segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Durante o V Congresso de Crimes Eletrônicos, que aconteceu recentemente em São Paulo, o pessoal da FECOMERCIO divulgou a 5ª Pesquisa Sobre o Comportamento dos Usuários na Internet, com algumas estatísticas relacionadas a percepção de segurança dos internautas, dentre as quais acredito que merecem destaque:

  • Praticamente a metade (49,80%) dos entrevistados acreditam que as empresas podem usar e compartilhar seus dados pessoais com pessoas/empresas sem sua expressa autorização (ou seja, praticamente metade delas não estão preocupadas com o que as empresas fazem com seus dados!)
  • 72,30% não confiam na forma que os sites guardam seus dados pessoais
  • 87,80% acreditam que os sites devem guardar registros de acesso para auxiliar eventuais investigações de crimes eletrônicos
  • 2/3 dos entrevistados disseram conhecer a nova lei dos crimes virtuais (“Lei Carolina Dieckmann”), mas apenas 16,37% acreditam que ela será suficiente no combate aos crimes virtuais
  • 2/3 dos entrevistados acreditam que um conteúdo ilegal pode ser removido na web a pedido da vítima, e apenas 1/3 acreditam que deve haver ordem judicial
  • 95,50% acreditam que um provedor de conteúdo deve avisar seus clientes ao receber um aviso judicial relacionado a alguma infração
  • 17,90% dos entrevistados foram vítimas ou conhecem alguém da família que já foi vítima de crime digital
    • O crime mais comum (quase 1/3) é a clonagem de cartão de crédito ou débito, seguido por uso de dados pessoais (17,32%) e desvio de dinheiro em conta bancária através da Internet (15,64%).
  • 86,40% receiam que ocorram "fraudes ou ataques de hackers" em seus dispositivos pessoais
  • Apenas 1/3 dos entrevistados acreditam que baixar músicas e filmes gratuitamente (sem pagamento de direitos autorais) deveria ser ilegal
  • Um pouco mais da metade (55,90%) dos entrevistados realiza compras pela Internet
    • O medo de fraudes é indicado por praticamente 1/3 dos entrevistados que não fazem compras online

 

 Fonte: anchisesbr
Falhas na segurança dos sistemas do Banco do Brasil (BB) e do Bradesco nos últimos dias podem ter exposto dados de milhões de usuários, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, as falhas foram identificadas pelo analista de sistemas Carlos Eduardo Santiago, que afirmou ter informado aos bancos sobre a situação.

No caso do BB, até a última quinta-feira (22), qualquer pessoa com acesso à área de seguros pessoais poderia acessar dados dos clientes como CPF, nome, endereço, agência e número da conta apenas ao alterar um código.

Segundo o especialista, mais de um milhão de usuários podem ter tido seus dados expostos pela falha.

Pelo site do Bradesco, segundo Santiago, a falha ainda se encontra ativa. Por meio desta brecha é possível visualizar boletos bancários gerados pela instituição com os dados dos clientes, por meio de uma simples consulta no Google.

Além das falhas nos bancos, o jornal também cita brechas similares no site do serviço de pagamento Moip e na página da Boa Vista Serviços, responsável por administrar os cadastros do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Neste último serviço, podem-se consultar as dívidas relacionadas a qualquer CPF.

Segundo o jornal, o BB afirmou que a falha já foi corrigida e não há nenhum registro de risco para seus clientes. Já o Bradesco disse que não se trata de uma falha, uma vez que não é possível alterar dados dos boletos.

O Moip afirmou que já solicitou ao Google a não indexação de seus dados nas páginas de busca. E a Boa Vista disse reconhecer que a consulta de CPFs era possível, mas alegou que a função já foi desativada.

Fonte: Revista Info
LulzSec e Anonymous atraíram muito mais do que fama. Agora, novos grupos surgem para combatê-los e apavorarem a rede mundial.

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet


Recentemente, diversos ataques hackers foram notícias dos principais meios de comunicação.  A motivação para que a mídia tenha dispensado tanta atenção a esse assunto são as atividades recentes de grupos como LulzSec e Anonymous.
E apesar de o nome desses dois grupos ainda figurarem nas primeiras páginas dos principais sites de notícias, eles representam apenas uma pequena parte das ameaças a que grandes servidores estão expostos. Graças a eles, outros grupos foram criados e alguns declaram até mesmo guerra contra esses “hack stars”!
Confira abaixo a lista dos clãs hackers que estão apavorando a internet e tirando o sono de empresas, governos e celebridades.


Lulzsec

Nada mais justo do que começar a lista com a grande estrela deste ano. O LulzSec ganhou notoriedade ao atacar a Playstation Network, roubando dados de mais de 1 milhão de contas de usuários do sistema.

Primeiros ataques

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internetLogo usado pelo LulzSec (Fonte da imagem: Wikipedia)
Mas o primeiro registro de ataque do grupo se deu em maio de 2011, quando a emissora de TV Fox News classificou o rapper Common como indesejado e imoral, após o cantor ter sido convidado pela primeira dama Michelle Obama para participar de um recital de poesia na Casa Branca. A polêmica toda se deu pelo conteúdo político das letras de Common, que causou críticas severas das alas mais conservadoras dos EUA.
O ataque à Fox foi uma retaliação aos comentários dos apresentadores da emissora. Na ocasião, o grupo divulgou na internet centenas de senhas e logins de emails dos funcionários da emissora, além de divulgar dados pessoais de 73 mil participantes do programa “The X Factor”. Os hackers também invadiram o perfil noLinkedIn de Marian Lai, Vice-presidente da Fox.
Ainda em maio, o grupo invadiu o site da rede de televisão PBS, roubando dados de usuários e publicando uma notícia falsa, alegando que o rapper Tupac Shakur continuava vivo e morando na Nova Zelândia.
O LulzSec prosseguiu com alvos cada vez mais audaciosos. Os hackers tentaram invadir a Nintendo, mas de acordo com a companhia, nenhuma informação valiosa foi acessada pelo grupo. Mais tarde os integrantes declaram que nunca pretenderam fazer mal à Nintendo e que gostam muito do N64.

Alvos governamentais

LulzSec anuncia que o site da CIA foi derrubado
Em junho de 2011, foram os responsáveis pelo vazamento de mais de 25 mil contas de usuários de um site pornográfico. Entre os emails cadastrados estavam o de funcionários do governo malaio e de militares dos EUA. Para manter a privacidade desses usuários, o Facebook cancelou as contas que estavam cadastradas com o mesmo endereço dos emails divulgados pelo LulzSec.
O “currículo” do grupo ganhou mais respeito depois da invasão a sites da CIA e do FBI, além do vazamento de dados de usuários do site senate.gov. Como se não bastasse, o LulzSec também prestou uma espécie de serviço social ao avisar o Sistema de Saúde Nacional do Reino Unido sobre as diversas falhas de segurança que o seu sistema continha.
Em 15 de junho, o grupo também assumiu a autoria do ataque DDoS ao site da Agência Central de Inteligência (CIA), deixando-o fora do ar por mais de duas horas.

Motivação

Processo contra GeoHot foi uma das motivações do grupo
Aparentemente, o LulzSec hackeia pela diversão. Além disso, boa parte das ações é motivada por razões ideológicas. O ataque à PBS, por exemplo, foi uma retaliação ao documentário WikiSecrets, que tratou o Wikileaks de maneira “injusta”, de acordo com integrantes do grupo.
Já ao ataque à Sony parece ter sido uma resposta ao processo que a empresa pretendia mover contra o hacker GeoHot, responsável pelo desbloqueio do Playstation 3. Os atos mais recentes, contra páginas e órgãos governamentais, foram caracterizados como sendo um protesto contra a censura e o monitoramento da internet.

O fim do grupo?

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
No dia 26 de junho de 2011, o LulzSec publicou uma espécie de carta de despedida. Dizendo que, após esses 50 dias de operação, o grupo estava finalizando suas operações. Junto com o texto foram publicadas mais de 750 mil contas extraídas de fóruns de video game e de jogadores de Battlefield Heroes.
Não se sabe se o grupo vai cumprir a promessa. Além disso, um braço brasileiro do LulzSec foi criado, derrubando e invadindo sites do governo, além de divulgar informações confidenciais da presidenta Dilma Roussef.


Anonymous

Considerado pela CNN como um dos três principais possíveis sucessores ao Wikileaks, o Anonymous começou mais como um meme do 4chan do que como um grupo em si. A ideia é que o termo possa ser usado para assinar ações anônimas e descentralizadas, porém, conduzidas de maneira coordenada.
Assim, qualquer ação declarada como feita pelo “Anonymous” foi realizada por alguém que se autointitulou como tal, ou seja, não é necessária a aprovação ou filiação ao grupo. Também não existem líderes ou coordenadores do grupo. Todos agem individualmente, mas de maneira com que os resultados obtidos possam beneficiar o grupo.

Ações famosas

Um dos alvos mais famosos do Anonymous é a Habbo, uma rede social que se assemelha a um hotel virtual, em que costumam promover algumas manifestações. Após tomarem conhecimento de que um garoto soropositivo de dois anos foi proibido de usar a piscina de um parque no Alabama, o grupo organizou um bloqueio geral à piscina virtual do Habbo, protegendo a entrada com personagens vestidos todos da mesma forma: terno cinza e visual afro. Depois de serem banidos, acusaram a rede social de fascismo.
Os integrantes anônimos também causaram um prejuízo a um radialista que prega o racismo nos EUA. Ao derrubarem o site de Hal Turner, o mesmo teve que pagar milhares de dólares por excesso de consumo de banda. Além disso, o Anonymous também foi o responsável pela prisão de Chris Forcand, um pedófilo de 53 anos que aliciava menores pela internet.
Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
Fonte da imagem: Wikimedia Commons
O grupo assumiu inúmeras ações cometidas ao longo dos últimos anos, enviando pornografia ao YouTube, prestando apoio aos protestos iranianos de 2009 e atacando sites governamentais dos regimes alvos da Primavera Árabe.
Recentemente, os anônimos tiraram do ar o site da polícia espanhola, em retaliação à prisão de três indivíduos suspeitos de agir em nome do grupo, e da Câmara de Comércio da Flórida, pela prisão de membros do Food Not Bombs, organização voluntária que distribui alimentos aos desabrigados de Orlando.
A motivação é muito semelhante à do LulzSec, alternando entre pura diversão e razões ideológicas.


TeaMp0isoN (Team Poison)

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internetCaptura do site hackeado pelo TeaMp0isoN (Fonte da imagem: Reprodução)
O grupo ganhou destaque ao vandalizar o site do LulzSec, grupo o qual eles acusam de não representar o verdadeiro espírito da arte de hackear, acusando-os de usarem bots e ferramentas pré-fabricadas. Além disso, o  TeaMp0isoN também foi o responsável pelo vazamento de dados pessoais do primeiro ministro britânico, Tony Blair.


The Jester (th3j35t3r)

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
Esta é a exceção de nossa lista, já que o Jester não é um grupo, mas uma única pessoa. O hacktivista, que online também usa a identidade “th3j35t3r”, se descreve como um gray hat,  termo usado para descrever aqueles que cometem ações ilegais, mas com boas intenções.
Ele é conhecido por ter supostamente sido o responsável pelos ataques aos sites WikiLeaks e 4chan, além de inúmeras páginas islâmicas e até mesmo o presidente iraniano Ahmadinejad, sempre em nome do patriotismo americano.
Jester também é conhecido por ter criado uma ferramenta de DDoS conhecida como “XerXes”. Em junho de 2011o o hacker começou a buscar a identidade secreta dos integrantes do grupo Lulzsec, os quais ele considera “crianções”.


A-Team

Quais são os grupos hackers mais assombrosos da internet
Pouco tempo antes do LulzSec anunciar o fim de suas atividades, o grupo conhecido como A-Team liberou uma lista com nomes, endereços e outras informações de pessoas que eles alegam ser os integrantes do LulzSec. Muitos acusam essa revelação como uma das causas para o término repentino do famoso grupo.
De acordo com a mensagem anunciada pelo A-Team, o LulzSec não é digno de tanta atenção, já que, depois de ter invadido a Playstation Network, eles não fizeram mais nada de significativo. Eles também acusam o grupo de estar recrutando novas pessoas por terem pouco conhecimento técnico, o que os impede de continuar na ativa.



sábado, 24 de agosto de 2013

E ai pessoal!

Andei buscando pelo Youtube alguns canais de pentest para assistir no tempo livre e encontrei alguns muito bons.

Três canais que eu recomendo são o Hak5 com episódios semanais, mas a algum tempo parado, o SecureNinja também com uma periodicidade legal e o PaulDotCom, o videocast/podcast mais bem humorado de infosec que você verá por aqui.

Estes três canais contam com grandes nomes da infosec mundial então não temos dúvidas quanto ao conteúdo. E obviamente estes canais são em inglês.

E para não dizer que só tem gringos aqui, deixo também o WorkshopSegInfo, do blog SegInfo, obviamente, que é brasileiro e conta com vários vídeos super interessantes.

Usuários norte americanos do popular jogo online League of Legends foram avisados para trocarem suas senhas o mais rápido possível, uma falha nos servidores da Riot Games resultou no comprometimento de informações críticas das contas.

De acordo com um comunicado da empresa, apenas uma parte das contas norte americanas foram acessadas, e isso inclui nomes, usuários, emails e as senhas criptografadas.

Também foram capturados informações sobre 120 mil transações datadas de Julho de 2011 com informações de cartão de crédito criptografados.

"Este tipo de sistema de pagamento envolvido na falha não vem mais sendo usado desde Julho de 2011, e os números de cartão de crédito não foram coletados dos servidores da empresa", afirma a empresa, mas falhou em compartilhar qual métodos de hashing e salting usados e quão seguros eles são.

"Estamos tomando medidas apropriadas para proteger os jogadores afetados. Nós iremos contactar eles pelo email associado a conta para avisá-los", eles prometeram.

 Eles anunciaram que as senhas afetadas serão mudadas nas próximas 24 horas, e os jogadores serão avisados assim que logarem no jogo.

Eles também prometeram aos usuários que podem esperar por duas novas ferramentas de segurança: verificação de email na criação da conta e autenticação em dois passos para mudar email ou senha.

Uma dica interessante, se você receber um email desses vá até o jogo ou site e mude sua senha manualmente, com isso evitando que um phishing attack se aproveite deste problema.

Fonte: Net Security

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Exploit tem como alvo vulnerabilidade crítica que afeta todas as versões do Java anteriores ao Java 7 Update 25 e permite a execução remota de código.
Os cibercriminosos foram rápidos para integrar um exploit recém-lançado para uma vulnerabilidade Java corrigia em junho a uma ferramenta usada para lançar ataques em massa contra os usuários, informou um pesquisador independente de malware.

O código malicioso tem como alvo uma vulnerabilidade crítica identificada como CVE-2013-2465, que afeta todas as versões do Java anteriores ao Java 7 Update 25 e permite a execução remota de código. A falha foi corrigida pela Oracle durante a June Critical Patch Update for Java.

O exploit foi divulgado na segunda-feira (12) pela equipe de pesquisa em segurança da Packet Storm Security, que originalmente o adquiriu por meio do seu programa de recompensas de bugs como um exploit 0-day - um exploit para uma vulnerabilidade não corrigida.

A Packet Storm publicou os exploits que adquiriu 60 dias após recebê-los, com a permissão de seus autores, para que outros profissionais de segurança pudessem usá-los para realizar testes de penetração e avaliações de risco de segurança.
Dois dias depois do seu lançamento, o exploit CVE-2013-2465 já foi integrado nos chamados kits de exploração - ferramentas de ataque que infectam computadores com malware, explorando as vulnerabilidades em um software desatualizado quando os usuários visitam páginas comprometidas.

Um pesquisador independente de malware que usa o pseudônimo Kafeine identificou uma instalação ao vivo do kit de exploração Styx, anteriormente conhecido como Kein, que está usando o tal novo exploit.

Do ponto de vista de um atacante, o exploit para a CVE-2013-2465 é melhor do que o exploit para a CVE-2013-2460 - outra vulnerabilidade Java também corrigida em junho, que foi recentemente integrada a um kit de ferramentas de ataque diferente chamado Private Exploit Pack, disse Kafeine nesta quinta-feira, em um post no seu blog. 
A Oracle encerrou o suporte público para o Java 6 em abril e não vai mais lançar atualizações de segurança para ele. Apesar disso, o Java 6 ainda é amplamente utilizado, especialmente em ambientes corporativos.

Um estudo recente da empresa de segurança Bit9 mostrou que mais de 80% dos computadores corporativos possuem o Java 6 instalado. A versão Java mais amplamente implantada nesses sistemas foi a Java 6 Update 20.

A última versão disponível publicamente do Java 6 é o Java 6 Update 45, que também é afetada pelo CVE-2013-2465. A vulnerabilidade foi corrigida no Java 6 Update 51, mas esta versão está disponível somente para os usuários que estenderam os contratos de suporte com a Oracle.

O fato de que um exploit para CVE-2013-2465 estar disponível ao público e já ter sido integrado a toolkits de ataque em massa sugere que essa brecha em breve presenciará uma exploração generalizada. 

Os usuários que ainda precisam atualizar para o Java 7 Atualização 25 podem querer fazê-lo o mais breve possível.

Isso porque a CVE-2013-2465 afeta tanto o Java 6 quanto o 7, enquanto que a CVE-2013-2460 só afeta o Java 7, disse ele.

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