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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Sinopse 


Imagine o que pode acontecer a uma nação corrompida e conectada, que não domina seu próprio parque tecnológico, quando todo o sistema passa a ser controlado por uma força cibernética desconhecida, com amplo domínio político, social e cultural, capaz de exercer forte influência sobre o povo, capaz de impor sua vontade. 

Em apenas 7 dias todo um país pode ser dominado, seus líderes expostos, os poderes subvertidos, os conceitos mitigados, e sem disparar um tiro, sem usar uma arma, sem que se exista no mundo real, materializado. 

Saiba como, conheça Tantalus.



Review


Bom vamos lá. O livro é curto e baratíssimo, então só por isso você já não tem desculpa para não ler.

O livro basicamente entrega o que se propõe, uma reflexão de como a sociedade é vulnerável a um ataque complexo, chegando a destruir completamente um país em apenas 7 dias. O que é algo muito bom, boa parte das pessoas não tem esta visão do estado atual de nossas tecnologias. Todo o conteúdo do livro é baseado em notícias e informações atuais e reais, mas para o livro, o autor Jose Navas Junior preferiu criar um país fictício, com semelhanças a nossa realidade.

A história, ou melhor, os acontecimentos tratados no livro são realmente muito plausíveis e altamente precisos. Conheço superficialmente o autor e me impressiona a precisão e detalhe de todos os ataques e ferramentas descritas, não desmerecendo ele, pelo contrário, impressiona ver uma pessoa que não está diretamente ligado a área técnica e operacional de TI e segurança discorrer tão bem, equilibrando de uma forma muito boa o conteúdo técnico e a clareza na descrição, alcançando todos os públicos. Sei que o Navas tem hoje em dia um contato um tanto próximo com o tema, mas quando me refiro a não ser da área me refiro a aquele profissional de TI que cresce e que tem no seu dia a dia, desde o início esses conceitos.

Sobre minha opinião do livro, adorei a abordagem, mas tem alguns detalhes que discordo com o autor. A primeira delas é a complexidade do ataque. Fazendo um paralelo do país fictício com o Brasil, não seria necessário um ataque tão complexo, acredito que qualquer estágio isolado do ataque já causaria um caos imenso devido a defasagem de nossas tecnologias. Um segundo ponto que me incomodou um pouco foi alguns detalhes do ataque em si, não vou entrar em detalhes para não dar spoiler, mas quem seria o grupo que atacou o país, um governo inimigo? Um orgão militar? Os servidores que foram comprometidos para uma das fases do ataque são quase que inalcançáveis, provavelmente aqui que entra a ficção...

E para finalizar, não sei se este comentário é positivo ou negativo, mas o sonho de todo script kiddie, lammer, e outros, é destruir um governo através de ataques digitais, vemos isso todos os dias por aqui, páginas desfiguradas e com mensagens com esta intenção. Seria o Tantalus o próximo motivador de ataques após V de Vingança com Anonymous?

Brincadeiras e maluquices conspiracionais a parte, o livro é realmente muito bom e serve para dar aquela ideia de fragilidade de nossa sociedade, e mostrar como a 3º Guerra Mundial pode ser travada no campo de batalha digital.


Você pode comprar o livro na Amazon como ebook por apenas R$ 2,21, sim você leu certo, DOIS REAIS E VINTE E UM CENTAVOS!!! Não tem como não comprar. O livro tem 71 páginas, uma leitura rápida e simples. Vale a pena!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Enquanto a Coréia do norte discute com os Estados Unidos por conta de seu suposto envolvimento com os ciberataques sofridos pela Sony, a Coreia do Sul enfrenta problemas porque a rede da estatal que comanda reatores nucleares no país foi hackeada.
No domingo, 21, um hacker que se identifica como "presidente do grupo anti-nuclear do Hawaí" publicou informações sobre as plantas dos reatores Gori-2 e Wolsong-1 no Twitter.
Aparecem plantas e os sistemas de ar-condicionado e de refrigeração. Tudo foi tirado da KHNP (Korea Hydro and Nuclear Power Co.), empresa que gerencia 23 reatores nucleares responsáveis pela geração de energia de 30% do país.
"Se eu não vir os reatores serem fechados até o Natal, não terei escolha a não ser tornar pública toda informação e partir para a segunda etapa de destruição", escreveu o hacker, que diz ter 100 mil páginas de dados em mãos.
O ataque começou na última segunda-feira, 15, quando informações pessoais de 10 mil empregados da KHNP foram publicados. Na sexta-feira, o "presidente" ordenou o fechamento dos reatores Gori-1, Gori-3 e Wolsong-3 por três meses, alertando a quem mora nos arredores que permaneçam longe por um tempo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

50 empresas de petróleo e energia norueguesas foram hackeadas, e mais 250 foram notificadas para verificaram se não tem alguma falha de segurança, de acordo com relatórios locais.

Entre os alvos está a Statoil, a maior empresa de petróleo da Noruega. A identidade das empresas que foram hackeadas não foi revelada.

Um porta-voz da Statoil confirmou que eles foram avisados ​​sobre um possível ataque hacker pela Autoridade Nacional de Segurança, a agência de segurança norueguesa que, entre outras coisas, é responsável de lidar com questões de segurança relacionadas tecnologias de informação e comunicação, bem como a execução do CERT nacional (NorCERT).

A Autoridade Nacional de Segurança foi alertada sobre os ataques de "contatos internacionais", e, aparentemente, tem uma idéia que pode estar por trás dos ataques, mas eles estão optando por não compartilhar suas suspeitas publicamente neste momento.

Embora ainda seja desconhecido o que os atacantes estavam procurando, é bem provável que eles foram atrás de dados de propriedade intelectual, de negócios e clientes.

Esta não é a primeira vez que as companhias de petróleo da Noruega foram atingidos por ataques cibernéticos. No final de 2011, pelo menos dez empresas de petróleo, gás e defesa baseada na Noruega foram hackeados via e-mails spearphishing e os atacantes fugiram com desenhos industriais, contratos, nomes de usuário, senhas, e assim por diante.

Fonte: net-security

domingo, 29 de junho de 2014


Invadido por hackers, o perfil oficial da Polícia Federal (PF) no Twitter divulgou, no início da tarde de hoje, uma ameaça de bomba no Estádio Mineirão, palco da oitava de final da Copa do Mundo entre Brasil x Chile neste sábado.

A ação ocorreu às 12h24min, pouco mais de meia hora antes do início da partida.

"Foi confirmada a ameaça de bomba no Mineirão, a evacuação do local não está descartada", diz a mensagem.

As autoridades já estão rastreando os responsáveis pela invasão. Até as 13h10min, nenhuma mensagem alertando que a mensagem não era verdadeira havia sido publicada. A mensagem foi retuitada 2,7 mil vezes.

Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Não sei se você também tem esta percepção, mas estamos presenciando uma certa tensão entre alguns governos no mundo online: 

Vejamos...



Desde que o Edward Snowden divulgou documentos comprovando um esquema monumental de espionagem global da NSA, vários governos e empresas começaram a se preocupar muito mais com a espionagem cibernética. Isso deixou de ser algo restrito à China e, eventualmente, Rússia, e tornou algo que impacta a todos os governos, empresas e pessoas. E, definitivamente, colocou os EUA lado a lado com os vilões da história (China e Rússia).

O site Stratfor publicou uma reportagem bem interessante discutindo as implicações da decisão dos EUA de criminalizar os 5 militares chineses. Segundo eles, embora esta decisão tenha pouco resultado prático, ela marca o início de um posicionamento formal do governo americano sobre ciber espionagem e guerra cibernética. Os Chineses não vão entregar os militares para os EUA e não vão parar de espionar todo mundo. Mas essa decisão dos EUA reconhece o envolvimento de governos com espionagem, sabotagem e destruição online e, mostrando que isso pode ser criminalizado, faz aumentar o risco de um país se envolver em ciber espionagem contra outra nação. Além disso, os EUA já iniciam a discussão sobre os limites da ciber espionagem e ciber guerra impondo o seu ponto de vista.

Belo post la do AnchisesLandia

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Daqui a poucos dias começará a Copa do Mundo de Futebol, e daqui a dois anos teremos as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Estes dois eventos que acontecerão no Brasil já tem estimulado protestos no mundo físico e virtual, mas na verdade, esta é só a ponta do iceberg: existem vários riscos de segurança relacionados a Copa do Mundo e as Olimpíadas que podem afetar a empresas, governos, os patrocinadores dos eventos, atletas, comerciantes, usuários finais, etc. 


Os potenciais cenários de crimes, fraudes e protestos relacionados com a Copa do Mundo e as Olimpíadas representam diversos riscos de segurança, tais como:
  • Protestos e Hacktivismo: Desde a Copa das Confederações no ano passado, estes grandes eventos tem itensificado uma série de protestos contra o governo brasileiro, contra as entidades que organizam e patrocinam estes eventos e, inclusive, protestos direcionados as instituições financeiras em geral. E a tendência natural é que estas manifestações devem se intensificar durante a Copa.
    • Não custa lembrar o risco real de terrorismo e ciber terrorismo na Copa e na Olimpíada, principalmente entre grupos de outros países que tradicionalmente já enfrentam este tipo de problema (ou seja, EUA, países Europeus, Russia e diversos países do Oriente Médio);
    • Protestos nas ruas com ataques físicos a empresas, agências bancárias e caixas eletrônicos, com destruição e roubo de patrimônio;
    • Protestos online através de defacement, ataques DDoS ou roubo de dados:
      • defacement de sites como forma de protesto contra a Copa do Mundo
      • o roubo e divulgação de dados das empresas visa promover o descrédito da organização através da exposição de informações confidenciais, incluindo planos estratégicos, informações de negócio ou dados pessoais de clientes, executivos e funcionários;
      • ataques de negação de serviço DDoS tradicionais, como parte de grandes campanhas de hacktivismo contra os grandes eventos ou contra alvos específicos;
      • ataques de DDoS ou DoS aproveitando lógica de negócio, tal como o uso de scripts automatizados para executar um número excessivo de acessos ao site da empresa com objetivo de simplesmente impedir o acesso ao site ou, em última instância, bloquear contas de usuários (por exemplo, realizando diversas tentativas de login com senhas inválidas a ponto de causar o bloqueio das contas);
  • Ciber Fraude e Ciber Crime
    • Envio de mensagens de SPAM relacionadas a Copa do Mundo, para enganar usuários finais e infectá-los com malwares ou roubar dados pessoais. Esse tipo de ataque já está acontecendo e, por exemplo, o Catálogo de Fraudes da RNP já lista alguns casos;
    • Sites falsos para venda de ingressos para os jogos, enganando usuários e fazendo vendas fraudulentas (vende, obtém o dinheiro da vítima e não entrega nada);
    • Diversas fraudes de cartão de crédito e débito, aproveitando o grande fluxo de turistas extrangeiros com cartões de crédito de outros países
      • Clonagem de cartões de crédito: muitos países ainda não adotaram cartões com tecnologia de Chip, e assim são bem mais fáceis de serem clonados
      • Aumento de casos de compras fraudulentas com cartões clonados no comércio online e no comércio físico: um dos problemas é que os turistas de outros países utilizam cartões de bancos ou empresas de cartões que os logistas não conhecem, logo estes logistas terão maior dificuldade para identificar visualmente um cartão clonado

Conforme dito pela Reuters em uma excelente reportagem publicada em fevereiro deste ano, o Brasil possui um cenário de ciber crime desenfreado, com empresas despreparadas, uso disseminado de software pirata e baixo investimento em segurança. Diante deste cenário, enfrentamos o sério risco de sofrer grandes ataques e fraudes cibernéticos durante a Copa.

Fonte: AnchisesLandia

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Hackers iranianos tem tradicionalmente como alvo DDoS e defacement em websites para fazer suas afirmações políticas, mas com o tempo, alguns desses grupos e seus métodos de ataque evoluiram.

Pesquisadores da FireEye disponibilizaram um relatório das atividades de um dos grupos - O Ajax Security Team - que começou suas operações em 2010. O grupo começou com defacement e DDoS em sites, mas agora, alguns anos depois, eles migraram para espionagem com malwares.

Estão atacando empresas de segurança dos EUA, e como são iranianos, necessitam de ferramentas anti-censura.

Seu principal objetivo é fazer suas vítimas baixarem o malware, através de emails spear phising e mensagens privadas em redes sociais enganando as vítimas para a página com o malware.

O malware, chamado "Stealer", tem diversos componentes, obter informações de sistemas, tirar screenshots, obter teclas digitadas, credenciais, favoritos e histórico de todos os browsers, contas de email e muito mais.

Estão também atrás de credenciais de segurança, o malware cria páginas de login de VPN, outlook e painéis de login.

"O objetivo desse grupo é consistente com as atividades políticas iranianas e com a expansão das capacidades ofensivas digitais", comentaram os pesquisadores.

"As capacidades totais do Ajax Security Team ainda não estão claras. O grupo usa pelo menos uma família de malwares que não é publicamente disponível. Não foi visto se eles usam exploits para mandar os malwares, a capacidade de produzir e adquirir esses exploits também não está clara."

Para mais informações sobre os membros, táticas, e infraestrutura de malwares, veja esse relatório.

Fonte: Net-Security

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Japão enfrentou um ataque cibernético contra vários departamentos do governo nesta terça-feira, em uma simulação destinada a reforçar a segurança nacional do país que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de 2020.
O Japão está seguindo o exemplo da Grã-Bretanha, que convidou hackers para testar seus sistemas de computador durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Londres-2012. No evento, Londres combateu múltiplos ataques cibernéticos.
Cerca de 50 especialistas em defesa cibernética se reuniram em um centro de resposta de emergência em Tóquio para a defesa contra um ataque simulado em 21 ministérios e agências e 10 associações da indústria do Estado, disse Ikuo Misumi, especialista do Centro Nacional de Segurança da Informação do Japão.
"Não é que nós não colocamos esforços em cibersegurança, mas estamos certamente atrás dos Estados Unidos", disse Ichita Yamamoto, o ministro responsável pela política de TI e que está liderando os esforços para aumentar a segurança cibernética.
O exercício simulou um ataque de phishing, onde o governo ou empresas abriram seus próprios computadores para um vírus ao visitar um site falso.
"Os ataques cibernéticos estão se tornando mais sutis, sofisticados e internacionais, e reforçar a resposta do Japão se tornou uma questão crítica", disse o porta-voz do governo japonês Yoshihide Suga.
O governo prevê que os primeiros Jogos Olímpicos no Japão desde 1964 vão levantar a economia.
Os ataques contra uma rede fechada projetada para atrair hackers aumentou para 12,8 bilhões de vezes no ano passado contra 7,8 bilhões de vezes do ano anterior.
O governo prometeu salvaguardar também a tecnologia de ponta do Japão da espionagem industrial.
A segurança cibernética do Japão é compartilhada entre a Agência Nacional da Polícia e quatro ministérios. A simulação de terça-feira foi a primeira a reunir o governo e o mundo dos negócios para combater a ameaça dos hackers.

Fonte: Info

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Exército Eletrônico Sírio possui relação obscura com regime, um dos mais bem sucedidos em controlar internet

Entre todos os governos que enfrentaram os levantes populares da Primavera Árabe, o da Síria foi o que melhor soube usar a internet em seu favor. Se na Tunísia, Líbia e Egito as redes sociais virtuais foram decisivas para organizar os opositores, no país ela é também uma ferramenta do governo oficial, que usa as novas tecnologias de comunicação como máquina de propaganda e como uma arma de ataque aos ditos inimigos.



O presidente sírio, Bashar al-Assad , encara a internet como mais um de seus campos de batalhas, uma visão que está de acordo com o seu passado. Antes de assumir o governo da Síria, Assad era um grande defensor da modernização e da internet no país, e chegou a ocupar a presidência da Sociedade Síria de Informática.
Desde abril de 2011, um grupo autodenominado Exército Eletrônico Sírio (SEA, na sigla em inglês) passou a realizar diversas ações de “ativismo hacker” pró-governo Assad. Em comunicados online, o grupo diz ser motivado por patriotismo sírio e garante que age de forma independente do regime de Damasco.
Embora o SEA alegue ser “independente”, o pesquisador Helmi Noman, da Universidade de Toronto, descobriu que o domínio do website usado pelo grupo, syrian-es.com, foi registrado pela Sociedade Síria de Informática, que Assad dirigiu. O jornal britânico The Guardian fez reportagem mostrando que o SEA foi fundado por Rami Makhlouf, um primo do presidente e dono de um provedor de internet e de telecomunicações do país.
Ainda assim, ninguém sabe dizer com certeza se os membros do SEA são funcionários contratos pelo regime sírio ou simplesmente um grupo de hackers - provavelmente jovens muçulmanos da ramificação alauíta, a mesma de Assad - que age sob a complacência e estímulo do governo. De qualquer forma, desde 2011, o SEA tem sido o principal braço do regime sírio na ciberguerra.
Em dois anos de atividades, o exército eletrônico já fez campanhas de spams nos perfis do Facebook do ex-presidente da França Nicolás Sarkozy e do presidente dos EUA, Barack Obama. Também hackeou as contas no Twitter e publicou informações falsas de grupos de mídia ocidentais que estariam “difamando o regime sírio”, como AP, BBC, e o programa de TV da CBS "60 Minutes".
Além disso, conseguiram tirar do ar por diversas horas sites da Universidade Harvard, do jornal The New York Times e da página de recrutamento dos Marines do Exército americano – os internautas acabavam redirecionados para páginas do grupo.
Em uma entrevista por e-mail à BBC, um porta-voz do SEA disse que eles planejam “muitas surpresas”. “Uma intervenção militar na Síria tem muitas consequências, e vai afetar o mundo inteiro”, escreveu. Sobre a escolha dos alvos, o hacker respondeu: “Todas os grupos de mídia que atacamos estão publicando notícias falsas/fabricadas sobre a Síria."
Censura do regime
Ainda que tenha sido amplamente usada pelos opositores de Assad para se organizar, a internet na Síria é uma das mais estritas e vigiadas do mundo. Para o presidente, o esforço de “modernizar” as tecnologias não implica dar liberdade aos cidadãos.
A Síria consta na lista dos “inimigos da internet” da entidade Repórteres Sem Fronteiras desde 2006, quando o levantamento começou a ser feito. Dados compliados pela ONG americana Freedom House mostram que a conexão de internet é centralizada e controlada pelo governo, que bloqueia inúmeros sites e rastreia usuários.
No país, a internet foi liberada no ano 2000; dez anos depois, mais de um quinto da população tinha presença online. Mas os sírios não conseguem acessar sites de grupos de direitos humanos, da Irmandade Muçulmana , ou de ativistas da minoria curda, entre outros assuntos considerados sensíveis pelo regime. Sites de alguns jornais libaneses e qualquer domínio de Israel (.il) também são bloqueados, segundo testes conduzidos em 2008 pela OpenNet Initiative.
Em uma ação inesperada, o governo sírio liberou em fevereiro de 2011 o acesso ao Facebook e ao YouTube – um ano depois, ambos estavam na lista dos cinco sites mais acessados na Síria. Alguns opositores dizem suspeitar que, mais do que uma medida de relaxamento da censura, essa permissão teve como objetivo tornar mais fácil rastrear e identificar os muitos ativistas online.

sábado, 7 de setembro de 2013



O governo americano já está cheio dos ataques do grupo denominado Syrian Eletronic Army e demais hackers do oriente médio. Depois dos ataques ao New York Times, a Divisão de Cyber Crimes do FBI adicionou oficialmente os hackers pro-Assad à lista de procurados.
O FBI também publicou um documento com algumas informações sobre o grupo, como suas habilidades específicas e métodos de ataque. O documento também visa o aumento da preocupação em proteger redes e ambientes que todos que estiverem publicamente estarão certamente no alvo do grupo, e para complementar, o FBI também declarou que os hackers serão vistos como terroristas, agindo ativamente contra os EUA.
Veja abaixo uma prévia do documento:

Antes do New York Times, o grupo tomou crédito pelo ataque ao Washington Post e o site de recrutamento americano. Eles também são conhecidos por ataques a grandes websites como por exemplo o Twitter e a bolsa de valores.
No momento pouca coisa é conhecida do grupo, mas especialistas estão tentando descobrir mais. O grupo formado tem como objetivo principal divulgar e apoiar o presidente sírio Bashar Assad. Alguns ataques que o grupo Anonymous tomou crédito, a Syrian Eletronic Army tomou como seu por direito e expôs informações pessoais dos membros do Anonymous.
Fonte: ibtimes

sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Hector Xavier Monsegur, sentenciado por ser considerado o lider do grupo LulzSec, mais conhecido como "Sabu" voltou a aparecer na mídia. Monsegur admitiu culpa em uma série de crimes contando de 2 anos de prisão até um máximo de 124 anos.

Outro hacker do Lulzsec, Jeremy Hammond admitiu que usou Sabu para coordenar ataques contra governos de outros países, hackers e outros.

Os atrasos nas respostas indica que o FBI não está extraindo informações de Monsegur, e pode indicar que ele está ajudando o FBI em operações, como admitiu Jeremy Hammond.

Jeremy Hammond afirmou nesta quinta-feira (29/08) que o governo americano pediu para Monsegur para encorajar seus amigos hacktivistas para se infiltrar em entidades governamentais de outros países.

"O que muitos não sabem é que Sabu foi usado também pelos seus manipuladores para facilitar a invasão nos alvos, incluindo inúmeros sites do governo pertencentes a governos estrangeiros", disse Hammond.

"O que os Estados Unidos não poderiam realizar legalmente, usaram Sabu e, por extensão, eu e outros, para realizar de forma ilegal", Hammond acrescentou.

"Por que os EUA está nos usando para se infiltrar nas redes privadas de governos estrangeiros? Que eles estão fazendo com as informações que roubamos? E será que ninguém no nosso governo nunca será responsabilizado por esses crimes?"

Hammond se declarou culpado em maio a pirataria, e invadir a empresa privada de inteligência Stratfor e expor milhões de e-mails reveladores. O nativo de Illinois pode pegar até 10 anos de prisão quando for sentenciado, marcada para 15 de novembro.

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