sexta-feira, 30 de janeiro de 2015


Uma vulnerabilidade crítica encontrada na biblioteca GNU C (glibc), usada em praticamente qualquer distribuição Linux, o que permite a atacantes executar código malicioso em servidores e ganhar controle remotamente de máquinas Linux.

A vulnerabilidade, conhecida como "GHOST" e recebeu o código CVE-2015-0235, foi descoberta e reportada por pesquisadores da Qualys.

Tão crítica quanto Heartbleed e Shellshock

GHOST é considerada crítica pelo fato de hackers poderem facilmente explorar e ganhar acesso completo ao sistema sem a necessidade de conhecimento das credenciais.

Esta falha representa um grande risco, similar a Heartbleed, Shellshock e Poodle, descobertas ano passado.

Versões afetadas

Essa vulnerabilidade afeta as versões até a glibc-2.2, liberada em 2000. Mas grandes distribuições como Red Hat, Debian e Ubuntu já tem a algumas semanas um patch para correção.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E ai pessoal!

Fiquei sabendo recentemente de um projeto da Electronic Frontier Foundation (espero que você saiba o que é a EFF...) chamado Surveillance Self-Defense. O projeto basicamente visa ensinar e concientizar as pessoas sobre a espionagem e segurança de suas informações de uma forma geral.

Como achei muito interessante e quero colaborar passando o projeto adiante vou traduzir algumas partes que julgo interessante e postarei aqui, ja que a maioria dos leitores do blog não segue meu conselho e vão estudar inglês. :)

Se você se garante, sinta-se a vontade de ir lá e ler por conta própria. O link está ali em cima...

Pra você que optou por esperar a tradução vamos lá! Vou começar pelo primeiro assunto, a introdução a modelagem de ameaças.



Não há uma solução única para se manter seguro online. Segurança digital não é sobre quais as ferramentas que você usa; ao contrário, trata-se de compreender as ameaças que enfrentam e como você pode combater essas ameaças. Para se tornar mais seguro, você deve determinar o que você precisa proteger, e de quem você precisa protegê-lo. As ameaças podem mudar dependendo de onde você está localizado, o que você está fazendo, e com quem você está trabalhando. Portanto, a fim de determinar quais as soluções que vai ser melhor para você, você deve realizar uma avaliação das ameaças.

Ao realizar uma avaliação, existem cinco questões principais que você deve se perguntar:

  1. O que você quer proteger?
  2. De quem você quer proteger?
  3. Qual a probabilidade de que você vai precisar para protegê-la?
  4. Quão ruim são as consequências se você falhar?
  5. Quanta dificuldade que você está disposto a percorrer, a fim de tentar evitar esses?
Quando falamos sobre a primeira pergunta, que muitas vezes referem-se a bens, ou as coisas que você está tentando proteger. Um recurso é algo que você valoriza e quer proteger. Quando estamos falando de segurança digital, os ativos são geralmente informações. Por exemplo, seus e-mails, listas de contatos, mensagens instantâneas, e os arquivos são todos os ativos. Os dispositivos também são ativos.

Faça uma lista dos dados que você mantém, onde ele é mantido, quem tem acesso a ele, e que impede os outros de acessá-lo.

A fim de responder à segunda questão, "De quem você quer proteger," é importante compreender quem poderia querer você ou sua informação, ou quem é o seu adversário. Um adversário é qualquer pessoa ou entidade que representa uma ameaça contra um ou vários ativos. São exemplos de potenciais adversários o seu chefe, o seu governo, ou um hacker em uma rede pública.

Faça uma lista de quem pode querer se apoderar de seus dados ou de comunicações. Ele pode ser um indivíduo, uma agência governamental, ou uma corporação.

A ameaça é algo de ruim que pode acontecer a um ativo. Há inúmeras maneiras que um adversário pode ameaçar seus dados. Por exemplo, um adversário pode ler suas comunicações privadas à medida que passam através da rede, ou eles podem apagar ou corromper seus dados. Um adversário também pode desativar o seu acesso aos seus próprios dados.

Os motivos dos adversários são muito diferentes, como fazem seus ataques. Um governo que tenta evitar a disseminação de um vídeo mostrando a violência policial pode se contentar em simplesmente excluir ou reduzir a disponibilidade do vídeo, enquanto um adversário político pode desejar ter acesso ao conteúdo secreto e publicá-lo sem você saber.

Anote o que o seu adversário pode querer fazer com seus dados privados.

A capacidade de o atacante também é uma coisa importante para se pensar. Por exemplo, o seu fornecedor de telefone celular tem acesso a todos os seus registros de telefone e, portanto, tem a capacidade de usar esses dados contra você. Um hacker em uma rede Wi-Fi aberta pode acessar suas comunicações não criptografadas. Seu governo pode ter capacidades mais fortes.

A última coisa a considerar é de risco. O risco é a probabilidade de que uma ameaça específica contra um determinado ativo venha a ocorrer, e caminha lado a lado com a capacidade. Enquanto o seu provedor de telefonia móvel tem capacidade para acessar todos os seus dados, o risco deles postando seus dados pessoais on-line para prejudicar a sua reputação é baixo.

É importante distinguir entre as ameaças e riscos. Enquanto a ameaça é uma coisa ruim que pode acontecer, o risco é a probabilidade de que a ameaça ocorrerá. Por exemplo, não é uma ameaça que seu prédio poderia entrar em colapso, mas o risco de isso acontecer é muito maior em San Francisco (onde terremotos são comuns) do que em Estocolmo (onde eles não são).

Uma análise de risco é tanto um processo pessoal e subjetivo; nem todos têm as mesmas prioridades ou visões ameaças da mesma forma. Muitas pessoas acham que certas ameaças inaceitáveis não importa o que o risco, porque a simples presença da ameaça a qualquer risco não vale a pena o custo. Em outros casos, as pessoas desprezam riscos elevados, porque eles não consideram a ameaça como um problema.

Em um contexto militar, por exemplo, pode ser preferível para um ativo a ser destruída do que para que ela caia em mãos inimigas. Por outro lado, em muitos contextos civis, é mais importante para um ativo, como serviço de e-mail para estar disponível de confidencial.

Agora, vamos praticar este modelo

Por exemplo, se você quer manter sua casa e seus bens seguros, aqui estão algumas questões que você deve se perguntar:

  • Deveria trancar minha porta?
  • Que tipo de fechadura ou fechaduras eu deveria investir?
  • Precisaria de um sistema de segurança mais avançado?
  • Quais são os ativos neste cenário?
    • A privacidade da minha casa
    • Os objetos dentro da minha casa
  • Qual é a ameaça?
    • Alguém poderia entrar
  • Qual é o risco real de alguém quebrando em? É provável?
Depois de ter perguntado a si mesmo estas perguntas, você está em uma posição para avaliar que medidas tomar. Se as suas posses são valiosas, mas o risco de um roubo é baixo, então você provavelmente não vai querer investir muito dinheiro em uma fechadura. Por outro lado, se o risco é alto, você vai querer obter as melhores fechaduras e cadeados no mercado, e talvez até mesmo adicionar um sistema de segurança.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


Deseja hackear o Facebook de alguém? Ou conta do Gmail? Invadir a rede de alguém? Mas não tem as habilidades para isso. Não precisa se preocupar. Um novo serviço está disponível para você que quer contratar um profissional para fazer alguma tarefa sobre hacking.

Conhecido como Hacker's List, o novo serviço oferece conectar clientes com "hackers profissionais" para contratação. O serviço permite que qualquer pessoa sem grandes capacidades técnicas e com dinheiro, pode invadir a conta de email do chefe. Isto parece bem com o que aconteceria em um filme. Basicamente contratando hackers para cometer crimes por você.

"Contratar um hacker não precisa ser um processo difícil, nós acreditamos que encontrar hackers profissionais de confiança pode ser sem problemas," diz a descrição do site.

"No Hacker's List nós queremos prover a você a melhor oportunidade de encontrar o hacker ideal para sua necessidade"

O Hacker's List, site com apenas 3 meses de vida - lançado em novembro - já recebeu mais de 500 pedidos de trabalhos. Tem também cerca de 70 hackers anônimos cadastrados, mas a maioria inativo.

O site cobra uma taxa nos projetos quando são finalizados e pagos, bem como serviços de freelancing por ai. Baseado em horas de trabalho, os preços dos hackers variam de US$ 28 até US$ 300 e grandes projetos podem variar de US$ 100 até US$ 5000. Como você pode imaginar, isso é feito de forma anônima, ninguém tem acesso a identidade das partes envolvidas.

Os projetos variam de "Hackear conta do Facebook","Hackear conta do Gmail","Hackear site" até "Hackear contas empresariais". Impressionantemente, muitas oportunidades são para hackear sistemas escolares e de universidades para mudar notas dos clientes.

Veja abaixo alguns exemplos de anúncios que podem ser encontrados no site e os respectivos valores que os clientes estão dispostos a pagar:


  • US$ 300 - US$ 500: Preciso de um hack para um jogo de Android chamado "Iron Force" desenvolvido pela "Clillingo". É um jogo com servidor dinâmico, frequentemente atualizado. Bem difícil de hackear. Preciso de um hack que de diamantes e dinheiro do jogo, e se possível um bot na minha conta.
  • US$ 10 - US$ 350: Preciso de informações e mensagens de uma conta do Facebook. Outros serviços disponíveis se esse for completo.
  • US$ 300 - US$ 600: Preciso de um hacker que mude minha nota. Precisa ser feito em 1 semana.
  • US$ 200 - US$ 300: Hackear uma conta de email empresarial. Copiar todos os emails da conta. Enviar spam difamando o empregado dono da conta para uma lista de emails.
O site foi registrado na Nova Zelândia, e se tornou o primeiro site a oferecer serviços de hacking. Mesmo vendo que a maioria das atividades é claramente ilegal, a página de termos e condições do site pede aos usuários que não usem para propósitos ilegais.

Outra possibilidade, apenas especulando aqui, é que este serviço é mantido por alguma agência governamental em busca de novos talentos, ou até mesmo querendo apenas tirar esses caras da internet, muito cuidado com esse tipo de proposta. Vou avaliar o site por um tempo antes de qualquer coisa e recomendo vocês ficarem de olho também.
Descoberta no final do ano passado pela Symantec, uma misteriosa ameaça chamada de Regin pode realmente estar ligada à NSA. Especialistas da Kaspersky chegaram à conclusão após compararem o vírus à parte do código-fonte de um malware da agência norte-americana, o Qwerty, divulgado na última semana pelo jornal alemão Spiegel.



O software malicioso foi usado entre 2008 e 2014 em campanhas de ciberespionagem e ciberataques, que tinham como alvos governos e empresas de telecomunicações, entre outras companhias. Ainda não dá para cravar quem foram os responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta, mas o grau de complexidade da estrutura já apontava mesmo para algum órgão nacional.

Estados Unidos e China já estavam, em novembro, entre os principais suspeitos, e a conclusão tirada pela empresa russa de segurança coloca agora os norte-americanos em “vantagem”.

O código-fonte do malware Qwerty divulgado pelo Spiegel ocupava onze páginas e foi vazado, junto de outros documentos, por Edward Snowden. A ferramenta é, na verdade, um keylogger – tipo de programa capaz de detectar entradas no teclado – que parece fazer parte do “pacote” Regin, segundo a análise da Kaserpsky.

“A maior parte dos componentes do Qwerty usa plugins do mesmo pacote, e há um pedaço do código que se refere a extensões da plataforma Regin”, diz o texto no blog da empresa de segurança. “Uma parte em especial do código é usada tanto no módulo 20123 do Qwerty quanto no 50251 do Regin, e faz referência ao plugin 50225, encontrado no sistema de arquivos virtual da plataforma.”

Então, conforme conclui o estudo da Kaspersky, essas semelhanças entre os códigos são provas concretas de que “o plugin Qwerty pode operar apenas como parte da plataforma Regin” – e é, de fato, um módulo do pacote como um todo. Além disso, segundo o Spiegel, essa “caixa de ferramentas” ainda pode ser usada por diferentes órgãos de diferentes países.

Por estar diretamente relacionada ao desenvolvimento do keylogger, a NSA – e seus aliados do Canadá, do Reino Unido, da Nova Zelândia e da Austrália – se torna, na visão da publicação alemã, a principal suspeita de ser a responsável pela plataforma de ciberespionagem. Mas ainda há descobertas por vir – segundo a reportagem, a própria Kaspersky já encontrou rastros do Regin “em computadores pertencentes a 27 multinacionais, governos e pessoas”.

Fonte: Info

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Cyanogen começou como apenas uma modificação da ROM do Android original para alguns aparelhos com a intenção de melhorar o desempenho dos dispositivos e de eliminar o "entulho" que algumas operadoras e fabricantes colocam nele.



Com a popularização da modificação a então CyanogenMod passou a se chamar apenas Cyanogen e produzir versões regulares dos Androids para mais e mais aparelhos e conseguiu até mesmo vir como padrão em alguns dispositivos no lugar do Android original, entretanto, parece que esta parceria entre a Cyanogen e o Google está um pouco desgastada pelo olhar de Kirt McMaster, CEO da Cyanogen.

Segundo ele a Google não deixa o Android tão aberto quanto poderia o que impede que determinados recursos possam ser acessados e melhorados, segundo ele o acesso ao "núcleo" do Android somente o Google tem e é por isso que aplicações de terceiros não conseguem usar recursos como o Google Now e seus comandos de voz a não ser os apps do Google.

A ideia inicial da Cyanogen é criar um fork do Android, o Google permite isso, a licença open source do Android permite isso, mas o que o Google não permite é que seus aplicativos rodem em sistemas forkeados, ou seja, um possível Cyanogem ROM independente do Google não poderia trazer a Google Play, Gmail ou qualquer outro App do Google, o que dificulta um pouco as coisas.

Mesmo assim o CEO da Cyanogen se mostra otimista e cogita a possibilidade de criar uma loja de Apps própria, desta forma gerando mais receita para a empresa.

E você leitor, o que achou da declaração, você acha que a Cyanogen produz um Android mais bem acabado do que o Google? Deixe sua opinião nos comentários.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

E ai pessoal!

Um dos projetos que estamos planejando para este ano é dar um espaço para os leitores poderem escrever aqui no blog, o que quiserem, desde que tenha algo relacionado com segurança e/ou tecnologia.



A ideia do post do leitor é incentivar o estudo, já que pra escrever algo informando ou ensinando sobre algum tema a pessoa tem de pelo menos ter estudado sobre, incentivar a escrita, aumentar a participação do leitor no blog e liberar nosso tempo para podermos nos dedicar a outros projetos relacionados com o blog.

Outro motivo importante para este projeto é que estamos pensando em aumentar a equipe da Brutal Security, e vamos usar isso como uma seleção para os novos membros da equipe. Quem publicar conteúdo interessante com uma certa frequência entra pra equipe.

Se você não tem nem ideia do que escrever ou está com dificuldade em algo pode entrar em contato que vamos ajudar você com seu texto. Para um começo vale qualquer coisa desde sua versão de "Como instalar o Windows" até uma analise reversa de um malware. De preferencia coloque imagens, principalmente tutoriais, isso ajuda muito.

E uma ultima coisa, tente fazer um conteúdo original, escreva com suas próprias palavras, nem que seja a coisa mais manjada do mundo, assim você aprende e contribui com algo de qualidade. Outra coisa muito importante, não copie o post de algum lugar e mande pra nós, se é pra copiar nós mesmos copiamos...

Caso você tem interesse em contribuir mande seu texto ou suas dúvidas para deivid@brutalsecurity.com.br.

Contamos com seu apoio! ;)
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