informáticos a sites directamente relacionados com as Autárquicas como forma de protesto contra esta suposta democracia com a esperança que sirva de inspiração para que outros activistas promovam acções directas contra a farsa que é este sistema", anunciam os Sud0h4k3rs, explicando que ao longo de todo o sábado vão dar mais pormenores sobre os ataques que vão levar a cabo na sua página no Facebook.
Ao SOL, os Sud0h4k3rs asseguram que o objectivo de se infiltrarem na base de dados na RTP é apenas o de chamar a atenção para a causa política dos Anonymous e não pôr em causa a segurança da estação pública de televisão.
"Não danificamos ou apagamos qualquer dado da base de dados", assegura um dos elementos do grupo, que admite ter ficado surpreendido com a facilidade com que os Sud0h4k3rs conseguiram ter acessos a e-mails, listas de contactos e números de telefone da RTP.
"Nós apenas alertamos que é possível e demonstramos que estamos lá dentro. Nada foi por nós alterado ou apagado", assegura a mesma fonte.
Num comunicado que explica o significado da acção, estes elementos portugueses do grupo Anonymous explicam que as autárquicas são "o momento perfeito para os portugueses exprimirem o seu descontentamento contra os políticos que os governam".
"#OPFightThePower é um protesto contra a Partidocracia e o Rotativismo no poder. Queremos mais poder de decisão para os portugueses no que diz respeito aos assuntos económicos, educacionais, de saúde, e outros, do país. Queremos que párem de nos roubar!", lê-se no comunicado do Sud0h4k3rs.

Fonte:  Sol.Sapo

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Jake Davis
O jovem hacker Jake Davis, mais conhecido como "Topiary", se envolveu com uma série de ataques atribuídos ao grupo LulzSec, o que culminou em sua condenação ao cumprimento de uma pena em uma instituição para jovens infratores. Topiary era responsável por cuidar da conta do LulzSec no Twitter. Apesar de a conta ainda possuir mais de 330 mil seguidores, o jovem hacker afirma que não possui mais acesso a ela.
O LulzSec era um grupo de hackers que teve seu auge em 2011, mas se desfez logo após uma onda de ataques cibernéticos de alto perfil. Depois de causar uma série de problemas a gigantes como Sony Pictures e até mesmo a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Davis foi preso pelas autoridades britânicas e condenado a dois anos de prisão, mas conseguiu ter sua pena reduzida para apenas 37 dias de reclusão. 
Em junho de 2013, quase dois anos após ser pego pela polícia, Davis voltou a navegar pela web. Isso porque parte da sua pena dizia que ele estava proibido de utilizar a internet, e agora ainda vive sob monitoramente intenso das autoridades e legalmente proibido de falar com qualquer pessoa envolvida com o Anonymous ou LulzSec. Ele também está proibido de criar arquivos criptografados, limpar seus dados ou seu histórico na Internet.
No mês passado, Davis resolveu utilizar o site Ask.fm para responder uma série de perguntas e curiosidades daqueles que acompanham sua trajetória. A maioria das respostas de Davis é carregada de ironia e sarcasmo, algo próprio de quem lidava com a comunicação social de um grupo hacker. Confira os principais pontos abordados por ele:


WikiLeaks e LulzSec

Quando questionado sobre os possíveis laços entre o WikiLeaks e o LulzSec, ele disse que essa era uma pergunta complicada, mas que a resposta mais curta seria "não". O jovem hacker alega que única comunicação entre os grupos foi feita por meio de informantes do FBI, que tentavam incriminar ambas as organizações. 
Ainda sobre as diferenças entre os dois, ele disse que o "WikiLeaks está provocando um debate para levar a responsabilidade para aqueles que usam a censura e operações secretas para trazer frutos para suas próprias agendas corruptas, como assassinar crianças com drones", enquanto o LulzSec "era apenas uma paródia infantil de uma empresa de publicidade destinada a zombar da maneira como todos nós consumimos e aceitamos as mídias sociais".


Origem do LulzSec

"Nós inventamos o LulzSec durante alguma conversa entediada em algum servidor de IRC abandonado. Ele se chamava 'Lulz Leaks', mas depois eu esqueci de todas as senhas e tivemos que mudar o nome", disse Davis em resposta no Ask.fm. Ele diz ainda que o logo também foi escolhido de maneira aleatória em meio a uma série de imagens. "Eu sequer chamaria isso de uma conspiração, porque isso implicaria algum nível de organização".
LulzSec

Prisão

"A prisão é mesmo ruim?" pergunta um dos curiosos. Davis diz que eles apenas "pegam os seres humanos capazes e desperdiçam seu tempo". Ele diz ainda que durante os 37 dias em que ficou preso ajudou as pessoas a ler, escrever e compreender seus processos judiciais e, caso precisasse cumprir os dois anos atrás das grades, ele se envolveria com o serviço de rádio da prisão para liberar algumas "batidas através das ondas de rádio".


Mistério dos Bitcoins

Bitcoins
Quando os membros britânicos do LulzSec foram condenados em maio, um mistério sobre a localização de alguns bitcoins que haviam sido enviados para a "carteira" do grupo ainda ficou no ar. Davis diz que a hipótese de que um membro ainda não identificado do grupo ter fugido com as tais moedas virtuais é "altamente improvável".
Ele acredita que a conta do grupo foi paralisada depois de sua prisão, e que a própria polícia assumiu o controle da mesma. No momento de sua prisão, o grupo possuía 700 Bitcoins em doações (que atualmente deveria valer US$ 186 mil). "Eu não posso afirmar que os 700 [bitcoins] ainda existem, porque eu acredito que Sabu desperdiçou uma grande parte do dinheiro, provavelmente o usou para comprar servidores com os quais armou para prender outros hackers para seus superiores do FBI".
Davis se refere a Hector Monsegur, mais conhecido como "Sabu", um membro do grupo que trabalhou com autoridades americanas para delatar seus ex-companheiros. Sabu foi preso, e em seguida resolveu colaborar com FBI, revelando informações importantes para a prisão de outros membros dos grupos Anonymous e LulzSec. 


Ativismo e planos futuros

Mesmo com toda essa história em seu currículo, Jake Davis tem apenas 20 anos. Porém, ele diz que não tem planos para se tornar um ativista. "Não tenho conhecimento ou estou confiante o suficiente para me tornar um porta-voz para algo tão importante quanto o ativismo digital. É lisonjeiro que tantas pessoas pareçam pensar que eu sei o que estou falando, mas é muito, muito fácil parecer informativo e inspirador através da Internet".
Ele ainda acrescenta: "Eu era um jovem muito estúpido e eu me arrependo de 95% do que eu fiz, mas agora eu tenho um rastro enorme de ofertas de emprego, um grupo sólido de amigos que me apoiaram durante a proibição da Internet há dois anos / monitoramento eletrônico / julgamento / prisão". 

Fonte: Canal Tech

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Antes do ataque , o grupo divulgou uma mensagem nas redes sociais: "Antes que eles comecem com a porrada, vamos começar a nossa"


O grupo Anonymous Brasil derrubou neste sábado os sites da Polícia Militar do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Em sua conta do Twitter, os hackers deixaram por volta do meio-dia a seguinte mensagem: "Antes que eles comecem com porrada, vamos começar a nossa". O site da PM do Rio de Janeiro já voltou ao ar, mas o do Distrito Federal continua sem possibilidade de acesso.


Nesta sexta-feira, o grupo também invadiu o site do PMDB e postou um vídeo criticando a atuação da polícia durante os protestos. "Em vez de intimidar, polícia deveria proteger manifestantes de grupos infiltrados", diz a mensagem.
O vídeo afirma que enquanto governos proíbem o uso de máscaras pelos manifestantes, deputados "se escondem" atrás de votos secretos. Ainda na sexta-feira o PMDB tirou o site do ar, que ainda não retornou.
A mensagem já tem mais de 60 mil visualizações no YouTube e convoca os internautas a se manifestarem nas ruas. Eles pedem por mudanças, em vez de "pronunciamentos vazios da Presidente".
Em agosto, Anonymous já havia invadido o site do partido em duas ocasiões. Nas duas vezes, o Anonymous Brasil questionava o governador Sérgio Cabral (PMDB) sobre o paradeiro de Amarildo de Souza, desaparecido desde 14 de julho após ser detido por policiais na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rocinha.
O dia 7 de setembro está sendo marcado por diversos protestos. Manifestantes já estão nas ruas em cidades de todos os Estados do Brasil. A pauta de reivindicações é ampla, indo desde o combate à corrupção à reforma tributária.
No Rio de Janeiro o clima entre manifestantes e policiais continua tenso, com detenções e tumultos sendo contidos pela PM com bombas de gás.
Em Brasília, um grupo de manifestantes protesta em frente ao Congresso Nacional. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal estima que há cerca de 450 pessoas no local. A PM do Distrito Federal reage com spray de pimenta toda vez que algum manifestante toca em algum soldado posicionado na barreira em frente ao Congresso.

Fonte: IG

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O grupo Anonymous Brasil assumiu, na tarde desta quinta-feira (05), em seu perfil no Facebook, a autoria do ataque às páginas na internet do Ministério Público do Rio, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), da Câmara de Vereadores do Município do Rio e do Departamento Estadual de Trânsito do Rio (Detran-RJ). Às 17h40 as quatro páginas permaneciam inoperantes.
É o segundo dia consecutivo que o site do MP-RJ é atacado pelo grupo. Após retirar a página do ar, o MP-RJ informou na quarta, 04, que tomou a atitude como "medida de proteção", e que "não houve comprometimento de seu banco de dados". O órgão ainda não se manifestou sobre o ataque desta quinta.
Na mensagem em que assume a autoria dos ataques, o Anonymous Brasil cita o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). "E Cabral na boa, 4 sites de uma única vez? Que feio eim (sic)".

Fonte: Revista Info

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Com uma pauta de reivindicações liderada pela “prisão dos mensaleiros” e que inclui o fim do voto obrigatório e a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, o Anonymous planeja atos em 140 cidades durante o 7 de Setembro.

Desde junho, o grupo aposta as suas fichas no que chama de o “maior protesto da história do Brasil”.

Os integrantes do Anony-mous só se identificam por meio de apelidos e usam máscaras similares à do filme V de Vingança (2006).

Nos dias dos maiores protestos de junho, o grupo apareceu como o principal “nó de relevância” das atividades do Facebook, segundo pesquisa da InterAgentes, do cientista social Sérgio Amadeu. Os “nós” são as páginas que receberam maior atenção na forma de comentários, compartilhamentos e convocações para os protestos.

No Twitter e Facebook, a Operação Sete de Setembro ganhou a hashtag “#Op7”.

Como não há comando unificado no Anonymous, internautas sem contato direto com o grupo também podem criar páginas e fazer sua própria convocação usando a mesma hashtag.

Um grupo, por exemplo, defende uma intervenção militar no País, o que é repudiado pelo Anonymous. O grupo afirma que “não quer um golpe militar, intervenção, fascismo ou socialismo”, e sim “um País democrático e melhor para todos”.

A pauta do Anonymous foi organizada após “uma votação pública e aberta” que contou com 26 mil votos.

O principal item da pauta, com 2.400 votos, foi a prisão dos condenados no processo do mensalão. O julgamento deve acabar neste mês.

Para os protestos em Brasília, por exemplo, foram criadas cinco páginas de convites no Facebook. Algumas marcam o ato para as 9h, perto do desfile militar. A cidade terá um feriado agitado. Além do desfile, haverá jogo da seleção contra a Austrália, às 16h15.

 Na hora da partida, os protestos devem ocorrer nos arredores do estádio.

Em Goiânia, página no Facebook já tem mais de 10 mil pessoas confirmadas para manifestação que terá concentração na Praça Cívica, a partir das 9h. As reivindicações são a reforma Política, aprovação imediata da PEC que acaba com o voto secreto para políticos, o fim do Foro Privilegiado aos políticos e Investimentos concretos em educação, saúde, segurança pública e transporte público.

Fonte: DM
anonymous

São Paulo - O grupo Anonymous - que tem como marca registrada o uso de máscaras do personagem do filme V de Vingança - invadiu na tarde desta segunda-feira, 2, o banco de dados da Assembleia Legislativa do Rio e divulgou nomes e CPFs de vários funcionários da Casa.
A invasão foi informada por um blog dedicado a divulgar notícias sobre o Anonymous. No mesmo blog, é possível encontrar uma lista com os nomes de servidores e os CPFs. Não há dados mais detalhados dos funcionários.
A invasão acontece na véspera da data prevista para a votação do projeto de lei que proíbe a presença de pessoas com rosto coberto em atos públicos no Rio. A proposta é de autoria de dois aliados do governador Sérgio Cabral, o presidente da Assembleia, Paulo Melo (PMDB), e o líder do PMDB, Domingos Brazão.
O projeto prevê ainda que qualquer manifestação só aconteça se for previamente comunicada à Polícia e também dá aos policiais poder para impedir o uso de qualquer tipo de arma, inclusive paus e pedras, usados por grupos radicais para quebrar vitrines de lojas, bancos e prédios públicos, em tumultos que costumam acontecer no final dos protestos, o que gera conflitos entre manifestantes e policiais.

Fonte: Abril

sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Hector Xavier Monsegur, sentenciado por ser considerado o lider do grupo LulzSec, mais conhecido como "Sabu" voltou a aparecer na mídia. Monsegur admitiu culpa em uma série de crimes contando de 2 anos de prisão até um máximo de 124 anos.

Outro hacker do Lulzsec, Jeremy Hammond admitiu que usou Sabu para coordenar ataques contra governos de outros países, hackers e outros.

Os atrasos nas respostas indica que o FBI não está extraindo informações de Monsegur, e pode indicar que ele está ajudando o FBI em operações, como admitiu Jeremy Hammond.

Jeremy Hammond afirmou nesta quinta-feira (29/08) que o governo americano pediu para Monsegur para encorajar seus amigos hacktivistas para se infiltrar em entidades governamentais de outros países.

"O que muitos não sabem é que Sabu foi usado também pelos seus manipuladores para facilitar a invasão nos alvos, incluindo inúmeros sites do governo pertencentes a governos estrangeiros", disse Hammond.

"O que os Estados Unidos não poderiam realizar legalmente, usaram Sabu e, por extensão, eu e outros, para realizar de forma ilegal", Hammond acrescentou.

"Por que os EUA está nos usando para se infiltrar nas redes privadas de governos estrangeiros? Que eles estão fazendo com as informações que roubamos? E será que ninguém no nosso governo nunca será responsabilizado por esses crimes?"

Hammond se declarou culpado em maio a pirataria, e invadir a empresa privada de inteligência Stratfor e expor milhões de e-mails reveladores. O nativo de Illinois pode pegar até 10 anos de prisão quando for sentenciado, marcada para 15 de novembro.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

LulzSec e Anonymous atraíram muito mais do que fama. Agora, novos grupos surgem para combatê-los e apavorarem a rede mundial.

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet


Recentemente, diversos ataques hackers foram notícias dos principais meios de comunicação.  A motivação para que a mídia tenha dispensado tanta atenção a esse assunto são as atividades recentes de grupos como LulzSec e Anonymous.
E apesar de o nome desses dois grupos ainda figurarem nas primeiras páginas dos principais sites de notícias, eles representam apenas uma pequena parte das ameaças a que grandes servidores estão expostos. Graças a eles, outros grupos foram criados e alguns declaram até mesmo guerra contra esses “hack stars”!
Confira abaixo a lista dos clãs hackers que estão apavorando a internet e tirando o sono de empresas, governos e celebridades.


Lulzsec

Nada mais justo do que começar a lista com a grande estrela deste ano. O LulzSec ganhou notoriedade ao atacar a Playstation Network, roubando dados de mais de 1 milhão de contas de usuários do sistema.

Primeiros ataques

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internetLogo usado pelo LulzSec (Fonte da imagem: Wikipedia)
Mas o primeiro registro de ataque do grupo se deu em maio de 2011, quando a emissora de TV Fox News classificou o rapper Common como indesejado e imoral, após o cantor ter sido convidado pela primeira dama Michelle Obama para participar de um recital de poesia na Casa Branca. A polêmica toda se deu pelo conteúdo político das letras de Common, que causou críticas severas das alas mais conservadoras dos EUA.
O ataque à Fox foi uma retaliação aos comentários dos apresentadores da emissora. Na ocasião, o grupo divulgou na internet centenas de senhas e logins de emails dos funcionários da emissora, além de divulgar dados pessoais de 73 mil participantes do programa “The X Factor”. Os hackers também invadiram o perfil noLinkedIn de Marian Lai, Vice-presidente da Fox.
Ainda em maio, o grupo invadiu o site da rede de televisão PBS, roubando dados de usuários e publicando uma notícia falsa, alegando que o rapper Tupac Shakur continuava vivo e morando na Nova Zelândia.
O LulzSec prosseguiu com alvos cada vez mais audaciosos. Os hackers tentaram invadir a Nintendo, mas de acordo com a companhia, nenhuma informação valiosa foi acessada pelo grupo. Mais tarde os integrantes declaram que nunca pretenderam fazer mal à Nintendo e que gostam muito do N64.

Alvos governamentais

LulzSec anuncia que o site da CIA foi derrubado
Em junho de 2011, foram os responsáveis pelo vazamento de mais de 25 mil contas de usuários de um site pornográfico. Entre os emails cadastrados estavam o de funcionários do governo malaio e de militares dos EUA. Para manter a privacidade desses usuários, o Facebook cancelou as contas que estavam cadastradas com o mesmo endereço dos emails divulgados pelo LulzSec.
O “currículo” do grupo ganhou mais respeito depois da invasão a sites da CIA e do FBI, além do vazamento de dados de usuários do site senate.gov. Como se não bastasse, o LulzSec também prestou uma espécie de serviço social ao avisar o Sistema de Saúde Nacional do Reino Unido sobre as diversas falhas de segurança que o seu sistema continha.
Em 15 de junho, o grupo também assumiu a autoria do ataque DDoS ao site da Agência Central de Inteligência (CIA), deixando-o fora do ar por mais de duas horas.

Motivação

Processo contra GeoHot foi uma das motivações do grupo
Aparentemente, o LulzSec hackeia pela diversão. Além disso, boa parte das ações é motivada por razões ideológicas. O ataque à PBS, por exemplo, foi uma retaliação ao documentário WikiSecrets, que tratou o Wikileaks de maneira “injusta”, de acordo com integrantes do grupo.
Já ao ataque à Sony parece ter sido uma resposta ao processo que a empresa pretendia mover contra o hacker GeoHot, responsável pelo desbloqueio do Playstation 3. Os atos mais recentes, contra páginas e órgãos governamentais, foram caracterizados como sendo um protesto contra a censura e o monitoramento da internet.

O fim do grupo?

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
No dia 26 de junho de 2011, o LulzSec publicou uma espécie de carta de despedida. Dizendo que, após esses 50 dias de operação, o grupo estava finalizando suas operações. Junto com o texto foram publicadas mais de 750 mil contas extraídas de fóruns de video game e de jogadores de Battlefield Heroes.
Não se sabe se o grupo vai cumprir a promessa. Além disso, um braço brasileiro do LulzSec foi criado, derrubando e invadindo sites do governo, além de divulgar informações confidenciais da presidenta Dilma Roussef.


Anonymous

Considerado pela CNN como um dos três principais possíveis sucessores ao Wikileaks, o Anonymous começou mais como um meme do 4chan do que como um grupo em si. A ideia é que o termo possa ser usado para assinar ações anônimas e descentralizadas, porém, conduzidas de maneira coordenada.
Assim, qualquer ação declarada como feita pelo “Anonymous” foi realizada por alguém que se autointitulou como tal, ou seja, não é necessária a aprovação ou filiação ao grupo. Também não existem líderes ou coordenadores do grupo. Todos agem individualmente, mas de maneira com que os resultados obtidos possam beneficiar o grupo.

Ações famosas

Um dos alvos mais famosos do Anonymous é a Habbo, uma rede social que se assemelha a um hotel virtual, em que costumam promover algumas manifestações. Após tomarem conhecimento de que um garoto soropositivo de dois anos foi proibido de usar a piscina de um parque no Alabama, o grupo organizou um bloqueio geral à piscina virtual do Habbo, protegendo a entrada com personagens vestidos todos da mesma forma: terno cinza e visual afro. Depois de serem banidos, acusaram a rede social de fascismo.
Os integrantes anônimos também causaram um prejuízo a um radialista que prega o racismo nos EUA. Ao derrubarem o site de Hal Turner, o mesmo teve que pagar milhares de dólares por excesso de consumo de banda. Além disso, o Anonymous também foi o responsável pela prisão de Chris Forcand, um pedófilo de 53 anos que aliciava menores pela internet.
Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
Fonte da imagem: Wikimedia Commons
O grupo assumiu inúmeras ações cometidas ao longo dos últimos anos, enviando pornografia ao YouTube, prestando apoio aos protestos iranianos de 2009 e atacando sites governamentais dos regimes alvos da Primavera Árabe.
Recentemente, os anônimos tiraram do ar o site da polícia espanhola, em retaliação à prisão de três indivíduos suspeitos de agir em nome do grupo, e da Câmara de Comércio da Flórida, pela prisão de membros do Food Not Bombs, organização voluntária que distribui alimentos aos desabrigados de Orlando.
A motivação é muito semelhante à do LulzSec, alternando entre pura diversão e razões ideológicas.


TeaMp0isoN (Team Poison)

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internetCaptura do site hackeado pelo TeaMp0isoN (Fonte da imagem: Reprodução)
O grupo ganhou destaque ao vandalizar o site do LulzSec, grupo o qual eles acusam de não representar o verdadeiro espírito da arte de hackear, acusando-os de usarem bots e ferramentas pré-fabricadas. Além disso, o  TeaMp0isoN também foi o responsável pelo vazamento de dados pessoais do primeiro ministro britânico, Tony Blair.


The Jester (th3j35t3r)

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
Esta é a exceção de nossa lista, já que o Jester não é um grupo, mas uma única pessoa. O hacktivista, que online também usa a identidade “th3j35t3r”, se descreve como um gray hat,  termo usado para descrever aqueles que cometem ações ilegais, mas com boas intenções.
Ele é conhecido por ter supostamente sido o responsável pelos ataques aos sites WikiLeaks e 4chan, além de inúmeras páginas islâmicas e até mesmo o presidente iraniano Ahmadinejad, sempre em nome do patriotismo americano.
Jester também é conhecido por ter criado uma ferramenta de DDoS conhecida como “XerXes”. Em junho de 2011o o hacker começou a buscar a identidade secreta dos integrantes do grupo Lulzsec, os quais ele considera “crianções”.


A-Team

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
Pouco tempo antes do LulzSec anunciar o fim de suas atividades, o grupo conhecido como A-Team liberou uma lista com nomes, endereços e outras informações de pessoas que eles alegam ser os integrantes do LulzSec. Muitos acusam essa revelação como uma das causas para o término repentino do famoso grupo.
De acordo com a mensagem anunciada pelo A-Team, o LulzSec não é digno de tanta atenção, já que, depois de ter invadido a Playstation Network, eles não fizeram mais nada de significativo. Eles também acusam o grupo de estar recrutando novas pessoas por terem pouco conhecimento técnico, o que os impede de continuar na ativa.



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

'O Brasil que saber onde está Amarildo', diz texto publicado na página.
Pedreiro, sumido desde julho, foi visto pela última vez saindo de UPP.


O site do PMDB foi invadido no início da tarde desta segunda-feira (12) por hackers que publicaram na página um texto cobrando explicações do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pelo sumiço do pedreiro Amarildo. O pedreiro está desaparecido desde o dia 14 de julho e foi visto pela última vez deixando a UPP da Rocinha, onde havia prestado depoimento à polícia.
"Sérgio Cabral, cadê o Amarildo?", diz trecho da mensagem publicada na página pelos hackers. "Lutar pelo Amarildo é mostrar que está cansado dessa política inescrupulosa, cansado seja de qual partido for, PMDB, PSDB, PT! De todos!!" A assessoria do PMDB disse que ainda não tinha tomado conhecimento da invasão dos hackers e que vai acionar a área de informática do partido para avaliar a situação.
Site do PMDB foi alvo de hackers no início da tarde desta segunda (Foto: Reprodução/internet)Site do PMDB foi alvo de hackers no início da tarde desta segunda (Foto: Reprodução/internet)
O texto diz ainda que "o Brasil quer saber onde está o Amarildo". O desaparecimento de Amarildo tem sido um dos temas de protestos no Rio de Janeiro contra o governo de Sérgio Cabral. Neste domingo (11), parentes de Amarildo e artistas participaram de um ato no acesso à favela da Rocinha para cobrar explicações sobre o caso.



quarta-feira, 29 de maio de 2013


O grupo de piratas informáticos Anonymous publicou na rede detalhes pessoais de alguns integrantes da organização de extrema-direita English Defense League (EDL), reconhecida pelo uso de slogans contra muçulmanos em Londres.
Um áudio publicado ontem à noite na plataforma de vídeos em nome da Anonymous acusa o EDL de utilizar o assassinato do soldado Lee Rigby, ocorrido na última semana, no sul de Londres, para estender uma campanha de ódio em direção à comunidade muçulmana.
Rigby, de 25 anos, foi esfaqueado em Woolwich em frente a um quartel militar por dois homens radicais islâmicos.
A lista publicada pelo Anonymous inclui os nomes e as direções de mais de 200 membros do grupo de extrema-direita, além dos números de telefone celular dos integrantes mais destacados.
Desde a morte de Lee Rigby há uma semana, o EDL realizou várias manifestações com slogans contra a comunidade muçulmana, a mais recente na última segunda-feira, na Praça Trafalgar, situada em pleno centro de Londres. Nesta, os membros do grupo se reuniram em torno de um único cântico: "muçulmanos assassinos fora de nossas ruas".
Após a violenta morte de Rigby, os supostos autores da ação foram identificados como Michael Adebolajo, de 28 anos, e Michael Adebowale, de 22, ambos britânicos de origem nigeriana.

Fonte: Revista Info

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nem mocinhos nem bandidos. E, sim, ativistas políticos. É como os integrantes do grupo Anonymous são retratados no documentário inédito americano "We Are Legion - The Story of the Hacktivists" (nós somos legião - a história dos hackers ativistas).

São homens e mulheres que, desde 2008, têm tirado do ar sites de grandes empresas e de órgãos de governo. Fizeram fama na internet por isso e são alvo de processos judiciais pelo mesmo motivo.

Segundo Brian Knappenberger, diretor do filme, alguns pontos unem esses ativistas: são descentralizados, bagunçados e, principalmente, querem levar a desobediência civil para a era digital.

"É um dos fenômenos culturais mais interessantes da história recente", diz Knappenberger sobre a bandeira do ciberativismo erguida por membros do Anonymous.

O filme acaba de sair do forno: foi exibido pela primeira vez em janeiro, no festival Slamdance, em Park City (EUA), e ainda não tem estreia prevista no Brasil.

Diversas pessoas associadas ao Anonymous tiraram suas máscaras para serem entrevistadas. Há os que já passaram pela prisão, os que se dizem afastados das atividades ilegais e os que revelam só seus nomes de guerra.

Eles contam histórias de como o grupo foi formado por frequentadores do 4chan, site para livre troca de imagens, e de como muitos membros investiam em ataques em jogos sociais por pura diversão.

A mudança de atitude veio em 2008, quando perceberam o poder que tinham juntos, ao marcarem protestos em frente aos templos da cientologia em várias cidades do mundo. Cerca de 9.000 pessoas apareceram, para espanto dos organizadores.

O documentário martela a ideia da desobediência civil on-line ao citar precursores do ativismo digital, como o Cult of the Dead Cow, grupo dos EUA formado nos anos 1980.

E, em especial, por meio das conversas com integrantes do Anonymous presos em julho de 2011 e à espera de julgamento por causa dos ataques contra PayPal, Visa e MasterCard em 2010, em represália ao corte de serviços ao site Wikileaks.

Eles podem ser multados em até US$ 250 mil e pegar penas de até 15 anos de prisão. "É um referendo sobre nosso direito de protestar on-line", disse o diretor à Folha. "Não que não seja ilegal. Mas a punição deve ser adequada ao crime."

PACIÊNCIA


Foi com muita paciência que o diretor Brian Knappenberger frequentou salas de bate-papo usadas pelos integrantes do Anonymous, durante um ano, tentando ganhar a confiança de alguns para filmar seu documentário "We Are Legion".

"Quando você fala com gente que esconde a identidade, é um desafio saber o que está por trás. É preciso calma. Um deles disse que me conhecia, e até hoje não tenho ideia de quem era", contou o também jornalista de 41 anos, que lidera a produtora Luminant, em Los Angeles, colaboradora dos canais Discovery Channel e Bloomberg Television.

Entre os que tiram a máscara para falar do grupo está Peter Fein, associado ao Anonymous e ao grupo Telecomix nas operações contra governos da Tunísia e do Egito no ano passado, no auge da Primavera Árabe.

"Já nos chamaram de simpatizantes de terroristas, crianças, cyberbullies, hooligans. Às vezes esses termos não são totalmente errados, mas este é, sim, um movimento político sério", afirma Fein durante o longa.

Mercedes Haefer é a única mulher do Anonymous a dar as caras no filme. Ela conta como, em 2010, foi tirada de casa às 6h, ainda de pijama, por agentes do FBI com coletes à prova de bala. O motivo? O ataque ao site do PayPal.

Agora em liberdade, ela tem participado de audiências para o julgamento, que deve durar até um ano, segundo seu advogado, Stanley Cohen. "O caso dela não envolve roubo de identidade, invasão de e-mails, fechamento de empresas. (...) É um caso puro de manifestação pacífica", afirma.

Outro desmascarado é Brian Mettenbrink, que em 2010 pegou um ano de prisão e multa de US$ 200 mil pelos ataques on-line da operação contra a cientologia. "Não me arrependo, foi uma causa nobre", diz Mettenbrink no filme, ao lado da mãe. "Estava fazendo a diferença. E nem precisava sair de casa!"

CANHÃO DIGITAL


Ele usou a ferramenta mais comum do Anonymous, o programa Low Orbit Ion Cannon, que opera coletivamente e de forma bastante simples, sobrecarregando o site-alvo para tirá-lo do ar.

"É uma arma poderosa, mas existem outras mais sofisticadas. A vasta maioria dos membros do Anonymous não tem grandes habilidades de hacking, é uma coisa difícil de aprender", explicou o diretor Knappenberger.

Entre as polêmicas do grupo, está a criação recente de uma versão desse programa que inicia o ataque sem o usuário saber. Outra prática comum questionada é a divulgação de informações de internautas, como números de cartões de crédito, para provar a fragilidade de sistemas.

"Eles fazem isso de forma barulhenta, pública, é uma provocação. É diferente dos hackers que invadem para roubar e fazem isso silenciosamente", defende Brian.

Alguns ataques chegaram a reunir 10 mil pessoas, mas só de 200 a 300 costumam frequentar salas de bate-papo em períodos calmos.

"Sem dúvida, o movimento não está enfraquecendo", disse. "Há uma discussão forte entre eles, brigam muito sobre o que fazer, que tipo de ataques são apropriados. O Anonymous nunca é unânime."

Assista o Documentário aqui:


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