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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Vint Cerf: vice-presidente do Google é considerado um dos pioneiros da internet
Vint Cerf: vice-presidente do Google é considerado um dos pioneiros da internet

São Paulo - Vint Cerf, vice-presidente do Google considerado um dos pioneiros da internet, afirmou estar preocupado com a possibilidade de todas as imagens e documentos salvos nos computadores serem perdidas em algum momento da história.

O executivo, que também é evangelista chefe de tecnologia do Google, acredita que isso poderá acontecer à medida que hardware e software se tornem obsoletos.

Ele teme que as gerações futuras tenham poucos ou nenhum registro do século XXI, fazendo a humanidade entrar no que ele descreve de "Idade das Trevas digital."

Durante um encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Cerf afirmou que irá concentrar seu trabalho na solução dos problemas que ameaçam erradicar a história.

"Formatos antigos de documentos que criamos ou apresentações podem não ser compatíveis com a última versão de um software porque a compatibilidade retroativa não é sempre confiável", disse Cerf à BBC.

"O que pode acontecer com o tempo é que mesmo que acumulemos vastos arquivos de conteúdo digital, nós poderemos saber do que se trata", afirmou.
Cerf quer promover uma ideia para preservar digitalmente cada software e hardware, de forma que eles nunca se tornem obsoletos. Uma espécie de "museu na nuvem".
"A solução é tirar uma chapa em Raios-X do conteúdo, aplicação e do sistema operacional, com uma descrição da máquina na qual ele é reproduzido, e preservar isso por um longo período de tempo. Essa fotografia poderá recriar o passado no futuro", afirmou o executivo do Google.
Um conceito do que Cerf chama de "pergaminho digital" foi desenvolvido pelo pesquisador Mahadev Satyanarayanan da universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.
"Ele ainda têm algumas arestas a serem reparadas, mas o conceito principal já está funcionando", disse Vint Cerf.
Fonte: EXAME

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Você pode gritar “Me teletransporte, Scotty!” o quanto quiser: você só vai atrair um monte de olhares confusos de pessoas perguntando se você bateu a cabeça recentemente. Sim, é triste que dispositivos de teletransporte humano ainda não existam em 2013, e mesmo se eles existissem, o lag tremendo o tornaria pouquíssimo prático.
Essa é a realidade da ciência, que nem sempre bate com as nossas visões fantásticas de futuros fictícios, repletos de carros voadores e outras tecnologias improváveis. Em outras palavras, a realidade nem se compara ao que nós crescemos assistindo na televisão.
No entanto, isso não significa que Hollywood errou em tudo. Dê uma olhada ao seu redor e você verá algumas invenções que não apenas são boas, como algumas foram previstas por cineastas há décadas. Você pode traçar um paralelo, por exemplo, entre os gestos em Minority Report e a computação touchscreen e sensores controlados por movimento, como o Kinect. Quanto mais voltamos aos filmes antigos, mais interessantes ficam esses paralelos.
Junte-se a nós enquanto relembramos 15 filmes que, em sua maior parte, previram corretamente as futuras tecnologias em uso hoje.

movies future (2)
Computação vestível – De Volta para o Futuro II (1989)
A franquia De Volta para o Futuro acertou algumas coisas e errou em muitas outras; na primeira categoria, temos a computação vestível. Os óculos que você vê a família McFly usando à mesa de jantar servia como um precursor do Google Glass e até mesmo do Oculus Rift, e eles próprios estão apenas começando. Infelizmente, ainda não temos hoverboards voadores – pena!

movies future (3)
Scanner corporal – Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu! – 2ª Parte (1982)
Entre todos os percalços e situações bizarras vistos em Apertem os Cintos 2, um filme que você ou vai amar ou odiar, scanners que visualizam seu corpo inteiro, revelando partes nuas dos passageiros, pareciam tão bobos na época que eu não podia deixar de rir. Quase três décadas depois, ninguém achou engraçado quando a TSA, agência que cuida da segurança em transportes nos EUA, realmente implementou scanners corporais nos aeroportos americanos. Eles foram removidos.

movies future (4)
Carros que dirigem sozinhos – O Vingador do Futuro (1990)
Arnold Schwarzenegger fez o papel de Douglas Quaid, um funcionário de construção civil que não conseguia parar de sonhar com Marte e com uma de suas habitantes. O filme é uma exploração sci-fi da realidade virtual, mas uma cena que se destaca envolve táxis autônomos, conhecidos como Johnny Cabs. Hoje, o Google é um dos maiores defensores de carros autônomos, e agora existem três estados nos EUA onde os carros que dirigem sozinhos são permitidos por lei para fins de teste.

movies future (5)
Skype – 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
A visão de Stanley Kubrick sobre nosso mundo moderno é assustadoramente precisa em vários aspectos, e poderíamos encher uma galeria inteira apenas com este filme. Claro, o videofone parece rudimentar para os padrões de hoje, mas o conceito subjacente é, inegavelmente, parecido com o Skype. O turismo espacial, a computação em tablet, e TVs pessoais embutidas em assentos de avião também apareceram no filme.

movies future (6)
Automação residencial – Amores Eletrônicos (1984)
Em Amores Eletrônicos, é homem contra máquina no início da era do PC, quando quase ninguém sabia nada sobre computadores. Isso explicaria por que pareceu tão assustador que um PC pudesse assumir a casa e controlar as luzes, trancar portas, e assim por diante. Nós já aprendemos a conviver pacificamente com os PCs, e a domótica (automação residencial) é uma coisa maravilhosa.

movies future (7)
Interface de toque – Minority Report: A Nova Lei (2002)
Houve tantas comparações das tecnologias da vida real com as retratadas em Minority Report que quase odeio ter que mencionar o filme mais uma vez, mas na compilação de uma lista como esta, é justo incluí-lo. Afinal, o filme previu com precisão que gestos e computação touchscreen seriam a norma, não a exceção. Vamos torcer que o policiamento preventivo não seja o próximo!

movies future (8)
Robôs militares – Um Robô em Curto-circuito (1986)
É fácil se apaixonar por Johnny 5, o robô engraçado do filme Curto-circuito. No entanto, ele foi construído com um assunto mais sério em mente – como um protótipo de robô militar. Agora temos os veículos terrestres não tripulados (UGVs) que podem operar de forma autônoma e sem o risco de se tornarem conscientes se forem atingidos por um raio. Equipe um deles com a Siri e você teria um Johnny 5 dos dias atuais.

movies future (9)
Viagem ao espaço – A Mulher na Lua (1929)
O homem só pousou na Lua em 1969, mas 40 anos antes, o filme mudo A Mulher na Lua mostrou como isso poderia ser. Havia um foguete multi-estágios, um frenesi da mídia no evento de lançamento, e uma contagem regressiva que antecedeu ao evento antecipado. Muito bom, Fritz Lang.

movies future (10)
Cirurgia assistida por robôs – Sleeper – O Dorminhoco (1973)
Woody Allen é um monte de coisas, mas não é um médico. No entanto, ele fingiu ser um em Sleeper, uma comédia que tenta trazer um olhar nostálgico para o futuro. Em uma cena, um computador falante oferece análise e sugestões durante a cirurgia. Muitos anos depois, não é incomum para os cirurgiões usar a robótica de controle remoto para ajudar em cirurgias.

movies future (11)
Smartphones/PDAs – Jornada nas Estrelas (1966)
Todo fã de Star Trek está familiarizado com o Tricorder, um dispositivo portátil que grava dados, analisa-os e faz varredura. Você sabe o que mais pode fazer essas coisas? Smartphones! Nós não estamos dizendo que eles sejam o mesmo dispositivo, é claro, mas dado tudo o que smartphones podem fazer e a grande variedade de apps disponíveis, o Tricorder é, em alguns aspectos, um precursor dos dispositivos móveis de hoje.

movies future (12)
Outdoors digitais – Blade Runner: O Caçador de Androides (1982)
Um passeio através da paisagem urbana em Blade Runner revela um mundo em que outdoors digitais são bem onipresentes. Nós não chegamos lá ainda, mas outdoors digitais são certamente mais comuns hoje do que na década de 1980. Quem mora em uma cidade grande (sem uma Lei Cidade Limpa!) talvez até veja um trailer de Blade Runner 2 em um outdoor digital, que já tem um roteiro que inclui vários dos personagens originais.

movies future (13)
Wardriving – Jogos de Guerra (1983)
Anos antes de a Internet se tornar algo conhecido e usado por todos, Jogos de Guerra ofereceu um vislumbre das ameaças em um mundo conectado, incluindo hackers, guerra cibernética e wardialing (usar um modem para criar uma lista de números de telefone funcionais), o que mais tarde levaria ao wardriving (dirigir por aí procurando por redes Wi-Fi). Jogos de Guerra também é o primeiro filme a usar o termo “firewall”.

movies future (14)
Robô aspirador – Os Jetsons (1962)
Não, nós não vamos para o trabalho em carros voadores nem comemos refeições inteiras em forma de pílula, mas várias tecnologias dos Jetsons estavam à frente de seu tempo. Havia bate-papo em vídeo, camas de bronzeamento artificial, o TeleViewer (semelhante a um iPad) e, claro, robôs aspiradores, um predecessor cartunesco do iRobot Roomba.

movies future (15)
Testes genéticos em casa – Gattaca – Experiência Genética (1997)
O mundo corporativo ainda não passou a usar testes de DNA no lugar de entrevistas de emprego, como retratado em Gattaca, nem um obstetra pode lhe dar um resumo de todas as doenças que o seu bebê recém-nascido pode ter, juntamente com uma expectativa de idade precisa. É possível, no entanto, pegar exames de DNA, como o 23andMe, para fazer em casa e obter uma lista dos seus riscos genéticos de saúde.

movies future (16)
Impressão 3D em casa – Mulher nota 1000 (1985)
Há uma conexão frouxa entre o filme de 1985 e a impressão em 3D, mas ela existe. No filme, dois adolescentes com hormônios em fúria criam a mulher “perfeita”, usando um computador e uma boneca Barbie de plástico. Usando uma impressora 3D atual, você também pode criar Kelly LeBrock em sua casa usando um computador e plástico. Ela só seria uma réplica, mas quem sabe o que será possível daqui a mais 28 anos.

movies future (17)
Siri – 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
Sabemos que 2001 já foi mencionado nesta lista, mas o icônico robô HAL 9000 do filme facilmente merece seu lugar aqui. Para os fãs do filme, a frase “Sinto muito, Dave, temo que eu não possa fazer isto” vai para sempre retratar a ideia da maldade nos robôs. Assim como HAL, você pode conversar com o programa Siri, da Apple, se você tiver um iPhone. Esperemos que o aparelho da Apple não seja maligno também.

Fonte: Gizmodo


Muitas coisas ainda precisam ser desenvolvidas para o inevitável voo tripulado da NASA para Marte. No entanto, um dos principais desafios continua sendo um dos mais elusivos: como os astronautas vão viver seis meses em uma nave espacial sem ficarem loucos? Eles vão dormindo, é claro.
Na última década, cientistas exploraram várias maneiras de fazer com que os astronautas hibernem no caminho até Marte. Isso é mais ou menos como dormir no banco de trás do carro do seu pai enquanto vocês vão até a casa da sua avó, mas multiplicado por mil. Um longo sono como esse tem suas complicações, claro. Para começar, você precisa manter os astronautas alimentados e hidratados durante o trajeto. Você também precisa, de alguma forma, evitar que os músculos deles atrofiem e impedir perda óssea devido a um período extenso em um ambiente sem gravidade. (Veja este gráfico interativo da NASA para descobrir outros efeitos que a exploração espacial pode ter no corpo dos astronautas).
Os benefícios da hibernação são inegáveis. Os astronautas ainda precisariam de suprimentos, mas não tanto como precisariam caso estivessem acordados. Outro benefício vem da blindagem de radiação. Como os astronautas ficariam o tempo inteiro em uma área pequena, não seria necessário equipar a nave inteira contra radiação. E, finalmente, existem muitos benefícios psicológicos de deixar os astronautas dormirem durante a longa viagem em vez deles lerem algo no Kindle ou qualquer outra coisa para combater o tédio no espaço.
Está bem claro que colocar os astronautas em estado de hibernação beneficiaria a viagem. O que não está claro, porém, é como fazer isso. Os cientistas têm algumas ideias.

Abaixe a temperatura do corpo deles

Uma das ideias preferidas da NASA envolve induzir a um estado de hipotermia terapêutica. Em outras palavras, eles querem diminuir a temperatura do corpo dos astronautas para eles consumirem menos energia. O Space.com falou com John Bradford, que está trabalhando na questão da hibernação, sobre os benefícios, e Bradford explicou que para cada grau a menos na temperatura do corpo, o metabolismo cai cerca de 5 a 7%. Pesquisadores esperam chegar a uma queda de 10 graus, o que levaria a uma redução de 50% a 70% da taxa de metabolismo.
“Não vamos congelar ninguém”, explicou Bradford. “Não é uma criopreservação; é algo mais próximo a hibernação. Eles vão continuar respirando, precisarão de alimentação.” O processo é chamado hibernação hipotérmica. O estado de coma vai ser induzido ao diminuir a temperatura da nave e, assim, a do corpo dos astronautas também. Eles ainda teriam vida – seriam ligados a máquinas para respirar.
Não parece muito confortável, mas é totalmente possível. O recorde atual de manter um humano em uma hibernação hipotérmica induzida é de dez dias. A NASA precisaria aumentar isso para seis a nove meses, a quantidade de tempo necessária para a viagem até Marte, ou planejar o despertar dos astronautas e uma forma deles dormirem novamente.

Encha-os de drogas

Há alguns anos, quando os cientistas começaram a explorar a possibilidade da hibernação no espaço, eles se concentraram em drogas que poderiam induzir a um estado de sono. Uma delas é conhecida como DADLE e teve bons resultados em testes em laboratórios. Cientistas conseguiram fazer esquilos dormirem com a droga durante os meses do verão, por exemplo, e não encontraram nenhum efeito colateral quando eles acordaram.
Mas usar essas drogas em humanos é um pouco mais complicado, já que o corpo humano é mais complicado, mas cientistas estão confiantes com os resultados do DADLE. “A molécula DADLE é parecida com outras que temos no cérebro humano e lembra uma das proteínas ativadoras da hibernação em hibernadores,” explicou o professor Marco Biggiogera alguns anos atrás em nome da Agência Espacial Europeia. “Ela pode reduzir a energia exigida pelas células, seja isoladas em culturas ou presentes em outros animais ou organismos.”

Cruze os dedos

Obviamente, nenhuma dessas técnicas de hibernação está livre de riscos. Mesmo em um estado de hibernação reduzida, há uma possibilidade dos astronautas experienciarem perdas ósseas e atrofia muscular. Uma das formas dos pesquisadores tentarem resolver isso seria com uma espécie de centrífuga tirada de 2001: Uma Odisseia no Espaço que giraria lentamente, criando uma pequena força gravitacional. Se girar devagar demais, não vai ter o efeito desejado. Isso é complicado. Se for rápido demais, vai fazer os astronautas ficarem enjoados. Imagine acordar de um sono de seis meses coberto com vômito de seis meses atrás. Não é legal.
Independentemente do que eles decidirem fazer, parece cada vez mais provável que a hibernação será o método escolhido. Sem ela, a tecnologia atual só permitiria que quatro a seis pessoas viagem para Marte em uma enorme nave espacial. Mas, se eles forem espremidos em um quarto pequeno, pode ser que até 10 ou 20 astronautas hibernem rumo ao planeta vermelho. A única coisa que precisaria ser observada é o caminho de asteroides ou possíveis problemas de motor. A milhões de quilômetros de distância da Terra, uma nave cheia de astronautas sonolentos no comando pode ser algo bastante perigoso.

Fonte: Gizmodo

terça-feira, 16 de julho de 2013

Esta semana, um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) publicou um estudo sobre nanorrobôs que entram em seu cérebro. E como eles teriam o tamanho de partículas de poeira, os robozinhos são chamados de “pó neural”. É claro.
O estudo avalia se é plausível existir uma interface cérebro-máquina composta de três partes. Primeiro, milhares de pequenos sensores com o tamanho de micróbios, o “pó neural”, que detectam os impulsos elétricos dentro de sua massa cinzenta – especificamente, dentro do seu córtex.
Em segundo lugar, para monitorar o pó neural, um transceptor ultrassom instalado entre o crânio e a pele. As partículas seriam alimentadas por piezoeletricidade: ou seja, as partículas convertem ondas sonoras em sinais elétricos.
Finalmente, um nódulo maior na superfície da sua cabeça traz uma bateria, o processamento de dados, e a capacidade de transmitir dados para um receptor próximo. A ideia é exposta no estudo“Poeira Neural: uma solução ultrassônica de baixo consumo de energia para interfaces crônicas cérebro-máquina”.
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Os cientistas vêm experimentando sensores cerebrais há décadas. Mas a ideia da frota de microssensores que podem ser injetados (ou inalados!) para o cérebro é algo novo. De certa forma, é ameaçador, insinuando a ideia de uma tecnologia de vigilância tão pequena que você nem se daria conta dela.
Mas isso é uma versão extrema de como o pó neural poderia ser utilizado. Ele também pode fornecer uma interface para pessoas com deficiência interagirem com o mundo, ou um sistema de monitoramento de pacientes de neurologia – um passo para uma interface cérebro-computador verdadeiramente “invisível”.
Tecnicamente, o conceito de interface cérebro-computador existe desde a invenção da máquina deeletroencefalograma, mas decolou na década de 1970, quando pesquisadores da Universidade de Washington conectaram macacos a um medidor de biofeedback, que permitiam aos primatas controlar um braço robótico usando seus pensamentos.
A essência básica da tecnologia é o seguinte: cada vez que um neurônio emite um impulso, escapa um pouquinho de eletricidade. Os cientistas podem detectar, fora do seu crânio, esses sinais vazados – e eles conseguem decodificar esses sinais cada vez melhor. É assim que funcionam tecnologias como os sensores NeuroSky e outros sensores ligados a um capacete, ou direto na cabeça.
Mas muitos cientistas acreditam que capacetes (e até mesmo o Google Glass) são uma tecnologia de ponte: algo intermediário até que seja possível pensar “ligar luzes”, por exemplo. O maior problema técnico impedindo uma solução boa e não-invasiva é que os sensores cranianos são imprecisos, principalmente porque seu crânio é espesso. Conversando com Nick Bilton sobre o futuro da interface cérebro-computador (BCI), o neurocientista John Donoghue disse o seguinte:
As atuais tecnologias para o cérebro são como tentar ouvir uma conversa em um estádio de futebol usando um dirigível. Hoje, para realmente entender o que está acontecendo no cérebro, você precisa implantar cirurgicamente um conjunto de sensores no cérebro.
Portanto, o maior desafio para a BCI agora é reduzir gradualmente o tamanho dos sensores, para que eles não danifiquem o cérebro. Por exemplo. com um exército de sensores do tamanho de micróbios que, juntos, poderiam transmitir e receber dados em uma resolução muito maior – em outras palavras, pó neural.

Fonte: Gizmodo

sábado, 18 de maio de 2013

Drew Endy quer construir uma linguagem de programação para células.

Endy é o co-diretor do International Open Facility Advancing Biotechnology — BIOFAB, abreviando - onde ele é parte de uma equipe que está desenvolvendo uma linguagem que irá utilizar os dados genéticos para realmente programar células biológicas. Isso pode parecer coisa de ficção científica, mas o projeto já está em andamento, e a equipe pretende abrir o código da linguagem, para que outros cientistas possam usá-lo, modificá-lo e aperfeiçoá-lo.



O esforço faz parte de um movimento de varredura para agarrar os nossos dados genéticos e melhorar diretamente a maneira como nossos corpos se comportam - um processo conhecido como bioengenharia. O Supremo Tribunal afirma que a exploração dos genes podem ser patenteado, o mundo da tecnologia biológica está em uma encruzilhada, mas cientistas como Endy continuam a empurrar esta tecnologia para a frente.

Genes contêm informações que define a forma da função de nossas células, e algumas partes do genoma expressa-se da mesma maneira em diferentes tipos de células e organismos. Isso permitiria que Endy e sua equipe para construir uma linguagem que cientistas poderiam usar para projetar cuidadosamente a expressão do gene - o que eles chamam de "a camada entre o genoma e todos os processos dinâmicos da vida."

De acordo com Ziv Bar-Joseph, um biólogo computacional da Carnegie Mellon University, a expressão do gene que não é diferente da forma como os sistemas de computação falam uns com os outros. Você vê o mesmo comportamento no sistema após sistema. "Isso também é muito comum em computação", diz ele. De fato, desde os anos 60, os computadores foram construídos para operar tanto como células e outros sistemas biologicamente. Eles são operações independentes com formas padronizadas de informações sobre a negociação com o outro.

"Em biologia sintética, o equivalente a uma máquina virtual Java pode ser que você pode criar seu próprio compartimento em qualquer tipo de célula, para que o seu DNA de engenharia não iria correr à toa." - disse Drew Endy

O projeto BIOFAB ainda está nos estágios iniciais. Endy e a equipe estão criando o mais básico dos blocos de construção - a "gramática" para o idioma. Sua mais recente conquista, recentemente publicado na revista Science, tem sido a de criar uma maneira de controlar e amplificar os sinais enviados a partir do genoma da célula. Endy compara esse processo a um velho telégrafo.

"Se você quiser enviar um telégrafo de San Francisco a Los Angeles, os sinais iria ficar degradados ao longo do fio", diz ele. "Em algum momento, você tem que ter um sistema de revezamento que detecta os sinais antes que eles foram completamente ao ruído e, em seguida, amplificá-los de volta para continuar enviando-os ao longo de seu caminho."

E, sim, a idéia é construir um sistema que funciona em diferentes tipos de células. Nos anos 90, o mundo da computação procurou criar uma plataforma comum de programação para a construção de aplicações em sistemas distintos - uma plataforma chamada a máquina virtual Java. Endy espera duplicar o Java VM no mundo biológico.

"Software Java pode ser executado em várias plataformas de sistemas operacionais de hardware diferentes. A portabilidade vem da máquina virtual Java, o que cria um ambiente operacional comum através de uma diversidade de plataformas de tal forma que o código Java está sendo executado em um ambiente local consistente ", diz ele.

"Em biologia sintética, o equivalente a uma máquina virtual Java pode ser que você pode criar seu próprio compartimento em qualquer tipo de célula, assim o seu DNA de engenharia não iria correr à toa. Ele seria executado em um compartimento que forneceu uma caixa de areia comum para operar o seu código de DNA."

De acordo com Endy, essa noção começou com um grupo de estudantes de Abraham Lincoln High School, em San Francisco meia década atrás, e que agora ele está chamando para uma empresa comercial para recriar o Java da Sun Microsystems no mundo biológico.

No entanto, isso é o que Endy está atirando. A linguagem BIOFAB estará disponível livremente para qualquer um, e será um projeto colaborativo.

O progresso é lento, mas as coisas estão pegando. Neste ponto, a equipe pode obter células para expressar até dez genes de uma só vez com "muito alta confiabilidade." Um ano atrás, que levou mais de 700 tentativas de persuadir as células para fazer apenas um. Com a linguagem de programação para a direita, diz ele, isso deve expandir-se para cerca de uma centena ou mais até o final da década. O objetivo é fazer com que a linguagem insensível aos genes de saída de modo que as células vão expressar o que genes de um usuário quer, muito parecido com a função de impressão em um programa funciona independentemente de qual conjunto de caracteres que você alimentá-lo.

O que ele diz para aqueles que temem a criação de Frankencells - pesadelos biológicos que vai causar estragos em nosso mundo? "Isso poderia dar errado. Ele poderia ferir as pessoas. Isso poderia ser feito de forma irresponsável. Idiotas poderia abusar dela. Qualquer número de coisas são possíveis. Mas note-se que não estamos operando em um vácuo", diz ele. "Não há história de bons aplicativos que estão sendo desenvolvidos e regulamentos ser prático e ser atualizada conforme a tecnologia avança. Precisamos estar vigilantes quanto as coisas continuam a mudar. É a realidade chata do progresso."

Ele acredita que este trabalho não é só essencial, mas mais próximo da realidade do que o mundo percebe. "Toda a nossa civilização depende de biologia. Precisamos descobrir como melhor parceiro com a natureza para fazer as coisas que precisamos sem destruir o meio ambiente", diz Endy. "É um pouco de uma surpresa para mim que as pessoas não saem à margem de outras comunidades e ajudou mais diretamente e começou a construir este linguagem comum para a vida de programação. É o tipo de assuntos."

Fonte: Wired








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