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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Olá amigos leitores, hoje estarei falando sobre uma distro Linux brasileira, chamada Metamorphose Linux que está na versão 7.1.8 (code nome "Tiger").

Esse sistema foi criado e por um desenvolvedor chamado Ailton Nascimento de Matos.

Há um grupo no Facebook para que a comunidade possa se comunicar melhor e uma página no sourceforge.net para o download dos projetos e suas atualizações.

Antes de começar aviso que este artigo pode conter minha opinião pessoal, que logicamente, não representa a visão da Brutal Security e pode conter parcialidade.

Tentarei ser simples e direto, fazendo uma "check list", destacando os pontos a serem "avaliados".

Download e Instalação


O download pode ser feito de diversas formas (que incluem download direto (navegador), aceleradores/gerenciadores de download e torrent), através de mais de 20 servidores diferentes. O sistema operacional vem em ISO's (imagens de instalação) que podem ser baixadas e gravadas em CD/DVD ou ainda em Pen Drive.

A instalação é completamente intuitiva e para quem já tem experiência com Linux é muito simples, não deixando de ser bela.

Primeira Configuração


Após a instalação, como qualquer outro SO, haverá uma reinicialização. Assim que o primeiro arranque for concluído, algumas configurações precisarão ser feitas e ocorrerá mais uma reinicialização do sistema. A primeira configuração aqui em minha máquina modesta demorou cerca de 2 minutos.

Primeiras Impressões


Com o ambiente gráfico KDE rodando, o sistema mesmo possuindo muitos programas pré-instalados e prontos para uso, mostrou-se leve e exibiu diversas animações. Possui uma barra de ícones (lançadores) simples e funcional, com suporte à apresentações de slides como papel de parede, além de uma área de notificações inteligente.

A primeira vista o Metamorphose se mostrou bem parecido com o windows (só visualmente, felizmente) o que pode ser um ponto positivo para os usuários vindos do SO da Microsoft.

Pontos Positivos


- Design


Usando o KDE como ambiente gráfico, a distro ganha pontos pela beleza sem deixar de ser leve, que lembra vagamente o Windows 7.

- Usabilidade

Se você é iniciante no mundo linux, não se preocupe, o Metamorphose é feito para todos os públicos, há um pacote de programas que facilitam a sua vida como usuário, destaco os seguintes:

- Muon Discover (muito semelhante à Central de Programas do Ubuntu)
- Gerenciador de Atualizações
- Amarok (player de áudio)
- SMPlayer (player de vídeo)
- Suíte do LibreOffice (editor de textos, planilhas, slides, etc)
- Google Chrome (como navegador padrão)
- Wine (emulador do windows)

Então até mesmo o usuário que teve pouco contato com o linux poderá usufruir do poder do sistema.

- Pacotes

Usando os repositórios do Debian 8 o Metamorphose tem grande compatibilidade com pacotes feitos para o mesmo, há também uma lista que eu considero gigante de programas prontos para usar, pré-instalados. Dentre eles, players de multimídia, ferramentas administrativas, servidor de arquivos, suítes de escritório, editores e conversores de mídia, navegador, mensageiros, e mais uma penca de programas vêm por padrão.

- Funciona junto ao "winfast"

Se a sua máquina for protegida pelo sistema "winfast" (que a princípio só permite instalar Windows), não haverá problemas para o Metamorphose, pois ele está adaptado para funcionar nesse tipo de placa mãe.

Pontos Negativos


- Versão de 64 bits

De momento, só há disponível a versão de 64 bits da distro, não considero isso um problema, mas se sua máquina for muito antiga, pode ser sim um problema, pois pode não haver suporte de seu hardware a um sistema 64 bits.

- Máquina Virtual

Antes de tentar instalá-la em meu HD tentei usá-la no Virtualbox porém não obtive sucesso, pois o mesmo só emula sistemas de 32 bits aqui no meu computador, então tive que arriscar uma instalação direto no HD para poder testá-la.

- Excesso de Pacotes

Bem, ela foi criada para ser uma distro completa, mas isso fez ela trazer mais de 150 programas pré-instalados, o que não chega a ser um problema também. Confesso que em duas semanas de teste, usando ela como sistema principal, não cheguei a usar 50 de seus programas, não considero esse o problema, afinal, diferentes usuários tem diferentes usos, no entanto isso influenciou em outra coisa, a organização geral do Menu do sistema.

Usando o Menu padrão do KDE há a possibilidade de se realizar uma busca pelo programa/arquivo desejado (tal como no windows), além de usar a navegação que se torna (na minha opinião) um pouco confusa devido à quantidade de software pré-instalado. Caso opte pelo uso do Menu clássico do KDE, o problema da "desorganização" se torna ainda maior, pois a busca não existe no mesmo e diversos menus têm um sub-menu acoplado (que às vezes vem para ajudar a organizar ou às vezes vem só avisando que há mais opções), como você pode conferir no vídeo abaixo, gravado em minha máquina (recomendo que assista no YouTube, link abaixo do vídeo):



Link do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=6_ItsKC0BOo

Conclusão


Sem dúvida essa é uma grande representante brasileira no mundo linux e possui um grande potencial, como veredito final, eu aconselharia você a usá-la, a escolha é sua. A equipe de desenvolvimento está em constante trabalho afim de garantir uma experiência confortável.


Como contribuir


Diversas formas simples de contribuição existem, basta saber usá-las: baixe, utilize, redistribua, recomende, realize uma doação, dê seu "feedback" e participe da comunidade.

Extra


Entrevista (de 26 min) com o criador da distro, pelo site diolinux.com.br, no YouTube.

Links Úteis


Grupo Metamorphose Linux no Facebook

Site do Metamorphose

Documentação do Metamorphose

Espero que tenham gostado e até a próxima.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O governo sempre pensou no uso do celular como ferramenta para ampliar a bancarização da população de baixa renda, mas os sites dos quatro maiores bancos do País - Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Itaú - apresentam erros graves que inviabilizam a navegação justamente para os mais pobres.


Pesquisa da empresa deviceLab apontou falhas que inviabilizaram o uso dos sites, como alerta de site não confiável exibida nos navegadores Chrome e Firefox, botões sem função ao toque e teclado do aparelho que sobrepunha campos e áreas de clique.

Das 552 falhas encontradas, 31,2% foram no site do Bradesco, 26% do BB e 25,2% da Caixa. O Itaú ficou com uma parcela menor de erros (17,6%) por ter um sistema mais eficaz de busca de agências no site quando acessados por celular ou tablet. Nenhum dos quatro bancos usam o recurso da geolocalização para indicar, pelo site, a agência mais próxima de onde o cliente está.

A avaliação foi feita, de 23 a 28 de janeiro, com um software especializado em testes automatizados em dispositivos reais, chamado blink. O estudo analisou simulação de crédito imobiliário, busca por agência, página inicial e acesso ao internet banking.

Um dos problemas apontados foi a lentidão para o carregamento da página principal do recém lançado site da Caixa. Em geral, o site leva mais do que um minuto para carregar independentemente do aparelho e do navegador utilizado - de 10 a 20 segundos já é acima do limite considerado aceitável.

Ao digitar o nome do banco direto no navegador, os outros três bancos - BB, Bradesco e Itaú, sugerem com insistência o download do aplicativo do internet banking. O pior é que os bancos públicos não permitem que o cliente acesse sua conta pelo navegador do smartphone e avisam que isso só é permitido pelo aplicativo.

A sugestão de download de um aplicativo de forma tão incisiva torna-se arriscada à medida que o usuário médio brasileiro possui aparelhos antigos e conexão de péssima qualidade, concluiu o estudo.

Para Leandro Ginane, presidente da deviceLab, faltam aos bancos planejamento e testes antes de lançar uma nova versão dos sites.

Ele explica que geralmente os testes são feitos em aparelhos de última geração, com conexão wifi e grande capacidade de memória para suportar cinco ou seis aplicativos rodando simultaneamente em segundo plano.

"A realidade do País é totalmente distinta: a maioria da população pertence à classe C e utiliza celulares menos modernos para acessar bancos, e-commerce e ao mesmo tempo conversar com amigos pelas redes sociais, tudo isso com uma conexão precária", afirma Ginane.

Fonte: Info

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Segundo pesquisa realizada pela Kaspersky Lab em parceria com a B2B Internacional, 17% dos usuários brasileiros de internet não acreditam que ataques cibernéticos são reais e acham que a ameaça é um exagero das empresas de segurança online.

De acordo com as estatísticas, nem todas as pessoas que aceitam a existência das ameaças estão convencidas que precisam de proteção. Somente 28% dos entrevistados acreditam que podem ser objeto de ataques por cibercriminosos.

Quase um terço (27%) dos usuários não está preocupado com a possibilidade de que suas contas online estejam comprometidas ou está alheio a este risco. Segundo a empresa, isso não somente se aplica a páginas pessoais em sites de redes sociais, mas também a contas bancárias online, que poderiam entregar as finanças pessoais do usuário a um cibercriminoso. A pesquisa mostra que 35% dos entrevistados desconhecem ou não estão preocupados com a possibilidade de tais perdas.

Outro dado do estudo diz respeito ao acesso à internet sem fio: 18% dos entrevistados não estão conscientes que o uso de redes Wi-Fi públicas é arriscado, uma vez que os dados que trafegam nestas redes podem ser interceptados por cibercriminosos. A mesma proporção de usuários, por outro lado, se diz consciente desta ameaça, mas não acredita que deva se preocupar com isso. Ao mesmo tempo, 56% utilizam redes públicas e 6% colocam suas informações pessoais em sites enquanto estão conectados por esse tipo de rede.

Vi lá no grupo da Break Security.
Fonte: Olhar Digital

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Trend Micro criou um estudo sobre o comprometimento do site Gizmodo Brasil, que a algum tempo atrás espalhou um malware bancário que atacou cerca de 7000 vítimas em apenas duas horas. O site foi comprometido através de um plugin do WordPress vulnerável que permite que um atacante adicione um script que redireciona os usuários a um segundo site, que faz os usuários baixarem o malware.

No vídeo abaixo pode-se ver com mais detalhes como funciona o ataque:


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos brasileiros já está conectada à Internet. A proporção de internautas no país passou de 49,2% em 2012 para 50,1% do total da população, em 2013. 



Alguns outros dados interessantes: 
  • O Brasil tem aproximadamente 86,7 milhões de usuários de Internet com 10 anos ou mais;
  • As mulheres representam 51,9% do total de internautas;
  • A maioria dos internatuas está nas faixas etárias entre 15 e 17 anos e de 18 a 19 anos, com 76% e 74,2%, respectivamente;
  • 44,4% do pessoal entre 40 e 49 anos acessa a Internet;
  • A maior penetração de Internet está na região Sudeste (57,7% da população local).


Fonte: Anchisesbr

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Acontece nos dias 25 e 26 de novembro a 2ª edição do IT Forum Expo / Black Hat, principal feira da América Latina para a área de TI e Segurança da Informação. Conectando os principais profissionais do setor do Brasil e do mundo, o encontro abordará as tendências, soluções e desafios sobre o universo de TI e Segurança da Informação como o Cloud Computing, Big Data, Mobilidade, Social Business, entre outros.



O Black Hat – já consagrado como um evento líder mundial na área de segurança da informação – traz para a versão summit aqui no Brasil, junto à IT Forum Expo Conference, as informações mais recentes da 17ª edição do Black Hat USA 2014, realizado em agosto deste ano em Las Vegas.

Para o IT Forum Expo / Black Hat, um dos destaques é a palestra do renomado programador, blogueiro e ativista americano Ethan Zucherman, que é diretor do Center for Civic Media do MIT, professor do Media Lab na mesma instituição e co-fundador da comunidade Global Voices. Zucherman também é autor do livro “Rewire: Digital Cosmopolitans in the Age of Connection”, que servirá como pano de fundo para sua apresentação durante a feira.

Outro keynote speaker do evento, reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes teóricos sobre a relação entre as tecnologias digitais e a sociedade, é Derrick de Kerckhove – sociólogo e professor da Universidade de Toronto, que irá abordar o tema Condição Digital nas Três Fontes da Economia: Mercados Inteligentes. Kerckhove foi diretor do Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia até 2008 e escreveu “Skin of Culture and Connected Intelligence”, um dos principais livros sobre o tema.

Organizado pela UBM Brazil em parceira com a IT Midia, o IT Forum Expo / Black Hat une as soluções de TI e segurança da informação proporcionando um ambiente de geração de grandes negócios, relacionamento e aquisição de conhecimento entre CIOs, gestores de TI, CSOs e decision makers de empresas de grande e médio porte. Entre as empresas que apresentarão inovações em produtos e serviços estão Samsung, Cisco, Qualys, Locaweb, Blackberry, Watchguard, entre outras.

O credenciamento online para visitar a área de exposição já está no ar e a feira é gratuita para os profissionais do setor. Para se credenciar e consultar mais informações do evento como a grade completa e valores dos programas de conferências acesse www.itforumexpo.com.br.

Sobre a IT Mídia
A IT Mídia é uma empresa líder em mídias de negócios, pioneira no fornecimento de soluções integradas de comunicação, constituída por publicações impressas e digitais, portais na internet, fóruns e estudos. Desenvolve comunidades de negócios por meio de informações, conhecimentos e da integração de profissionais e empresas dos setores da Tecnologia da Informação e da Saúde.

Sobre a UBM Brazil
No Brasil desde 1994, sendo a primeira multinacional a entrar no mercado brasileiro de feiras, a UBM Brazil é uma das 50 subsidiárias da UBM Internacional, empresa líder global em mídia de negócios com sede em Londres. Com escritório em São Paulo, a UBM Brazil realiza atualmente 13 feiras no Brasil. Além da pareceria com a IT Mídia, conta com o apoio da UBM Tech para realizar o IT Fórum Expo / Black Hat, divisão internacional da UBM, que entrega para uma audiência de mais de 15 milhões de profissionais de comunicação e tecnologia, conteúdo de qualidade, análises e informações exclusivas. Esse conteúdo é transmitido por portais como o TechWeb.com, Information Week, CRN, EE Times, Insurence &Technology e nos eventos Black Hat, Interop e Cloud Connect.

Sobre o Black Hat
Criado em 1997, o Black Hat é o evento líder mundial de segurança da informação de alto perfil profissional e treinamentos específicos que são pensados de acordo com as necessidades da comunidade de segurança e que reuni as melhores mentes da indústria. Os eventos globais Black Hat inspiram profissionais em todos os níveis da carreira, estimulando o crescimento e a colaboração entre pesquisadores acadêmicos mundiais e líderes dos setores público e privado. Hoje, as conferências do Black Hat Briefings e os treinamentos acontecem anualmente nos Estados Unidos, Europa, Ásia e no Brasil, proporcionando um intercâmbio informativo de excelência para pesquisadores de segurança de elite e a oportunidade de encontrarem seu público. Mais informações: http://www.blackhat.com.

Serviço:
IT FORUM EXPO / BLACK HAT
Data: 25 e 26 de novembro de 2014
Horário da área de exposição: 10h às 19h

Local: Transamerica Expo Center – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – São Paulo – SP
Site Oficial: www.itforumexpo.com.br
Mais informações: info@itforumexpo.com.br

Fonte: Seginfo

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

E ai pessoal!

Já faz alguns dias mas só hoje olhei o vídeo do Diego Aranha no The Noite do Danilo Gentili e aproveitando deixo aqui a indicação. Para você que não sabe, o Prof. Diego Aranha é professor de segurança da informação e criptografia na Unicamp. O assunto do vídeo como você já deve ter visto no título do post é sobre a insegurança da urna eletrônica brasileira. Ele teve a oportunidade de testar a urna e em sua pesquisa descobriu algumas falhas.

Segue link do vídeo:



Para mais informações sobre a pesquisa ou as falhas da urna ouça também o podcast Segurança Legal #55, onde ele também participa.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Metade dos softwares instalados em computadores pessoais no Brasil em 2013 não era licenciada, segundo estudo divulgado nesta terça-feira pela associação BSA, que reúne empresas de software do mundo todo.
De acordo com o estudo, a porcentagem de uso de softwares não licenciados era de 53 por cento no Brasil em 2011, último ano em que o levantamento foi feito. Segundo a associação, a redução no ano passado foi inédita, chegando a 50 por cento.
"O país, além de ter a taxa mais baixa em relação às nações do BRIC e países da América Latina, foi o que apresentou mais regularidade na queda desse índice", disse a associação em comunicado. Em 2007, quando o estudo foi iniciado, o índice de uso de softwares pirata no Brasil era de 59 por cento.
Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil, disse em comunicado que a queda no Brasil ocorreu devido a ações de conscientização feitas no país, promovidas por entidades que reúnem empresas do setor.
No mundo, 43 por cento dos softwares instalados em computadores pessoais em 2013 não eram licenciados, um aumento frente aos 42 por cento do estudo global anterior da BSA, de 2011.
Os mercados emergentes respondem por 56 por cento de todos os PCs em uso no mundo todo, sendo que esses países têm uma penetração maior de softwares não licenciados, o que pode ter levado ao aumento do índice no mundo.
"As economias emergentes nas quais o uso de software não licenciado era preponderante continuaram sendo responsáveis pela maioria crescente de todos os PCs em serviço", disse a associação.
A região com maior uso de software não licenciado é a Ásia-Pacífico, com 62 por cento (alta de 2 pontos percentuais em relação a 2011), seguida de Europa Central e Oriental, com 61 por cento (queda de 1 p.p. na comparação com dois anos atrás).
Já a América Latina ficou com 59 por cento (queda frente aos 61 por cento de 2011), assim como Oriente Médio e África (aumento de 1 ponto). A Europa Ocidental tem 29 por cento de uso de softwares piratas (queda de 3 pontos), enquanto na América do Norte esse índice é de 19 por cento (estável frente a 2011).
O levantamento, realizado a pedido da BSA pelo IDC, mostrou que 35 por cento das empresas do mundo possuem políticas que exigem o uso de software devidamente licenciado. No Brasil, esse índice é um pouco maior, de 38 por cento.
A pesquisa apontou que os usuários que não utilizam softwares piratas o fazem para evitar supostas ameaças de segurança provenientes de malware. Há também preocupações com invasões por hackers e perda de dados.
A Pesquisa Global da BSA sobre Software é realizada a cada dois anos para a BSA pela IDC, que este ano entrevistou usuários de computadores em 34 mercados, incluindo cerca de 22 mil consumidores e usuários comerciais de PC e mais de 2 mil gerentes de Tecnologia da Informação.
(Por Luciana Bruno)
Fonte: Revista Info

quinta-feira, 27 de março de 2014

A Go Daddy, gigante americana de hospedagem de sites, aumentou seu investimento no Brasil, com a contratação de um executivo para comandar a operação e uma campanha publicitária em TV por assinatura.

O country manager é o gaúcho Cristiano Mendes, ex-gerente de Marketing da KingHost. Além do data center sediado em Porto Alegre, onde entrou em abril de 2012, Mendes também tem passagem pela RIM, Dell e TIM.

O executivo entra na empresa em um momento no qual a Go Daddy acelera sua presença internacional, de olho em uma possível abertura de capital para 2014.

No ano passado, a empresa faturou US$ 1,43 bilhão e tem uma expectativa de chegar a US$ 5 bilhões em um prazo de três a cinco anos.

A Go Daddy começou um processo de transformação ao ter 65% das suas ações adquiridas em 2011, pela KKR, Silver Lake Partners e Technology Crossover Ventures por um valor estimado em US$ 2,25 bilhões.

Depois disso a empresa trouxe para a posição de CEO o ex-chefe de produto da Yahoo, Blake Irving, que fez uma série de contratações junto as grandes do mercado.

Em 2013, a Go Daddy chegou a 55 milhões de domínios registrados, o que faz da empresa a maior autoridade de registro acreditada pela ICANN.

Fonte: Baguete
Professores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul foram certificados pelo Distinguished Educators 2014 da Apple.

O reconhecimento envolve ações inovadoras realizadas em sala de aula, com o uso de tecnologias da empresa. Com o objetivo de estimular a aprendizagem, a iniciativa faz parte do projeto LabsMóveis da universidade, que disponibiliza notebooks e tablets para estimular a interação do aluno com conteúdos e exercícios disponíveis no meio digital.

Os professores selecionados na PUC-RS são Ana Elisabeth Poli de Figueiredo e Raquel da Luz Dias, da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia; Sônia Maria Bonelli, da Faculdade de Educação; e Eduardo Campos Pellanda, da Faculdade de Comunicação Social (Famecos).

A Famecos, por exemplo, utiliza as plataformas mobile da multinacional desde 2010. Alunos utilizam os equipamentos para capturar, editar e publicar vídeos e áudios.

Além disso, produzem conteúdos para iBooks. Com o apoio do LabsMóveis, essas iniciativas foram ampliadas para um número maior de alunos.

A reportagem buscou outras universidades brasileiras certificadas pela Apple e encontrou apenas a USP, além do Centro de Educação Profissional do grupo Marista do Paraná.

Entretanto, Universidades como a de Nebraska, Lincoln e a Walter State, de Morristown nos Estados Unidos contam com professores certificados pelo programa.

O programa Apple Distinguished Educators é parte de uma comunidade global de líderes educadores reconhecidos por utilizar a tecnologia Apple de forma inovadora, dentro e fora da sala de aula.

Esse grupo trabalha entre si e com a Apple, a fim de trazer ideias relevantes e inovadoras para os alunos. Hoje existem mais de 2 mil integrantes nessa rede, espalhados pelo mundo, dos Estados Unidos à China, da Nova Zelândia à Turquia.

Seguido dessa ocasião, em outubro do ano passado o Tecnopuc anunciou a vinda de um Centro de Capacitação em Tecnologias Apple instalado dentro do Instituto Eldorado.

O Centro ofereceu logo de início o Brazil Education Program for iOS Development (BEPiD), curso de capacitação na plataforma iOS, dando fim a um grande período de especulação sobre as intenções entre ambas as partes.

A proximidade entre as instituições se reafirma já que Maurício Cristal, professor de ciência da computação na PUC-RS, ocupa a posição de gerente do programa de P&D da Apple no Brasil.

Fonte: Baguete

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Falhas graves de segurança foram encontradas em três aplicativos para iOS, o Easy File Manager, o WiFi HD Free e o FTPDrive. O responsável pelo achado foi o hacker Bruno Oliveira, consultor sênior de segurança da Trustwave. Segundo ele, as brechas permitem que invasores leiam e até mesmo apaguem arquivos de um iPhone.
A descoberta foi revelada pelo brasileiro durante o evento de segurança AppSec, realizado nesta semana nos Estados Unidos. Oliveira pesquisou mais de uma dezena de aplicativos criados para armazenar e compartilhar arquivos, e vulnerabilidades foram encontradas nesses três. Segundo o hacker, o Easy File Manager é talvez o mais problemático, já que “permite a um possível invasor ver, listar, publicar e deletar arquivos” de um dispositivo com iOS.  
As consequências para quem utiliza um dos apps do trio são diversas. Um cracker pode, por exemplo, roubar informações pessoais do usuário armazenadas no dispositivo. E a situação pode ser ainda pior caso o aparelho esteja conectado a uma rede corporativa.
“Nesse caso, o mesmo invasor poderia utilizar o dispositivo para acessar, monitorar e investigar a rede”, diz Oliveira. “Ou pior: até atacá-la, utilizando como sistema base o aparelho iOS comprometido.” Em um iPhone com jailbreak (desbloqueado), o ataque pode ser ainda mais devastador, já que não há limitações do sistema que impeçam um cracker de praticamente tomar o controle do smartphone ou tablet – e possa até mesmo apagar o sistema operacional.
Prevenção – Aos usuários, a recomendação para evitar tais problemas é não baixar apps de fabricantes desconhecidos – ou, no caso, um dos três mencionados, ao menos até que correções sejam feitas. Já as empresas precisam dedicar uma atenção especial à segurança no desenvolvimento de seus software, evitando vulnerabilidades do tipo. “Isso inclui condução de testes de penetração em suas aplicações, antes de estarem disponíveis para os usuários”, diz o hacker. E, claro, também é preciso se preocupar com a segurança dos próprios aparelhos.
Oliveira também destaca a importância de realizar “constantes treinamentos de conscientização dos funcionários”, para assim deixá-los a par “das melhores práticas de segurança”. Para as companhias, ainda vale a implementação de controles de segurança que possam “isolar um dispositivo móvel do resto da rede, caso o aparelho esteja comprometido”.
Papel da Apple – Para Oliveira, a empresa “realiza um bom trabalho de prevenção de malware na loja virtual”. “É quase impossível impedir falhas de software em aplicativos”, diz ele, caracterizando o trabalho como exaustivo e interminável. E completa: “um app só se mostra vulnerável a partir da descoberta da falha por um pesquisador”. Ou seja, de certa forma, o papel da Apple de evitar apps maliciosos está cumprido. O que falta é atenção por parte dos desenvolvedores.

Fonte: Revista Info

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O pessoal do Área 31, o hackerspace de BH, se envolveu em um projeto muito interessante: implantar um chip no corpo e utilizá-lo para interagir com objetos do dia-a-dia. 

O projeto, que tem sido desenvolvido pelo norte-americano Amal Graafstra desde 2005, utiliza um pequeno chip cilíndrico que funciona por Near Field Communication (NFC), e que mede cerca de 12 mm (aproximadamente o tamanho de um grão de arroz - veja as fotos). O dispositivo, então, funciona de forma similar a um desses cartões RFID que usamos no dia-a-dia (como crachá ou cartão de vale-transporte, por exemplo): um leitor emite um campo de eletromagnético que aciona o dispositivo e ele passa a emitir um sinal, e assim o leitor consegue identificar sua presença. Aí basta construir uma palicação específica para o leitor acionar um dispositivo externo que, por exemplo, pode ser utilizado para abrir portas, disparar comandos, etc. 

O inventor do projeto possui um chip desses em cada mão, implantado entre a membrana do polegar e o dedo indicador. Como o NFC permite comunicação passiva do chip em curta distância, apenas aproximando a mão de um leitor, o dispositivo pode permitir a interação com diversos sistemas no dia a dia, como destrancar portas, fazer login em computadores, ligar veículos, automação residencial (controle da iluminação da casa, por exemplo) ou qualquer outra situação na qual a pessoa precise ser identificada e isso possa gerar alguma ação. 


Para cada objeto que for automatizado, é necessário usar um leitor compatível com NFC, que deve ser conectado a um computador ou mini-PC (Arduino, RaspBerry ou Cubieboard, por exemplo) que vai interpretar a leitura do chip e vai associar a um comando, o que é feito por um programa específico. O custo estimado do kit com o chip, leitor e mini-PC seria de aproximadamente US$ 200. O chip será fabricado comercialmente na Alemanha, a partir de fevereiro de 2014. E o projeto ainda aceita doações pelo site indiegogo (até 17/dezembro).

O chip é revestido com um vidro biocompatível bastante resistente, não possui bateria e tem pouca quantidade de liga metálica, o que faz com que ele seja seguro para implantes, não precise ser trocado ou passar por manutenção. Também não precisa de bateria. A capacidade de armazenagem de dados, entretanto, é bem pequena: 144 bytes (na verdade, o projeto oferece 3 modelos de chips, um "low cost" sem memória adicional, um com 144 bytes e outro com 716 bytes). Mas pense que 144 bytes é equivalente a um post no Twitter, se fôssemos usar cada byte para representar um caracter, como acontece no dia-a-dia. Mas, certamente, em um projeto específico desses os bytes seriam melhor aproveitados para guardar o máximo possível de informações. Além disso, cada dispositivo tem um identificador único, gravado de fábrica, que não pode ser alterado (de 40 ou 56 bits, dependendo do modelo). 



O pessoal do Área 31 já começou a pesquisar os aspectos de segurança do projeto.Segundo o Ewerson Guimarães (Crash), eles estão tentando implementar um esquema de criptografia dos dados que serão armazenados no chip, para que somente um computador específico possa ler as informações no chip.

O legal do envolvimento do pessoal do Área 31 é que eles tem grande experiência e conhecimento de segurança, e certamente poderão aprimorar em muito os aspectos de segurança e privacidade do projeto. Um whitepaper disponível no site do projeto lista apenas duas preocupações, com o escaneamento não autorizado do chip e se ele vai conter dados pessoais. E, mesmo assim, aborda elas de forma muito superficial e ingênua. Argumentos como "as soluções nas quais os clientes usam seus chips - como acesso em casa, ligar o carro, etc não denunciam o uso do chip para ninguém, eles são sistemas fechados" ignoram o fato de que o criminoso ou o atacante pode simplesmente ver você usando o chip e querer burlar isso para roubar sua casa ou seu carro. Como se não houvessem ladrões ou espiões hoje em dia...

Usar chips subcutâneos não é novidade nenhuma: há anos isso já é feito para identificar gado (veja uma reportagem de 2004 sobre isso) e, mais recentemente, animais de estimação. Mas, quando falamos em chips em pessoas, aí as preocupações com saúde e com segurança começam a ficar muito mais sérias.

Quando falamos em segurança, várias preocupações podem surgir. O verbete sobre NFC na Wikipedia mostra alguns riscos inerentes a essa tecnologia, mas na minha opinião, os principais e mais arriscados problemas (em termos de impacto e facilidade de implementação) são os seguintes:
  • Privacidade: Qual é o risco desse chip ter informações pessoais que podem ser acessadas por terceiros? Isso tudo depende do tipo de informação que o chip irá guardar, quando começar a ser utilizado.  Originalmente, o chip possui apenas um número identificador inserido de fábrica, que não pode ser alterado. Mas ele tem espaço para mais informações, que o usuário pode colocar a vontade (desde que limitado aos 140 bytes). Pior ainda se alguém tiver a brilhante idéia de colocar alguns dados médicos no chip: o pessoal do SAMU ou do hospital pode usar essa informação para o seu bem (por exemplo, se der entrada em um hospital desacordado e no chip constar que você tem alergia a algum medicamento), mas outras pessoas podem usar o seu histórico médico contra você, como em uma entrevista para emprego. Mesmo que você coloque apenas o endereço da sua página pessoal no Facebook: uma coisa é você passar isso para um amigo, outra é você colocar essa informação em um dispositivo que outra pessoa pode passar ao seu lado e escaneá-la, sem você sequer perceber.
  • Leitura não autorizada do chip: Teoricamente, a tecnologia NFC foi desenhada para leitura do chip à pequenas distâncias, menos de 20 cm. Isso significa que, teoricamente, se alguém quiser ler o seu chip, tem que estar bem próximo a você, e assim o dono do chip poderia perceber se alguém tentar escaneá-lo. Teoricamente, pois imagine alguém com um scanner dentro do metrô de São Paulo, as 18h. Além disso, um leitor colocado em um dos batentes laterais de uma porta provavelmente conseguiria escanear a maioria das pessoas que passem por ela. Mas, na verdade, esse limite de 20 cm é apenas teórico: um chip NFC "passivo" (como o biochip, que depende de um campo magnético externo para ser ativado) pode ser lido a até 1 metro de distancia, enquanto um dispositivo "ativo" (que também gera campo magnético próprio) pode ser escaneado a cerca de 10 metros de distância. Mas, ainda assim, será que não poderíamos construir um leitor mais potente, desenhado especialmente para ler chips a maiores distâncias? Isso me lembra dos concursos que haviam antigamente na Defcon para ver quem conseguia acessar uma rede wi-fi a maior distância: em 2005 4 jovens interceptaram uma rede wi-fi a 125 milhas (mais de 200km) de distância. Depois dessa, o concurso perdeu a graça! Ou seja: alguns limites só existem até alguém decidir quebrá-los.
  • Monitoramento e rastreabilidade dos cidadãos: Essa é uma preocupação semelhante ao caso do governo que tem um projeto para colocar chip nos carros: não queremos ser rastreados. Com um chip desse no seu corpo, alguém pode colocar um leitor e ficar rastreando todo mundo que entra em um prédio, passa por uma porta, ou entra no metrô (que estação você entra, qual estação você sai). Com um cartão ou chip RFID/NFC, basta alguém com o leitor passar perto e o dono do chip nem percebe que foi escaneado nem que está sendo rastreado.
  • Clonagem: Será fácil clonar um chip desses? Se alguém escanear o teu biochip, essa pessoa pode criar um outro chip (ou um cartao simples) usando o mesmo identificador e as mesmas informações, e se fazer passar por você? Ou seja, abrir a porta da sua casa, do seu carro, etc?
  • Interferência: seria possível interferir na comunicação entre o leitor e o chip, para adulterar a comunicação ou, ao menos, gerar tanto ruído a ponto de inutilizar o chip momentaneamente?
  • Ataques de Man in the Middle, de Relay e de Replay: Alguém, com um leitor, pode obter dados do chip e utilizá-los para se comunicar com o leitor original e se autenticar no lugar do usuário verdadeiro, seja em real time ou guardando as informações para se autenticar posteriormente. 
Preocupações a parte, o projeto é muitíssimo interessante e tem muita oportunidade ainda de ser melhorado. E o pessoal do Área 31 está de parabéns por se envolver nisso. Certamente eles vão aprender bastante e farão grande diferença no projeto, com uma visão muito mais realista dos potenciais problemas de segurança que um projeto desse pode enfrentar :)

Fonte: AnchisesLandia 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A partir do ano que vem, todos os funcionários do governo federal, inclusive a presidente Dilma Rousseff, terão que usar um certificado digital para acessar a conta de e-mail.

O sistema, chamado de Token, funciona como um pen drive, que deve ser inserido no computador a cada uso e serve para dar mais segurança e proteger o e-mail de invasões.

O sistema de e-mail chamado Expresso V3, desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), será universalizado para todos os ministérios, autarquias e fundações até o fim do primeiro semestre do ano que vem. A Petrobras também entrará na lista dos órgãos que passarão a usar o sistema de segurança eletrônica, que permite o uso de e-mails, calendário, mensagens instantâneas para chat e videoconferência.

Além do Token, todas as mensagens enviadas serão criptografadas e a aplicação é toda desenvolvida em software livre. "É um sistema totalmente desenvolvido em software livre, portanto conhecemos tudo o que acontece dentro desses códigos. E isso nos dá a garantia de que os códigos fazem aquilo a que se propõem, não tem nenhuma porta dos fundos fazendo outras coisas. E toda a infraestrutura é do Serpro, operada pelos técnicos do Serpro. Então temos a garantia de que o tráfego das informações que estarão circulando são altamente protegidas”, explicou hoje (14) o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni.

Segundo ele, o sistema é 99% à prova de invasão, pois na área da tecnologia da informação, nunca se pode falar em 100% de segurança. “Talvez tenha algum geniozinho de 14 anos de idade pensando em alguma coisa que nós ainda não pensamos”, disse.

Atualmente, 20% dos órgãos federais usam o sistema, entre eles os ministérios do Planejamento e da Fazenda. Os outros órgãos, inclusive parte da Presidência a República, usam sistemas como Microsoft e IBM para a troca de e-mails. As mensagens eletrônicas da presidente Dilma Rousseff, por exemplo, são trocados pelo sistema Outlook, a Microsoft. O presidente do Serpro lembrou que os softwares desenvolvidos nos Estados Unidos obedecem à legislação daquele país, e permitem que as empresas possam acessar o conteúdo das mensagens.

Além da segurança, Mazoni aponta como vantagem para o uso do Expresso a diminuição do custo com as licenças necessárias para o uso dos softwares pagos. Segundo ele, para cada servidor federal, são gastos cerca de R$ 80 com licenças de programas privados de computadores. “Se levarmos em conta que temos cerca e 1,8 milhão de funcionários públicos, estamos falando de alguns milhões de reais em licenças que serão dispensados”, disse.

A universalização da implantação do e-mail seguro está sendo agilizada a pedido da presidente Dilma Rousseff, depois das denúncias de espionagem a mensagens telefônicas e eletrônicas de seu governo. Ontem (13), em mensagem na rede social Twitter, Dilma disse que determinou ao Serpro a implantação do sistema seguro de e-mails no governo federal. “Esta é a primeira medida para ampliar a privacidade e a inviolabilidade de mensagens oficiais. É preciso mais segurança nas mensagens para prevenir possível espionagem", disse a presidente em mensagens no microblog.

O governo também estuda a criação de um e-mail criptografado gratuito, que possa ser oferecido à população em geral. A ferramenta será desenvolvida pelo Serpro e oferecia pelos Correios.

Fonte: Revista Info

sábado, 28 de setembro de 2013

Após o discurso da presidente Dilma Rousseff na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil conseguiu apoio de vários países em reuniões nos últimos dias em Nova York para a criação de normas globais que regulamentem a internet. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, que falou com jornalistas no final da tarde desta quinta-feira (26).
O ministro teve uma agenda extensa de reuniões bilaterais nos últimos dias, incluindo Alemanha, Turquia e Portugal e terá nova rodada nesta sexta-feira, 27, dia em que o principal encontro será com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, mas que também terá a representante da União Europeia, além de China França, Japão e Rússia.
"Todos os meus interlocutores se manifestaram, estavam preocupados com essa questão (da espionagem) e apreciaram muito o fato de a presidente Dilma Rousseff ter levantado esse tema na ONU", disse Figueiredo. Segundo ele, ora o tema era levando por ele, ora pelos seus colegas.
O ministro disse que o apoio que o Brasil tem conseguido não se limita aos países emergentes. "Há um entendimento entre diversos países que esse é um tema novo, é uma agenda que se abre para relações internacionais. É uma questão que seguramente ocupará a ONU nos próximos anos e há sim interesse crescente", afirmou ele ressaltando que ainda há um caminho a percorrer para firmar o assunto na agenda da comunidade internacional.
Nesta quinta-feira, os países que formam a sigla Brics, que além do Brasil, é composto por Rússia, Índia, China e África do Sul, divulgaram um comunicado manifestando apoio à criação de um marco regulatório para a internet. Nesta quarta, 25, os países que integram o Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) já haviam divulgado um documento semelhante.
"Todos os meus colegas têm estado muito interessado nisso e manifestado grande solidariedade. Eles têm dito que quando a presidente Dilma falou na ONU, falou na verdade refletindo o sentimento de todos", afirmou Figueiredo aos jornalistas.
No caso da Alemanha, país que reluta em cobrar ações mais duras contra a espionagem dos EUA, Figueiredo disse que o país europeu tem iniciativa "muito interessante" no Conselho de Direitos Humanos sobre o direito à privacidade. "Conversamos sobre possibilidades de juntar esforços nessa área", disse o ministro.
Em seu discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU, na terça-feira, 24, Dilma afirmou que a espionagem do governo norte-americano a cidadãos, governos e empresas fere os direitos humanos e propôs a criação de um marco regulatório internacional sobre governança na internet.
Fonte: Revista Info

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Proteste comparou nos sites das principais operadoras de telefonia móvel do país (Claro, Oi, TIM e Vivo) os preços dos principais planos 3G para São Paulo e Rio de Janeiro, com os que não incluem pacote de dados e constatou que a diferença de preço pode chegar a R$ 100.

Dentre as principais afirmações do artigo do site podemos destacar que ao contratar um plano de internet ilimitado deve ficar atento ao prejuízo causado pela contratação de um serviço e não poder usa-lo.


Na Claro, a diferença pode ser de até R$ 100, já que o plano sem dados custa R$ 69 (Claro Mobi) e o com 5G de dados (Claro Online) custa R$ 169. Na Tim, o plano Tim Liberty+50, sem dados, sai por R$ 49, e o Tim Liberty Web 600 MB por R$ 83,90, são R$ 34,90 a mais na conta. Com a Vivo, a diferença entre os planos com e sem dados é de R$ 40: o plano Você Ilimitado (sem dados e com 60 minutos de ligação) sai por R$ 59, e o plano Smartphone Ilimitado 3GPlus com pacote de dados de 1G tem custo mensal de R$ 99.


Status do Atendimento dos Compromissos pelas Operadoras

Na banda larga móvel um município é considerado atendido quando a área de cobertura é equivalente a pelo menos 50% (cinquenta por cento) da sua área urbana.

Se o município é considerado atendido, contabiliza-se a totalidade de sua população como coberta.

A metas de cobertura 3G passaram a valer a partir de 2008, quando as operadoras assinaram os contratos das outorgas de 3G com a Anatel.

Terminou no final de abril de 2013 o prazo para as operadoras atenderem com 3G todos municípios faltantes por metas de cobertura.

Um levantamento feito pelo Teleco no site das operadoras em 15/09/2013 apontou que faltam os seguintes municípios:

Metas de cobertura abr/13VivoClaroTimOi
Mun. com pop. maior que 100 mil hab.okok913
50% dos mun. com pop. entre 30 e 100 mil hab.okokok15
15% dos mun. com menos de 30 mil hab.okok421435


Terminou no final de abril de 2012 o prazo para as operadoras atenderem com 3G todos municípios, que em 2006, tinham população maior que 200 mil habitantes (130 municípios no total).

Um levantamento feito pelo Teleco no site das operadoras em 15/09/2013 apontou que faltam os seguintes municípios:
  • Vivo: atendeu todos;
  • Claro: atendeu todos;
  • Tim: atendeu todos;
  • Oi: 1 município

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, participará de uma videoconferência sobre vigilância digital em São Paulo. O encontro é gratuito e acontecerá no dia 18 de setembro no Centro Cultural, localizado na zona sul da cidade.
Organizado pela Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo e a editora Boitempo, o evento contará com três mesas de debates que discutirão temas referentes à liberdade, privacidade e o futuro da internet. Na conferência de encerramento, além de Assange, também estarão presentes na conferência Juca Ferreira, secretário municipal de Cultura do município, e Natália Viana, coordenadora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo e responsável por divulgar os documentos vazados pelo WikiLeaks no Brasil.
Durante o debate, o ciberativista australiano falará a respeito do livro de sua autoria Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet, publicado este ano no país pela Boitempo.
Asilado na embaixada equatoriana em Londres desde agosto de 2012, Assange vive um imbróglio geopolítico. Ele é suspeito de cometer crimes sexuais na Suécia e, caso saia da residência diplomática, será extraditado pelo governo britânico.
Na opinião do ativista digital, as acusações são falsas e têm motivação política, como represália à divulgação de documentos secretos dos governos nacionais.
Recentemente, o WikiLeaks deu apoio a Edward Snowden, que vazou informações sobre ações de espionagem dos Estados Unidos. Em entrevista realizada na embaixada equatoriana, Assange afirmou que o ex-consultor da agência NSA  é um “herói”.    
Fonte: Revista Info

segunda-feira, 9 de setembro de 2013


Petrobrás
Nome da Petrobrás aparece em treinamento sobre como invadir redes de dado privadas
Novos documentos da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) vazados pelo ex-analista da agência Edward Snowden indicam que a Petrobras também teria sido espionada pelos americanos.


A informação vem uma semana após notícias de que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, teria sido espionada pela agência.

Segundo a reportagem, a tecnologia envolvendo a exploração em alta profundidade na camada pré-sal poderia ter sido o alvo da espionagem. Consultada, a Petrobras disse que não fará comentários.O teor dos documentos sobre a Petrobras foi revelado em reportagem do programaFantástico, da TV Globo.
O nome da Petrobras aparece em um documento usado em um treinamento de agentes da NSA, sempre segundo a reportagem.
O documento treina os agentes a como acessar a rede privadas de instituições variadas como Petrobras, o ministério das Relações Exteriores da França, o Google e a rede Swift, que reúne vários bancos.
Os papeis foram consultados pelo jornalista americano Glenn Greenwald, autor das reportagens divulgando o escândalo da NSA desde maio.
Greenwald diz que “ninguém tem dúvidas que os Estados Unidos têm direito de fazer espionagem para proteger a segurança nacional”. Mas critica a espionagem de indivíduos e empresas que não “não tem nada com terrorismo”.
A reportagem revela ainda que os Estados Unidos agem com a colaboração da inteligência do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia.
O treinamento explica como desviar dados de redes privadas durante a transmissão das informações.
O interesse dos americanos seria a tecnologia envolvendo a exploração em águas profundas da camada pré-sal. O governo prepara paras as próximas semanas o leilão do mega campo de Libra.
Segundo a reportagem, não se sabe se os dados da Petrobras foram realmente vasculhados e qual é o alcance da espionagem.

Choque diplomático

Obama cumprimenta Dilma (foto: Getty)
Governo americano tenta explicar à presidente Dilma Rousseff seu sistema de inteligência.
No último domingo, outra reportagem mostrou que a presidente Dilma Rousseff e seus principais assessores também foram monitorados pela agência. A revelação teve reação imediata em Brasília.
O presidente do México, Enrique Peña Nieto, também foi alvo de espionagem, segundo os documentos.
O governo convocou o embaixador americano, Thomas Shannon, a prestar explicações na segunda-feira. Dilma ameaçou cancelar sua ida aos Estados Unidos no próximo mês de outubro.
A visita de Estado (a única a ser organizada pela Casa Branca neste ano) era vista como uma oportunidade para reaproximar Brasil e Estados Unidos, cuja relação teve momentos de estremecimento nos últimos anos.
Dilma tratou do tema diretamente com Barack Obama na sexta-feira, durante o encontro do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) em São Petersburgo, na Rússia.
"Eles vão me informar o tamanho do rombo", disse Dilma. "Quero saber tudo o que há sobre o Brasil. Acho complicado ficar sabendo dessas coisas pelos jornais."
Obama pediu até quarta-feira para apresentar explicações ao governo brasileiro, segundo Dilma.
O presidente americano disse levar as alegações de espionagem "muito a sério", que vai trabalhar com os governos de Brasil e México para "resolver essa fonte de tensão" e que considera "dar um passo atrás e rever" o trabalho dos serviços de inteligência dos EUA.

Caso Snowden

A espionagem envolvendo a Petrobras é o mais novo capítulo do caso que envolve os documentos secretos vazados em maio deste ano pelo antigo analista da NSA, Edward Snowden.
Os documentos mostram que a inteligência americana monitora mensagens de e-mail, skype e todo tipo de informação trocada em redes sociais e na internet, invadindo a privacidade e ferindo liberdades individuais de cidadãos em todo o mundo.
As revelações causaram mal estar diplomático em capitais de países aliados aos Estados Unidos. Os documentos foram vazados por Snowden ao repórter do jornal britânico The Guardian, Glen Greenwald.
O primeiro atrito com o governo brasileiro se deu quando o companheiro de Greenwald, David Miranda, ficou detido por nove horas no aeroporto de Heathrow, em Londres, com base em uma lei antiterror.
Segundo a polícia britânica, Miranda transportava outros documentos secretos.
Snowden está atualmente asilado na Rússia. Ele passou mais de um mês na área de trânsito do aeroporto de Moscou, enquanto as autoridades americanas tentavam prendê-lo.

FOnte: BBC

sábado, 7 de setembro de 2013

O Brasil tentará driblar a espionagem norte-americana com melhorias no sistema de comunicações. Na foto, a presidente Dilma Rousseff com Obama e outros líderes mundiais no G-20.



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

NaoSalvo é o blog mais acessado e de um grande amigo, Maurício CID. Ele se tornou o melhor do Brasil pela versatilidade, constantes atualizações e desafios. Quem não lembra do desafio que o CID lançou pra derrubar o site do Web Security Forum, evento de segurança que realizei há 3 anos ?
Um simples pedido do cid derruba grandes portais, mas hoje, o portal dele que está com problemas.
A Google já lançou um aviso, via chrome, informando que o site do Não Salvo está com um Malware.
Screen Shot 2013-09-03 at 9.57.01 AM
 O interessante que tudo começou com os links do Facebook, daí, eu fiquei na dúvida “será que o problema está na publicação dos links do facebook, já que dá para fazer um phishing bonito ou no próprio blog do cid ?”
E como o time do Não Salvo resolveria este problema ?
Nada tão complicado. Vamos ao passos ***:
  1. Instalar uma ferramenta chamada httpwatch para pegar o caminho exato onde o malware está vindo
  2. Verificar o código infectado com o Malware, quer dizer, o código que faz o redirecionamento para o arquivo que causa a infecção
  3. Terceiro e não tão simples assim, fazer a varredura para descobrir como o código foi alterado. Mas eu tenho algumas suspeitas:
    1. Não atualização do WordPress, CMS que o CID Utiliza ou de algu plugin
    2. Alguém acesso o blog para fazer um post de algum lugar sem se preocupar com a segurança, aí já viu né, roubaram a senha e fizeram essa sacanagem.
Pessoal do Não Salvo, façam a instalação do plugin da empresa Suciri, o pago, no caso. Ele fará a varredura de todo o seu site/pastas, sabendo que é grande, encontrará o malware/código, o eliminará e também a vulnerabilidade que foi explorada, caso ela seja de código ou de configuração.
Fonte: Coruja de TI
O grupo Anonymous Brasil assumiu, na tarde desta quinta-feira (05), em seu perfil no Facebook, a autoria do ataque às páginas na internet do Ministério Público do Rio, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), da Câmara de Vereadores do Município do Rio e do Departamento Estadual de Trânsito do Rio (Detran-RJ). Às 17h40 as quatro páginas permaneciam inoperantes.
É o segundo dia consecutivo que o site do MP-RJ é atacado pelo grupo. Após retirar a página do ar, o MP-RJ informou na quarta, 04, que tomou a atitude como "medida de proteção", e que "não houve comprometimento de seu banco de dados". O órgão ainda não se manifestou sobre o ataque desta quinta.
Na mensagem em que assume a autoria dos ataques, o Anonymous Brasil cita o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). "E Cabral na boa, 4 sites de uma única vez? Que feio eim (sic)".

Fonte: Revista Info
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