sexta-feira, 9 de maio de 2014

E ai galera!

Estou fazendo uma série de posts sobre segurança da informação em geral, algo bem prático e de simples entendimento. Você pode acompanhar post a post aqui e no final deles irei disponibilizar um paper gigante (quase um livro) e bem estruturado com todo o conteúdo. Basicamente o conteúdo destes posts serão exatamente o mesmo conteúdo que alguns sites não muito legais por ai vem cobrando para ensinar. Vou começar com metasploit. Se você não conhece absolutamente nada sobre Segurança da Informação de uma olhada no guia que postei a algum tempo atrás. Pela busca usando a tag "indicação" você também pode encontrar diversas indicações de livros, papers, vídeos, palestras e etc para aprender mais.

E vamos a ele!

Introdução

O Metasploit é uma das soluções mais completas para teste de invasão que temos hoje em dia, indo desde o básico de levantamento de informações até exploração de vulnerabilidades em dispositivos remotos e servidores. Outro atrativo dessa solução é  o fato de ser Open Source e gratuita, até um certo ponto.


Hoje em dia, o Metasploit é mantido pela comunidade e pela Rapid7 (http://www.rapid7.com/) e conta com quatro versões: uma delas gratuita e livre, que é a que já vem pré-instalada e configurada nas mais diversas distribuições Linux para Pentest, outra gratuita mas limitada e as outras duas versões comerciais.

Versões

Metasploit Pro: Uma das versões comerciais do Metasploit. Como a própria Rapid7 coloca, é uma versão para profissionais de segurança, pentesters. Tem muita coisa ali que ajuda e agiliza o processo todo de um pentest. Desde o básico de automação de scans até suporte com módulos de engenharia social.

Metasploit Express: A outra versão comercial. Esta é para os profissionais de TI, com as varreduras um pouco mais simples e ataques mais comuns. Normalmente utilizada em auditorias internas feitas pela própria equipe de TI da empresa.

Metasploit Framework: A versão open source. Denominada pela empresa como versão para pesquisadores de segurança e desenvolvedores. Seu principal objetivo é o auxílio a criação e testes de exploits. Esta versão está sendo usada para os mais diversos fins, principalmente por Hackers, Crackers e iniciantes na área. Para voltar a ser o que foi pensado, a Rapid7 está cortando funcionalidades desta versão, para que ela volte a ser apenas para pesquisadores e desenvolvedores. Para que o resto do público não se sinta obrigado a comprar a licença (relativamente cara) das outras versões, foi criada a versão a seguir.

Metasploit Community: Sendo esta versão gratuita e com interface semelhante as comerciais, voltada para todo aquele público que não se encaixa nas outras, sendo eles pequenas empresas, estudantes e por ai vai. 

Vamos nos focar aqui na versão Framework, já que é a mais usada ainda e acessível.


Conceitos e termos básicos

Antes de seguir em frente vamos a alguns conceitos.

Exploit: Um exploit é um pedaço de código que prova um conceito de uma vulnerabilidade. É um código que gatilha uma falha de segurança.

Payload: É um código arbitrário que vai executar no alvo com o objetivo de usar a vulnerabilidade explorada pelo exploit para obter algum tipo de dado, seja um arquivo de senhas ou uma conexão direta com o alvo.

Módulo: Módulos são exploits prontos do Metasploit, você pode customizar os módulos com os payloads, nops e codificações para atingir seu objetivo. Algumas outros tipos de códigos entram na definição de módulos, veremos eles logo a frente.

Sabendo disso, vamos seguir em frente. Tudo que você pode encontrar dentro do Metasploit é testado e reescrito, isso quer dizer que, diferente de um exploit que você ache na internet, todos os módulos do Metasploit fazem realmente o que dizem fazer, nada de malicioso, como um malware ou mandar informações para um terceiro.

A organização do Metasploit é bem simples, ele é subdividido em 5 áreas, Payloads, Exploits, Encoders, Nops e Auxiliares.

Payloads como comentado acima são os códigos que vão rodar no alvo com o objetivo de obter algo. Exploits também comentados acima, são os códigos que ativam as vulnerabilidades. Encoders são módulos que basicamente codificam seu exploit e payload para evitar a detecção por um Firewall, IDS, IPS e etc. Nops são geradores de códigos nulos, por exemplo em um ataque de Buffer Overflow, é necessário ir escalando a pilha para poder executar seus códigos. Uma instrução no local errado pode fazer a aplicação atacada encerrar ou até causar problemas no sistema. Para isso que servem os Nops, preencher essa área com instruções nulas para evitar problemas. E por último mas não menos importante temos os módulos auxiliares, estes são similares aos exploits mas não necessitam de payload, e não necessariamente “invadem” o alvo. Nessa categoria que você encontra módulos de bruteforce, scans, falhas de disclosure, entre outros.

O Metasploit tem centenas de módulos de todos os tipos, mas nada impede que possa ser criado um módulo específico para um ataque específico, toda a framework funciona em cima de ruby.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Você sabia que o mercado de cheats em games, como por exemplo aim bots, wall hacks, XP hacks e outros, rende milhões de dólares?

Eu já tinha uma noção, sou gamer e em todo o jogo me deparo com isso e sei que muita coisa é paga para usar.

Achei este artigo muito interessante explicando mais a fundo como tudo isso funciona. Está em inglês, não traduzi porque é beem grande, mas recomendo muito a leitura. Se não consegue ler em inglês use o tradutor do Google para traduzir para português.

Link do artigo: PCGamer

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ex-lider do grupo LulzSec realizou ataques a computadores governamentais do Iran, Síria, Pakistão e Brasil, sob o controle do FBI, de acordo com investigação do New York Times.

Depois de ser capturado e se tornado um informante do FBI, Hector Xavier "Sabu" Monsegur encorajou seus companheiros do Anonymous a hackear websites de governos estrangeiros usando um zero-day em software server side.

Os arquivos roubados durante esses ataques foram salvos em um servidor que está sendo "secretamente" monitorado pelos agentes americanos.

As alegações estão baseadas em cópias de documentos e entrevistas com indivíduos ligados a rede de ataques.

Monsegur foi preso em setembro de 2011, e desde então está trabalhando com a polícia federal americana e informante sobre a posição de seus companheiros de grupo. Isto apenas se tornou público em Março de 2012. Durante esses meses, Sabu coordenava ataques pela LulzSec e outros ao movimento Anonymous, pegando os alvos de acordo com ordens governamentais americanas.

O NYT disse que tem evidências de que o "Tio Sam", através de Sabu, usou os ativistas do grupo Anonymous para pesquisar por vulnerabilidades em sites governamentais.

Logs de chat entre o hackativista Jeremy Hammond e Sabu mostram que o FBI entregou a Hammond diversos endereços de websites  estrangeiros. Uma falha no software de web hosting Plesk foi uma das principais rotas para obter acesso a sistemas vulneráveis, alega o NYT.

Hammond, junto com um hacker brasileiro usando o nickname de Havittaja, entrou em diversos sites. Assim que o site era hackeado, informações sensíveis eram extraídas e upadas nos servidores designados por Monsegur, que estavam sendo vigiadas pelos agentes.

Hammond está cumprindo uma sentença de 10 anos de prisão por diversos ataques high-profile a sistemas americanos e roubo de informações confidenciais de Statfor.

Monsegur admitiu 12 das acusações que incluem diversas sobre hacking e conspiração.

Fonte: The Register
E ai pessoal!

Depois de algumas lidas no post anterior sobre Engenharia Social, resolvi que vou me dedicar um pouco mais no assunto, aproveitando o tempo descobri um podcast de vídeo chamado Scam School, onde dão muitas dicas valiosas e exemplos reais do uso de engenharia social.

Para ter uma provinha veja este vídeo de uma palestra no TEDx do criador do podcast Brian Brushwood:



Se você se interessou pelo assunto também o link do podcast é este: https://itunes.apple.com/br/podcast/scam-school-hd-mp4-30fps/id278107153?mt=2
A algum tempo atras, Engenharia Social era apenas usada para conseguir coisas de graça e passar alguém para traz com conversa, naquela época ninguém pensava em usar isso pesadamente em segurança da informação. Hoje em dia, cerca de 66% de todos os ataques usam engenharia social, incluindo hackers, crackers, hackativistas e governos.

O site social-engineer.org criou alguns infográficos interessantes sobre o assunto.


Algumas outras informações que foram levantadas:


  • 90% das pessoas que participaram da pesquisa informariam sem problema seu nome e email profissional e pessoal a qualquer pessoa, sem confirmar a identidade.
  • 67% das pessoas dariam o social security number (similar ao nosso CPF), data de nascimento e outras informações relacionadas a cadastro na empresa
  • Tiveram 100% de sucesso em obtenção de informação e invasões físicas
O objetivo da pesquisa é mostrar como um ataque de engenharia social não é tratado com a devida importância, como cyber ataques. O único modo de mitigar estes ataques é treinando os funcionários para esses tipo de situação.


Para mais informações visite o site social-engineer.org
O sistema operacional preferido de Edward Snowden, o Tails, finalmente saiu do Beta e entrou na versão 1.0.
O grande diferencial dessa distribuição Linux é foco na segurança, ou seja, ele foi criado especialmente para eliminar todos os seus rastros na rede. Para fazer isso ele roda a partir de um pendrive e possui diversos recursos de segurança para garantir o seu anonimato na rede.
O SO é baseado no Debian e utiliza a interface Gnome 2.0. Ele conta com a maioria de seus aplicativos padrão e a segurança do tráfego na internet é garantida pelo sistema Tor, que deixa você invisível na rede.
Para utilizar o Tails, acesse o site oficial do projeto e siga as instruções.

Fonte: TecMundo
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