segunda-feira, 3 de junho de 2013



Sun Tzu, o renomado estrategista militar e autor do livro A Arte da Guerra, tem a famosa frase, “Conheça o inimigo e conheça a si mesmo e você não será derrotado em centenas de batalhas…”. O objetivo desta frase é lembrar que conhecer nossos pontos fortes e nossas fraquesas é igualmente importante que conhecer as do inimigo, neste caso não ajudaria apenas se fosse “conheça seu inimigo”.

Eu suspeito que muitos profissionais de segurança, incluindo eu mesmo, passam mais tempo analisando os aspectos técnicos e mecânicos do cyber crime do que os sociais e psicológicos. Nós dissecamos as ferramentas de ataque e malwares, analisamos seus códigos e exploits, técnicas, mas quase nunca estudamos quem eles são e porque eles fazem o que fazem. De acordo com o General Tzu, essa é uma boa maneira de perder muitas batalhas.

Com o objetivo de entender melhor a natureza de uma ameaça, os profissionais de segurança precisam agir mais como investigadores criminais, e considerar modos, motivo, e oportunidades. Já temos os modos (técnicas e ferramentas), mas boa parte de nós precisa trabalhar um pouco mais em cima dos motivos. Um dos modos é entender os diferentes perfis dos hackers de hoje.

Durante os últimos anos, os perfis dos hackers e suas motivações mudaram um pouco. Não estamos mais no tempo de ver e separar os hackers nas categorias clássicas como hacker, script kiddie e cyber criminoso, existem novas categorias chegando por ai. É importante para você saber essas mudanças de motivações e perfis já que são eles que ditam quem são, o que fazem e o que tem como alvo. Também é interessante para saber quais recursos você tem que proteger melhor.

Com isso em mente, eu gostaria de compartilhar breves descrições sobre os três principais subtipos de atacantes que convivemos ultimamente:

1. O Hackerativista



Basicamente, os hackerativistas são os atacantes motivados normalmente por assuntos políticos. Eles são bem familiares aos ativistas convencionais, incluindo os mais extremos casos. Com o passar dos anos os ativistas perceberam o poder da Internet, eles que iniciaram ataques embutidos com mensagens políticas. Dentre os exemplos famosos temos o grupo Anonymous, e agora mais recentemente o Syrian Eletronic Army. A maioria desses grupos tende a ser decentralizados e não muito organizados. Já teve muitos casos que uma “filial” do Anonymous fazer um ataque onde outra “filial” não aprovou.

Mesmo não sendo extremamente organizados, estes grupos ativistas pode causar problemas significantemente grandes para governos e empresas. Eles normalmente apelam para para ferramentas simples e de fácil distribuição, bem como os nossos antigos “Script Kiddies”. Por exemplo, a ferramenta mais comum utilizada, para ataques DDoS, é o HOIC ou LOIC. Mas também existem aqueles mais avançados que sabem um pouco de ataques a aplicações Web, como por exemplo o SQLi, para roubar algumas informações e usar contra o alvo ou expor ao público.

2. Cyber Criminosos



Estes não mudaram muito, eles já estão ai a mais tempo que os outros dois. O objetivo desse grupo é ganhar dinheiro, independente dos meios utilizados.

Estes grupos podem ser de hackers trabalhado sozinhos, ou grandes organizações criminosas, normalente financiados e gerenciados por organizações criminosas convencionais. Estes Cyber Criminosos são responsáveis por roubarem bilhões de dollares de clientes e empresas a cada ano.

Dentro dessa categoria, esses atacantes participam de uma economia própria nos submundos da internet, onde compram, vendem e trocam ferramentas para ataque, zero days, exploit, botnets e muito mais. Eles também compram e vendem informações confidenciais e propriedades intelectuais que roubaram de usas vítimas.

Normalmente, eles atacam um alvo específico que já sabem que podem tirar alguma vantagem. Como por exemplo em um ataque recente a indústria de bancos e cartões de crédito, um grupo muito bem organizado de cyber criminosos foi capaz de roubar cerca de 45 milhões de dollares globalmente de caixas eletrônicos, em um ataque síncrono. O ataque todo foi pensado em cima de uma falha em um sistema de pagamentos de um certo banco.

3. Financiados pelo governo ou atacantes governamentais



O mais novo e preocupante grupo é os financiados pelo governo. Estes “orgãos governamentais” tem como objetivo lançar ataques de cyber espionagem. Estes grupos são os que mantém os melhores salários, e são onde os melhores talentos vão parar.

Estes grupos começaram a surgir nos incidentes de 2010, entre eles podemos destacar:



  • A Operação Aurora, onde supostos hackers chineses ganharam acesso aos servidores do Google e outras grandes empresas, e supostamente roubaram propriedad intelectual, como por exemplo, arquivos sensíveis do governo americano.


  • O incidente Stuxnet, onde um grande país (como os Estados Unidos) lançaram um ataque avançado, furtivo e com um alvo extremamente focado em um malware que ficou escondido em milhares de computadores por vários anos e, infectaram um certo tipo de centrífugas em laboratórios. Esse ataque foi designado para danificar as pesquisas iranianas em enriquecimento nuclear.



  • Diferente dos outros, os hackers dessa categoria tem as mais avançadas e customizadas ferramentas existentes, normalmente criadas por eles mesmos para um alvo específico. É bem comum também encontrar códigos para atacar falhas não disponibilizadas publicamente, chamadas zero day, que por esse motivo, ainda não tem correção ou atualização. Não é de se espantar que tenham também as melhores técnicas de evasão e criptografia, tornando assim muito difícil a descoberta desses malwares. Outra coisa que é notável é o método de ataque. Normalmente são ataques segmentados para ir subindo aos poucos até o objetivo final, como por exemplo, um primeiro ataque para obter um certificado digital, e com posse desse certificado usá-lo em um malware que passará despercebido como um software legítimo.

    Como você pode imaginar, estes ataques normalmente são voltados para entidades governamentais, possivelmente empresas do Top 500 da Fortune, e outras grandes empresas que possam oferecer algum tipo de ameaça. Outro caso também bem comum é atacar empresas menores para ir ganhando acesso parcial para depois atacar empresas maiores. O maior dos problemas é que alguns desses malwares vazaram para o público geral e os grupos comentados anteriormente acabam usando essas técnicas avançadas, subindo o nível das ameaças em geral.

    Saber o básico das capacidades, objetivos e ferramentas que esses três principais grupos usam vai te trazer uma melhor idéia dos alvos, fontes, e tipo de dado que eles estão atrás. Essas informações podem ajudar você a se proteger e proteger sua empresa desses atacantes em potencial

    Agora que você já sabe um pouco sobre seu inimigo é importante que foque-se em conhecer você mesmo e avaliar suas defesas perante os possíveis ataques. Feito isso vocês estarão preparados para vencer centenas de cyber batalhas.

    Fonte: net-security

    Traduzido e adaptado por mim


    sábado, 1 de junho de 2013




    A juíza Helen Winkelmann da alta Corte de Justiça da Nova Zelândia ordenou a polícia neozelandesa e o FBI para percorrer o material digital apreendido após a prisão do fundador do Megaupload Kim Dotcom e seus colegas e encontrou nenhum de que não é relevante para o caso, bem como clones de dispositivos que contêm qualquer material que seja considerado relevante para ele.

    "Os mandados não poderiam autorizar a apreensão permanente de discos rígidos e materiais digitais contra a possibilidade de que eles possam conter material relevante, sem obrigação de verificar-los por relevância", Winkelmann escreveu em sua ordem. "Eles não poderiam autorizar a offshore de transporte dessas unidades de disco rígido com nenhuma verificação para ver se eles continham material relevante. Nem poderiam autorizar mantendo os autores de suas próprias informações, incluindo informações irrelevantes para as ofensas."

    A decisão vem após o apelo do Megaupload para derrubar a decisão judicial inicial que lhes proibiu de acessar qualquer uma das provas digitais coletadas pela polícia e enviados para o FBI. As agências de aplicação da lei acima referidos devem cumprir com esta última decisão, a expensas próprias, que inclui também destruir todos os dados irrelevantes que têm em sua posse.

    Para qualquer um de vocês que podem não se lembrar, Kim Dotcom e seus três sócios foram presos em janeiro de 2012 e atualmente estão lutando contra a extradição para os Estados Unidos. Sua audiência de extradição está prevista para agosto.

    Em julho de 2012 Winkelmann decidiu que o ataque contra a casa de Dotcom, bem como a apreensão mandados de seus dados eram ilegais porque eram demasiado amplo em escopo.

    Fonte: net-security
    Depois da aposentadoria do Messenger, o Skype ganha destaque entre os cibercriminosos. Segundo a empresa de segurança Kaspersky, um programa malicioso identificado na semana passada no comunicador passa a se propagar com mensagens em português.

    “O tema pode variar, mas sempre irá se referir a uma suposta foto. Para tornar a mensagem menos suspeita, os links poderão ter no final o ID da conta do usuário no Skype, seguido de um emoticon”, explica o analista sênior Fábio Assolini.

    Além da mensagem original “esta é uma foto muito legal da sua parte”, outra frase trazida pela nova versão é “você olhar hilariante nesta foto”, num português mal escrito. Para identificar o idioma que será usado na disseminação do golpe, o worm usa função que determina a localização da vítima e, baseado em uma lista de países que agora indica o nome do Brasil, define a mensagem.

    Os links encurtados enviados pelos perfis infectados direcionam para arquivos hospedados em serviços gratuitos de hospedagem, como o 4shared, Hotfile, ou até mesmo sites legítimos que foram comprometidos e passaram a hospedar o instalador do worm, sempre oferecido em um arquivo .zip.

    Depois de instalado, o vírus solicita ao usuário a permissão para usar o Skype. Quando infectado, o computador passa a ser controlado por cibercriminosos, baixando outras pragas, especialmente bots, que terão a função de enviar spam, realizar ataques de negação de serviço, etc.

    De acordo com a empresa de segurança, o alcance do worm tem sido global, com foco na Rússia, Alemanha, Polônia, Ucrânia e, mais recentemente, no Brasil. Na semana passada, falava-se em 300 mil pessoas atingidas.



    Como se proteger


    Recomendamos aos usuários não clicar em links recebidos via Skype, ou analisá-los com bastante cautela, mesmo que sejam enviados por contatos conhecidos.

    Para os usuários que foram infectados, é importante fazer a verificação com um bom programa antivirus preparado para detectar as versões do worm. A Kaspersky oferece uma ferramenta de limpeza gratuita chamada Kaspersky Virus Removal Tool, basta descarregá-la e fazer uma verificação completa.

    Depois dessa etapa é importante remover a autorização dos arquivos do worm, para que não tenham mais acesso ao Skype. No programa acesse o menu Ferramentas > Opções > Avançado. Na caixa que abrir acesse a opção “Gerenciar o acesso de outros programas ao Skype”. Na lista, remova os que tiverem nomes como os abaixo:


    Após a limpeza também é importante realizar a troca da senha do Skype.

    Xangai (China) – Chove na rua Datong e meu guarda-chuva é pequeno para proteger a máquina fotográfica. Um homem se aproxima, cigarro na mão, camisa desbotada e sandálias: “Nada de fotos”. Da esquina com a Rua Cishan vê-se de longe a estrela vermelha, símbolo do aniversário do Exército Popular de Libertação chinês, comemorado em 1o de agosto. Atrás de um muro alto, lotado de avisos de proibido fotografar, há um largo edifício de 12 andares, pontuado por janelas escuras, que se tornou foco de atenção no Ocidente.

    Esse é o prédio apontado pela empresa de segurança digital americana Mandiant como o centro das operações de ciberespionagem das forças armadas chinesas. O dossiê de 60 páginas, publicado em fevereiro e divulgado pela imprensa internacional, associa um grupo de ataque, chamado APT 1, a essa instalação militar no subúrbio de Xangai, conhecida como Unidade 61398 do exército.

    Xangai (China) – Chove na rua Datong e meu guarda-chuva é pequeno para proteger a máquina fotográfica. Um homem se aproxima, cigarro na mão, camisa desbotada e sandálias: “Nada de fotos”. Da esquina com a Rua Cishan vê-se de longe a estrela vermelha, símbolo do aniversário do Exército Popular de Libertação chinês, comemorado em 1o de agosto. Atrás de um muro alto, lotado de avisos de proibido fotografar, há um largo edifício de 12 andares, pontuado por janelas escuras, que se tornou foco de atenção no Ocidente.
    Esse é o prédio apontado pela empresa de segurança digital americana Mandiant como o centro das operações de ciberespionagem das forças armadas chinesas. O dossiê de 60 páginas, publicado em fevereiro e divulgado pela imprensa internacional, associa um grupo de ataque, chamado APT 1, a essa instalação militar no subúrbio de Xangai, conhecida como Unidade 61398 do exército.

    Os resultados desse levantamento surgem em meio ao aumento no número de ataques cibernéticos a empresas e órgãos de governo no mundo todo (leia ao lado). Em março passado, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Tom Donilon, pediu publicamente que o governo chinês pare com o roubo de dados de empresas americanas. Em resposta, Pequim fez um pronunciamento para afirmar que não utiliza esse tipo de técnica ilegal e que é vítima de ataques vindos dos Estados Unidos.

    Ao sair da última estação da linha 6 do metro de Xangai, procure hospedagem para os próximos dias, tempo em que acompanharei para a INFO o movimento no quarteirão que se tornou famoso no Ocidente. Há um hotel de preço bom em frente ao prédio suspeito, do outro lado da Rua Tonggang. Quarto disponível para hoje? “Aqui não pode estrangeiro”, diz a recepcionista. Diante da dificuldade de comunicação, ela escreve ideogramas em um papel e entendo o ponto-final: a estrela-símbolo do exército. No Hotel Jin Huang, o segurança não parece militar. Tem o semblante simpático, não fosse o olhar fixo dirigido para a máquina fotográfica. De um quarto em um andar alto, seria possível fazer panorâmicas da vizinhança e observar o entra e sai na portaria do complexo militar. Fica claro que a proibição de estrangeiros é por razões de segurança.

    Hospedagem também negada no Xiang Lai. Tem vaga? “Não.” Amanhã? “Não.” Quando tem? “...” “Aqui não pode estrangeiro, certo? Isso.” Mais uma negativa no Suchuang, outro com vista para o pátio interno do prédio. “São as regras”, ouço na recepção. O porteiro aponta na direção do Hotel Howard Johnson, o ideal para quem vem de fora, pelo atendimento em inglês e distância segura das instalações militares, apesar de quatro vezes mais caro. Pelo caminho, cenas do cotidiano são prova de que a vida segue independentemente de qualquer ciberguerra. A calçada da Rua Qingxi é um congestionamento de pedestres e o comércio extrapola as lojas.

    O bairro às margens do Rio Yangtsé passa longe de ser uma bolha blindada contra a influência americana. Ao menos duas lanchonetes Kentucky Fried Chicken lembram o sucesso que a rede de fast-food faz na China. Há bancos, restaurantes, locais para massagem. Na lan house 24 horas da Cishan, 106 monitores de computador brilham com cenas dos games League of Legends e Counter-Strike.

    De microfone na lapela, o vendedor de facas tenta convencer os espectadores a comprar. A banca de revistas oferece filmes e dá a ideia de que há mais títulos de guerra chineses do que americanos, mas estão ali exemplares de 007 e Homens de Preto. Nos arredores, os condomínios residenciais têm roupas penduradas para além das janelas e, no alto, placas de aquecimento solar. Mas há também lembranças da vizinhança militar. Um homem com uniforme da força aérea faz compras na barraca de pesos de musculação e binóculos camuflados.

    O prédio apontado como o centro das atividades da Unidade 61398 está na parte principal de um terreno murado de 40 mil metros quadrados. Foi inaugurado em 2007. Não há carcaças de ar-condicionado visíveis do lado de fora. Na cobertura, apenas três antenas parabólicas. Quem passa pela calçada da Rua Datong, bem aos pés do edifício, precisa flexionar o pescoço ao máximo para enxergar o topo. Impossível descobrir o que acontece além dos vidros escurecidos e cortinas sempre fechadas. Às 22 horas, um sinal de que a atividade ali é contínua: luzes estão acesas no 9o e no 10o andares.

    As duas portarias são controladas, mas não há armas à mostra ou soldados fardados. Veículos de passeio e homens de roupa civil usando bicicleta entram ali, ao alcance de câmeras instaladas nos postes. A não ser pela zona de livre comércio que atrai empresas internacionais para a região, quase não há estrangeiros em Gaoqiao. Quando passou por ali, a rede americana CNN gravou soldados correndo atrás da reportagem. A sensação é de vigilância permanente.

    Na Datong, a poucos passos de uma das portarias da Unidade 61398, duas lojas de hardware vendem peças. Na Rua Jijing, lojas de computadores oferecem equipamentos e serviços de conserto. A Livraria Xinhua oferta quebra-cabeças com tema das forças armadas na prateleira infantojuvenil. No setor de tecnologia, guias da Posts & Telecom Press sobre o iPad têm capítulos com o passo a passo de como desbloquear o aparelho. A técnica é corriqueira entre jovens chineses e significativa no país que tem mais smartphones e tablets com sistema iOS ou Android vendidos no mundo e usados por cerca de 246 milhões de pessoas, mostrou em fevereiro a Flurry, empresa de análises estatísticas no mercado mobile. “Todos os meus amigos que têm iPhone fizeram jailbreak”, diz Zhu Siqi, 21 anos, estudante de comércio exterior em Wuhan, a capital da província de Hubei.

    Mas jailbreak é uma espécie de truque infantil perto do que pode fazer a Unidade 61398, se o relatório da Mandiant estiver correto. O relatório apontou que hackers baseados emXangaiinvadiramorganizações de 20 setores estratégicos pelo mundo, como tecnologia da informação, sistema de saúde e indústria aeroespacial. Por meio da agência de notícias oficial Xinhua, porta-vozes do governo chinês negaram e divulgaram números grandiosos na outra direção, mostrando que os sites do Ministério de Defesa Nacional e do exército sofreram, em média, 144 mil tentativas de ataque por mês em 2012, mais de 60% com origem nos Estados Unidos. Outro dado mais recente, que compreende de 1o de janeiro a 28 de fevereiro de 2013, mostra que os americanos foram a principal fonte de emissão de vírus de computador para a China, responsáveis pelo acesso a 1,2 milhão de servidores de um total de 1,9 milhão afetados no período.

    A própria Mandiant faz uma ressalva em seu relatório, dizendo que ele pode estar errado. “Admitimos que há uma possibilidade pouco provável: uma organização secreta com acesso direto à infraestrutura de telecomunicação de Xangai, engajada numa campanha de muitos anos de espionagem, bem próximo aos portões da Unidade 61398.” Em fóruns na internet, chineses questionam a veracidade do relatório e elogiam medidas de vigilância digital contra hackers americanos.

    O dia amanhece com sol nas ruas que circundam a Unidade 61398 e observo a curiosa absorção da indústria americana pelos chineses. Faz calor e não encontro uma lata de Coca-Cola gelada. Elas ficam em refrigeradores desligados, para manter o líquido morno, temperatura considerada mais saudável para o corpo. As ruas Datong e Tonggang estão cheias de vida e caminho em direção à estação do metrô com a impressão de que, para muita gente aqui, as notícias sobre aquele quarteirão pertencem ao mundo distante da diplomacia internacional.

    Fonte: INFO ABRIL

    Primeiro-ministro da Bélgica, Elio Di Rupo: seus e-mails foram capturados ilegalmente
    Bruxelas - Hackers enviaram e-mails da conta pessoal do primeiro-ministro da Bélgica, Elio Di Rupo, para o jornal De Morgen, disse o jornal nesta sexta-feira.

    Datados de 2004 a 2008, quando Di Rupo foi presidente do partido socialista da Bélgica, e antes de tornar-se primeiro-ministro em 2011, os e-mails eram em sua maioria de natureza privada, embora alguns se refiram a suas atividades políticas, segundo o jornal.

    O jornal não publicou os e-mails.

    Di Rupo disse que não havia decidido se iria apresentar queixa policial. Um porta-voz da Polícia Federal da Bélgica disse que uma vez receba queixa do primeiro-ministro a unidade de crimes cibernéticos iria investigar.

    "Vou examinar isso passo a passo... eu quero tirar lições desta má experiência", disse Di Rupo.

    Fonte: Info ABRIL

    "Aqui é Brasil, seu safado!", gritou o jogador identificado pelo apelido L3L3K antes de assassinar um norte-americano no "DayZ", game de tiro em primeira pessoa. "Tinha que ser brasileiro", reclamou a vítima.
    No jogo, ambientado em um mundo pós-apocalíptico apinhado de zumbis, os participantes têm que cooperar para sobreviver.

    Mas L3L3K faz parte de um grupo de jogadores que prefere roubar equipamentos e enganar outros gamers com o objetivo de "tocar o terror".

    Há anos, o comportamento "tóxico" (termo usado pela indústria de jogos) é apontado por jogadores de games de multijogadores como tipicamente brasileiro.

    "DayZ" é apenas o alvo mais recente, mas outros títulos, como "Call of Duty", "World of Warcraft", "DotA" e "Minecraft", entre vários outros, também têm legiões de arruaceiros brasucas.

    No fórum do game "League of Legends", é possível ler frases como "brasileiros são o submundo dos games on-line, a personificação do que é ser troll, o mais infame e odiado tipo de jogador" e "graças a Deus, abriram servidores brasileiros, assim eles entram menos por aqui [nos servidores internacionais]".

    O problema, é claro, não é exclusivo do Brasil. Mas nenhum outro país tem uma identidade negativa tão forte. Alguns brasileiros, na tentativa de fugir do estereótipo, mudam a nacionalidade de seus perfis no jogo, a fim de não serem rechaçados.

    "Podemos afirmar que esse não é um problema que tem origem no game. O jogador é, no mundo on-line, reflexo de como vive no mundo real", diz Julio Vieitez, diretor geral da Level Up! (de games como "Grand Chase" e "Ragnarok") no Brasil.

    GANGUE DOS HUE'
     
    "Jogadores brasileiros em games on-line são uma gangue, e não um grupo", disse Isac Cobb, desenvolvedor independente, durante a feira de jogos PAX East 2013, em Boston, nos EUA.

    Cobb chegou a cogitar o bloqueio dos brasileiros no novo jogo, mas disse que ainda não há nada decidido.
    Entre as reclamações, estão a realização de assaltos, mendicância, ataque a membros do próprio time e outras atrocidades virtuais.

    "Curtimos tocar o terror", admite Caio Simon, 19, jogador de "DayZ". "É só um jogo, estamos nos divertindo. Não é para levar tão à sério."

    Esse tipo de jogador é, às vezes, chamado de "hue", por causa da típica representação de risada, normalmente disparada após cometer alguma barbaridade: "HUEHUEHUE"

    Fonte: Folha De S. Paulo
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