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quarta-feira, 18 de março de 2015

Olá leitores!

Muitos se sentiram órfãos quando receberam a notícia de que a ferramenta de criptografia mais famosa e usada, TrueCrypt tinha sido descontinuada e era considerada insegura pelos próprios desenvolvedores.

Eis que a algum tempo atrás, em quanto o código do TrueCrypt ainda era auditado, um grupo de desenvolvedores de uma tal de CodePlex criou um fork do TrueCrypt.

O grupo garante que resolveu alguns problemas encontrados na primeira parte da auditoria do TrueCrypt em seu fork e também comentaram que vai se manter de graça e open source. O software também mantém seu suporte original a todas as plataformas, Windows, Linux, Mac, Android e iOS.

O fork também suporta todos os algoritmos criptográficos que o TrueCrypt suportava, são eles AES (o mais conhecido e usado), TwoFish, e Serpent.

O VeraCrypt até o momento não suporta os volumes antigos do TrueCrypt, mas tem uma opção para converter seus volumes antigos para o novo formato.

Se olharmos algumas telas do VeraCrypt podemos ver que a aparência e funcionalidade são exatamentes originais ao TrueCrypt.

Veja algumas:




Eu pelo menos não conheço a empresa CodePlex, mas não custa testar o software mesmo assim. O pessoal do podcast Segurança Legal no último episódio comentou que o TrueCrypt ainda pode ser considerado seguro, mas a idéia do VeraCrypt é boa.

Ainda estou testando a ferramenta, logo logo mais novidades.

Se você se interessou segue o link do site oficial.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Apesar de um número de pessoas que manifestaram interesse em continuar o desenvolvimento do TrueCrypt, o futuro desses projetos é questionável como um dos desenvolvedores do TrueCrypt sente que fazer um "fork" do software não seria uma boa idéia.

Esta declaração, postada no Pastebin, vem como uma resposta a uma pergunta feita por Matthew Green, criptógrafo e pesquisa professor da Universidade Johns Hopkins e uma das entradas do projeto de auditoria OpenCrypto, que pretende executar uma auditoria crowdfunded de segurança, pública do TrueCrypt.

"Nos últimos meses temos (muito lentamente) auditado o código do TC. Agora que você não vai mais mantê-lo, não parece haver um grande interesse em desenvolve-lo. Acho que esse interesse chegou ao ponto onde um fork é praticamente inevitável ", escreveu Verde no e-mail dirigido ao desenvolvedor anônimo.

Ele passou a explicar que "o plano atual está sendo conduzido por um grupo de pessoas que têm uma grande experiência com criptografia e os conhecimentos necessários para identificar falhas, mas prefere não projetar a partir do zero." Ele provavelmente se refere a disposição de OCAP considerar apoiar e se envolver em um fork sob uma licença livre apropriada.

"A principal preocupação que temos agora é com a estrutura de licenciamento e marcas associados com TrueCrypt. É claro que alguns irão o rejeitar, independentemente das questões legais, mas isso não parece adequada, sem uma orientação clara. O que nós gostaríamos é a permissão para ter, pelo menos, partes da base de código atual e criar o fork sob uma licença open source padrão (por exemplo, GPL / MIT / BSD). Gostaríamos também que a permissão de uso da marca TrueCrypt como parte deste esforço. Se isso não for possível, faríamos aceitar uma declaração clara de que você prefere o software não ser renomeado ", explicou Green.

"Eu sinto muito, mas eu acho que o que você está pedindo aqui é impossível", respondeu o desenvolvedor TrueCrypt.

"Eu não sinto que fork TrueCrypt seria uma boa idéia, uma reescrita completa era algo que queria fazer há algum tempo. Acredito que começar do zero não exigiria muito mais trabalho do que realmente aprender e compreender toda a atual base de código do TrueCrypt. Eu não tenho nenhum problema com o código-fonte a ser utilizada como referência. "

Fonte: Help Net Security

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma das ferramentas de código aberto mais conhecidas para encriptação de dados foi descontinuada e seu uso é desencorajado pelos desenvolvedores.

Mesmo depois de um investimento forte em auditorias, através de uma chamada pública, que até mês passado, em sua primeira etapa, não revelou a existência de nenhum backdoor, desenvolvedores fizeram modificações que alertam sobre riscos em seu uso, na última versão lançada da ferramenta.

A página oficial informa os riscos associados ao uso em dados sensíveis e fornece informações de como migrar os dados para outras aplicações em ambientes Windows e Mac.

Mais informações em: Arstechnica.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A primeira fase da auditoria do TrueCrypt foi divulgada ontem, depois de sete meses de discussão e planejamento. Confira o relatório completo através do link. O TrueCrypt é um utilitário popular para encriptação de discos, partições ou arquivos. É utilizado inclusive para esconder volumes de dados dentro de discos.

A análise feita pela iSEC constatou que: “não há evidência de backdoor ou algum outro código malicioso intencional nas áreas avaliadas”. Enquanto a equipe encontrou algumas pequenas vulnerabilidades no próprio código, a iSEC as rotulou como parecendo não intencionais, apresentando resultados de erros e não sendo maliciosas, sem nenhuma vulnerabilidade de nível alto.

A próxima fase da auditoria irá envolver uma análise profunda da tecnologia criptográfica utilizada pela aplicação.

Desde setembro de 2013 profissionais da área de criptografia vêm discutindo sobre novos problemas e alternativas para a aplicação. Em fevereiro deste ano o projeto Open Crypto Audit Project havia levantado em torno de US$80.000 para realizar este objetivo, de auditar a aplicação.

Veja as novidades através da página do projeto: istruecryptauditedyet.com

Mais informações através do link.

Fonte: SegInfo
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