terça-feira, 10 de março de 2015

Características dos sistemas criptográficos

- Tipos de operações
     - Substituição
     - Transposição

- Números de chaves
     - Simétrica
     - Assimétrica

- Modo de processamento

     - Bloco
     - Stream

Tipos de operações

Os algoritmos criptográficos podem funcionar com duas formas de operações para cifrar o texto claro, substituição e transposição. Existem algoritmos, normalmente os clássicos, que utilizam apenas uma das duas operações. Algoritmos atuais utilizam das duas técnicas para maior complexidade do texto cifrado. De uma forma mais simples, para entendermos como os algoritmos criptográficos funcionam vamos supor que nosso algoritmo criptografa palavras, letra por letra.

Operações de substituição apenas substituem os blocos de lugar, sem alterar nada. Então, se nosso algoritmo quiser utilizar a operação de substituição para criptografar a palavra “SEGURANCA”, o texto cifrado será algo como “AGARESCUN”. Pode-se ver que nada foi alterado, apenas as letras foram embaralhadas.

Já no caso das operações de transposição o que acontece é o oposto. As letras não mudam de lugar, mas são substituídas por outras de acordo com alguma regra específica. Para exemplificar vamos utilizar a regra “substituir pela próxima letra”, isso quer dizer, A vira B, B vira C e assim por diante. Neste caso, nossa palavra em texto claro “SEGURANCA" seria transformada em “TFHVSBODB”.

Números de chaves

Veremos mais a fundo como isso funciona, mas basicamente a chave pode ser única ou ser um par.

Chaves únicas são chamadas de chaves simétricas, ou seja, uma mensagem é criptografada com uma chave e apenas essa chave pode decifrar a mensagem.

Os pares de chaves são chamados de chaves assimétricas. As duas chaves são diferentes mas matematicamente relacionadas. Diferente das chaves simétricas, as chaves assimétricas funcionam com as duas chaves, o que uma chave criptografa a outra decriptografa.

Existem muitas outras diferenças entre algoritmos simétricos e assimétricos, mas vamos ver estas de forma detalhada quando abordarmos os algoritmos específicos.

Modo de processamento

Aqui vemos dois modos de processamento do algoritmo. No modo de bloco o algoritmo vai “quebrar” o texto claro em pequenos pedaços ou blocos de tamanho específico. Após todo o processo das operações de substituição e transposição os blocos resultantes são concatenados para formar o texto cifrado.

O modo de stream ou fluxo não separa o texto em partes. Neste modo, todo o texto cifrado passa pelo algoritmo como um fluxo único de dados, bit a bit, ou byte a byte, de acordo com o algoritmo.

Hoje em dia os dois modos são utilizados, mas na grande maioria dos casos é utilizado o modo de bloco.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Dois homens vietnamitas foram indiciados, com um deles se declarando culpado, por hackear oito provedores de serviço de e-mail nos EUA e roubar 1 bilhão de endereços de e-mail e outras informações confidenciais, resultando no que se acredita ser o maior vazamento de dados da história dos EUA, anunciou o Departamento de Justiça dos EUA.
Os ataques, que foram realizados entre fevereiro de 2009 e junho de 2012, resultaram no maior vazamento de nomes e endereços de e-mail “na história da Internet”, afirmou a assistente do promotor geral, Leslie Caldwell, em um comunicado. Após roubar os endereços de e-mail, os réus enviaram e-mails de spam para dezenas de milhões de usuários, gerando cerca de 2 milhões de dólares em vendas, segundo o DOJ.
Viet Quoc Nguyen, 28 anos, do Vietnã, teria invadido as empresas provedoras de e-mail, roubando dados proprietários de marketing que traziam mais de 1 bilhão de endereços de e-mail, de acordo com o Departamento. Nguyen, juntamente com o também vietnamita Giang Hoang Vu, 25 anos, então teriam usado os dados para enviar mensagens de spam.
Os indiciamentos dos dois homens foram revelados na última quinta-feira, 5/3. No mesmo dia, Vu se declarou culpado por conspiração para cometer fraude no computador.
Vu foi preso pela polícia holandesa em 2012 e extraditado para os EUA há um ano. Ele deve receber sua sentença no próximo dia 21 de abril. Nguyen continua à solta.
Fonte: IDG Now!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Requisitos de segurança

A criptografia pode garantir alguns fatores:

Autenticação: Garantia que a pessoa é quem diz ser.

Integridade: Garantia de que não houve mudanças nas informações.

Confidencialidade: Garante que a informação estará disponível apenas para pessoas autorizadas.

Não-repúdio: Garante que um indivíduo não pode negar uma ação feita por ele.

Antes de mais nada, cuidado para não confundir isto com os três pilares da segurança da informação.





Para cada um dos pilares acima, um modelo de criptografia deve ser usado, com algoritmos e métodos próprios. Também podemos usar ao mesmo tempo mais de uma garantia. Veremos futuramente como esses pilares são aplicados nos métodos e algoritmos.

Antes de seguirmos em frente, precisamos conhecer alguns conceitos comuns para facilitar o entendimento do conteúdo:

- Criptografia: a arte e a ciência de esconder e manter segura uma mensagem.
- Criptoanálise: a arte e a ciência de quebrar e desvendar mensagens codificadas.
- Criptologia: grande área que abrange a criptografia e a criptoanálise.
- Texto claro: vamos nos referenciar a partir de agora as mensagens e dados originais como texto claro.
- Algoritmo de criptografia: conjunto de operações para transformar o texto claro em uma mensagem cifrada.
- Chave secreta: uma entrada adicional ao algoritmo, o resultado de um algoritmo de criptografia aplicado em um texto claro vai variar de acordo com a chave utilizada.
- Texto cifrado: O resultado produzido pelo algoritmo de criptografia, resultante de operações realizadas na combinação de texto claro e chave secreta.
- Algoritmo de decriptografia: o inverso do algoritmo de criptografia, recebe como entradas um texto cifrado e uma chave secreta e decifra o texto cifrado de volta a texto claro. Normalmente o mesmo algoritmo que criptografa também decriptografa, apenas realizando as operações na ordem contrária.

Funcionamento da criptografia

Vamos ver aqui de um modo simplificado como funciona na prática a criptografia nos dias de hoje. A imagem abaixo demonstra uma comunicação usando criptografia:




1- Usuário A tem um texto plano que deseja enviar para o Usuário B.
2- Usuário A tem uma chave secreta. O Usuário A informa a chave secreta para o Usuário B através de um canal seguro, por outro canal de comunicação qualquer.
3- Usuário A aplica um algoritmo criptográfico usando como entrada o texto claro e a chave secreta.
4- O algoritmo criptográfico gera um texto cifrado que pode ser encaminhado para o Usuário B.
5- O texto cifrado é encaminhado por um canal inseguro sem problemas.
6- O texto cifrado chega até o Usuário B.
7- O Usuário B tem a mesma chave secreta utilizada pelo Usuário A na criptografia.
8- Usuário B aplica o mesmo algoritmo criptográfico que o Usuário A usou, para decifrar a mensagem.
9- Como resultado do algoritmo criptográfico o Usuário B recebe o texto claro.

Neste modelo podemos ver que não basta apenas usar um algoritmo criptográfico, é necessário uma chave secreta compartilhada apenas pelo remetente e destinatário. Esta chave secreta é um parâmetro do algoritmo utilizado tanto na cifragem quanto na decifragem, e deve ser a mesma chave para produzir o mesmo resultado. O mesmo texto claro com chaves diferentes produzirão resultados diferentes. Os algoritmos criptográficos normalmente são publicamente conhecidos, o que garante o segredo do texto cifrado é a chave secreta.


No caso acima, para maior segurança, a chave secreta foi encaminhada por um canal seguro. O canal seguro é um meio de comunicação que seja diferente do meio que o texto cifrado será encaminhado e que seja seguro, ou pelo menos apresente alguma dificuldade na interceptação. Assim, um atacante terá poucas chances de interceptar as mensagens em dois canais diferentes, ao mesmo tempo, para obter as informações necessárias para decifrar o texto cifrado. Um exemplo atual deste tipo de uso de criptografia seria um email seguro, tendo o texto cifrado encaminhado por email e a chave secreta encaminhada por uma mensagem SMS.
Especialistas em segurança estão alertando os usuários uma falha séria que aparentemente passou anos sem ser detectada e pode enfraquecer as conexões criptografadas entre computadores e sites, potencialmente debilitar a segurança na web.
A vulnerabilidade, que foi apelidada de FREAK (de “Factoring attack on RSA-EXPORT Keys”), afeta o protocolo amplamente usado SSL (Secure Sockets Layer) e seu sucessor TLS (Transport Layer Security), e pode permitir que um invasor intercepte tráfego supostamente criptografado à medida que ele se move entre clientes e servidores.
A falha foi descoberta por Karthikeyan Bhargavan, do INRIA, um instituto francês de pesquisas em ciência e tecnologia, e pela Microsoft Research. Um documento técnico descrevendo o FREAK deve ser apresentado na conferência de Segurança e Privacidade, da IEEE, em San Jose, na Califórnia.
A falha afeta muitos sites conhecidos, assim como programas, incluindo o navegador Safari, da Apple, e o sistema Android, Google, segundo os especialistas em segurança. Os aplicativos que usam uma versão do OpenSSL anterior a 1.0.1k também estão vulneráveis ao bug.
Um porta-voz da Apple anunciou nesta terça-feira, 3/3, que atualizações de sistema para o iOS e o OS X serão lançadas na próxima semana. O Google afirmou que distribuiu um patch para seus parceiros que protegerá a conexão do Android com sites vulneráveis.
O problema tem origem nas restrições de exportação impostas pelo governo dos EUA no começo dos anos 1990, que proibiam os fabricantes de software de enviar produtos com uma forte criptografia para fora do país, afirmou o professor de ciência da computação da Universidade de Princeton, Ed Felten.
Isso significa que algumas empresas enviavam uma versão dos seus produtos com chaves de criptografia mais fracas para uso em outros países. Quando a lei foi alterada e tornou-se legal exportar a criptografia mais forte, “o recurso do modo de exportação não foi removido do protocolo porque alguns softwares ainda dependiam disso”, disse Felten.
A vulnerabilidade que ficou conhecida agora essencialmente permite aos invasores fazer downgrade da segurança das conexões da criptografia forte para aquela mais fraca, “para exportação”.
Servidores e aparelhos que usam o OpenSSL, um programa de criptografia open-source, estão vulneráveis, incluindo muitos aparelhos do Google e Apple, sistemas embutidos e outros produtos, segundo um aviso. Servidores ou clientes que aceitam os pacotes RSA_EXPORT também estão em risco.
É possível fazer o downgrade das chaves ao realizar um ataque man-in-the-middle que interfere com o processo de configuração de uma conexão criptografada. Apesar de existirem defesas no protocolo SSL/TLS para evitar isso, elas podem ser burladas. A chave mais fraca de 512-bit pode ser revelada usando os computadores poderosos de hoje em dia, e o tráfego de dados pode então ser “descriptografado”.
Os protocolos atuais usam chaves de criptografia maiores, e o padrão é RSA 2048-bit. As chaves de 512-bit eram consideradas seguras há 20 anos, mas um invasor poderia recuperar a chave que precisava muito facilmente hoje em dia usando um serviço de nuvem público.
“Nos anos 1990, isso teria exigido uma computação pesada, mas hoje leva cerca de sete horas no Amazon EC2 e custa cerca de 100 dólares”, afirmou Felten.

Por tudo isso, as empresas estão se mexendo para resolver o problema o mais rápido possível.
Fonte: IDG Now!

quarta-feira, 4 de março de 2015


Sinopse

A crescente necessidade de maior mobilidade e as melhorias da tecnologia Wi-Fi, que permitem conexões mais rápidas e estáveis, combinadas com preços mais acessíveis, estão fazendo com que cada vez mais pessoas utilizem redes sem fio, aumentando a demanda por pontos de conexão, quer em locais de trânsito, quer em ambiente empresarial ou doméstico.

Apesar dessa demanda, as redes sem fio, mesmo não sendo novidade, exigem dos profissionais constantes atualizações, pois, diferentemente das redes que utilizam cabos, as quais necessitam de conhecimentos técnicos mais específicos e que não têm evoluído tão rapidamente, a montagem e a instalação de redes Wi-Fi podem ser efetuadas sem grandes problemas por um usuário iniciante. Essa facilidade, contudo, apresenta um risco associado, pois muitas instalações (caseiras ou não) são realizadas ainda com padrões dos fabricantes, ou seja, completamente expostas a qualquer tipo de ataque.

Muitas tecnologias associam-se ao termo redes sem fio – as diferenças vão desde frequências utilizadas, distâncias alcançadas até protocolos envolvidos –, porém a de maior popularidade é, inegavelmente, a rede Wi-Fi (Wireless Fidelity). Mas será que as redes Wi-Fi dispõem de mecanismos que garantem a segurança do usuário? E, mesmo que existam esses mecanismos, eles serão adotados? Quais seriam as dificuldades em sua adoção? É com o objetivo de responder a essas questões que iremos discorrer sobre as características, os riscos e as possibilidades de uso mais seguro de redes Wi-Fi.

O objetivo principal deste livro é proporcionar ao leitor tanto uma visão abrangente das características e peculiaridades de redes sem fio (notadamente a tecnologia Wi-Fi e também similares, como a Bluetooth) quanto o entendimento das vulnerabilidades comuns associadas à tecnologia e aos seus riscos e das possibilidades de uso com maior segurança.


Review


Bom vamos por partes. Primeiramente quero falar do autor. O Nelson Murilo é sem dúvida um dos maiores nomes da área no Brasil. Reforçando isso, ele já trabalha como consultor de segurança desde 1992, antes mesmo de segurança digital ser algo de destaque, como está se tornando hoje em dia. Já tive a oportunidade de assistir algumas palestras do autor e também um curso a distância pela Academia Clavis , curso que recomendo por ter uma qualidade diferenciada. Nota-se a validade deste curso por ter o Nelson como professor e seu livro como material de apoio do curso. Caso você tenha interesse em ver o curso ou conhecer o modelo de ensino EAD deixo aqui o vídeo demo deste curso.


Agora falando do livro, como o nome já indica, é focado em segurança em redes sem fio, tanto Wi-Fi convencional quanto Bluetooth. O livro é bem didático e simples, não precisar ser nenhum expert em redes, segurança ou tecnologias sem fio para entender e tirar proveito do conteúdo. O conteúdo parte desde o básico, explicando como as redes Wi-Fi funcionam, frequências e outros quesitos teóricos para um bom entendimento do livro e nivelamento, também passa por conceitos e mecanismos de segurança presentes nesses dispositivos, e finaliza com técnicas e ferramentas para ataque, correções e defesas para estes ataques e alguns estudos de caso.

Numa visão geral, o conteúdo é bem abrangente, não se prende no ataque básico como por exemplo o Man in The Middle, mesmo sendo um livro pequeno com pouco mais de 200 páginas. Sem dúvida o livro me ajudou muito, principalmente mostrando que Wi-Fi não é só aquilo que eu tinha em mente, expandindo minha visão e entendimento do tema. Outro ponto positivo do livro é contar com muitas imagens explicativas, onde apenas um texto não seria suficiente para a compreensão do que está sendo explicado. O livro é voltado para a prática, a cada assunto ou técnica é demonstrado ferramentas e o ataque em si, com imagens de telas e um passo a passo, o que incentiva a prática por parte do leitor.

Não tenho muito mais o que falar do livro sem entregar o conteúdo de uma forma superficial aqui. Super recomendo a compra para aqueles que estão estudando segurança, pentest, redes, ou algum outro tema relacionado. Também recomendo que junto com a compra do livro compre também uma placa de rede Wireless para poder realizar as técnicas descritas.

E para finalizar um último ponto que quero comentar, o preço. O livro é relativamente barato, no meu ponto de vista, custando apenas R$ 63. Ficou interessado em comprar? Tá aqui o link!

E lembrando, ou se você não estava sabendo, temos uma parceria com a Editora Novatec. Através da Brutal Security você tem desconto em todo o site da Novatec. E com o nosso cupom de desconto o livro acaba saindo por apenas R$ 50 e alguns centavinhos.


Para receber o desconto, quando for finalizar a compra utilize o código BRUTALSEC para receber 20% de desconto em todo o site. Este cupom é válido até o fim do ano de 2015, então se estiver lendo isso num futuro distante sinto muito, você perdeu. :)

terça-feira, 3 de março de 2015

Introdução

Criptografia é um estudo das formas de transformar uma informação legível e com significado para ilegível e sem significado. A mensagem legível será apenas conhecida pelo destinatário, remetente e outras partes autorizadas. O objetivo da criptografia de uma forma geral é prevenir que pessoas não autorizadas não tenham acesso a esta informação, ou seja, sigilo.


Não conseguiu entender? Vamos a alguns exemplos práticos:

- Usuário A envia informações para o usuário B. Usuário C intercepta a comunicação e visualiza sem ter sido autorizado.

Bom, aqui podemos ver claramente o problema. Você envia algo para alguma pessoa e no meio do caminho outra pessoa, sem autorização visualiza esta informação. Se esta informação é sigilosa você não quer sair mostrando por ai, então para garantir que ninguém veja você aplica uma medida de segurança. Não estamos falando aqui exclusivamente de comunicação através de computadores, e sim qualquer tipo de comunicação. Um exemplo prático disso é em uma empresa. Um funcionário do setor de RH encaminha a folha de pagamento dos funcionários para o setor Financeiro, um funcionário intercepta e vê o salário de todos os funcionários.

- Usuário A envia informações para o usuário B. Usuário C intercepta, altera as informações e entrega a B.

Aqui temos um outro problema, similar em alguns aspectos com o anterior. Neste caso além de uma pessoa não autorizada ver informações que não deveria ela ainda altera essa informação com o objetivo de causar algum dano, obter alguma vantagem, etc. O exemplo prático que podemos usar aqui é o de uma escola. O professor preenche as notas e encaminha a secretaria, um aluno intercepta, troca sua nota e entrega o livro na secretaria.

- Usuário C se passando pelo usuário A, envia uma mensagem para o Usuário B solicitando alguma informação. O Usuário B acreditando ser mesmo o Usuário A, entrega a informação para o Usuário C.

Um exemplo simples desse tipo de problema é aqueles golpes por email e telefone. Pode parecer bobo, mas muitas pessoas caem nesse tipo de golpe. Se você não sabia, a maioria dos grandes hacks de redes sociais foi através de um ataque de engenharia social desses. Eu postei um exemplo desses a algum tempo atras.

Breve história

Você deve achar que por usarmos criptografia em nossos sistemas, servidores e computadores, a criptografia é algo novo e moderno, não é?

Pelo contrário! A criptografia é usada já a centenas ou até mesmo milhares de anos. Como o objetivo da criptografia é criar “comunicações secretas”, já foram encontradas diversas provas do uso da criptografia para esconder informações na antiguidade, como por exemplo hieróglifos incomuns encontrados em tumbas no Egito, em placas de barro da Mesopotamia, mensagens entre militares espartanos, exército romano (a famosa cifra de César) e por ai vai.


Obviamente os métodos usados foram evoluindo com o tempo junto com a matemática, saindo das formas básicas da antiguidade, passando por cifras clássicas com a cifra de César e a máquina Enigma usada na Segunda Guerra Mundial, até chegar nos algoritmos criptográficos modernos. Futuramente em outros posts vamos ver mais a respeito de algumas das técnicas clássicas, mas se quiser dar uma olhada rápida sobre o tema recomendo os dois filmes sobre o Alan Turing e a máquina Enigma, O Enigma (2001) e o Jogo da Imitação (2014).

Documentos digitais X documentos físicos

Agora já tendo uma noção de que tipo de problemas podemos encontrar, vamos começar a introduzir o mundo digital na história. Primeiramente vamos comparar o mundo digital com o mundo físico. Existem alguns detalhes que fazem toda a diferença em segurança digital e segurança física, o que muda completamente a abordagem que temos que usar, veja alguns:

- Documentos físicos são mais bem protegidos que documentos digitais: Olhe para a empresa em que trabalha ou empresas que conhece. Na maioria dos casos essa afirmação é verdadeira. Documentos físicos são armazenados em arquivos de ferro (você sabe o que é um arquivo né?), dentro de uma sala possivelmente fechada com chave. Para obter um documento você teria de conseguir a chave e entrar fisicamente nesse local. Já no digital, os documentos são armazenados em servidores e estações de trabalho com versões desatualizadas e piratas de sistemas operacionais e outros serviços, na maioria dos casos sem nenhum conhecimento de segurança aplicado a eles. Não preciso nem comentar quão fácil é de acessar e obter esses dados né? :)

- Possibilidade de identificar o original de uma cópia: De um modo geral, é possível identificar um documento original e uma cópia fisicamente. Por exemplo se você comparar uma assinatura a caneta em um documento e o xerox dessa assinatura vai notar pequenas diferenças. Já no digital, tudo é uma sequencia de bits e não pode se notar diferença entre dois documentos. Se você duplicar um documento, a princípio não se tem como identificar o original. Claro que não estamos levando em consideração a perícia forense, que pode identificar o menor sinal de modificação, estamos falando aqui de pessoas normais, que não notariam esse tipo de modificação.

- Alterações físicas deixam evidências, alterações digitais não: Outro caso similar ao de cima, ao olho de uma pessoa comum, uma rasura em um documento pode indicar uma modificação por exemplo, em um documento digital não temos como identificar facilmente essas evidências.

Principais ataques contra informações


Interceptação Ativa: Quando uma parte não autorizada intercepta uma mensagem entre duas partes e lê o conteúdo das mensagens.


Análise de tráfego: Também conhecida como interceptação passiva, onde o atacante apenas observa e analisa a comunicação em busca de padrões.



Fabricação: Também conhecido como personificação, quando o atacante se passa por uma das partes para obter informações.


Replay: Quando o atacante intercepta uma mensagem válida de uma parte e mais tarde reenvia com a esperança de que o destinatário reenvie a resposta da mensagem.




Modificação: Neste caso, o atacante intercepta a mensagem, altera seu conteúdo e depois encaminha para o destino.


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