segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Segundo jornal, corte de gastos impede atividades de fiscais e prejudica arrecadação.

Boa notícia para quem gosta de comprar produtos importados: precisando fazer um corte de gastos para fechar as contas de 2013, o governo brasileiro teria sido obrigado a encerrar por tempo indeterminado algumas atividades da Receita Federal, incluindo aí as tão temidas operações de fiscalização, que costumam barrar e taxar produtos que chegam do exterior.

Segundo o Estadão, que teve acesso a emails e documentos que envolvem funcionários da Receita das áreas Centro-Oeste, de Tocatins e Porto Alegre, as chamadas "operações de repressão" foram canceladas há algumas semanas, enquanto outros programas de arrecadação funcionam em ritmo desacelerado. A fiscalização funciona para impedir a entrada de produtos piratas ou contrabando no país, mas ela também é uma das grandes inimigas de quem faz compras em sites internacionais.

O problema da Receita Federal é a falta de verba para custear o deslocamento dos fiscais, além de pagar a modernização dos programas que rodam nos equipamentos do órgão. Até mesmo o contrato com os Correios estaria ameaçado porque não há dinheiro suficiente.

O prejuízo causado por esses problemas, mesmo com os cortes, seja de R$ 1 bilhão por mês, chegando a R$ 12,1 bilhões em 2014. Em resposta ao jornal, a Receita Federal diz que opera normalmente, mas que cortes podem ser explicados porque alguns gastos foram priorizados.
Fonte: Estadão

sábado, 9 de novembro de 2013

Cyber War vem sendo o assunto mais comentado nos últimos anos. Alguns dizem que o termo correto é Cyber Crime. Tanto um quanto o outro são muito preocupantes, principalmente pelo estrago que pode ser feito e a falta de legislação especial para isso. Veja a palestra abaixo da Source Conference Boston de 2011 que fala justamente sobre isso, avaliando todos lados desta "guerra".

Veja a palestra (inglês) aqui!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013



Dois cientistas da computação afirmam ter encontrado uma falha fatal no protocolo que define a bitcoin, a moeda virtual que vem se valorizando explosivamente nos últimos meses. Eles dizem que a falha é tão grave que pode provocar o colapso da moeda.

A falha foi encontrada por Emim Gün Sirer e Ittay Eyal, ambos da Universidade de Cornell, no estado americano de Nova York. O problema tem relação com a maneira como as bitcoins são produzidas. Isso é feito por meio de algoritmos matemáticos, já que a moeda é basicamente um código.

Quando as bitcoins apareceram, em 2009, a maneira de obtê-las era pôr um computador para trabalhar gerando os códigos, atividade que é conhecida como mineração. Hoje, é mais comum alguém comprar bitcoins do que minerá-las.

O algoritmo que produz as bitcoins faz com que a mineração se torne cada vez mais difícil. Há um limite de 21 milhões de bitcoins em circulação. Quanto mais perto se chega desse limite, mais poder computacional se torna necessário para minerar a moeda.

Por causa disso, mineradores passaram a se unir, formando redes cada vez maiores com muitas máquinas trabalhando em paralelo. 

O que Sirer e Eyal descobriram é que, quando uma dessas redes de processamento paralelo cresce muito, ela passa a obter mais do que a parte que lhe caberia. Isso pode trazer um desequilíbrio fatal para o sistema.

“Quando se chega a essa ponto, o valor da bitcoin entra em colapso. A moeda passa a ser controlada por uma única entidade. Ela deixa de ser descentralizada”, diz Sirer em seu blog. 

“A entidade controladora pode determinar quem participa da mineração e quais transações são efetivadas. Pode até desfazer transações”, acrescenta ele. 

Sirer e Eyal dizem ter desenvolvido uma correção que poderia atenuar o problema. Se ela for implantada, o sistema que embasa a bitcoin estará seguro desde que nenhum grupo controle 25% ou mais do poder computacional usado na mineração.

Eles reconhecem, porém, que essa solução pode não ser eficaz. “Existem grupos de mineradores que comandam mais de 25% do poder computacional. No passado, já houve grupos que detinham mais de 33%”, diz Sirer.

No blog de Sirer, várias pessoas contestam seus argumentos. Alguns dizem que a falha já era conhecida e, até hoje, não causou problemas práticos. A discussão deve prosseguir até que outros especialistas tenham confirmado ou negado as afirmações de Sirer e Eyal.

Ao menos por enquanto, o mercado parece não ter se abadado com a revelação dos dois pesquisadores. A moeda está sendo negociada hoje por cerca de 250 dólares contra cerca de 215 dólares neste último domingo. A cotação subiu 16% em apenas três dias.

Fonte: Revista Info

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Links normalmente são incluídos em e-mails, alerta fabricante de antivírus.
Arquivo RTF traz imagem com link e praga digital embutida.


A fabricante de antivírus russa Kaspersky Lab alertou nesta terça-feira (5) que hackers brasileiros estão utilizando uma tática diferente para propagar pragas digitais que roubam senhas de banco. A técnica está na inclusão de um documento anexo no formato RTF (Rich Text Format), um padrão criado pela Microsoft para exportação de documentos do Microsoft Word.
Dentro do arquivo RTF os criminosos incluem uma imagem com instruções para que a vítima clique duas vezes para ampliar a foto. Caso a orientação seja seguida, uma janela para a execução de um programa aparecerá. Se o usuário autorizar, o computador será então infectado com o vírus.
Arquivo traz imagem que, se clicada, tenta abrir um programa malicioso. (Foto: Reprodução/Kaspersky Lab)Arquivo traz imagem que, se clicada, tenta abrir um programa malicioso. (Foto: Reprodução/Kaspersky Lab)
A praga foi analisada pelos analistas de vírus Fabio Assolini e Dmitry Bestuzhev. "O uso dessa técnica permite aos cibercriminosos burlar os filtros de e-mail por extensões de arquivos, visto que raramente arquivos DOC e RTF são bloqueados. Nós temos certeza que tal técnica passará a ser usada com mais frequência entre os cibercriminosos brasileiros", escreveram os especialistas.
A técnica difere do método comum de distribuição de pragas brasileiras, que consiste no envio de um link para o vírus em mensagens de e-mail. O arquivo RTF, segundo a Kaspersky Lab, é incluído como anexo da mensagem, e a imagem dentro do documento possui um link para um vírus que está embutido dentro do próprio arquivo.
Brecha em processamento de imagem
Também nesta terça-feira, a Microsoft divulgou um alerta sobre uma brecha no componente Microsoft Graphics, usado para o processamento de imagens em alguns produtos da empresa, entre eles o Microsoft Office. A vulnerabilidade permite que uma imagem maliciosa incluída em um documento do Word faça com que o sistema seja infectado com um vírus com a abertura do arquivo, por exemplo.
A falha já está sendo usada em ataques direcionados contra alvos não revelados pela Microsoft. Não há relação da brecha com os ataques identificados no Brasil.

Fonte:  G1

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Existe um artigo recentemente publicado e muito acessado no Network World sobre isso. Esta é a história de como experientes pentesters testaram uma organização européia "segura", usando um ataque de engenharia social bem convincente para se infiltrar na empresa alvo. Não qualquer empresa, mas uma "especializada em offensive cybersecurity e proteção de segredos", de acordo com o artigo.
Os pentesters criaram uma personagem chamada Emily Williams. Criaram perfis para ela como tendo 28 anos e formada no MIT, com 10 anos de experiência na área. Criaram perfis no Facebook e LinkedIn e postaram nos fóruns do MIT com este nome. Resumindo, transformaram a personagem no mais real possível, com conhecimentos que naturalmente atrairiam a atenção de pessoas da empresa.
Nas primeiras 15 horas da existência da Emily, ela já tinha 60 contatos adicionados no Facebook e 55 no LinkedIn da empresa alvo. Em 24 horas ela até já tinha recebido algumas propostas de emprego.
Sendo a mulher sociável que ela demonstrava ser, Emily criou um cartão digital de natal e distribuiu pelos seus perfis nas redes sociais. O cartão continha um payload que dava acesso aos pentesters às máquinas das pessoas que abrissem o cartão. Uma vez dentro da rede da empresa, os atacantes conseguiram permissões administrativas, roubaram senhas e documentos, e instalaram seus softwares. Os pentesters até se depararam com o código fonte dos desenvolvedores. Eles também enviaram uma mensagem falsa de parabéns para o CSO e infectaram sua máquina.
No fim das contas, os pentesters conseguiram atingir suas metas, acessando a rede da empresa teoricamente segura em apenas uma semana, mas eles poderiam sem problemas ficar meses vagando sem serem descobertos para ver o que mais poderiam coletar. Eles basicamente tinham as chaves da cidade.
Este cenário nos dá uma bela lição de engenharia social e confiança. Não faz diferença quão treinados em segurança nos somos, ainda assim vamos confiar em alguém que pode dizer ser outra pessoa, ou parecer ser outra pessoa. Este é também um lembrete que a melhor solução de segurança que existe não vai segurar todos os ataques. As pessoas por trás da Emily poderiam muito bem ser cyber criminosos ou espiões de outras empresas em vez de pentesters contratados.

O criador do Lavabit Ladar Levison lançou uma campanha Kickstarter para a iniciativa de e-mail criptografado que ele está trabalhando em parceria com Silent Circle.
O projeto está olhando para levantar 196.608 dólares para pegar o código fonte Lavabit e transformá-lo em um projeto livre e de código aberto com o novo protocolo de correio eletrônico. Dark Mail se destina a fornecer uma próxima geração de e-mails com criptografia end-to-end. Se for bem sucedida, a campanha irá incluir a criação dos primeiros clientes de email para Windows, Mac, Linux, Android e iOS.

Levison fechou seu serviço de e-mail seguro, que se acredita ter sido usado por Edward Snowden para vazar informações da NSA, depois de receber pressão do governo dos EUA para entregar as chaves de criptografia de Lavabit. Silent Circle também fechou em agosto devido a preocupações de que a NSA poderia vir para seus dados.

Para mais informações acesse a página do Kickstarter!

Fonte: The Next Web
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