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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Em 27 de setembro de 1983, o bom doutor Richard Stallman anunciou que iria começar a desenvolver "um software completo compatível com Unix chamado GNU (sigla para Gnu Não é Unix), e o compartilharei livremente com qualquer um que possa usá-lo".
roadmap na ocasião era um pouco diferente da ordem como as coisas acabaram acontecendo: "Para começar, o GNU será um kernel mais todos os utilitários necessários para escrever e rodar programas em C".
30 anos passaram, e hoje eu (e provavelmente quase todos vocês que estão lendo) tenho muitos elementos do GNU instalados no meu computador e os uso todo dia. Como software, considero o GNU um grande sucesso de base instalada, ainda que muitos de seus usuários nem saibam que ele está presente em uso.
Feliz aniversário, GNU!

Fonte:  Br-Linux
ODROID-X2 e ODROID-XU

    É difícil hoje no cenário hobbyista de embarcados alguém não conhecer a hardkernel, empresa sul-coreana responsável pelos produtos “ODROID U” e “ODROID X”, e seus sucessores “ODROID U2″ e “ODROID X2″, todos de grande sucesso comercial não só pelo seu preço como pela ótima configuração de hardware que permite o uso até como pequenos desktops.

    A empresa ataca novamente agora sendo a primeira a lançar comercialmente um dispositivo de desenvolvimento que tem o já controverso octacore da Samsung (Exynos 5410), o primeiro SoC do mercado implementando a estratégia big.LITTLE da ARM – quatro velozes processadores Cortex-A15 funcionando em conjunção com outros quatro processadores Cortex-A7, mais lentos mas muito mais eficientes em utilização de energia. É inclusive curioso perceber que um integrador não tão ligado ao mercado corporativo esteja na frente das inovações – será uma mudança de direção do mercado?

    ODROID-XU é o nome do dispositivo e vem em duas versões: a simples – chamada simplesmente deODROID-XU, e disponível pelo preço-base de US$ 169 (que aumenta em pelo menos US$ 30 com o frete e é razoável comprar pelo menos uma eMMC de 16 GB pra usá-lo, o que sai mais US$ 39,90), e o mais sofisticado ODROID XU+E, que se diferencia por ter ferramenta de análise de energia integrada com quatro sensores de corrente e voltagem. Para os interessados na análise de desempenho e consumo do dispositivo sob diversas condições de stress, a versão XU+E é essencial (e não há jeito de atualizar um XU para se tornar XU+E, é preciso comprar novo dispositivo).


    Dado que os produtos ODROID já são amplamente conhecidos, nada mais justo que apresentar o ODROID-XU comparando-o a uma versão anterior de grande sucesso. Para isso foi escolhido seu antecessor ODROID-X2.
ODROID-X2 e ODROID-XU
ODROID-X2 (esquerda) e ODROID-XU (direita)


    O X2 (que diga-se de passagem, ainda está à venda por US$ 135) tem o Exynos 4412, um SoC competente, com quatro cores Cortex-A9 de 1.7 GHz, 2 GB de RAM DDR2 e GPU Mali400 quad. O ODROID-XU tem o SoC Exynos 5410 com quatro cores Cortex-A7 de 1.2GHz (LITTLE) e quatro cores Cortex-A15 de 1.6 GHz, 2GB de RAM LPDDR3 e GPU PowerVR SGX544MP3.


    Enquanto seu antecessor tem 6 conectores USB 2.0 e uma MicroUSB para adb/mass storage, o ODROID-XU tem 4 conectores USB 2.0, um conector Host USB 3.0 e um conector USB 3.0 OTG tipo A-B. Esse conector talvez seja o mais insólito do XU, pois é (ainda) pouco conhecido.
Alguns conectores do ODROID-XU
USB OTG 3.0, MicroUSB A-B, MicroSD e MicroHDMI

    O XU pode bootar tanto pelo cartão MicroSD quanto por uma memória NAND “eMMC” opcional, sendo isso configurável por dip switches na placa.

    O XU possui várias características herdadas do seu antecessor X2. Se conecta ao vídeo por uma interface MicroHDMI, jogando a porta MIPI LCD para a parte inferior da placa; tem uma porta serial (conector Molex5268-04, que aceita um conversor USB CP2104) e vem com ethernet 10/100. O áudio pode sair pelo MicroHDMI ou pelo conector de 3,5mm e como uma diferença a se notar, não há conector para microfone. Como o XU tem USB 3.0 que tem alta velocidade, você pode utilizar esta saída para um adaptador de gigabit ethernet ou SATA3, ambos vendidos pela hardkernel.

    Uma novidade é o dispositivo vir envolto em um case de plástico que era algo que faltava ao X2 (na foto, em um case de acrílico comprado separadamente). O dispositivo também se diferencia por vir com cooler, diferente do dissipador anterior. Ambos os dispositivos têm um led para “ligado” e outro para indicar o estado de boot/operação.

    Enquanto o ODROID-X2 tem 50 GPIOs, o ODROID-XU vem com 30 (com a pinagem descrita na página de uso inicial, tendo 15 pinos digitais de uso geral e um analógico de 12 bits). Se você planeja usar o dispositivo para microeletrônica, fique atento que ele trabalha com níveis lógicos de 1.8 Volts, diferente dos 5V de um Arduino ou dos 3.3V de outros dispositivos ARM.

    Por fim, o conector de energia usado é de 5V/4A e já vem incluído.


    Com seu foco no mercado hobbyista, o que mais interessa à hardkernel é ter o hardware pronto primeiro com mínimo software para depois expandi-lo, tanto em funcionalidade quanto em documentação e suporte. Sendo assim, o BSP do ODROID-XU consiste do Android 4.2.2 com aceleração de hardware funcionando e, no momento de redação deste artigo, também já existe um BSP do Ubuntu 13.04 com kernel 3.4, com modo gráfico mas ainda sem aceleração de hardware. Uma curiosidade interessante sobre a hardkernel é que um de seus desenvolvedores é um brasileiro – Mauro Ribeiro – e você o verá frequentemente anunciando releases e ajudando usuários nos fóruns.

    O boot é feito em quatro etapas explicadas na página de uso inicial – cuja referência pode ser meio difícil de achar, e que tem também a valiosa informação de como configurar os dip switches de boot. Este modo de boot utiliza o software U-boot e caso se deseje modificar para uso próprio, é preciso utilizar fontes diferentes para cada etapa; a primeira etapa é um blob fechado provido pela Samsung e a segunda etapa, uma vez compilada, precisa ser enviada à hardkernel para que ela assine com sua chave privada para torná-la bootável.

    Toda a documentação restante, os softwares e o processo de suporte da hardkernel são feitos pelos fóruns da empresa. Navegando pelos fóruns específicos do XU você poderá encontrar tópicos anunciando novos BSP (Android, Ubuntu, Fedora e outros que vão aparecendo com o amadurecimento da plataforma e também contribuições de seus usuários) e documentações, assim como muita discussão geral sobre o dispositivo. Quando houver instruções detalhadas sobre uso dos GPIO do ODROID-XU, por exemplo, elas aparecerão em um tópico fixo promovido pelos administradores, assim como o post contendo novas versões do kernel.

    O kernel Linux usado tanto pelo Android quanto o Ubuntu atualmente liberado para o XU é o 3.4.5 e como tal ainda não tem o modo de Global Task Scheduling, também conhecido como MP, que permite usar os 8 cores simultaneamente (e tratá-los separadamente, ao invés de em pares). Ao fazer o clássico cat /proc/cpuinfo você verá somente 4 cores, cujo processamento pode estar ocorrendo em um Cortex-A7 ou Cortex-A15 no momento – algo somente visível atualmente pelas ferramentas de análise do ODROID XU+E.

    A gravação de BSP para uso inicial do dispositivo pode ser um pouco complicada para novatos. Em especial, o método de gravação do Android terá variações caso seja feito na eMMC ou em um cartão MicroSD (isso não ocorre com o Ubuntu). Caso se compre a eMMC, ela já vem gravada com o Android pronto para bootar; a compra da eMMC inclui um adaptador para conectá-la ao computador como se fosse um MicroSD, conforme se vê na foto.
eMMC
A eMMC sendo removida e conectada ao gravador de eMMC (incluso na compra dela)

    Embora no caso de uso do Ubuntu a aceleração por hardware ainda não esteja funcionando, é esperado que isso esteja pronto em poucas semanas com a receita para isso disponível nos fóruns, em novas versões da BSP — como ocorreu com os outros modelos de ODROID.

ODROID-XU com Ubuntu
ODROID-XU sendo usado como desktop comum rodando Ubuntu 13.04, com interface XFCE (visto que o Unity não funciona devido à falta do OpenGL)


    O ODROID-XU é um dispositivo acessível e poderoso, e sendo representante de uma tecnologia tão promissora como a big.LITTLE, é uma ferramenta valiosa para uso educacional. Seu poder de processamento e sistemas operacionais disponíveis também o torna mais que adequado para exploração do uso como desktop, media center ou ainda central de jogos. Para a redação deste artigo, preparamos um pequeno benchmark – que não leva em conta a GPU – em relação a outros dispositivos ARM e um PC. Usamos o Unixbench 5.1.3, baseado na suíte de benchmarks da revista Byte. A tabela está ordenada do menos veloz ao mais veloz, com o PC (um Athlon quad-core de 3 GHz) representando 100%.

Dispositivo
Distribuição
SoC (CPUs)
MHz
Placar
%
CuBox
Ubuntu 12.10 (com memória reservada para Vídeo RAM)
Marvell Armada 510 (1x Cortex-A9)
800
88.7
03.57
Raspberry Pi
Debian GNU/Linux 7.1 (Raspbian)
Broadcom BCM2835 (1xARM1176JZF-S)
700
100.8
04.05
Beaglebone Black
Ubuntu 13.04
TI Sitara AM3359 (1 x Cortex-A8)
1000
133.1
05.35
Cubieboard
Linaro 12.11 / Ubuntu 12.04
Allwinner A10 (1 x Cortex-A8)
1000
166.1
06.68
CuBox
Ubuntu 12.10 (sem vídeo RAM)
Marvell Armada 510 (1x Cortex-A9)
800
168.7
06.79
PCDuino
Linaro 12.11 / Ubuntu 12.04
Allwinner A10 (1 x Cortex-A8)
1000
188.2
07.57
UG802
Ubuntu 12.10
RK3066 (2 x Cortex-A9)
1200
413.8
16.64
Nexus 4
Ubuntu Touch 13.10
Qualcomm Snapdragon S4 Pro APQ8064 (4 x Krait-200)
1700
436.2
17.54
Chromebook
Ubuntu 13.04
Exynos 5250 (2 x Cortex-A15)
1700
558.1
22.45
ESBC-3200
Linaro 12.03 / Ubuntu 11.10
i.MX6 Quad (4 x Cortex-A9)
1000
594.8
23.92
Nexus 7 (v.2012)
Ubuntu 13.04
Nvidia Tegra 3 (4 x Cortex-A9)
1300
624.3
25.11
Tronsmart T428*
Ubuntu 12.04
RK3188 (4 x Cortex-A9)
1600
675.0
27.15
GK802*
Ubuntu 12.04 ARMEL
i.MX6 Quad (4 x Cortex-A9)
1000
688.7
27.70
ODROID X2
Linaro 12.11 / Ubuntu 12.04
Exynos 4412 (4 x Cortex-A9)
1700
706.0
28.40
ODROID XU
Ubuntu 13.04
Exynos 5410 (4 x Cortex-A15 + 4 x Cortex-A7)
1600 & 1200
909.5
36.58
PC Comum
Ubuntu 13.04
AMD Athlon II X4
3000
2486.3
100.00



Fonte:  Embarcados

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Linux
O sistema operacional Linux atingiu níveis sem precedentes de implementação em ambientes corporativos, de acordo com um estudo recente encomendado pela empresa SUSE. As principais razões para a adoção do Linux incluem baixo custo total de propriedade (TCO, na sigla em inglês), maior desempenho e o desejo dos clientes de evitar a dependência de fornecedores.
Quase 22 anos após sua introdução no mercado, o Linux é hoje um software amplamente aceito e considerado seguro pela maioria dos ambientes de servidores corporativos. O estudo apontou que 83% dos entrevistados estão rodando Linux em seus servidores, e mais de 40% estão usando Linux como seu sistema operacional ou como uma das suas principais plataformas.
As aplicações mais populares executadas em Linux são banco de dados e inteligência de negócio, cada uma delas representando 17% do total. Servidores web (14%), sistemas de CRM (12%), armazenamento de dados (12%) e aplicativos personalizados/verticais (8%) também se destacam entre os mais executados.
Quase 60% dos participantes da pesquisa concordam que mudar para plataformas de software livre como o Linux garantirá que as suas organizações evitem a dependência de fornecedores. "É evidente que o Linux continuou a amadurecer tanto como uma base para nuvens em grande escala, quanto como um forte concorrente para o tipo de cargas de trabalho empresariais que anteriormente estavam confortáveis apenas em sistemas RISC/UNIX ou grandes sistemas Microsoft Server", disse Richard Fichera, vice-presidente e analista principal da Forrester Research.
Para ajudar a impulsionar ainda mais a presença do Linux em ambientes corporativos, a IBM anunciou esta semana que vai destinar um total de US$ 1 bilhão para convencer seus clientes a usar o sistema operacional. A IBM tem sido uma das maiores defensoras do Linux, tanto que essa não será a primeira vez que a empresa destina essa mesma quantia para promover o software open source.
O montante da empresa deve ser destinado a projetos que ajudem os usuários dos microprocessadores IBM Power a migrar para o Linux. Uma das ações planejadas é uma "nuvem de desenvolvimento", uma instalação de servidores Power operada pela IBM, onde os clientes poderão usá-la gratuitamente para testar aplicações Linux.

É Linux é Linux.


Fonte:  Canal Tech 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Criador do software fez referência a post de agosto de 1991 em que anunciou que estava trabalhando no software livre.
Nesta semana completam 22 anos desde que Linus Torvals anunciou com um post em um grupo que estava criando um sistema operacional gratuito, uma mensagem que ele ecoou ao anunciar neste final de semana a versão mais recente do kernel do software.
“Olá para todos usando minix – estou criando um sistema operacional (gratuito) (apenas um hobby, não será grande e profissional como gnu) para clones do 386 (486)”, Torvalds escreveu em 26 de agosto de 1991, pedindo para as pessoas enviarem pedidos de recursos.
E ontem, 25, Torvalds anunciou o lançamento do kernel 3.11-rc7 do Linux de maneira parecida.
“Olá para todos usando Linux – estou criando um sistema operacional (gratuito) (apenas um hobby, mesmo que seja grande e profissional) para clones do 486+ AT e praticamente qualquer máquina superior. Isso está sendo feito desde abril desde 1991, e ainda não está pronto. Gostaria do seu feedback em coisas que as pessoas gostam/não gostam no Linux 3.11-rc7”, escreveu no Google+.
A versão 3.11 do kernel do Linux tem recebido o codinome Linux for Workgroups, uma referência ao Windows 3.11 for Workgroups, lançado pela Microsoft há cerca de 20 anos.
Uma das principais mudanças em relação a versão 3.10 do kernel é um melhor gerenciamento de energia para máquinas placas gráficas AMD Radeon.

segunda-feira, 3 de junho de 2013




Estava dando uma estudada em hardening em unix/linux e outras coisas relacionadas a segurança e acabei encontrando o post sobre o Lynis lá no Coruja de TI.


Um aluno me perguntou sobre uma ferramenta que pudesse auxilia-lo quanto a verificação das configurações feitas em um servido linux focando em segurança, no caso, ele está fazendo o hardening do servidor.
De cara, eu pensei no Lynis. Uma ferramenta opensource bem interessante que faz uma boa varredura a procura de possíveis falhas no seu sistema operacional. E vejam a lista de sistemas que ele, o Lynis, é compatível:




  • Arch Linux


  • CentOS


  • Debian


  • Fedora Core 4 and higher


  • FreeBSD


  • Gentoo


  • Knoppix


  • Mac OS X


  • Mandriva 2007


  • OpenBSD 4.x


  • OpenSolaris


  • OpenSuSE


  • PcBSD


  • PCLinuxOS


  • Red Hat, RHEL 5.x


  • Slackware 12.1


  • Solaris 10


  • Ubuntu




  • Vejam a tela do Lynis no momento do seu scanner:


    Lynis em execução



    A sua instalação é bem simples, basta executar os comandos abaixo:


    wget http://www.rootkit.nl/files/lynis-1.3.0.tar.gz
    tar xvfvz lynis-1.3.0.tar.gzsudo /opt/lynis-1.3.0/lynis --check-all -Q


    Agora olhem as categorias que o Lynis varre no sistema operacional:




    • System tools: system binaries


    • Boot and services: boot loaders, startup services


    • Kernel: run level, loaded modules, kernel configuration, core dumps


    • Memory and processes: zombie processes, IO waiting processes


    • Users, groups and authentication: group IDs, sudoers, PAM configuration, password aging, default mask


    • Shells


    • File systems: mount points, /tmp files, root file system


    • Storage: usb-storage, firewire ohci


    • NFS


    • Software: name services: DNS search domain, BIND


    • Ports and packages: vulnerable/upgradable packages, security repository


    • Networking: nameservers, promiscuous interfaces, connections


    • Printers and spools: cups configuration


    • Software: e-mail and messaging


    • Software: firewalls: iptables, pf


    • Software: webserver: Apache, nginx


    • SSH support: SSH configuration


    • SNMP support


    • Databases: MySQL root password


    • LDAP services


    • Software: php: php options


    • Squid support


    • Logging and files: syslog daemon, log directories


    • Insecure services: inetd


    • Banners and identification


    • Scheduled tasks: crontab/cronjob, atd


    • Accounting: sysstat data, auditd


    • Time and synchronization: ntp daemon


    • Cryptography: SSL certificate expiration


    • Virtualization


    • Security frameworks: AppArmor, SELinux, grsecurity status


    • Software: file integrity


    • Software: malware scanners


    • Home directories: shell history files




    • Dois pontos interessantes quanto a utilização desta ferramenta são os seguintes:




      • Sugestões passadas por ele na hora do scanner – grep Suggestion /var/log/lynis.log


      • Os avisos de perigo no momento do scanner – grep Warning /var/log/lynis.log




      • Fica a dica para galera.


        Fonte: Coruja de TI

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