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quarta-feira, 23 de setembro de 2015


"Lunar, um líder dos desenvolvedores no Projeto Debian Reproducible Builds, falou recentemente sobre uma séria falha de segurança que pode afetar todo o software open-source, incluindo muitas distribuições Linux. Ela tem o potencial de expor os usuários a um indesejável exame minucioso vindo de terceiros, incluindo agências de segurança. Seu projeto é desenhado para fechar esse buraco [falha].

Uma das grandes vantagens de software de código livre é que terceiros podem inspecionar o código para certificar que ele faz o que deve fazer. Se qualquer código malicioso estiver presente, é detectado e eliminado. Porém quando o programa é distribuído na forma de binários executáveis, há o risco que código malicioso (não presente no código fonte original) tenha sido adicionado.

Isso não necessariamente indica que o desenvolvedor pretende distribuir código corrompido. Se o desenvolvedor está a usar um compilador comprometido, este pode introduzir o malware e só então tornar o código um executável.

Isso pode soar como um pouco forçado, mas na verdade isso é uma preocupação de segurança real. O material revelado por Snowden revelou que a CIA está trabalhando em modos de explorar essa vulnerabilidade para instalar software de monitoramento nos dispositivos de clientes por todo o mundo.

Numa conferência recente organizada pela CIA, um time de desenvolvedores apresentou uma prova de conceito [(POC, sigla em inglês)]. Eles corromperam certificados da Apple para produzir uma versão corrompida do XCode, o compilador proprietário da Apple. Esse compilador é usado por desenvolvedores independentes para construírem aplicações para o IOS e o OS X. A versão corrompida embutia um spyware em qualquer aplicação compilada pelo desenvolvedor, sem o seu conhecimento. Essas aplicações iriam parar nas APP Stores, e potencialmente, dentro de milhões de aparelhos de clientes. Isso poderia dar permissão para que agências espionassem as conversas e mensagens privadas de milhões de usuários inocentes pelo mundo todo.

Se a Apple já seria um grande alvo, então o Linux seria ainda mais tentador. Usuários preocupados com segurança entendem o risco de plataformas comerciais, frequentemente usam Linux por seus recursos de segurança. Isso inclui pessoas que as agências de segurança estão MUITO interessadas em espiar.

Os anti-vírus poderiam detectar fragmentos de malwares conhecidos, mas isso somente seria possível se antes os mesmos tivessem sido descobertos e analisados. Isso não protegeria contra novos ou indetectáveis infecções de malwares. Resumindo, programas anti-vírus não são o bastante contra esse tipo de ataque.

O único meio de ter a certeza que o binário executável não inclui qualquer código malicioso é compilando o código fonte e comparar os dois executáveis. Se o executável recente não se parece com o binário executável durante os testes, deve ter código embutido, possivelmente um malware.

Enquanto tudo soa como uma ideia, existem as dificuldades. O código fonte para a maioria dos pacotes do Linux são escritos de maneira que, ao compilar, não se obtenha uma cópia idêntica a qualquer outra já feita. Existem bons motivos para que um arquivo compilado seja sempre diferente. Incluindo:

- Etiquetas de data e hora embutidas no código.
- Números incrementados na versão [(do programa)].
- Diferenças entre os diversos sistemas de arquivos, logo um binário compilado no meu computador é diferente de outro do seu computador.
- Pastas de arquivos de máquinas diferentes são embutidas no binário - computadores diferentes guardam fontes e o código em locais diferentes.
- Dados aleatórios da memória ou da CPU embutidos no arquivo compilado.
- Entre outras.

O problema de produzir "builds" reproduzíveis é a quantidade de mudanças que deveriam ser feitas:

1- O código fonte deveria mudar então as variáveis sempre seriam inicializadas em valores estáticos (sem valores dinâmicos da memória, o qual pode ser dinâmico).
2- Eliminar o uso de etiquetas de data e hora, pastas no código, e números de versão.
3- Especificar o ambiente exato da construção, que deveriam ser reproduzidos em computadores diferentes.

Como você deve imaginar, isso deve dar um trabalho gigante num único projeto. Mas o Projeto Debian possui mais de 20.000 pacotes, e a maioria deles precisam ser reformulados. Esta é uma tarefa importante, para dizer o mínimo.

Mas precisa ser finalizada. Um único pacote quebrado, pode resultar em milhares de computadores comprometidos."

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Sem dúvidas essa falha deve ter sido usada por agências de segurança, no entanto ainda não houve nenhum registro disso (pelo menos no "mundo Linux"), logo não há motivo para pânico.

O melhor seria haver pessoas para executar o teste dos executáveis (como foi explicado na matéria), porém, de momento, isso parece ser inviável. Então a escolha certa seria mudar para o Linux e não utilizar software de terceiros (isso inclui não usar os repositórios "non-free" ou os de terceiros, como os famosos PPA's do Ubuntu), no mais aguardar as mudanças propostas pelo time de desenvolvedores do projeto que Lunar participa (o que não parece ser fácil nem rápido de se fazer imediatamente).

Também é claro que as dicas que muitos sabem de cabeça, como tomar cuidado com os downloads, sites desconhecidos, propagandas e anúncios, além de manter o software sempre atualizado, entre outras, são muito válidas.

Conheça mais sobre o Debian no site oficial (em inglês) clicando aqui.

Fonte (em inglês): http://www.linuxjournal.com/content/debian-project-aims-keep-cia-our-computers

Via Debian Brasil

Espero que os usuários preocupados com privacidade não estejam a usar o Windows e se estiverem, espero poder convencê-los de mudar para o mundo do software livre.

Dúvidas e sugestões, além de uma possível discussão, visite nosso grupo no Facebook.

Até a próxima!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sinopse

Os Serviços de Inteligência brasileiros sempre careceram de transparência - não sobre suas informações - muitas vezes distorcidas e mal utilizadas - mas acerca de seu funcionamento, estrutura e, principalmente, do modus operandi adotado pelos governantes que os tutelam. A obra do tenente-coronel André Soares, ex-analista de contrainteligência da ABIN, em depoimento ao jornalista Cláudio Tognolli, vem lançar essa luz tão necessária sobre o tema. O livro traz a público o que a sociedade tem direito de saber há muito - como funciona nossa arapongagem oficial, sobretudo quando o Brasil mais precisa da inteligência para enfrentar as demandas dos dias atuais. Isso se dá, sobretudo no que diz respeito às questões de segurança, tecnologia, disputas mercadológicas, descobertas científicas e também nas ações anticorrupção. Conforme destaca, no prefácio, o advogado Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça, 'produzir conhecimento e tratar a informação é um trabalho que requer especialização, técnica e eficiência. Criar sistemas que integram os órgãos de inteligência não pode ser algo apenas formal - há que ser conceitual. Trata-se de uma Política de Estado, o que nosso País definitivamente não tem'. O livro é o relato de um brasileiro que quer ver o país melhor e sem que o nosso Estado de Direito (construído a tão duras penas), continue sendo impedido por uma antologia de desmandos e malversações, contaminados com milhões em verbas secretas destinadas a fins inconfessáveis. André Soares, enfim, só tem um objetivo - um Brasil melhor, com instituições à altura da democracia plena, tão sonhada por nós. Inserido, como um vocacionado profissional, nesse caótico cenário brasileiro, o autor vem denunciando, há anos, a criminalidade organizada que impera nos serviços de inteligência no Brasil. E é por esta razão que, também há muito tempo, é perseguido. Perseguido e severamente ameaçado, inclusive de morte. Tudo pela criminosa 'comunidade de inteligência', no comando da ABIN e na cúpula do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Eles consideram esta obra como um 'livro proibido'.



Review


Primeiramente tenho que dizer que não é um livro muito divulgado. Não sei se é por ser relativamente novo ou por realmente não ter a devida atenção que merece. Fui ficar sabendo da existência do livro através de uma publicação em um grupo do Facebook sobre o tema, justamente do próprio Tenente-Coronel André Soares (acredito que não se trate de um perfil fake).

De cara o livro já me ganhou, sempre tive o interesse de trabalhar em um órgão de inteligência e segurança nacional, mais voltado para a parte cyber do negócio (diz a lenda que o Brasil tem times de cyber defesa...), depois de ler o livro, talvez não tenha toda essa vontade, pelo menos em agências do Brasil.

O livro expõe o que muitos de nós já tínhamos ideia: A ABIN e o Sistema de Inteligência talvez não sejam tão inteligentes como supostamente deveriam ser.

Para não dar muito spoiler do livro, vou comentar alguns detalhes que acho interessante e que sem dúvida, se ainda não foi o suficiente até aqui, vai convencer para comprar o livro e ler.

O livro conta com diversos relatos sobre operações, detalhes e documentos de processos, as principais falhas nos sistemas de inteligência identificadas pelo próprio André Soares em seu tempo como agente. Outro ponto interessante do livro é a abordagem, que trata desde conceitos básicos e processo de obtenção de informação até casos extremamente delicados como grandes operações, agentes estrangeiros no país e até mesmo terrorismo internacional.

O ponto focal do livro é a grande incompetência dos serviços de inteligência brasileira, como o autor mesmo se refere, a arapongagem nacional, está tão perdida em conflitos e corrupção interna que não tem tempo nem recursos para tratar de assuntos externos, e estes assuntos externos correspondem a inteligência, segurança nacional, contrainteligência, contraterrorismo e demais assuntos do gênero.

Agora, a parte final vale a pena comprar/ler este livro? Mas é claro que sim! De fato é muito importante que conheçamos com um pouco mais de detalhe este órgão que tem como função a segurança nacional e boa parte das decisões estratégicas do país. Mas isso não é tudo, se fosse uma organização extremamente secreta e sigilosa, mas que funcionasse de forma exemplar, nosso problema estaria resolvido aí. Por mais que seja secreta é legal matar a curiosidade e ter a sensação de que estamos seguros. Mas o problema é que a ABIN como é descrita pelo Tenente-Coronel André Soares está profundamente corrompida pela corrupção o que só piora nossa situação. Como já comentado o livro vale muito a compra, leia, descubra em detalhes as deficiências desta organização e tire suas próprias conclusões.

Desta vez não vou deixar o link de nenhuma editora ou Amazon, o link de referência para compra desta vez vai para a Livraria Cultura, que no momento que escrevo este post está com promoção neste livro. O livro custa normalmente R$ 49,90, mas no momento a Cultura está vendendo por R$ 38,90, um preço mais que justo por um livro destes.

E era isso! Eu fico por aqui, conhecendo um pouco mais da agência brasileira de inteligência e um pouco mais paranoico!

#Culturamepatrocine :D

domingo, 24 de maio de 2015



A NSA [(National Security Agency - Agência de Segurança Nacional, dos Estados Unidos)] iniciou o desmantelamento do seu programa de espionagem móvel após uma votação no senado americano não reautorizar sua continuidade.

Algumas horas após o senado americano vetar o programa da NSA de grampos telefônicos, ela começou a desmantelar o programa que esteve sobre criticas de grupos a favor da privacidade e grupos ativistas à favor da liberdade.

O senado americano falhou na tentativa de encontrar qualquer justificativa para reforma ou re autorização do programa cuja licença vence dia 31 de maio de 2015. Apesar do problema não ter sido resolvido, os legisladores prometeram revê-lo.

O programa de rastreamento é maior do que oficialmente se diz, eles [da NSA] tiveram que começar os procedimentos de desmanche do programa de anti terrorismo em antecipação ao veto do congresso.

"O processo está em andamento" um oficial do controle disse no sábado.

Levando em conta a derrota no congresso a sério, os oficiais da inteligência alertaram sobre uma possível lacuna nos dados coletados, caso o senado não aprove o programa ou mude seus planos antes do dia 31 de maio.

O rastreamento móvel da NSA veio a público após o ex-funcionário, Edward Snowden, mostrar documentos de jundo de 2013 que mostram que o governo americano, por meio da NSA, rastreou e coletou dados de milhões de usuários de telefones, incluindo cidadãos residentes nos EUA.

Os dados continham o número discado, a duração, a data e hora da maioria das ligações telefônicas feitas por cidadãos dentro dos EUA, partindo desde o mais liberal até o mais conservador americano.

Opositores do programa, incluindo o candidato à presidência, Senador Rand Paul e o Senador Ron Wyden, disseram que estão cientes que a enorme quantidade de dados pode ser causadora de abusos por parte de administrações futuros, que poderiam facilmente saber como os cidadãos estão conectados entre si, podendo sufocar dissidentes ou perseguir inimigos políticos.

"A [lei] Bill of Rights está perdendo seu valor", Paul escreveu em seu Twitter durante a noite de sexta-feira, antes ele havia pressionado o senado por deixar prazos vencerem durante as etapas do processo. "Continuando a obstruir a vigilância em massa da NSA", escreveu.

Fonte Techworm

Certamente é uma vitória interessante tendo em vista a privacidade global, pois na sua grande maioria, os programas de vigilância em massa não se provaram tão eficientes como propunham na teoria, apesar de funcionarem algumas poucas vezes (como no caso da bomba que explodiu numa corrida em Boston, EUA), possibilitando uma investigação pós crime, não cumpriram seus objetivos (prever e impedir que acontecessem atentados terroristas), fazendo com que se tornassem somente um modo de espionar e possivelmente futuramente controlar as pessoas comuns.

E você, o que acha dos programas de vigilância? Aproveite para se juntar ao nosso grupo no Facebook clicando aqui.

Agradeço a atenção e possíveis comentários futuros. Até a próxima.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Descoberta no final do ano passado pela Symantec, uma misteriosa ameaça chamada de Regin pode realmente estar ligada à NSA. Especialistas da Kaspersky chegaram à conclusão após compararem o vírus à parte do código-fonte de um malware da agência norte-americana, o Qwerty, divulgado na última semana pelo jornal alemão Spiegel.



O software malicioso foi usado entre 2008 e 2014 em campanhas de ciberespionagem e ciberataques, que tinham como alvos governos e empresas de telecomunicações, entre outras companhias. Ainda não dá para cravar quem foram os responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta, mas o grau de complexidade da estrutura já apontava mesmo para algum órgão nacional.

Estados Unidos e China já estavam, em novembro, entre os principais suspeitos, e a conclusão tirada pela empresa russa de segurança coloca agora os norte-americanos em “vantagem”.

O código-fonte do malware Qwerty divulgado pelo Spiegel ocupava onze páginas e foi vazado, junto de outros documentos, por Edward Snowden. A ferramenta é, na verdade, um keylogger – tipo de programa capaz de detectar entradas no teclado – que parece fazer parte do “pacote” Regin, segundo a análise da Kaserpsky.

“A maior parte dos componentes do Qwerty usa plugins do mesmo pacote, e há um pedaço do código que se refere a extensões da plataforma Regin”, diz o texto no blog da empresa de segurança. “Uma parte em especial do código é usada tanto no módulo 20123 do Qwerty quanto no 50251 do Regin, e faz referência ao plugin 50225, encontrado no sistema de arquivos virtual da plataforma.”

Então, conforme conclui o estudo da Kaspersky, essas semelhanças entre os códigos são provas concretas de que “o plugin Qwerty pode operar apenas como parte da plataforma Regin” – e é, de fato, um módulo do pacote como um todo. Além disso, segundo o Spiegel, essa “caixa de ferramentas” ainda pode ser usada por diferentes órgãos de diferentes países.

Por estar diretamente relacionada ao desenvolvimento do keylogger, a NSA – e seus aliados do Canadá, do Reino Unido, da Nova Zelândia e da Austrália – se torna, na visão da publicação alemã, a principal suspeita de ser a responsável pela plataforma de ciberespionagem. Mas ainda há descobertas por vir – segundo a reportagem, a própria Kaspersky já encontrou rastros do Regin “em computadores pertencentes a 27 multinacionais, governos e pessoas”.

Fonte: Info

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Enquanto a Coréia do norte discute com os Estados Unidos por conta de seu suposto envolvimento com os ciberataques sofridos pela Sony, a Coreia do Sul enfrenta problemas porque a rede da estatal que comanda reatores nucleares no país foi hackeada.
No domingo, 21, um hacker que se identifica como "presidente do grupo anti-nuclear do Hawaí" publicou informações sobre as plantas dos reatores Gori-2 e Wolsong-1 no Twitter.
Aparecem plantas e os sistemas de ar-condicionado e de refrigeração. Tudo foi tirado da KHNP (Korea Hydro and Nuclear Power Co.), empresa que gerencia 23 reatores nucleares responsáveis pela geração de energia de 30% do país.
"Se eu não vir os reatores serem fechados até o Natal, não terei escolha a não ser tornar pública toda informação e partir para a segunda etapa de destruição", escreveu o hacker, que diz ter 100 mil páginas de dados em mãos.
O ataque começou na última segunda-feira, 15, quando informações pessoais de 10 mil empregados da KHNP foram publicados. Na sexta-feira, o "presidente" ordenou o fechamento dos reatores Gori-1, Gori-3 e Wolsong-3 por três meses, alertando a quem mora nos arredores que permaneçam longe por um tempo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pesquisadores de segurança da Kaspersky Lab disseram ter descoberto uma operação de espionagem cibernética que adentrou com sucesso em duas agências de espionagem e centenas de alvos governamentais e militares na Europa e no Oriente Médio desde o início deste ano.

Os hackers, de acordo com a Kaspersky, provavelmente tiveram o apoio de um Estado-nação e usaram técnicas e ferramentas semelhantes às utilizadas em outras duas operações de espionagem cibernética que fontes de inteligência ocidentais atribuíram ao governo russo.

Kaspersky, fabricante de software de segurança baseado em Moscou, que também vende os relatórios de inteligência cibernética, se recusou a dizer se acreditava que a Rússia estava por trás da campanha de espionagem.

Apelidado de "Epic Turla", a operação roubou vastas quantidades de dados, incluindo documentos de processamento de texto, planilhas e emails, afirmou a Kaspersky, acrescentando que foram feitas buscas por termos como "Otan", "diálogo energético UE" e "Budapeste".

"Nós os vimos roubar praticamente todos os documentos que estavam a seu alcance", disse Costin Raiu, diretor da equipe de pesquisa de ameaças da Kaspersky Lab, à Reuters antes da divulgação de um relatório sobre o "Epic Turla" na quinta-feira, durante a conferência de hackers Black Hat em Las Vegas.

A Kaspersky disse que a operação em curso é a primeira campanha de espionagem cibernética descoberta até agora que conseguiu penetrar as agências de inteligência. A empresa se recusou a nomear as agências, mas disse que uma estava localizada no Oriente Médio e outra na União Europeia.

Fonte: Info

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Além de expor todas as coisas ruins feitas pela NSA e outras agências clandestinas pelo mundo, os documentos vazados por Edward Snowden permitiu que hackers fizessem engenharia reversa em algumas das ferramentas usadas pela NSA para nos espionar.
Entre os detalhes nefastos da constante vigilância feita pela agência, o catálogo Advanced Technology Network – uma lista de gadgets usados pela NSA para espionar computadores e telefones – foi incluído nos documentos vazados.
Uma equipe de pesquisadores de segurança liderados por Michael Ossmann usaram as informações para reconstruir dois dispositivos de vigilância usados pela NSA. Os dispositivos, chamados “retro refletores”, são pequenos transmissores de dados sem fio via rádio, que, quando colocados em um computador ou teclado, permite que informações sejam coletadas (como teclas digitadas ou imagens da tela) mesmo quando o aparelho não está conectado à internet.
Ossmann diz que apresentará suas descobertas durante a Defcon, e mostrará a outras pessoas como fazer para se proteger de futuros hacks da NSA – se é que isso é possível.
Fonte: Gizmodo

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

App cria "iscas" em seus documentos para atrair invasores e descobre localização aproximada
Você pode ter sofrido algum ataque em seu computador e nem ter percebido, isso graças à sutilidade do trabalho de alguns criminosos. Eles conseguem acesso aos seus documentos e senhas através de várias formas de acesso remoto sem deixar qualquer pista no seu computador. Dessa maneira, a única forma de pegar esses espertinhos no pulo é montando uma armadilha ou posicionando uma isca, como preferir. É exatamente isso que Marcus Carey oferece com o HoneyDocs, um serviço que cria pastas atraentes para hackers e consegue rastrear a localização dos criminosos.
O app tem uma versão gratuita e outra paga, essa última com recursos mais avançados, que cria pastas nomeadas como “senhas”, “cartões de crédito” e coisas do gênero às quais hackers simplesmente não conseguem resistir, mesmo que tenham uma pontinha de dúvida. Afinal, se trata de uma pasta inocente, não é? Ao abrir as pastas-isca, um pixel de 1x1 salvo no diretório envia informações do invasor de volta para o invadido.
Dessa maneira, o usuário consegue o IP do criminoso e sua localização geográfica aproximada adquirida pelo registro de conexão à internet. Na versão paga, é possível receber alertas de invasão por email ou SMS e ficar a par de tudo o que acontece no HoneyDocs.
A ferramenta foi lançada há poucas semanas, mas um usuário dos EUA já resolveu “grampear” seus documentos salvos no Dropbox. Para sua surpresa, recebeu uma série de alertas de acesso aos seus arquivos. A empresa afirmou que o serviço abre todos os arquivos dos clientes para a criação das pré-visualizações que você vê no lugar dos ícones no site do Dropbox.

Fonte:  tecmundo


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Correio eletrônico nacional seria uma alternativa mais segura.
Dados ficariam armazenados no Brasil.

As denúncias de monitoramento ilegal de dados de brasileiros pelo governo americano levaram o Ministério das Comunicações a pedir a criação de um e-mail nacional.
Os Correios receberam a tarefa de estudar a implantação de um e-mail nacional com criptografia, que protege a informação. A empresa já trabalhava para criar um sistema de mensagens eletrônicas para fins empresariais, com confirmação de leitura pelo destinatário.
Depois das recentes denúncias de monitoramento ilegal de dados pelo governo americano, o Ministério das Comunicações sugeriu estudos para ampliar esse sistema. Segundo o governo, o e-mail nacional seria uma alternativa mais segura porque os dados ficariam armazenados no Brasil, diferentemente do que ocorre com os provedores estrangeiros.
“É uma decisão que infelzimente não resolve todo o problema. Outras ações precisam ser tomadas já que nós sabemos que a maioria das mensagens eletrônicas elas trafegam como cartão postal. Todo mundo pode vir a ler as mensagens, caso o carteiro tenha acesso a essas informações”, diz Marcelo Lau, professor de Gestão de Segurança da Informação da Fiap.
Um correio eletrônico nacional apenas é viável e elimina o risco do servidor. Os especialistas em tecnologia explicam que a caixa de e-mail, como o nome bem diz, serve só para armazenar as mensagens. É necessário transmiti-las, o que implica em toda uma infra-estrutura impossível de ser controlada.
O caminho que o e-mail percorre até chegar ao destino é complexo. Ele passa por vários servidores, que ligam os computadores à internet. A mensagem pode ser "desviada" do servidor de origem de quem manda o email e também durante a transmissão pela internet via satélite, cabos subterrâneos ou submarinos.
Há ainda o risco do servidor do destinatário ter algum programa espião, sem falar no risco dos usuários que podem ter vírus instalados em seus computadores ou smartphones.
O especialista explica que há dez anos acontece uma ciberguerra entre as nações na rede, que passou da hora do Brasil se defender. “Temos que botar em prática nossa política de cyberdefesa, que está muito bem projetada, mas precisa receber mais investimentos pra que rapidamente o Brasil levante as suas barreiras em relação a isso. E precisamos acelerar esse processo”, diz Marcelo Zuffo, engenheiro eletrônico da Poli/USP.

Fonte: Jornal da Globo

terça-feira, 13 de agosto de 2013



E ai galera!

Hoje venho trazer um conteúdo diferente do comum, diferente do nosso padrão de comandos, textos e imagens, hoje vamos falar de podcast. Se você não sabe nada da mídia podcast veja este post, onde explicamos e damos alguns exemplos de ótimos podcasts de infosec.

O site e podcast Cocatech publicou um ótimo bate papo com Delegado de Polícia Federal Jose Navas Jr. explicando alguns termos polêmicos que vem rodeando desde as notícias dos vazamentos do Edward Snowden, Wikileaks e muito antes.

O podcast tem quase duas horas mas vale cada segundo. Nós da Brutal Security recomendamos fortemente este cast.

Para ouvir clique aqui!
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