quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Qualquer filme, desde de terror até ação, passando por policial e suspense, tem sempre um especialista em computação que normalmente invade algum servidor super protegido, ou um vírus destruindo sistemas inteiros ou outras ações relacionadas com computação. Os diretores mais precupados levam essa parte com um cuidado extremo, evitando mostrar a tela do computador que normalmente disviaria a atenção do plot principal. A realidade não é tão simples e bonita, sem falar que levam semanas para um ataque ser bem sucedido. Bons produtores administram essas características e conseguem contornar essa situação sem sofrer muitas críticas.

Hackers [1995]

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Os criadores desse filme evitaram mostrar o processo de invasão em boa parte do tempo. Eles apenas mostraram digitações e cliques frenéticos e alguns efeitos visuais, não mais que isso. Muitas das técnicas e invasões mostradas no filme são possíveis e o hacker do filme é um tanto quanto realista: Livros de Unix, senhas fracas e outros pontos chave claramente indicaram que o roteirista e o diretor gastaram um bom tempo estudando como hackear.

Live Free or Die Hard  [2007]

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O popular filme de ação, estrelando Bruce Willis, apresenta um monte de assuntos relacionados com cyber segurança e utiliza este tema como ponto principal do filme. Mas, algumas das façanhas mostradas no filme como obter acesso e controle total da rede de tv, controle de tráfego, e outros é até possível, mas infinitamente mais difícil e demorado do que mostrado. Outra coisa que não é bem assim na vida real é o fato de explodir alguma coisa remotamente. Existem alguns malwares que atacam grandes empresas nucleares, mas eles não irão fazer tudo explodir, principalmente quando o assunto é precisão em relação ao tempo.

Já falamos sobre este filme aqui!

007: Skyfall [2012]

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De um ponto de vista geek este filme é memorável graças a outro hack impossível de implementar, controlado remotamente que no fim explode com tudo, mas tem também a idéia de roubo de informações "top-secret" pela internet. Outro tiro no pé é o caso de manter o centro de operações hacker em uma ilha deserta. Na verdade não existe nenhuma vantagem em manter um datacenter isolado, na verdade é até pior, porque é mais fácil de ser rastreado, devido a quantidade de tráfego por pessoa. O melhor seria colocar esses servidores em locais super populosos, com a Asia por exemplo. A verdadeira segurança em dados está na criptografia, e não onde esses servidores estão.


Wargames [1983]

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Este é um filme bem antigo, mas adorado pelos geeks. A história involve jovens hackers que invadem um poderoso computador militar apenas para descobrir se ele tinha algum jogo. Em quanto jogavam os jogos, não perceberam que estavam de fato no mundo real e não em uma simulação de computador e estavam preparando mísseis que poderiam causar a Terceira Guerra Mundial. Esse filme aborda tópicos hackers da época, como wardialing, mas neste caso a palavra "wargames" estava sendo usada no modo literal.

A internet como sabemos foi criada e projetada para fins militares. Por mais inteligentes e incríveis que os jovens fossem, mesmo naquela época acredito que não seria tão fácil acessar um sistema desse e ainda por cima não ser detectado até os mísseis estarem preparados para o lançamento. As forças armadas (americanas principalmente) viram toda a evolução da internet, então hoje em dia eles provavelmente tenham um sistema 100% isolado e próximo disso em segurança.

Sneakers [1992]

Este filme foi criado pelas mesmas pessoas do filme "Wargames". Este envolve quebrar uma certa criptografia para obter alguns dados sigilosos. No filme, agências secretas de diversos países perseguiam esses dados, e sem dúvida que a NSA estava no meio. Este caso em específico é bem simples de desenvolver (NSA que nos diga). Outro ponto legal é a engenharia social que foi apresentada, também muito próxima da realidade.

Bourne Ultimatum [2007]

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Este é um caso raro. O filme de espionagem foi realmente aconselhado por consultores de segurança quando foi desenvolvido. Basicamente eles hackeiam alguns computadores para roubar documentos secretos. Sabemos muito bem que isso é possivel e até bem comum hoje em dia. Já a tela dos computadores tem coisas interessantes usadas pelos hackers para invadir o sistema, como por exemplo SSH, bash e o favorito de Hollywood o scanner NMAP.

The Matrix Reloaded [2003]

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A trilogia Matrix inovou em várias coisas, mas não no modo de tratar os hackers. Certamente usam muita coisa do mundo hacker, mas o maior defeito é aparecer tudo como mágica, como uma magia do Harry Potter. Os assuntos como "escapar do SandBox" que os personagens de Matrix exploram existe realmente, os malwares modernos precisam resolver isto para poder funcionar, por exemplo os exploits do Adobe Reader. Além disso temos novamente o NMAP.

Paranoia 1.0 [2004]

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Este filme está mais voltado para inteligência artificial, nanorobôs, conspirações e um pouco de hacking. Este não é um filme de Hollywood então neste caso a tradição do NMAP não foi usado, mas fui usado o código fonte de um antivirus chamado Viralator.

Tron [1982]

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Mais ou menos 20 anos de Matrix, onde vemos a primeira mistura de pessoas com computadores neste filme chamado Tron. Os seus criadores perceberam como os computadores vinham ficando populares. Basicamente esse filme mostra de um modo ingênuo como computadores funcionam, e mesmo assim se tornou um ícone sci-fi.

The Girl with the Dragon Tattoo [2009]

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Com belas cenas de hacking, usando o bom e velho NMAP o foco do filme é bem viável, basicamente levantar informações pessoais e seus segredos. Existem modos mais fáceis de fazer isso hoje em dia. Se você quer mesmo descobrir todos os segredos mais profundos de uma pessoa basta apenas roubar seu smartphone.

Temos aqui os mais clássicos do top 10 que o Blog da Kaspersky Labs  fez, que filme que você acha que ficou de fora? Opine nos comentários.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Um relatório do Facebook informa que autoridades brasileiras enviaram à rede social 715 solicitações de dados pessoais no primeiro semestre. Os dados referem-se a  857 contas de usuários. Um terço desses pedidos foram atendidos pela empresa.

O relatório, divulgado hoje, lista o número de solicitações de dada país, o número de contas de usuários correspondentes e o percentual de pedidos atendidos pelo Facebook. O Brasil é o sétimo país com mais pedidos desse tipo no primeiro semestre.

Os outros países que mais bisbilhotaram a vida dos usuários do Facebook no semestre são Índia, Reino Unido, Alemanha, Itália e França. Mas o campeão disparado são os Estados Unidos, com mais de 11 mil solicitações.

O Facebook não tem permissão para publicar os números exatos dos Estados Unidos. As leis americanas permitem que organizações como a Agência de Segurança Nacional (NSA) emitam ordens de silêncio impedindo a divulgação dessas solicitações.

“Continuamos pressionando o governo dos Estados Unidos a permitir mais transparência em relação a essas solicitações, incluindo números específicos e tipos de solicitações relacionadas à segurança nacional”, afirma, no relatório, Colin Stretch, conselheiro geral do Facebook.
“Publicaremos informações atualizadas para os Estados Unidos assim que obtivermos autorização legal para isso”, prossegue ele.

No recente escândalo produzido pelos documentos secretos da NSA vazados por Edward Snowden, surgiram indícios de que empresas como o Facebook colaboram com o governo americano permitindo que as autoridades tenham acesso direto à base de dados de usuários.
O Facebook diz que só autoriza o acesso quando há base legal para isso. “Analisamos as requisições levando em conta os nossos termos, a legislação aplicável e ainda exigimos uma descrição detalhada de bases factuais e legais para cada requisição”, afirma Stretch.

“Contestamos muitas dessas requisições quando encontramos deficiências legais ou quando identificamos requisições amplas ou vagas. Quando precisamos cumprir com um pedido em especial, normalmente compartilhamos uma única informação básica da conta, como o nome do usuário”, prossegue.

Confira, na tabela abaixo, os 20 países que fizeram mais solicitações de dados pessoais ao Facebook no primeiro semestre:

relatorio

Fonte: Revista Info

Criador do software fez referência a post de agosto de 1991 em que anunciou que estava trabalhando no software livre.
Nesta semana completam 22 anos desde que Linus Torvals anunciou com um post em um grupo que estava criando um sistema operacional gratuito, uma mensagem que ele ecoou ao anunciar neste final de semana a versão mais recente do kernel do software.
“Olá para todos usando minix – estou criando um sistema operacional (gratuito) (apenas um hobby, não será grande e profissional como gnu) para clones do 386 (486)”, Torvalds escreveu em 26 de agosto de 1991, pedindo para as pessoas enviarem pedidos de recursos.
E ontem, 25, Torvalds anunciou o lançamento do kernel 3.11-rc7 do Linux de maneira parecida.
“Olá para todos usando Linux – estou criando um sistema operacional (gratuito) (apenas um hobby, mesmo que seja grande e profissional) para clones do 486+ AT e praticamente qualquer máquina superior. Isso está sendo feito desde abril desde 1991, e ainda não está pronto. Gostaria do seu feedback em coisas que as pessoas gostam/não gostam no Linux 3.11-rc7”, escreveu no Google+.
A versão 3.11 do kernel do Linux tem recebido o codinome Linux for Workgroups, uma referência ao Windows 3.11 for Workgroups, lançado pela Microsoft há cerca de 20 anos.
Uma das principais mudanças em relação a versão 3.10 do kernel é um melhor gerenciamento de energia para máquinas placas gráficas AMD Radeon.

É, não deu. Apesar de ter batido recorde de arrecadação no Indiegogo – precisamente US$ 12.812.776 -, o Ubuntu Edge ficou muito longe da meta estabelecida e, portanto, o projeto será arquivado pela Canonical.
Já se sabia desde o início que conseguir US$ 32 milhões em um mês (ou seja, cerca de US$ 1 milhão por dia) era uma meta bastante audaciosa. Mas, nas primeiras 24 horas, as contribuições superaram a casa dos 5 milhões de obamas, alimentando as esperanças de que o total necessário seria mesmo arrecado, talvez muito antes do prazo final.
Ubuntu Edge
Ubuntu Edge: para sempre em nossos corações (né?)
Mas nos dias subsequentes o interesse pela campanha esfriou. Para tentar reverter a situação, a Canonical chegou inclusive a criar pacotes que davam direito a um Ubuntu Edge com preços abaixo dos US$ 830 previstos inicialmente. Também pudera: no primeiro dia, 5 mil pessoas puderam garantir uma unidade por US$ 600, valor que talvez tenha sido o chamariz na ocasião.
Para um smartphone que se propunha a oferecer tela de 4,5 polegadas (de cristais de safira, gosto sempre de lembrar), 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento interno, câmera traseira de 8 megapixels, duas antenas LTE, NFC e dois sistemas (Ubuntu Phone e Android), mesmo US$ 830 não é muito.
Por outro lado, a ideia pode ter parecido irreal demais, fazendo com que muita gente interessada simplesmente preferisse não arriscar. Penso eu que se houvesse alguns protótipos efetivamente mostrando o Ubuntu Edge em ação, mesmo com possíveis falhas iniciais, as chances teriam sido maiores.
Como a campanha não deu certo, os valores pagos por todos os pouco mais de 20 mil colaboradores serão restituídos em até cinco dias úteis, de acordo com uma mensagem publicada por Mark Shuttleworth na página do projeto. Mas nem tudo tem cheiro de derrota.
Com o projeto, a Canonical conseguiu atrair bastante atenção para o Ubuntu Phone. O Ubuntu Edge não sairá das pranchetas, mas talvez algum fabricante se interesse pela ideia de lançar um aparelho baseado na plataforma – além de aparentar ser bastante funcional, a proposta de possibilitar que o dispositivo seja utilizado como um desktop é uma grande sacada.
Em sua mensagem, Shuttleworth deixou claro que não descartou a possibilidade de fazer um novo projeto de crowdfunding: “talvez um dia peguemos tudo o que aprendemos com esta campanha – conquistas e erros – e tentemos de novo”.

Você pode gritar “Me teletransporte, Scotty!” o quanto quiser: você só vai atrair um monte de olhares confusos de pessoas perguntando se você bateu a cabeça recentemente. Sim, é triste que dispositivos de teletransporte humano ainda não existam em 2013, e mesmo se eles existissem, o lag tremendo o tornaria pouquíssimo prático.
Essa é a realidade da ciência, que nem sempre bate com as nossas visões fantásticas de futuros fictícios, repletos de carros voadores e outras tecnologias improváveis. Em outras palavras, a realidade nem se compara ao que nós crescemos assistindo na televisão.
No entanto, isso não significa que Hollywood errou em tudo. Dê uma olhada ao seu redor e você verá algumas invenções que não apenas são boas, como algumas foram previstas por cineastas há décadas. Você pode traçar um paralelo, por exemplo, entre os gestos em Minority Report e a computação touchscreen e sensores controlados por movimento, como o Kinect. Quanto mais voltamos aos filmes antigos, mais interessantes ficam esses paralelos.
Junte-se a nós enquanto relembramos 15 filmes que, em sua maior parte, previram corretamente as futuras tecnologias em uso hoje.

movies future (2)
Computação vestível – De Volta para o Futuro II (1989)
A franquia De Volta para o Futuro acertou algumas coisas e errou em muitas outras; na primeira categoria, temos a computação vestível. Os óculos que você vê a família McFly usando à mesa de jantar servia como um precursor do Google Glass e até mesmo do Oculus Rift, e eles próprios estão apenas começando. Infelizmente, ainda não temos hoverboards voadores – pena!

movies future (3)
Scanner corporal – Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu! – 2ª Parte (1982)
Entre todos os percalços e situações bizarras vistos em Apertem os Cintos 2, um filme que você ou vai amar ou odiar, scanners que visualizam seu corpo inteiro, revelando partes nuas dos passageiros, pareciam tão bobos na época que eu não podia deixar de rir. Quase três décadas depois, ninguém achou engraçado quando a TSA, agência que cuida da segurança em transportes nos EUA, realmente implementou scanners corporais nos aeroportos americanos. Eles foram removidos.

movies future (4)
Carros que dirigem sozinhos – O Vingador do Futuro (1990)
Arnold Schwarzenegger fez o papel de Douglas Quaid, um funcionário de construção civil que não conseguia parar de sonhar com Marte e com uma de suas habitantes. O filme é uma exploração sci-fi da realidade virtual, mas uma cena que se destaca envolve táxis autônomos, conhecidos como Johnny Cabs. Hoje, o Google é um dos maiores defensores de carros autônomos, e agora existem três estados nos EUA onde os carros que dirigem sozinhos são permitidos por lei para fins de teste.

movies future (5)
Skype – 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
A visão de Stanley Kubrick sobre nosso mundo moderno é assustadoramente precisa em vários aspectos, e poderíamos encher uma galeria inteira apenas com este filme. Claro, o videofone parece rudimentar para os padrões de hoje, mas o conceito subjacente é, inegavelmente, parecido com o Skype. O turismo espacial, a computação em tablet, e TVs pessoais embutidas em assentos de avião também apareceram no filme.

movies future (6)
Automação residencial – Amores Eletrônicos (1984)
Em Amores Eletrônicos, é homem contra máquina no início da era do PC, quando quase ninguém sabia nada sobre computadores. Isso explicaria por que pareceu tão assustador que um PC pudesse assumir a casa e controlar as luzes, trancar portas, e assim por diante. Nós já aprendemos a conviver pacificamente com os PCs, e a domótica (automação residencial) é uma coisa maravilhosa.

movies future (7)
Interface de toque – Minority Report: A Nova Lei (2002)
Houve tantas comparações das tecnologias da vida real com as retratadas em Minority Report que quase odeio ter que mencionar o filme mais uma vez, mas na compilação de uma lista como esta, é justo incluí-lo. Afinal, o filme previu com precisão que gestos e computação touchscreen seriam a norma, não a exceção. Vamos torcer que o policiamento preventivo não seja o próximo!

movies future (8)
Robôs militares – Um Robô em Curto-circuito (1986)
É fácil se apaixonar por Johnny 5, o robô engraçado do filme Curto-circuito. No entanto, ele foi construído com um assunto mais sério em mente – como um protótipo de robô militar. Agora temos os veículos terrestres não tripulados (UGVs) que podem operar de forma autônoma e sem o risco de se tornarem conscientes se forem atingidos por um raio. Equipe um deles com a Siri e você teria um Johnny 5 dos dias atuais.

movies future (9)
Viagem ao espaço – A Mulher na Lua (1929)
O homem só pousou na Lua em 1969, mas 40 anos antes, o filme mudo A Mulher na Lua mostrou como isso poderia ser. Havia um foguete multi-estágios, um frenesi da mídia no evento de lançamento, e uma contagem regressiva que antecedeu ao evento antecipado. Muito bom, Fritz Lang.

movies future (10)
Cirurgia assistida por robôs – Sleeper – O Dorminhoco (1973)
Woody Allen é um monte de coisas, mas não é um médico. No entanto, ele fingiu ser um em Sleeper, uma comédia que tenta trazer um olhar nostálgico para o futuro. Em uma cena, um computador falante oferece análise e sugestões durante a cirurgia. Muitos anos depois, não é incomum para os cirurgiões usar a robótica de controle remoto para ajudar em cirurgias.

movies future (11)
Smartphones/PDAs – Jornada nas Estrelas (1966)
Todo fã de Star Trek está familiarizado com o Tricorder, um dispositivo portátil que grava dados, analisa-os e faz varredura. Você sabe o que mais pode fazer essas coisas? Smartphones! Nós não estamos dizendo que eles sejam o mesmo dispositivo, é claro, mas dado tudo o que smartphones podem fazer e a grande variedade de apps disponíveis, o Tricorder é, em alguns aspectos, um precursor dos dispositivos móveis de hoje.

movies future (12)
Outdoors digitais – Blade Runner: O Caçador de Androides (1982)
Um passeio através da paisagem urbana em Blade Runner revela um mundo em que outdoors digitais são bem onipresentes. Nós não chegamos lá ainda, mas outdoors digitais são certamente mais comuns hoje do que na década de 1980. Quem mora em uma cidade grande (sem uma Lei Cidade Limpa!) talvez até veja um trailer de Blade Runner 2 em um outdoor digital, que já tem um roteiro que inclui vários dos personagens originais.

movies future (13)
Wardriving – Jogos de Guerra (1983)
Anos antes de a Internet se tornar algo conhecido e usado por todos, Jogos de Guerra ofereceu um vislumbre das ameaças em um mundo conectado, incluindo hackers, guerra cibernética e wardialing (usar um modem para criar uma lista de números de telefone funcionais), o que mais tarde levaria ao wardriving (dirigir por aí procurando por redes Wi-Fi). Jogos de Guerra também é o primeiro filme a usar o termo “firewall”.

movies future (14)
Robô aspirador – Os Jetsons (1962)
Não, nós não vamos para o trabalho em carros voadores nem comemos refeições inteiras em forma de pílula, mas várias tecnologias dos Jetsons estavam à frente de seu tempo. Havia bate-papo em vídeo, camas de bronzeamento artificial, o TeleViewer (semelhante a um iPad) e, claro, robôs aspiradores, um predecessor cartunesco do iRobot Roomba.

movies future (15)
Testes genéticos em casa – Gattaca – Experiência Genética (1997)
O mundo corporativo ainda não passou a usar testes de DNA no lugar de entrevistas de emprego, como retratado em Gattaca, nem um obstetra pode lhe dar um resumo de todas as doenças que o seu bebê recém-nascido pode ter, juntamente com uma expectativa de idade precisa. É possível, no entanto, pegar exames de DNA, como o 23andMe, para fazer em casa e obter uma lista dos seus riscos genéticos de saúde.

movies future (16)
Impressão 3D em casa – Mulher nota 1000 (1985)
Há uma conexão frouxa entre o filme de 1985 e a impressão em 3D, mas ela existe. No filme, dois adolescentes com hormônios em fúria criam a mulher “perfeita”, usando um computador e uma boneca Barbie de plástico. Usando uma impressora 3D atual, você também pode criar Kelly LeBrock em sua casa usando um computador e plástico. Ela só seria uma réplica, mas quem sabe o que será possível daqui a mais 28 anos.

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Siri – 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
Sabemos que 2001 já foi mencionado nesta lista, mas o icônico robô HAL 9000 do filme facilmente merece seu lugar aqui. Para os fãs do filme, a frase “Sinto muito, Dave, temo que eu não possa fazer isto” vai para sempre retratar a ideia da maldade nos robôs. Assim como HAL, você pode conversar com o programa Siri, da Apple, se você tiver um iPhone. Esperemos que o aparelho da Apple não seja maligno também.

Fonte: Gizmodo


Muitas coisas ainda precisam ser desenvolvidas para o inevitável voo tripulado da NASA para Marte. No entanto, um dos principais desafios continua sendo um dos mais elusivos: como os astronautas vão viver seis meses em uma nave espacial sem ficarem loucos? Eles vão dormindo, é claro.
Na última década, cientistas exploraram várias maneiras de fazer com que os astronautas hibernem no caminho até Marte. Isso é mais ou menos como dormir no banco de trás do carro do seu pai enquanto vocês vão até a casa da sua avó, mas multiplicado por mil. Um longo sono como esse tem suas complicações, claro. Para começar, você precisa manter os astronautas alimentados e hidratados durante o trajeto. Você também precisa, de alguma forma, evitar que os músculos deles atrofiem e impedir perda óssea devido a um período extenso em um ambiente sem gravidade. (Veja este gráfico interativo da NASA para descobrir outros efeitos que a exploração espacial pode ter no corpo dos astronautas).
Os benefícios da hibernação são inegáveis. Os astronautas ainda precisariam de suprimentos, mas não tanto como precisariam caso estivessem acordados. Outro benefício vem da blindagem de radiação. Como os astronautas ficariam o tempo inteiro em uma área pequena, não seria necessário equipar a nave inteira contra radiação. E, finalmente, existem muitos benefícios psicológicos de deixar os astronautas dormirem durante a longa viagem em vez deles lerem algo no Kindle ou qualquer outra coisa para combater o tédio no espaço.
Está bem claro que colocar os astronautas em estado de hibernação beneficiaria a viagem. O que não está claro, porém, é como fazer isso. Os cientistas têm algumas ideias.

Abaixe a temperatura do corpo deles

Uma das ideias preferidas da NASA envolve induzir a um estado de hipotermia terapêutica. Em outras palavras, eles querem diminuir a temperatura do corpo dos astronautas para eles consumirem menos energia. O Space.com falou com John Bradford, que está trabalhando na questão da hibernação, sobre os benefícios, e Bradford explicou que para cada grau a menos na temperatura do corpo, o metabolismo cai cerca de 5 a 7%. Pesquisadores esperam chegar a uma queda de 10 graus, o que levaria a uma redução de 50% a 70% da taxa de metabolismo.
“Não vamos congelar ninguém”, explicou Bradford. “Não é uma criopreservação; é algo mais próximo a hibernação. Eles vão continuar respirando, precisarão de alimentação.” O processo é chamado hibernação hipotérmica. O estado de coma vai ser induzido ao diminuir a temperatura da nave e, assim, a do corpo dos astronautas também. Eles ainda teriam vida – seriam ligados a máquinas para respirar.
Não parece muito confortável, mas é totalmente possível. O recorde atual de manter um humano em uma hibernação hipotérmica induzida é de dez dias. A NASA precisaria aumentar isso para seis a nove meses, a quantidade de tempo necessária para a viagem até Marte, ou planejar o despertar dos astronautas e uma forma deles dormirem novamente.

Encha-os de drogas

Há alguns anos, quando os cientistas começaram a explorar a possibilidade da hibernação no espaço, eles se concentraram em drogas que poderiam induzir a um estado de sono. Uma delas é conhecida como DADLE e teve bons resultados em testes em laboratórios. Cientistas conseguiram fazer esquilos dormirem com a droga durante os meses do verão, por exemplo, e não encontraram nenhum efeito colateral quando eles acordaram.
Mas usar essas drogas em humanos é um pouco mais complicado, já que o corpo humano é mais complicado, mas cientistas estão confiantes com os resultados do DADLE. “A molécula DADLE é parecida com outras que temos no cérebro humano e lembra uma das proteínas ativadoras da hibernação em hibernadores,” explicou o professor Marco Biggiogera alguns anos atrás em nome da Agência Espacial Europeia. “Ela pode reduzir a energia exigida pelas células, seja isoladas em culturas ou presentes em outros animais ou organismos.”

Cruze os dedos

Obviamente, nenhuma dessas técnicas de hibernação está livre de riscos. Mesmo em um estado de hibernação reduzida, há uma possibilidade dos astronautas experienciarem perdas ósseas e atrofia muscular. Uma das formas dos pesquisadores tentarem resolver isso seria com uma espécie de centrífuga tirada de 2001: Uma Odisseia no Espaço que giraria lentamente, criando uma pequena força gravitacional. Se girar devagar demais, não vai ter o efeito desejado. Isso é complicado. Se for rápido demais, vai fazer os astronautas ficarem enjoados. Imagine acordar de um sono de seis meses coberto com vômito de seis meses atrás. Não é legal.
Independentemente do que eles decidirem fazer, parece cada vez mais provável que a hibernação será o método escolhido. Sem ela, a tecnologia atual só permitiria que quatro a seis pessoas viagem para Marte em uma enorme nave espacial. Mas, se eles forem espremidos em um quarto pequeno, pode ser que até 10 ou 20 astronautas hibernem rumo ao planeta vermelho. A única coisa que precisaria ser observada é o caminho de asteroides ou possíveis problemas de motor. A milhões de quilômetros de distância da Terra, uma nave cheia de astronautas sonolentos no comando pode ser algo bastante perigoso.

Fonte: Gizmodo
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