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terça-feira, 9 de junho de 2015



Devido à falta de tutoriais simples e rápidos, principalmente em português, estou aqui eu fazendo este post afim de ensiná-los o modo correto de instalação da IDE Codeblocks e um compilador, no linux.

Introdução


Para os que não sabem o que é o Codeblocks, explicarei agora. Ele é uma IDE (Ambiente de Desenvolvimento Intergrado, sigla em inglês) boa para programadores da linguagem C/C++, possui compilador "embutido" e se bem configurado pode fazer "milagres".

Instalando o Codeblocks


Para começar digite no terminal:

sudo apt-get install codeblocks

Antes de confirmar, anote (copie e cole no "bloco de notas") os pacotes que estão escritos na linha nomeada "Pacotes Recomendados", aceite a instalação com o "S" (sem aspas) e deixe rodar. Ao terminar, digite:

sudo apt-get install pacotes

Substitua "pacotes" pela lista que foi anotada anteriormente, ficando algo assim:

sudo apt-get install libg-dev libh-dev codeblocks-doc gcc-4.9-dev

E dê ENTER. Após o termino das instalações, digite no terminal:

sudo apt-get install gcc

Aceite a instalação e aguarde terminar (de preferência, salve os nomes dos "Pacotes Recomendados", assim como foi feito durante a instalação do pacote principal do Codeblocks). Feito isso, abra o Codeblocks e uma janela abrirá perguntando sobre o compilador, selecione "GCC/GNU Compiler" (geralmete o primeiro da lista) e clique em "Definir como padrão" no botão no canto superior direito dessa janela.

A inicialização continuará normalmente e caso não haja erros você verá a seguinte janela:



Pronto, deu tudo certo.

Testando a instalação


Na janela inicial, clique em "Create a new project":



Depois em "Console Aplication" (duas vezes):



Na janela que abrir, clique em "Next":



Depois escolha a linguagem desejada, clicando na mesma. Clique em "Next" logo após:








Digite o nome de seu projeto no campo "Project Title", o primeiro da janela. Como é a primeira execução, clique no quadrado do lado direito de "Folder to create project in":

Na janela que abrir, escolha a pasta de destino, depois em "OK" e então de volta a janela anterior em "Next":



Clique em "Finish":







Deverá estar vendo a seguinte tela:



Vá na barra da esquerda e clique na pasta azul nomeada "Sources", depois em "main.c" (ou "main.cpp", caso tenha escolhido C++ como linguagem) e verá a janela de código:



Aperte F9 no teclado, aguarde alguns segundos e verá essa janela:



Pronto, divirta-se!

Solução de Problemas


Caso, ao apertar F9 seu programa não abrir, e algum erro relacionado ao compilador seja exibido, recomendo que instale todos os "Pacotes Recomendados" que foram exibidos na instalação do GCC pois pode ser a falta de uma biblioteca do mesmo.

Se não conseguir instalar o pacote "codeblocks", pode ser por falta de repositórios. Tente adicionar software "non-free" na sua lista de repositórios ou então os repositórios de mídia.

Caso não esteja achando os pacotes, digite o seguinte comando no terminal:

sudo add-apt-repository ppa:pasgui/ppa

Depois siga os passos normalmente.

Referências


http://www.codeblocks.org/ (em inglês)

http://forums.codeblocks.org/ (em inglês)

Até a próxima.

Dúvidas? Não deixe de conferir nosso grupo no Facebook.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Você é um ex-usuário do sistema operacional Windows que ainda quer usar os aplicativos desse sistema no Linux? Você pode fazer isso com o Wine.
image

O programa permite que você execute o software do sistema operacional Windows em outros sistemas operacionais, como Linux, Mac OS e Unix, sem a necessidade de instalar o sistema operacional físico. Ele também fornece implementações alternativas das bibliotecas DLL, que são chamados pelos programas do sistema operacional da Maicrosoft.

Wine é um emulador?

Muitas pessoas pensam que o Wine é um emulador, mas ele Não é. O nome WINE é um acrônimo para ‘Wine Is Not an Emulator’ (Wine não é um emulador). Com ele, você pode executar aplicativos Windows com a mesma velocidade que você iria executá-los no sistema operacional da Microsoft. Wine é escrito em C e liberado sob a licença GNU LGPL v2.1+.

Que tal experimentar o WINE 1.7?

O Wine 1.7 foi lançado oficialmente no dia 02 de agosto e o anúncio foi feito por Alexandre Julliard, que é o líder do projeto. Existem muitas correções de bugs nesta versão, como um crash que ocorria na inicialização do Microsoft Money 2005, 2006, 2007, Photoshop CS2 que não enxergava a internet, no Need For Speed e muito mais. Então, se você joga Need For Speed ​​no Linux e usa o Photoshop para processamento de gráficos e imagens, a versão 1.7 é uma notícia muito boa para você.

Novos recursos do Wine 1.7:

  • Suporte para texto vertical no driver PostScript;
  • A versão 2 da liblcms no lugar da versão 1;
  • Dados Unicode atualizado para Unicode 6.2.0;
  • Controles de hiperlink suportadas no instaladores;
  • Melhor suporte para atributos XML;
  • Várias correções de bugs.
Se você estiver interessado em obter mais informações, você pode encontrar uma lista completa de bugs corrigidos no Wine 1.7 aqui.

Instalando o Wine 1.7 no Ubuntu

A má noticia é que o Wine 1.7 ainda não está disponível no repositório PPA e por causa disso, será preciso baixar o código fonte dele e compilar, o que geralmente demora bastante, dependendo do seu computador. Em compensação, esse passo a passo pode funcionar na maioria das distribuições, se o primeiro passo for ajustado para o gerenciador de pacotes e para os nomes de pacotes da distro.
Para instalar o Wine 1.7 no Ubuntu, faça o seguinte:
Passo 1. Abra um terminal (Usando o Dash ou pressionando as teclas CTRL+ALT+T);
Passo 2. Instale os pacotes necessário para compilar o código fonte do Wine 1.7:
sudo apt-get install flex bison qt4-qmake gcc-multilib g++-multilib lib32z1-dev lib32bz2-dev libx11-dev libfreetype6-dev:i386
Passo 3. Baixe o código fonte do Wine, com o seguinte comando:
wget http://prdownloads.sourceforge.net/wine/wine-1.7.0.tar.bz2
Passo 4. Descompacte o arquivo baixado com o comando:
tar -xjvf wine-1.7.*
Passo 5. Vá para a pasta criada pelo descompactador:
cd wine-1.7.*
Passo 6. Faça a verificação inicial da compilação com o comando:
./configure
Passo 7. Vá para a pasta tools com o comando:
cd tools
Passo 8. Agora instale o programa com o comando abaixo e aguarde o processo finalizar:
./wineinstall

Referências:

sábado, 18 de maio de 2013

Seguindo com a idéia de formatação de máquinas através de dispositivos USB, irei mostrar neste tutorial como instalar o Windows 7 pelo Pen Drive, utilizando o DiskPart.
Existe um outro método, teoricamente mais simples, através do Microsoft Windows 7 USB/DVD Download Tool. Porém, por algum motivo que desconheço não funciona em todos os Pen Drives (incluindo o meu). =D
Pré Requisitos:
  • Pen Drive de no mínimo 4 GB (Caso a ISO ou o DVD que você esteja utilizando seja maior que 4GB, evidentemente você deverá possuir um pen drive maior).
  • DVD de instalação do Windows 7.
Obs: O tutorial foi feito utilizando o Windows 7, que possui o utilitário DiskPart. Caso você utilize uma versão Windows que não possua o DiskPart nativamente, basta baixá-lo do site da Microsoft.
O tutorial consiste em: Preparar o Pen Drive, torná-lo bootável e copiar os arquivos de instalação para o Pen Drive. Para isto, siga os procedimentos:

Preparando o Pen Drive:

1 – Conecte o Pen Drive à uma porta USB em seu computador e coloque o DVD de instalação do Windows 7 no drive.
2 – Abra o Prompt de Comando. (Pressione Tecla do Windows + R e digite cmd no botão Executar)
3 - No Prompt de Comando, digite os comandos abaixo, sempre pressionando ENTER entre os comandos, para que a ação seja executada.
diskpart – Ao digitar este comando, você entrará no DiskPart, que é utilitário do Windows para manipulação de partições, conforme mostra a imagem abaixo. 
list disk – Esse comando irá listar os discos conectados ao seu computador.
No meu caso, utilizarei um Pen Drive de 8GB, que está listado como Disco 2.
select disk 2 – O comando select disk 2 selecionará o Pen Drive para que o mesmo possa ser manipulado. Substitua o 2 pelo número correspondente ao seu Pen Drive.
Será mostrada a mensagem: O disco 2 é o selecionado.
clean – Utilize o comando clean para limpar o seu Pen Drive.
Será mostrada a mensagem: DiskPart está limpando o disco.
create partition primary – Utilize este comando para criar uma partição primária no seu pen drive.
Será mostrada a mensagem: DiskPart criou com êxito a partição especificada.
active – Este comando tornará a partição ativa.
Será mostrada a mensagem: O DiskPart marcou a partição atual como ativa.
format fs=NTFS quick – Este comando irá formatar o Pen Drive com o Sistema de Arquivos (File System) NTFS. O parâmetro quick indica que será feito uma formatação rápida.
assign – Este comando atribuirá a letra de unidade ao dispositivo.
exit – O comando exit sairá do DiskPart e retornará ao Prompt.

Tornando o Pen Drive Bootável:

Ainda no Prompt de Comando, devemos tornar o Pen Drive bootável, para isso navegue até a pasta boot do DVD do Windows 7, que no nosso exemplo está em H, conforme o exemplo abaixo:
H: – Acessa a Unidade H:
cd boot – Irá acessar a pasta boot do DVD. O comando cd serve para acessar um diretório.
bootsect /nt60 I: – Este comando irá definir o Pen Drive como um disco bootável, onde I: é a unidade correspondente a onde o Pen Drive foi detecdato.
Obs: Em alguns casos, este passo não é necessário, pois ao definir a partição do Pen Drive como primária, ele torna-se bootável. Mas caso seu Pen Drive não tenha se tornado bootável, utilize os comandos acima.

Copiando os Arquivos e Alterando as configurações do SETUP:

  • Após seguir os procedimentos acima, copie todo o conteúdo do DVD do Windows 7 para o Pen Drive.
  • Finalizando, altere as configurações no Setup de forma que a máquina leia o Pen Drive durante o boot.
  • Siga os procedimentos normais de formatação.
Fonte: Profissionais de Ti
E vamos a ultima parte do assunto "Gerenciando pacotes". Aqui vamos ver como compilar códigos e instalar pacotes do modo mais complicado, direto do código fonte.
Configure

Em geral, sempre que pegamos o código fonte de um programa ele virá com um aplicativo chamadoconfigure que irá executar uma verificação em seu sistema a fim de verificar se ele dispõe de todos os componentes básicos para uma compilação bem sucedida.

Uma vez que o processo de configure for encerrado com sucesso, ele ira gerar um arquivo chamadoMakefile, contém instruções de compilação e instalação entre outras.


Makefile


A Makefile é estruturada em seções; cada uma delas realiza alguma tarefa específica. Em geral essas Makefiles vêm com pelo menos três seções padrão: default, install e clean. Algumas podem vir com test ou check ou alguma outra que o desenvolvedor ache relevante. Por isso devemos sempre ler a documentação do programa.

A forma de utilização da Makefile é, simplesmente, utilizar o comando make com o nome de alguma das seções. Se nenhuma for especificada, ele irá executar a seção default.

Exemplo prático: Vamos instalar o nmap


Primeiro de tudo temos que ver se temos já instalados todos os pacotes necessários para manipular esse tipo de instalação, eles são: make, gcc, g++, bzip2, gzip e unzip. Se você não tiver eles instalados use o seguinte comando:

aptitude install make gcc g++ bzip2 gzip unzip

Após instalado esses pacotes vamos fazer o download do nmap com o comando wget:
wget http://nmap.org/dist/nmap-5.51.tar.bz2

Assim que o comando acima terminar vamos descompactar o pacote com o comando tar:
tar xvjf nmap-5.51.tar.bz2 -C /usr/local

DICA: Tem um pacote diferente e não sabe como descompactar? Segue abaixo o comando para os principais tipos de compactação:

zip: gunzip nomedoarquivo.zip

rar: unrar x nomedoarquivo.rar

tar: tar -xvf nomedoarquivo.tar

tar.gz: tar -vzxf nomedoarquivo.tar.gz

bz2: bunzip nomedoarquivo.bz2

tar.bz2: tar -jxvf nomedoarquivo.tar.bz2

Agora com tudo pronto vamos iniciar os procedimentos. Uma pratica que deve ser feito antes de qualquer instalação é ler os arquivos README e INSTALL. Outra coisa muito importante é rodar o comando com a flag "help" ativa para ver quais opções podemos usar:
cd /usr/local/nmap-versao
vim README
vim INSTALL
./configure --help

Neste caso para variar um pouco vou instalar sem a interface gráfica zenmap:
./configure --without-zenmap

Se tudo deu certo então vamos ao Makefile. Se algum erro ocorrer, leia atentamente a mensagem de erro, veja o que faltou, volte e instale:
make

Se nenhum erro ocorreu vamos em frente. Se um erro ocorrer faça a mesma coisa que antes:
make install

Pronto! Se você chegou até aqui é porque o programa foi instalado com êxito. Para fazer um teste rode o nmap para ver se está funcionando.

Também comentei ali em cima sobre algumas outras opções disponíveis no comando make, vamos a elas então. A opção clean remove tudo o que não vai mais ser usado que foi gerado ou usado pelo processo de instalação e a opção uninstall remove o programa que acabamos de instalar.

Viu nem era tão difícil assim! A maioria das pessoas se apavora quando um dos três métodos mostrados aqui da errado, porque normalmente ela só sabe aquele. Mas vimos aqui que nenhum dos três é uma coisa impossível então é bom saber os três não só para o exame, isso pode salvar seu dia quando se deparar com uma situação que o pacote não instala por algum motivo e você necessita de outro modo de instalá-lo.

Eu fico por aqui e o próximo post vai ser sobre um dos mais interessantes e indispensáveis de todo o guia, a configuração de rede no linux.

Bons estudos e até a próxima!
Vamos a mais um post sobre o guia da LPI. De uns tempos para cá vim diminuindo a quantidade de posts e os que eu postava acabavam sendo notícias. Estou prestes a tirar a certificação ACMT ( Apple Certified Mac Technician ) e isto está consumindo muito meu tempo, mas assim que passar volto ao nível de posts de antes.

Neste post vamos continuar de onde paramos no post anterior, vamos continuar trabalhando com pacotes, mas dessa vez não vai ser tão automático como no post passado, vamos ver neste post como manipular os pacotes do Debian (dpkg) e os pacotes RedHat (rpm).

Antes de começar, vou deixar uma dica: Na certificação os dois são cobrados então não conheça apenas dpkg ou apenas rpm, possivelmente em algum momento da sua vida você vai precisar dos dois, nem que seja só para a prova :).


Pacotes dpkg


O DPKG é um programa que é a base do Sistema de Gerenciamento de Pacotes para distribuições GNU/Linux baseadas em Debian.

O DPKG é uma ferramenta em linguagem de baixo nível. Front ends de alto nível são exigidos para buscar pacotes em lugares remotos ou ajudar no solucionamento de conflitos nas dependências dos pacotes. Para esta finalidade, o Debian fornece o aptitude e o apt-get vistos no post anterior.


Pacotes rpm


O RPM RedHat Package Manager - é um sistema de gerenciamento de pacotes para sistemas GNU/Linux baseados em RedHat. Ele instala, atualiza, desinstala e verifica softwares. Originalmente desenvolvido pela RedHat Linux, é agora usado por muitas distribuições como Novell - Suse que possui sua própria versão de RPM.

Uma vantagem que o RPM possui sobre DPKG é que possui algumas ferramentas de verificação criptográfica com o GPG e o md5, além de verificação de integridade dos arquivos já instalados.


Exemplos práticos

Debian


- Verificar informações de um pacote:
dpkg -I <pacote>

OBS: A flag usada é a letra "i" maiúscula, cuidado!

- Verificar se um pacote está instalado no sistema:
dpkg -l <programa>
dpkg -l | grep <programa>

OBS: A flag usada é a letra "L" minúscula, cuidado!

- Verificar qual pacote foi responsável por instalar um binário:
dpkg -S <caminho_completo_para_o_binário>)
dpkg -S $(which <binário>)

- Verificar o status do pacote instalado:
dpkg -s <pacote>

- Instalar um pacote:
dpkg -i <pacote>

- Localizar onde estão instalados os arquivos do pacote:
dpkg -L <pacote>

- Remover um pacote:
dpkg -r <pacote>

- Apagar arquivos de configuração:
dpkg -P <pacote>


RedHat


- Verificar o que será instalado com um certo pacote:
rpm -qp <pacote>--<versao>.rpm

- Ver informações de um pacote não instalado:
rpm -qpi <pacote>--<versao>.rpm

- Instalar um pacote:
rpm -ih --percent <pacote>--<versao>.rpm

- Verificar os arquivos instalados:
rpm -qa <pacote>

- Verificar quais arquivos que foram instalados pelo pacote:
rpm -ql <pacote>

- Testar o que será efetuado ao remover um pacote:
rpm -e --test <pacote>

- Removendo um pacote:
rpm -e <pacote>

- Atualizar a versão de algum programa:
rpm -Uh <pacote>-<versao>.rpm

- Verificar a integridade de todos os pacotes instalados no sistema:
rpm -Va



E chegamos ao fim de mais uma parte. Para mais informações sobre os comandos recomendo ler os manuais do comando e um bom livro sobre linux/LPI, por que esse tipo de conteúdo é bem complexo. No próximo post, vamos a última parte um pouco mais a fundo, compilando códigos e criando binários.

Bons estudos!
Faaaaaala galera!

Depois de um tempo parado com essa série achei um tempinho para voltar a escrever sobre isso. Vamos dar continuidade ao nosso exclusivo Guia da LPI. No post de hoje vamos ver o básico do gerenciamento de pacotes, o que é um gerenciador de pacotes, como instalar e desistalar um pacote e muito mais confere ai!


O que é um pacote?


Basicamente muito superficialmente um pacote é um programinha. Calma vou explicar melhor, um pacote é um conjunto de binários pré compilados, bibliotecas e arquivos de configuração que são instalados no sistema operacional e que acrescentam algum serviço a esse sistema.

Aqui nós vamos precisar dividir em duas etapas, porque obviamente existem duas categorias de pacotes base, as distros baseadas em Debian usam pacotes com a extensão .deb e as distros baseadas em RedHat usam a extensão .rpm.


O gerenciador de pacotes


Para falar bem a verdade, nos dias de hoje só quem tem bastante tempo sobrando (que é raro) que acaba instalando pacotes "na mão", se podemos facilitar e poupar tempo para quê complicar né?

O gerenciador de pacotes é o cara que vai fazer todo o trabalho para nós de instalar, atualizar ou remover um pacote. Tudo isso fica complicado de fazer manualmente por que diferente do que você está acostumado a usar no Windows instalar algum serviço aqui não depende apenas do binário que precisamos, também precisamos estar atentos se nosso sistema tem todas as bibliotecas e outros arquivos que este binário pode chamar. Esse conjunto de arquivos chamamos normalmente dedependências.

A função do gerenciador é pesquisar por um pacote, baixar caso nosso objetivo seja instalar este pacote, pesquisar todas as dependências e já baixar junto o que falta, e por ultimo instalar e colocar cada coisa no seu lugar. Para sistemas baseados no Debian temos o gerenciador "aptitude" ou "apt-get" e já para sistemas baseados em RedHat temos o "yum".

Então aqui nos dividimos. Sabendo isso vamos ver primeiro como funciona em distros Debian e depois como funciona em distros RedHat.


Debian


Para gerenciarmos os pacotes no Debian, primeiramente devemos selecionar os repositórios para isso editaremos o arquivo “/etc/apt/sources.list”.

O arquivo “/etc/apt/sources.list” contém os locais onde o “APT” encontrará os pacotes, a versão da distribuição que será verificada (stable, testing, unstable) e a seção que será copiada (main, non-free, contrib, non-US). Por exemplo:

deb-src http://security.debian.org/squeeze/updates main contrib

Após modificar esse arquivo você deve usar o comando aptitude update ou apt-get update para atualizar a lista.

Estes comandos sincronizam a lista de pacotes disponíveis para instalação nos servidores remotos, com uma lista local. Ter uma lista local agiliza bastante na hora de procurar por um pacote.

Vamos ver alguns comandos:


- aptitude search [argumento]: Procurar um pacote.

- apt-cache search [argumento]: Procurar um pacote.

- aptitude show [pacote]: Mostra informações de um pacote.

- apt-cache show [pacote]:
Mostra informações de um pacote.

- aptitude install [pacote]: Instalar um pacote.

- apt-get install [pacote]: Instalar um pacote.

- aptitude remove [pacote]: Remover um pacote.

- apt-get remove [pacote]: Remover um pacote.

- aptitude purge [pacote]: Remover um pacote e suas dependências.

- apt-get autoremove --purge [pacote]: Remover um pacote e suas dependências.

- aptitude upgrade:
Atualizar todos os pacotes instalados.

- apt-get upgrade: Atualizar todos os pacotes instalados.

- aptitude safe-upgrade: Atualização da distro.


RedHat


O yum funciona de modo semelhante ao aptitude, claro com suas diferenças, começando pelo repositório que se encontra em "/etc/yum.repos.d", e dentro deste arquivo a organização também muda, veja um exemplo:

[dag]
name=Dag RPM Repository for Red Hat Enterprise Linux
baseurl=http://apt.sw.be/redhat/el$releasever/en/$basearch/dag
gpgcheck=1
gpgkey=http://dag.wieers.com/rpm/packages/RPM-GPG-KEY.dag.txt
enabled=1

E agora os comandos básicos:


- yum search [pacote]: Pesquisar por um pacote.

- yum info [pacote]: Obter informações do pacote.

- yum install [pacote]: Instalar um pacote.

- yum remove [pacote]: Remover um pacote.

- yum erase [pacote]: Remover um pacote.

- yum update: Atualiza pacotes instalados.



E era isso por hoje! Recomendo que faça uns testes e brinque um pouco com os pacotes que no próximo post vamos nos aprofundar um pouco mais nisso. ;)

Até lá!
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