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quarta-feira, 13 de maio de 2015



Amigo leitor, neste post estarei falando sobre o endereçamento IP, tentarei ser o mais breve possível, sem deixar de ser completo.

IP


Sendo curto e grosso, IP é uma sigla em inglês que significa "Internet Protocol", ou seja, Protocolo da Internet (numa tradução livre).

Essa sigla também define um endereço usado para determinar qualquer aparelho que esteja conectado à internet, ou seja, saber "quem é quem".

O IP é um endereço de 32 bits de tamanho (quatro blocos de 8 bits), sendo representado por quatro conjuntos de três números, logo variam de 0.0.0.0 a 255.255.255.255.

A primeira parte (dois primeiros blocos) definem a rede a qual pertencem, já a segunda (dois últimos) definem a qual máquina está conectada e qual é ela, respectivamente.

Exemplo: 200.0.0.1

A rede é determinada por 200.0
O roteador/modem por 0
e a máquina/aparelho da rede por 1

DHCP

Do inglês, DHCP, Dynamic Host Configuration Protocol (Servidor do Protocolo de Configuração Dinâmica, numa tradução livre, é um protocolo que funciona juntamente com o TCP/IP para que haja uma distribuição de IP's numa rede, funcionando de três maneiras diferentes:

Atribuição Manual


De acordo com uma lista de endereços MAC o administrador de rede determina o IP de cada endereço, o que faz com que os não cadastrados não consigam realizar tráfego na rede.

Atribuição Automática


Uma lista pré-carregada de IP's (ou "ranges" de IP's) é distribuída à todos que se conectam na rede, não há filtro de endereço MAC.

Atribuição Dinâmica


Muito usada em provedores de internet, a atribuição dinâmica ocorre à medida que novos aparelhos se conectam, não há (mas pode haver) filtro de endereço MAC e os IP's geralmente são totalmente randômicos (aleatórios), mas nada impede que seja criada uma lista.

Máscara de rede


Com o advento do endereçamento via DHCP, muitos de nós não sabemos sequer o que é a máscara de rede, mas ela é muito utilizada em redes locais. Ela tem também 32 bits de tamanho e é vista igual ao endereço IP, ela que faz a classificação dos IP's entre suas classes e determina qual parte do IP determina o que. Cada bit 0 informa a parte que designa as máquinas da rede, já o bit 1 mostra o real endereço IP da rede.

Ex: 255.255.255.0

A rede possui seu endereço no formato xxx.xxx.xxx
Os demais equipamentos possuem endereços do tipo xxx


IPv6


O IPv6 nada mais é do que o protocolo IP usando um tamanho maior (128 bits no caso), pois isso possibilitou o aumento exponencial dos números disponíveis (algo que foi necessário devido à grande expansão da rede mundial de computadores). Os endereços IPv6 são normalmente escritos como oito grupos de 4 dígitos hexadecimais (logo, aceita letras também), para se ter ideia do tamanho das possibilidades, com o IPv6 é possível que sejam usados 1564 IP's diferentes por 1m² da Terra, algo bem alto.

Ex: 2001:0db8:85a3:08d3:1319:8a2e:0370:7344

Considerações Finais

Em pouco mais de dez anos a tecnologia evoluiu muito rapidamente. Não foi diferente do IP que de seus "modestos" 4 294 967 296 endereços disponíveis veio se renovar em sua "versão 6" com seus 2^64 (ou 18 446 744 073 709 552 000) endereços disponíveis.

Hoje em dia o IPv6 já está em uso, porém ainda é mais usado em escala industrial e ambos os IP's são usados em conjunto para que nenhum equipamento ultrapassado fique de fora, contudo, na velocidade em que as coisas vão, em breve, estaremos usando o IPv4 somente em redes domésticas.

Referências


Coleção Guia Fácil Informárica Especial - Editora OnLine - Ano 1 Número 4

Instalando redes em pequenas e mádias empresas - Pratrick Campbell - Editora MAKRON Books - 1997

Mais Informações


http://pt.wikipedia.org/wiki/Comuta%C3%A7%C3%A3o_de_pacotes
http://pt.wikipedia.org/wiki/IPv6

sábado, 18 de maio de 2013

E vamos a ultima parte do assunto "Gerenciando pacotes". Aqui vamos ver como compilar códigos e instalar pacotes do modo mais complicado, direto do código fonte.
Configure

Em geral, sempre que pegamos o código fonte de um programa ele virá com um aplicativo chamadoconfigure que irá executar uma verificação em seu sistema a fim de verificar se ele dispõe de todos os componentes básicos para uma compilação bem sucedida.

Uma vez que o processo de configure for encerrado com sucesso, ele ira gerar um arquivo chamadoMakefile, contém instruções de compilação e instalação entre outras.


Makefile


A Makefile é estruturada em seções; cada uma delas realiza alguma tarefa específica. Em geral essas Makefiles vêm com pelo menos três seções padrão: default, install e clean. Algumas podem vir com test ou check ou alguma outra que o desenvolvedor ache relevante. Por isso devemos sempre ler a documentação do programa.

A forma de utilização da Makefile é, simplesmente, utilizar o comando make com o nome de alguma das seções. Se nenhuma for especificada, ele irá executar a seção default.

Exemplo prático: Vamos instalar o nmap


Primeiro de tudo temos que ver se temos já instalados todos os pacotes necessários para manipular esse tipo de instalação, eles são: make, gcc, g++, bzip2, gzip e unzip. Se você não tiver eles instalados use o seguinte comando:

aptitude install make gcc g++ bzip2 gzip unzip

Após instalado esses pacotes vamos fazer o download do nmap com o comando wget:
wget http://nmap.org/dist/nmap-5.51.tar.bz2

Assim que o comando acima terminar vamos descompactar o pacote com o comando tar:
tar xvjf nmap-5.51.tar.bz2 -C /usr/local

DICA: Tem um pacote diferente e não sabe como descompactar? Segue abaixo o comando para os principais tipos de compactação:

zip: gunzip nomedoarquivo.zip

rar: unrar x nomedoarquivo.rar

tar: tar -xvf nomedoarquivo.tar

tar.gz: tar -vzxf nomedoarquivo.tar.gz

bz2: bunzip nomedoarquivo.bz2

tar.bz2: tar -jxvf nomedoarquivo.tar.bz2

Agora com tudo pronto vamos iniciar os procedimentos. Uma pratica que deve ser feito antes de qualquer instalação é ler os arquivos README e INSTALL. Outra coisa muito importante é rodar o comando com a flag "help" ativa para ver quais opções podemos usar:
cd /usr/local/nmap-versao
vim README
vim INSTALL
./configure --help

Neste caso para variar um pouco vou instalar sem a interface gráfica zenmap:
./configure --without-zenmap

Se tudo deu certo então vamos ao Makefile. Se algum erro ocorrer, leia atentamente a mensagem de erro, veja o que faltou, volte e instale:
make

Se nenhum erro ocorreu vamos em frente. Se um erro ocorrer faça a mesma coisa que antes:
make install

Pronto! Se você chegou até aqui é porque o programa foi instalado com êxito. Para fazer um teste rode o nmap para ver se está funcionando.

Também comentei ali em cima sobre algumas outras opções disponíveis no comando make, vamos a elas então. A opção clean remove tudo o que não vai mais ser usado que foi gerado ou usado pelo processo de instalação e a opção uninstall remove o programa que acabamos de instalar.

Viu nem era tão difícil assim! A maioria das pessoas se apavora quando um dos três métodos mostrados aqui da errado, porque normalmente ela só sabe aquele. Mas vimos aqui que nenhum dos três é uma coisa impossível então é bom saber os três não só para o exame, isso pode salvar seu dia quando se deparar com uma situação que o pacote não instala por algum motivo e você necessita de outro modo de instalá-lo.

Eu fico por aqui e o próximo post vai ser sobre um dos mais interessantes e indispensáveis de todo o guia, a configuração de rede no linux.

Bons estudos e até a próxima!
Vamos a mais um post sobre o guia da LPI. De uns tempos para cá vim diminuindo a quantidade de posts e os que eu postava acabavam sendo notícias. Estou prestes a tirar a certificação ACMT ( Apple Certified Mac Technician ) e isto está consumindo muito meu tempo, mas assim que passar volto ao nível de posts de antes.

Neste post vamos continuar de onde paramos no post anterior, vamos continuar trabalhando com pacotes, mas dessa vez não vai ser tão automático como no post passado, vamos ver neste post como manipular os pacotes do Debian (dpkg) e os pacotes RedHat (rpm).

Antes de começar, vou deixar uma dica: Na certificação os dois são cobrados então não conheça apenas dpkg ou apenas rpm, possivelmente em algum momento da sua vida você vai precisar dos dois, nem que seja só para a prova :).


Pacotes dpkg


O DPKG é um programa que é a base do Sistema de Gerenciamento de Pacotes para distribuições GNU/Linux baseadas em Debian.

O DPKG é uma ferramenta em linguagem de baixo nível. Front ends de alto nível são exigidos para buscar pacotes em lugares remotos ou ajudar no solucionamento de conflitos nas dependências dos pacotes. Para esta finalidade, o Debian fornece o aptitude e o apt-get vistos no post anterior.


Pacotes rpm


O RPM RedHat Package Manager - é um sistema de gerenciamento de pacotes para sistemas GNU/Linux baseados em RedHat. Ele instala, atualiza, desinstala e verifica softwares. Originalmente desenvolvido pela RedHat Linux, é agora usado por muitas distribuições como Novell - Suse que possui sua própria versão de RPM.

Uma vantagem que o RPM possui sobre DPKG é que possui algumas ferramentas de verificação criptográfica com o GPG e o md5, além de verificação de integridade dos arquivos já instalados.


Exemplos práticos

Debian


- Verificar informações de um pacote:
dpkg -I <pacote>

OBS: A flag usada é a letra "i" maiúscula, cuidado!

- Verificar se um pacote está instalado no sistema:
dpkg -l <programa>
dpkg -l | grep <programa>

OBS: A flag usada é a letra "L" minúscula, cuidado!

- Verificar qual pacote foi responsável por instalar um binário:
dpkg -S <caminho_completo_para_o_binário>)
dpkg -S $(which <binário>)

- Verificar o status do pacote instalado:
dpkg -s <pacote>

- Instalar um pacote:
dpkg -i <pacote>

- Localizar onde estão instalados os arquivos do pacote:
dpkg -L <pacote>

- Remover um pacote:
dpkg -r <pacote>

- Apagar arquivos de configuração:
dpkg -P <pacote>


RedHat


- Verificar o que será instalado com um certo pacote:
rpm -qp <pacote>--<versao>.rpm

- Ver informações de um pacote não instalado:
rpm -qpi <pacote>--<versao>.rpm

- Instalar um pacote:
rpm -ih --percent <pacote>--<versao>.rpm

- Verificar os arquivos instalados:
rpm -qa <pacote>

- Verificar quais arquivos que foram instalados pelo pacote:
rpm -ql <pacote>

- Testar o que será efetuado ao remover um pacote:
rpm -e --test <pacote>

- Removendo um pacote:
rpm -e <pacote>

- Atualizar a versão de algum programa:
rpm -Uh <pacote>-<versao>.rpm

- Verificar a integridade de todos os pacotes instalados no sistema:
rpm -Va



E chegamos ao fim de mais uma parte. Para mais informações sobre os comandos recomendo ler os manuais do comando e um bom livro sobre linux/LPI, por que esse tipo de conteúdo é bem complexo. No próximo post, vamos a última parte um pouco mais a fundo, compilando códigos e criando binários.

Bons estudos!
Faaaaaala galera!

Depois de um tempo parado com essa série achei um tempinho para voltar a escrever sobre isso. Vamos dar continuidade ao nosso exclusivo Guia da LPI. No post de hoje vamos ver o básico do gerenciamento de pacotes, o que é um gerenciador de pacotes, como instalar e desistalar um pacote e muito mais confere ai!


O que é um pacote?


Basicamente muito superficialmente um pacote é um programinha. Calma vou explicar melhor, um pacote é um conjunto de binários pré compilados, bibliotecas e arquivos de configuração que são instalados no sistema operacional e que acrescentam algum serviço a esse sistema.

Aqui nós vamos precisar dividir em duas etapas, porque obviamente existem duas categorias de pacotes base, as distros baseadas em Debian usam pacotes com a extensão .deb e as distros baseadas em RedHat usam a extensão .rpm.


O gerenciador de pacotes


Para falar bem a verdade, nos dias de hoje só quem tem bastante tempo sobrando (que é raro) que acaba instalando pacotes "na mão", se podemos facilitar e poupar tempo para quê complicar né?

O gerenciador de pacotes é o cara que vai fazer todo o trabalho para nós de instalar, atualizar ou remover um pacote. Tudo isso fica complicado de fazer manualmente por que diferente do que você está acostumado a usar no Windows instalar algum serviço aqui não depende apenas do binário que precisamos, também precisamos estar atentos se nosso sistema tem todas as bibliotecas e outros arquivos que este binário pode chamar. Esse conjunto de arquivos chamamos normalmente dedependências.

A função do gerenciador é pesquisar por um pacote, baixar caso nosso objetivo seja instalar este pacote, pesquisar todas as dependências e já baixar junto o que falta, e por ultimo instalar e colocar cada coisa no seu lugar. Para sistemas baseados no Debian temos o gerenciador "aptitude" ou "apt-get" e já para sistemas baseados em RedHat temos o "yum".

Então aqui nos dividimos. Sabendo isso vamos ver primeiro como funciona em distros Debian e depois como funciona em distros RedHat.


Debian


Para gerenciarmos os pacotes no Debian, primeiramente devemos selecionar os repositórios para isso editaremos o arquivo “/etc/apt/sources.list”.

O arquivo “/etc/apt/sources.list” contém os locais onde o “APT” encontrará os pacotes, a versão da distribuição que será verificada (stable, testing, unstable) e a seção que será copiada (main, non-free, contrib, non-US). Por exemplo:

deb-src http://security.debian.org/squeeze/updates main contrib

Após modificar esse arquivo você deve usar o comando aptitude update ou apt-get update para atualizar a lista.

Estes comandos sincronizam a lista de pacotes disponíveis para instalação nos servidores remotos, com uma lista local. Ter uma lista local agiliza bastante na hora de procurar por um pacote.

Vamos ver alguns comandos:


- aptitude search [argumento]: Procurar um pacote.

- apt-cache search [argumento]: Procurar um pacote.

- aptitude show [pacote]: Mostra informações de um pacote.

- apt-cache show [pacote]:
Mostra informações de um pacote.

- aptitude install [pacote]: Instalar um pacote.

- apt-get install [pacote]: Instalar um pacote.

- aptitude remove [pacote]: Remover um pacote.

- apt-get remove [pacote]: Remover um pacote.

- aptitude purge [pacote]: Remover um pacote e suas dependências.

- apt-get autoremove --purge [pacote]: Remover um pacote e suas dependências.

- aptitude upgrade:
Atualizar todos os pacotes instalados.

- apt-get upgrade: Atualizar todos os pacotes instalados.

- aptitude safe-upgrade: Atualização da distro.


RedHat


O yum funciona de modo semelhante ao aptitude, claro com suas diferenças, começando pelo repositório que se encontra em "/etc/yum.repos.d", e dentro deste arquivo a organização também muda, veja um exemplo:

[dag]
name=Dag RPM Repository for Red Hat Enterprise Linux
baseurl=http://apt.sw.be/redhat/el$releasever/en/$basearch/dag
gpgcheck=1
gpgkey=http://dag.wieers.com/rpm/packages/RPM-GPG-KEY.dag.txt
enabled=1

E agora os comandos básicos:


- yum search [pacote]: Pesquisar por um pacote.

- yum info [pacote]: Obter informações do pacote.

- yum install [pacote]: Instalar um pacote.

- yum remove [pacote]: Remover um pacote.

- yum erase [pacote]: Remover um pacote.

- yum update: Atualiza pacotes instalados.



E era isso por hoje! Recomendo que faça uns testes e brinque um pouco com os pacotes que no próximo post vamos nos aprofundar um pouco mais nisso. ;)

Até lá!
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