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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Uma terra quase sem lei, com uma “universidade” para hackers, um ranking com os mais bem-sucedidos cibercriminosos e uma lista dos IPs mais procurados pelo FBI – tudo acompanhado de um fórum para discussões internas. Poderia ser mais uma daquelas descrições mirabolantes sobre sites na deep web, mas não é nada disso. Todos esses elementos estão presentes em um jogo aberto, lançado por um brasileiro na semana passada, batizado de Hacker Experience – e que, a sua maneira, pode ser considerado um “GTA do cibercrime”.
O simulador é o primeiro projeto lançado por Renato Massaro, que trabalhou na criação de toda a estrutura “por diversão ou hobby”. Com 21 anos e estudando Ciências da Computação no interior de São Paulo, o jovem desenvolvedor começou a colocar ideias no papel ainda em 2005, quando ainda estava há alguns anos de entrar na universidade, e tentou executá-las por três vezes, pelo menos.
“Nas duas primeiras tentativas, parei na metade, ou por falta de tempo ou de conhecimento”, contou, por e-mail. “Já a terceira, comecei em fevereiro de 2012, um mês antes de entrar no curso – e ‘terminei’ agora no início de setembro.” Ou seja, foram dois anos e meio para criar a versão atual da aplicação, que roda direto no navegador.
A demora, justifica ele, está muito relacionada à faculdade, que tirava – e ainda tira – boa parte do tempo de Massaro. “Mas nos últimos seis meses, fiquei relativamente impaciente com essa demora e resolvi dedicar tempo integral ao jogo”, afirmou, dizendo ainda que deixou para implementar novas ideias apenas depois da conclusão do jogo, de forma a acelerar o desenvolvimento. “Faltei em várias aulas da faculdade e tive que cancelar várias disciplinas”, disse. “Mas acredito que valeu a pena” – e talvez por ter colocado em prática parte do que aprendeu na faculdade, como ele mesmo contou.
O jogo – A estrutura e a dinâmica do jogo, ambas desenvolvidas por Massaro, impressionam, de cara, pela complexidade. O visual remete ao do painel de controle do WordPress, e apresenta, primeiramente, informações de hardware (o computador do jogador e hacker) e gerais (reputação, tarefas e missões, por exemplo).
Logo abaixo, notícias mostram quem hackeou quem dentro da comunidade do game – sim, isso é possível –, um ranking classifica os melhores usuários em termos de reputação e uma lista exibe quais os IPs mais procurados pelo “FBI”. Por fim, o fórum e os anúncios dos administradores (Massaro, no caso) aparecem na parte inferior da página.
Visual apresentado, vamos à parte que interessa: o menu lateral dá acesso à tal Universidade, que ajudará você a começar a jogar e dará as primeiras missões. É por ela que os jogadores vão conhecer a fictícia Numataka Corporation, que desafia todo novo hacker a invadir o endereço da NSA – algo que ninguém nunca conseguiu fazer, segundo a mensagem.
Fora a escola, o menu mostra o gerenciador de tarefas e a “internet” do game, que funciona basicamente por IPs – como o da agência de segurança e os dos jogadores procurados pelos policiais. “Software”, por sua vez, mostra os programas que você tem à disposição para usar nas invasões e quebras de segurança, enquanto “Log de Dados” exibe todas as suas atividades (lembre-se de apagar tudo que aparecer por lá para não ser detectado) e “Hardware” traz dados sobre sua máquina e permite melhorá-la. Por fim, “Finanças” dá acesso ao banco e à carteira de bitcoins e “Banco de Dados” lista suas atividades e permite pará-las.
Apesar das linhas de código mostradas na página inicial de Hacker Experience, o processo de hack não é exatamente complexo e nem requer muito conhecimento técnico da parte do jogador. Pelo menos no início do jogo, as invasões exigem basicamente um programa (crack) adequado, o IP do alvo (que precisa estar acessível) e um pouco de agilidade para achar os arquivos necessários e apagar seus logs o quanto antes.
Inspiração e lançamento – Massaro, no entanto, não nega que, mesmo com as diferenças visuais, a inspiração para o projeto vem de antigos games do tipo – alguns até guardam semelhanças a animação apresentada ao acessar o site. “Acredito que eu tenha jogado praticamente todos desse gênero, e tentei tirar as melhores ideias de cada um, complementar com as minhas e criar algo novo”, disse, revelando ainda ter preferência por Uplink, da Introversion Software. “A única falha dele é que não há um modo multiplayer” – algo que o desenvolvedor incluiu no projeto mais novo antes de começar a divulgá-lo pela internet.
O lançamento de Hacker Experience, aliás, aconteceu no último dia 13 de setembro, quando o desenvolvedor colocou a página no ar – em inglês e português – e resolveu publicar o endereço no fórum Hacker News. A recepção do jogo, no entanto, foi bem maior do que ele mesmo esperava. “Para ser sincero, não esperava que alguém fosse jogá-lo e muito menos se interessar e viciar nele”, contou. “Só não desisti do projeto porque era apenas por diversão.”
Massaro conta que, em apenas dois dias, a página teve “milhões de visitas, aproximadamente 12 mil cadastros e 4 mil jogadores online ao mesmo tempo”. A demanda foi tanta que o desenvolvedor pensou até em vender o jogo, como mostra este post aqui, “simplesmente pelo fato de não dar conta de manter o suporte que os usuários merecem”.
Graças ao cansaço e ao grande número de mensagens, pedidos, sugestões e críticas recebidos, o servidor do jogo chegou a ser desligado, mas foi colocado de volta ao ar pouco depois. “Continua sendo difícil manter o contato necessário com todo mundo, mas as várias mensagens que recebi me fizeram perceber que vale a pena esse esforço extra.”
O bom número de acessos e jogadores simultâneos – número que está entre 1.000 e 2.000 – fez com que as tarefas fossem divididas pelo responsável, que conta agora com mais duas pessoas para ajudá-lo na administração. O comunicado da mudança foi feito no fórum interno do jogo, e no texto, o desenvolvedor atribui a novidade mais uma vez à faculdade. Aliás, Massaro está hoje no Canadá, em intercâmbio, e continua aproveitando as horas vagas para trabalhar em novos projetos pessoais.
Se quiser jogar, o Hacker Experience pode ser acessado por aqui – dá para fazer login pelo Twitter ou pelo Facebook ou criar uma conta no site. O jogo é gratuito, mas dá a opção de desembolsar uma pequena quantia para eliminar os anúncios, que nem de longe atrapalham as invasões virtuais.

Fonte: Info

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

E ai galera!

Uma das coisas que mais me deixa indignado são as pessoas que saem de casa sem a mínima noção de para onde estão indo ou onde fica o local que tem que chegar. Normalmente esse tipo de pessoa é aquela que para todo mundo na rua para pedir informação ou fica ligando a cada 5 minutos pedindo informação de como chegar, e isso nem comentando de sair da cidade, tem muitas pessoas que fazem isso na própria cidade. Eu não moro numa cidade nem muito grande e nem muito pequena, não tão pequena para conhecer tudo e nem tão grande a ponto de se perder, mas vejo pessoas pedindo informação com uma frequência absurda.

Hoje em dia já temos muitos smartphones por ai, e até os mais mulambos e baratinhos tem nem que seja Google Maps. E mesmo assim se o seu não tem ou não tem nem smartphone tem no seu computador, e computador você tem (senão não estaria lendo esse post :P). Você pode muito bem imprimir sua rota do ponto A ao ponto B do Google Maps e levar junto para saber para onde ir. Como ninguém nunca pensa nisso?

Aproveitando o assunto, conheci esses dias o site MapCrunch em quanto comentava sobre esse problema de pessoas perdidas com alguns amigos. O site basicamente te joga em algum lugar aleatório do planeta pelo Google Street View. Aproveitei esse serviço com cara de meio inútil para testar uma coisa: é possível sair de um ponto A desconhecido para um ponto B conhecido apenas usando a tecnologia como guia?

E realmente é possível sim! Quando cliquei em "GO!" no site fui jogado no meio de uma cidadezinha minúscula do interior da Eslováquia. Depois de vagar pelas ruas por alguns minutos encontrei uma bandeira da união euuropéia, com isso pude afirmar que estava na Europa, e pesquisando um pouco no Google pelo idioma das placas e paisagens locais consegui descobrir que estava na Eslováquia mesmo. Passeando mais um pouco pela cidade descobri que estava próximo da capital Bratislava.

Tracei uma rota pelo Google Maps e fui seguindo ela pelo site até chegar lá. Assim que cheguei, procurei o aeroporto para "voltar para casa". Tudo isso desde o "GO!" até chegar no aeroporto da Bratislava levou algo em torno de 4 horas (obviamente se eu estivesse lá demoraria mais do que isso), mas a experiência foi válida.

É possível sair de um lugar totalmente estranho e chegar em algum lugar e vice-versa apenas dando uma pesquisada rápida, então tenho razão em ficar irritado com pessoas me parando toda hora para pedir informação.

Sugiro realizar esse teste no MapCrunch quando tiverem um tempinho de sobra.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Inscrições estão abertas de 2 a 20 de setembro. Para participar é preciso ser brasileiro e ter idade igual ou superior a 18 anos.
 
A Câmara dos Deputados promoverá entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro um concurso hacker que premiará programadores e desenvolvedores de todo o País que criarem aplicativos voltados para ampliar a transparência na divulgação do trabalho parlamentar. A iniciativa é parte das comemorações dos 25 anos da Constituição Federal.

Para participar, é preciso apresentar um projeto de solução web que facilite o acesso às informações sobre a atividade legislativa e utilize os dados públicos para a promoção de um conhecimento mais aprofundado sobre a atuação do Congresso Nacional.

Serão selecionadas as 50 propostas consideradas mais criativas e alinhadas ao interesse público. Seus autores terão todas as despesas com passagem aérea, hospedagem, alimentação e traslado custeadas pela Câmara.

Durante os quatro dias de concurso, os participantes poderão desenvolver os aplicativos a partir dos dados disponíveis no portal da Câmara na Internet e de outras bases públicas.

Uma comissão avaliadora formada por técnicos da Casa e representantes da sociedade irá escolher os três grandes vencedores, que receberão o prêmio de 5 mil reais cada um, com patrocínio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis).

As inscrições estão abertas a partir da próxima segunda-feira (2) e vão até o dia 20 de setembro. Para participar é preciso ser brasileiro e ter idade igual ou superior a 18 anos no momento da inscrição.

As propostas, que devem ser inscritas exclusivamente por meio de formulário disponível no site www.camara.leg.br/hackathon, podem ser assinadas individualmente ou por equipes de até três integrantes.

Fonte: IDG Now
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