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segunda-feira, 8 de junho de 2015



Olá amigo leitor, antes de começar recomendo que leia o artigo sobre endereçamento IP pois pode contribuir no entendimento desse post aqui.

Os pacotes de rede, como muitos devem saber, contém informações e dados. Geralmente, seguem uma conexão "de mão dupla" somente, ou seja, cliente-servidor e servidor-cliente.















TOR


O TOR (The Onion Relay) Browser funciona de forma semelhante, porém ele passa os pacotes cliente-servidor por sua rede, composta por milhares de servidores.no mundo todo, então o caminho agora poderia ser descrito como cliente-TOR-servidor.













O que a rede TOR faz, nada mais é do que um caminho de "mão dupla aleatório", pois os pacotes vão de servidor em servidor e voltam por caminhos diferentes, o que acontece também com diferentes pacotes.
Verde: Conexão de saída (ida)
Azul: Conexão de entrada (volta)

Apesar disso garantir uma navegação "anônima", também há um preço a pagar, a conexão é extremamente lenta. Lenta não no sentido de baixa velocidade (depende claro de seu pacote contratado junto ao seu provedor), mas sim com um "lag", ou seja, um ping/latência/tempo de resposta alto, logo, as páginas ficarão mais lentas que o normal.

Deep Web


O TOR Browser é a porta de entrada mais simples da chamada "Deep Web", ela compreende uma internet oculta assim como a que conhecemos e a que acessamos todos os dias, a diferença fica por conta da presença dos Estados e de suas leis, que são quase inexistentes pois devido a grande proteção de identidade, os usuários abusam, sem preocupações, da rede e todo o tipo de material existe por lá, desde pornografia proibida até sites para contratar assassinos, então não é recomendado "navegar" por esses mares.

Imagem deixada em sites fechados pelo FBI na Deep Web

Nem tudo é despresível


Pela falta de fiscalização efetiva, a Deep Web também guarda material interessante, como PDF's de livros (que muitas vezes são protegidos por direitos autorais), material de pesquisa, fóruns de discussão de assuntos diversos e muito mais. No entanto, se for navegar por lá atente-se à lista abaixo:

- Não clique onde não deve;
- Não seja curioso;
- Não saia fazendo downloads;
- Utilize indexadores (motores de busca) para não se perder;
- Tenha sempre um objetivo;
- Não utilize-a para diversão;
- Cuidado com o que procura;
- Não fale com nenhum estranho;
- Pense, só depois digite; e
- Lembre-se que todos os cuidados tomados na Web também deverão ser tomados por lá.

Após ter isso em mente, faça uma boa navegação.

Atenção


O conteúdo abaixo tem proposta uma educacional e somente deve-se usar para testes. Saiba o que está fazendo, não tente ser curioso, cuidado onde clica.

Use por sua conta e risco, não nos responsabilizamos por mau uso do recurso apresentado a seguir.

Não recomendo que faça acesso à rede TOR pelo windows, use uma máquina virtual com linux, caso queira, instale linux em seu computador.

Esteje atento aos avisos dados acima.

Não recomendo que use o TOR como seu navegador principal.

Realizando a conexão


Para você que está começando e quer saber como e por onde começar, venho aqui te mostrar.

TOR Browser


Primeiro, é necessário que baixe o TOR para que possa navegar pela deep web. Clique aqui e escolha como vai baixá-lo de acordo com o SO a ser rodado.

No Linux, extraia o arquivo baixado e verá uma pasta com nome "tor-browser-pt-br" ou algo parecido. Entre nela e clique em "Start TOR Browser".

No windows, execute o arquivo baixado e escolha um local para instalação.

Aguarde o carregamento e a conexão e depois abrirá uma janela dizendo que você está conectado corretamente.

Achando Páginas


Vou dar uma lista de buscadores da Deep Web, tente testá-los e ver qual o melhor para você (para usar, copie e cole os links no TOR).

- Duck Duck Go (também possui versão para surface)  - http://3g2upl4pq6kufc4m.onion/

- Deep Search - http://xycpusearchon2mc.onion/

- TOR Links - http://torlinkbgs6aabns.onion/

- TOR Dir - http://dppmfxaacucguzpc.onion/ (apesar de mais organizado que o anterior, é atualizado com pouca frequência)

O resto é com você, faça um bom uso.

Conclusão


Sem dúvida estamos falando de uma mega ferramenta, o TOR, pode ser controverso, mas como todas tem de ser bem utilizada (aos que não sabem, ele possibilitou e possibilita acesso à internet em diversos países como China, Cuba, Irã, Egito, entre outros, que possuem censura parcial ou total à web como conhecemos). Ele possibilita a navegação "anonima" tanto na Internet, quanto na Deep Web, e isso faz dele um diferencial.

Referência


https://www.torproject.org/ (em inglês)

Até a próxima pessoal.

"Conhecimento não é crime, crime é o que você faz com ele."
"Grandes poderes, trazem grandes oportunidades."

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Os diferentes departamentos de segurança americanos, como Agência Nacional de Segurança (NSA), Departamento de Defesa e Pentágono, estão constantemente em busca de novas ferramentas que permitam a proteção de dados na rede. Algumas dessas ferramentas, se em mãos erradas, podem se voltar contra esses mesmos ideais e se tornar uma ameaça à segurança de informações.

Foi isso o que aconteceu com o Tor, uma rede que torna anônimo o tráfego de usuários na web, saltando entre diferentes servidores, impossibilitando sua identificação. O projeto foi financiado inicialmente pelo Laboratório de Pesquisa Naval do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, com o objetivo de proteger os trabalhadores da Marinha que estavam fora do país.

O problema é que o Tor se tornou uma ferramenta muito difundida e usada no mundo todo, dessa forma, entrou para a lista negra da NSA que afirma que o serviço é utilizado por “terroristas, criminosos virtuais, [e] traficantes de seres humanos”. Em sua defesa, a NSA afirmou que é normal que agências de segurança tentem neutralizar serviços que permitem esconder a identidade na rede, como informa o site The Verge.

Enquanto a NSA trata o Tor como inimigo, a área militar americana tem investido em novas ferramentas que possibilitem ainda mais anonimato para completar e substituir o Tor, justamente para aumentar a segurança dessas outras agências, que dentro dos Estados Unidos, competem para blindar suas informações, inclusive da própria NSA.

A Agência de Projetos e Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), um laboratório de pesquisa de alta tecnologia do Pentágono, desenvolveu o programa Safer Warfighter Communications há quatro anos, um conjunto de ferramentas que impede lista negra, redirecionamento e filtragem de conteúdo.

Entre os projetos que fazem parte do programa está o Service-Oriented ArchitectureNetcoded for Tactical Anonimate (SONATA). Muitos dos detalhes do projeto são secretos, mas fontes familiarizadas já revelaram que se trata de um concorrente de última geração para o Tor. O programa também conta com uma rede distribuída, mas diferente do Tor, o tráfego do SONATA acontece de forma “mista”, que flui na rede tornando-se difícil de bloquear.

A DARPA ainda investe no projeto Curveball, um sistema de “roteamento chamariz”, desenvolvido pela empresa Raytheon BBN Technologies. A ferramenta engana quem tenta identificá-la, e finge que você está em um site desbloqueado enquanto você navega por um site seguro.

Como o Curveball está incorporado em redes comuns, não seria possível bloqueá-lo sem prejudicar sites de comércio, por exemplo, o que seria inviável para agências de segurança.

O desenvolvimento dessas ferramentas não tem como intenção prejudicar ou ser usado contra a NSA, segundo o diretor de inovação do gabinete de informação da DARPA, Dan Kaufman, mas esses programas precisam ser desenvolvidos para auxiliar as forças especiais americanas e sua segurança interna, afirma ele.

Segundo um porta-voz do Departamento de Defesa é necessário que se invista em tecnologia, mesmo que um dia ela possa ser usada contra o governo americano, sendo que o mais importante é manter a dianteira em soluções tecnológicas. Ele ainda afirmou que a preocupação do Departamento é continuar desenvolvendo essas tecnologias sem a preocupação de que um dia elas cheguem “às mãos dos adversários”.

No momento o Tor não recebe apoio do Pentágono, no entanto recebe financiamento da “Bureau of Democracy, Human Rights and Labor” conhecida como DRL, departamento do Estado americano que defende a liberdade de informação em todo o mundo.

Fonte: Canaltech

sábado, 14 de setembro de 2013

Há um mês, surgiram relatos que a rede Tor – feita para se navegar anonimamente na internet – sofreu ataques de malware. Agora, o FBI disse a um tribunal irlandês que estava por trás da falcatrua. Mas não se preocupe, foi por uma boa causa!

O alvo do hack eram parceiros de Eric Eoin Marques, da Freedom Hosting. Ele está detido em Dublin (Irlanda) por seu envolvimento em uma grande operação de pornografia infantil.
Há algum tempo, a Freedom Hosting é suspeita de permitir pornografia infantil em seus servidores, mas a investigação deu uma guinada quando o FBI explorou uma brecha na versão modificada do Firefox que acompanha o pacote de navegação no Tor.
Em 4 de agosto, uma mensagem de erro começou a aparecer em todos os sites hospedados pela Freedom Hosting. Nela, um código oculto trazia uma tag iframe escondida e cheia de Javascript malicioso, incluindo um arquivo de programa chamado “Magneto”.
Com este código, era possível obter o endereço MAC do computador invadido, a fim de identificar o usuário. Só que o objetivo do Tor é manter o anonimato na internet. Os endereços IP por trás do código apontavam para servidores no norte da Virgínia (EUA), não muito longe da sede do FBI.
E o pior é que estas ações do FBI – assim como toda a espionagem da NSA – parecem estar totalmente dentro da lei. É apenas mais um caso de uma agência de espionagem fazendo o que ela foi feita para fazer: espionar. E os usuários inocentes do Tor que foram expostos? O FBI não comenta o caso.

Fonte: Wired

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Você conhece o browser Tor? Se a resposta for negativa, saiba que ele é um navegador voltado para a “Darknet” e que tem o objetivo de tornar o seu acesso a diferentes sites e serviços algo completamente anônimo. O problema é que o software foi utilizado para que um vírus possa chegar aos computadores dos adeptos dessa ferramenta.
Por incrível que pareça, há sinais de que o responsável pela disseminação do malware seja o próprio FBI. Diversas fontes internacionais afirmam que o ataque deixou vestígios de que se trata de uma operação do governo dos Estados Unidos para encontrar a identidade de uma quantidade bastante significativa de pessoas.
Além do fato de que os EUA estão utilizando iniciativas um tanto quanto suspeitas e talvez até mesmo antiéticas, outro problema é que o objetivo do Tor vai totalmente contra a exposição da identidade dos seus adeptos. Apesar de ser utilizado para o acesso à pornografia ou comércio de drogas, por exemplo, há pessoas inocentes que apenas utilizam o browser para se proteger de regimes ditatoriais.

Pode ser tudo por um bom motivo...

Para que esse ataque pudesse acontecer e infiltrasse malware em diversos computadores, os responsáveis pela iniciativa utilizaram uma brecha de segurança proveniente do JavaScript no Firefox 17 — programa que serviu de base para o Tor. Com isso, foi possível entrar em diferentes máquinas e coletar evidências.
Toda essa situação pode parecer bem estranha e ruim, mas há grandes chances de que o FBI esteja trabalhando para conseguir encontrar responsáveis pela disseminação de material pornográfico infantil — que, como você já deve saber, é um crime muito sério. O foco talvez seja a identificação da rede criada por Eric Eoin Marques, que foi preso por conta do delito citado acima.
Além de tudo isso, é claro que não podemos confirmar que o responsável por tudo isso seja o governo dos Estados Unidos ou que as intenções por trás desse episódio sejam realmente boas, já que o FBI ou qualquer outro órgão ainda não se pronunciou sobre o caso. Portanto, fique ligado nas novidades do Tecmundo para saber o desenrolar dessa história.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nos dias atuais nossa privacidade vem sendo posta contra a parede, no mundo todo vem ocorrendo casos onde o governo sabe mais muito mais sobre você do que você mesmo. Podemos usar como exemplo a NSA com o PRISM, o governo turco e até mesmo aqui no Brasil, onde temos a suspeita de que a ABIN nos monitora de perto. Por esses motivos precisamos de um modo de proteger nossas informações e como ela trafega. Já temos um post aqui no site sobre o proxychains, que pode ser usado para tunelar sua conexão por uma rede de proxies.

Mas hoje vamos falar da ferramenta mais conhecida e usada para anonimato, o tor. O tor tem várias funções, entre elas acessar a Deep Web, servir de rota de fuga para cyber criminosos e outras coisas.

O tor nada mais é do que uma rede de computadores, onde sua requisição passa por vários desses computadores antes de chegar ao seu alvo, camuflando sua real identidade. 


Para usar o tor você precisa apenas baixar o bundle no site oficial e configurar sua máquina, ou navegador ou o que você pretende usar. Se você não conhece muito bem no que está mexendo não tente alterar nenhuma configuração.

O proxy default do tor é no seu ip localhost (127.0.0.1) na porta 9151. Você pode alterar essa configuração no botão Settings do Painel do tor.


Agora lembre-se: Se você configurar o tor no seu navegador, todas as outras requisições vão sair diretamente e apenas as requisições do seu navegador que serão ocultadas. Por exemplo, se eu rodar o nmap e tiver o tor no meu navegador no servidor o log vai ter meu ip por causa do nmap.

Eu recomendo que coloque diretamente como proxy na sua configuração de rede, como na imagem abaixo, isso vai prevenir para que todas as requisições de sua máquina saiam tuneladas pelo tor:


Eu fiz essa configuração no mac, mas é praticamente a mesma coisa no Windows e no Linux. Teorias das conspirações dizem que o FBI, CIA, e etc estão sempre escutando e que a rede é bem falha no quesito segurança, proteção nunca é demais então cuidado com o que usa e cuidado com seus atos.
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