sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Uma ferramenta de busca que encontra dispositivos conectados à internet está causando pânico na web. E por “dispositivos” é possível incluir babás-eletrônicas, câmeras de segurança, estações de tratamento de água e até usinas nucleares.
Batizada de Shodan, em referência ao terrível computador do jogo System Shock, a ferramenta foi desenvolvida por John Matherly em 2009 e hoje tem um banco de dados de mais de 1,5 bilhão de dispositivos, segundo números da revista Forbes.
A ideia inicial do inventor, explicou a revista, era oferecê-la para grandes empresas como Cisco ou até a Microsoft, por exemplo, que a usariam para rastrear o planeta em busca de dispositivos da concorrência.
Mas ao invés de chamar a atenção das grandes corporações da tecnologia, a criação de Matherly se tornou um prato cheio para hackers mal-intencionados que têm se aproveitado de vulnerabilidades de tais dispositivos, e da falta de conhecimento de seus usuários, para invadir e tomar controle de câmeras de segurança, por exemplo, em lares, hospitais e até creches.
De acordo com a CNN, especialistas de segurança avaliaram a ferramenta e o que encontraram foi um cenário alarmante e assustador. Uma simples pesquisa realizada pela CNN retornou com os sistemas de controle de um parque aquático, crematórios e usinas nucleares.
A reportagem também procurou por “default password” e encontrou milhares de impressoras, servidores que usam “admin” como nome de usuário e tem como senha a famigerada sequência “1234”. Ou seja, estavam prontos para serem invadidos.
A Forbes lembra, contudo, que a tarefa de encontrar os dispositivos não é para qualquer um. É necessário saber dados específicos dos aparelhos e os resultados mostrados incluem protocolos de internet.
Ainda sim, aqueles que tiverem os conhecimentos necessários podem se aproveitar das “facilidades” oferecidas pela ferramenta, pelos dispositivos e por seus usuários, para fazer o que quiserem. 
Como exemplo de estrago que é possível ser feito com a ferramenta nas mãos erradas, a revista cita o caso de um americano chamado Marc Gilbert.
Uma noite, Gilbert ouviu uma voz adulta e desconhecida saindo do quarto de sua filha de dois anos. Quando chegou, descobriu que a voz era de um hacker que havia invadido a babá-eletrônica.
Shodan
Segundo a Forbes, Shodan funciona em um modelo “fremium”. É possível acessá-la gratuitamente, mas a ferramenta retornará com apenas 10 resultados. Atualmente, cerca de 10 mil usuários pagam uma taxa de cerca de 20 dólares, mas que dá acesso a mais de 10 mil resultados por busca. Usuários corporativos, como firmas de segurança, por exemplo, tem acesso a toda a base de dados de Shodan. 

Fonte: Revista Info

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Com uma pauta de reivindicações liderada pela “prisão dos mensaleiros” e que inclui o fim do voto obrigatório e a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, o Anonymous planeja atos em 140 cidades durante o 7 de Setembro.

Desde junho, o grupo aposta as suas fichas no que chama de o “maior protesto da história do Brasil”.

Os integrantes do Anony-mous só se identificam por meio de apelidos e usam máscaras similares à do filme V de Vingança (2006).

Nos dias dos maiores protestos de junho, o grupo apareceu como o principal “nó de relevância” das atividades do Facebook, segundo pesquisa da InterAgentes, do cientista social Sérgio Amadeu. Os “nós” são as páginas que receberam maior atenção na forma de comentários, compartilhamentos e convocações para os protestos.

No Twitter e Facebook, a Operação Sete de Setembro ganhou a hashtag “#Op7”.

Como não há comando unificado no Anonymous, internautas sem contato direto com o grupo também podem criar páginas e fazer sua própria convocação usando a mesma hashtag.

Um grupo, por exemplo, defende uma intervenção militar no País, o que é repudiado pelo Anonymous. O grupo afirma que “não quer um golpe militar, intervenção, fascismo ou socialismo”, e sim “um País democrático e melhor para todos”.

A pauta do Anonymous foi organizada após “uma votação pública e aberta” que contou com 26 mil votos.

O principal item da pauta, com 2.400 votos, foi a prisão dos condenados no processo do mensalão. O julgamento deve acabar neste mês.

Para os protestos em Brasília, por exemplo, foram criadas cinco páginas de convites no Facebook. Algumas marcam o ato para as 9h, perto do desfile militar. A cidade terá um feriado agitado. Além do desfile, haverá jogo da seleção contra a Austrália, às 16h15.

 Na hora da partida, os protestos devem ocorrer nos arredores do estádio.

Em Goiânia, página no Facebook já tem mais de 10 mil pessoas confirmadas para manifestação que terá concentração na Praça Cívica, a partir das 9h. As reivindicações são a reforma Política, aprovação imediata da PEC que acaba com o voto secreto para políticos, o fim do Foro Privilegiado aos políticos e Investimentos concretos em educação, saúde, segurança pública e transporte público.

Fonte: DM
anonymous

São Paulo - O grupo Anonymous - que tem como marca registrada o uso de máscaras do personagem do filme V de Vingança - invadiu na tarde desta segunda-feira, 2, o banco de dados da Assembleia Legislativa do Rio e divulgou nomes e CPFs de vários funcionários da Casa.
A invasão foi informada por um blog dedicado a divulgar notícias sobre o Anonymous. No mesmo blog, é possível encontrar uma lista com os nomes de servidores e os CPFs. Não há dados mais detalhados dos funcionários.
A invasão acontece na véspera da data prevista para a votação do projeto de lei que proíbe a presença de pessoas com rosto coberto em atos públicos no Rio. A proposta é de autoria de dois aliados do governador Sérgio Cabral, o presidente da Assembleia, Paulo Melo (PMDB), e o líder do PMDB, Domingos Brazão.
O projeto prevê ainda que qualquer manifestação só aconteça se for previamente comunicada à Polícia e também dá aos policiais poder para impedir o uso de qualquer tipo de arma, inclusive paus e pedras, usados por grupos radicais para quebrar vitrines de lojas, bancos e prédios públicos, em tumultos que costumam acontecer no final dos protestos, o que gera conflitos entre manifestantes e policiais.

Fonte: Abril
Aplicação pode acessar informações sigilosas de arquivos de log, Internet e a localização geográfica do celular.
Um novo aplicativo falso do BlackBerry Messenger foi identificado pela Kaspersy Lab. De acordo com a empresa de segurança, o app tem como alvo usuários da América Latina. Mesmo aparentemente sendo para usuários do BlabkBerry, o aplicativo falso também ficou disponível na loja online Android e para iOS.
A aplicação pode acessar informações sigilosas de arquivos de log, Internet e a localização geográfica do celular. Além disso, "os cibercriminosos lucram ao roubarem dinheiro das vítimas diretamente do seu saldo disponível ou por meio do tráfego de rede. Este último é precisamente o modo como opera a aplicação falsa do BBM, que agora não só afeta os usuários que falam inglês, mas para os usuários da região da América Latina", disse Dmitry Bestuzhev, diretor de Pesquisa e Análise da equipe da Kaspersky Lab América Latina.
Ao instalar o falso aplicativo, o usuário precisa aceitar os "termos e condições" em que menciona a aplicação Airpush, que vem junto com o do BBM falso. O app pode coletar "determinadas informações, incluindo o ID do Android, o endereço IP e a lista de todos os aplicativos instalados no seu computador".
Segundo Bestuzhev, o aplicativo já foi retirado do Google Play, porém, já fez mais de 300 IDs diferentes como vítimas em poucas horas. Este número pode representar um número ainda maior de dispositivos Android.
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De acordo com a empresa, algumas ações mais perigosas que a falsa aplicação do BBM pode fazer são:
•       Instalação e remoção do sistema de arquivos do telefone
•       Acesso a informações sigilosas em arquivos de log
•       Acesso à localização geográfica do telefone
•       Acesso à Internet
•       Usar o GPS para localização geográfica precisa do telefone
•       Adicionar ou modificar o registro e favoritos do navegador do telefone
•       Ler o histórico e favoritos do navegador do telefone
•       Modificar ou apagar os dados do cartão SD
•       Informações sobre o status do telefone
•       Obter uma lista dos aplicativos que estão sendo executados no telefone
O AirPush também possui uma funcionalidade que às vezes funciona como um Adware.

Fonte: UOL
A Kaspersky lançou recentemente uma versão multiplataformas do seu pacote de segurança online. O Kaspersky Internet Security 2014 pode proteger múltiplos gadgets com Windows, Mac OS e Android a partir de R$ 149,90 anuais. O antivírus é uma opção especialmente para quem usa mais de uma plataforma web; computador, tablet ou smartphone, por exemplo.
Seu computador está seguro? Teste a eficácia do seu antivírus
Kaspersky (Foto: Divulgação)Kaspersky lança antivírus multiplataformas por R$ 149,90 (Foto: Divulgação)
O pacote oferece segurança para até três aparelhos, sem restrição quanto ao número de produtos de um determinado sistema. Você pode utilizá-lo, por exemplo, em dois desktops e um celular, ou um celular, um tablet e um computador. Cada versão tem particularidades, sendo cada uma mais adequada para um determinado tipo de dispositivo. No geral, porém, todas têm um único objetivo: evitar que seu aparelho, móvel ou não, seja infectado.
Kaspersky lançou software que protege múltiplos dispositivos (Foto: Reprodução)Kaspersky lançou software que protege múltiplos dispositivos (Foto: Reprodução)
“A crescente popularidade dos dispositivos móveis levou os criminosos a mudar de comportamento e fizeram com que os smartphones e tablets se tornassem alvos de ataques e ameaças. Por isso, a proteção prática desses usuários deve mudar", avaliou Claudio Martinelli, Diretor de Vendas e Produtos da Kaspersky Lab na América Latina.
Com o Kaspersky Internet Security multidispositivos 2014 é possível obter a mesma proteção em todos os aparelhos com uma única licença. Nos dispositivos móveis com Android, os principais recursos são: proteção em tempo real, verificando programas baixados e aplicativos instalados; monitoramento de atividade web, integração com a rede global de informações com atualizações constantes da Kaspersky, recurso antifurto com fácil localização e bloqueio do aparelho, além de filtragem de chamadas e mensagens de texto.
Para Mac e PC, há funcionalidades básicas semelhantes, como proteção total contra ameaças de malware, dados em tempo real e controle de pais. Mas, na plataforma da Microsoft há diferenciais: foi incluída proteção em transações financeiras, bloqueio de aplicativos não conviáfeis, prevenção automática contra exploits e tecnologia Zeta Shield.
O Kaspersky Internet Security multidispositivos 2014 pode ser adquirido direto no site da empresa. Quem utiliza o Kaspersky Internet Security 2013 pode atualizar o pacote para o novo produto de forma gratuita pelo resto do período de vigência da sua licença existente.
Uma licença de um ano do novo kit para três dispositivos está disponível por R$ 149,90. E, por R$ 189,90, o usuário pode adquirir uma licença que cobre cinco aparelhos no total. Para a plataforma iOS, presente em iPhones, iPod touchs e iPads, não há opções no kit da empresa.

Fonte : TechTudo
Correio eletrônico nacional seria uma alternativa mais segura.
Dados ficariam armazenados no Brasil.

As denúncias de monitoramento ilegal de dados de brasileiros pelo governo americano levaram o Ministério das Comunicações a pedir a criação de um e-mail nacional.
Os Correios receberam a tarefa de estudar a implantação de um e-mail nacional com criptografia, que protege a informação. A empresa já trabalhava para criar um sistema de mensagens eletrônicas para fins empresariais, com confirmação de leitura pelo destinatário.
Depois das recentes denúncias de monitoramento ilegal de dados pelo governo americano, o Ministério das Comunicações sugeriu estudos para ampliar esse sistema. Segundo o governo, o e-mail nacional seria uma alternativa mais segura porque os dados ficariam armazenados no Brasil, diferentemente do que ocorre com os provedores estrangeiros.
“É uma decisão que infelzimente não resolve todo o problema. Outras ações precisam ser tomadas já que nós sabemos que a maioria das mensagens eletrônicas elas trafegam como cartão postal. Todo mundo pode vir a ler as mensagens, caso o carteiro tenha acesso a essas informações”, diz Marcelo Lau, professor de Gestão de Segurança da Informação da Fiap.
Um correio eletrônico nacional apenas é viável e elimina o risco do servidor. Os especialistas em tecnologia explicam que a caixa de e-mail, como o nome bem diz, serve só para armazenar as mensagens. É necessário transmiti-las, o que implica em toda uma infra-estrutura impossível de ser controlada.
O caminho que o e-mail percorre até chegar ao destino é complexo. Ele passa por vários servidores, que ligam os computadores à internet. A mensagem pode ser "desviada" do servidor de origem de quem manda o email e também durante a transmissão pela internet via satélite, cabos subterrâneos ou submarinos.
Há ainda o risco do servidor do destinatário ter algum programa espião, sem falar no risco dos usuários que podem ter vírus instalados em seus computadores ou smartphones.
O especialista explica que há dez anos acontece uma ciberguerra entre as nações na rede, que passou da hora do Brasil se defender. “Temos que botar em prática nossa política de cyberdefesa, que está muito bem projetada, mas precisa receber mais investimentos pra que rapidamente o Brasil levante as suas barreiras em relação a isso. E precisamos acelerar esse processo”, diz Marcelo Zuffo, engenheiro eletrônico da Poli/USP.

Fonte: Jornal da Globo
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