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terça-feira, 2 de setembro de 2014



Network Attached Storage (NAS), Smart TVs, roteadores, equipamentos Blue-ray, entre outros estão vulneráveis a ciberataques, alerta a Kaspersky Lab.

Pesquisa experimental realizada pelo analista de segurança, David Jacoby, em sua própria casa, encontrou uma série de problemas de segurança em dois modelos de NAS de diferentes marcas, uma Smart TV, um recebedor de satélite e uma impressora conectada.

Em linha com sua política de divulgação responsável, a Kaspersky Lab não divulga os nomes dos fornecedores cujos produtos foram objeto da investigação até que um patch de segurança que acabe com as vulnerabilidades seja liberado. Mas ressalta que todos os fornecedores foram informados sobre a existência das vulnerabilidades.

As vulnerabilidades mais graves foram encontradas nos Network Attached Storage. Várias delas (foram 14 no total) permitem que um invasor execute comandos remotamente, com os mais altos privilégios administrativos.

Os dispositivos testados também tinham senhas padrão fracas, lotes de arquivos de configuração com permissões erradas e continham senhas em texto simples. Em particular, a senha do administrador padrão para um dos dispositivo continha apenas um dígito. Outro dispositivo dividiu o arquivo de configuração inteiro com senhas criptografadas para todos na rede.

Usando uma das vulnerabilidades, o pesquisador da Kaspersky Lab foi capaz de fazer o upload de um arquivo em uma área de memória inacessível para o usuário comum. Se esse arquivo fosse um malware, o dispositivo comprometido poderia se tornar uma fonte de infecção para outros dispositivos conectados nestes NAS - um PC em casa, por exemplo - e até mesmo servir como um Bot DDoS em uma botnet.

Além disso, como essa vulnerabilidade permitiu que o arquivo fosse carregado em uma parte especial do sistema de arquivos do dispositivo, a única maneira de eliminá-lo era usando a mesma vulnerabilidade. Obviamente, esta não é uma tarefa trivial, mesmo para um técnico, muito menos para os proprietários de equipamentos entretenimento doméstico semelhantes.

Man in the middle via Smart TV
Ao investigar o nível de segurança de sua própria Smart TV, o pesquisador da Kaspersky Lab descobriu que nenhuma criptografia havia sido usada na comunicação entre a TV e o servidor do fornecedor da TV. O que pode abrir o caminho para ataques. Seria possível, por exemplo, levar o usuário a transferir dinheiro para o fraudador ao tentar comprar conteúdo via TB.

Como prova de conceito, o pesquisador foi capaz de substituir um ícone da interface gráfica da Smart TV com uma imagem. Normalmente os widgets e miniaturas são baixados dos servidores do fornecedor da TV e devido à falta de conexão criptografada a informação poderia ser modificada por um terceiro.

O pesquisador também descobriu que a Smart TV é capaz de executar o código Java que, em combinação com a capacidade de interceptar a troca de tráfego entre a TV e a Internet, pode resultar em ataques maliciosos que partem de exploração.

Funções de espionagem escondidas no roteador
O roteador DSL usado para fornecer acesso à Internet sem fio para todos os outros dispositivos domésticos continha várias funções perigosas escondidas de seu dono. Segundo o pesquisador, alguma dessas funções escondidas poderia dar ao ISP (provedor de Internet) acesso remoto a qualquer dispositivo em uma rede privada.

O mais importante é que, de acordo com os resultados da pesquisa, seções da interface do roteador web chamado "Webcam", "Configuração especializada em Telefonia", "Controle de Acesso", "WAN-Sensing" e "Update" são "invisíveis" e não ajustáveis para o dono do dispositivo. Só podem ser acessadas ​​através da exploração de uma vulnerabilidade bastante genérica, que torna possível alterar entre as seções da interface (que são basicamente páginas da web, cada uma com seu endereço alfanumérico) por força bruta.

Originalmente estas funções foram implementadas para a conveniência do proprietário do dispositivo: a função de acesso remoto torna mais fácil e rápido para o provedor de internet resolver possíveis problemas técnicos no aparelho, mas a conveniência poderia se transformar em um risco se os controles caírem em mãos erradas.

"Indivíduos e empresas precisam entender os riscos de segurança em torno de dispositivos conectados. Nós também precisamos ter em mente que nossa informação não é segura apenas porque temos uma senha forte, e que há um monte de coisas que não podemos controlar. Levei menos de 20 minutos para localizar e verificar vulnerabilidades extremamente graves em um dispositivo que parece seguro e até mesmo tem referências à segurança em seu nome.", afirma David Jacoby.
"Como é que uma pesquisa semelhante acabaria se fosse realizada em uma escala muito mais ampla do que apenas a minha sala de estar", questiona.

Na opinião do pesquisador, esta é apenas uma das muitas questões que precisam ser abordadas por fornecedores de dispositivos, pela comunidade de segurança e por usuários de tais aparelhos, de forma colaborativa. Outra questão importante é o ciclo de vida dos dispositivos. "Como me foi informado em conversas com fornecedores, algumas dessas empresas não desenvolverão uma correção de segurança para os dispositivos vulneráveis que já estão ultrapassados. Geralmente, para essas empresas, o ciclo de vida desses aparelhos é de um ou dois anos, enquanto na vida real esse período é muito maior. Independentemente da forma como você olha para ela, não é uma política muito justa", alerta Jacoby.

Como permanecer seguro em um mundo de dispositivos conectados
  • 1 - Torne a vida do hacker mais difícil: todos os seus dispositivos devem estar atualizados com todos os últimos updates de segurança e firmware. Isso minimizará o risco de explorar vulnerabilidades conhecidas.
  • 2 - Certifique-se de que o nome de usuário e a senha padrão esteja alterada - esta é a primeira coisa que um criminoso tentará mudar ao tentar comprometer o seu dispositivo.
  • 3 - A maioria dos roteadores e switches em casa tem a opção de configurar sua própria rede para cada dispositivo e também a possibilidade de restringir o acesso ao aparelho - com a ajuda de vários DMZs diferentes (um segmento de rede separado para sistemas com um maior risco de comprometimento)/ VLANs (um mecanismo para alcançar a separação lógica entre as diferentes redes lógicas na mesma rede física). Por exemplo, se você tem uma TV, você pode querer restringir o acesso a esta TV e só permitir um recurso específico dentro de sua rede. Não há muita razão para a sua impressora estar conectada ao seu televisor.

O texto completo do estudo "Internet das coisas: Como eu hackeei Minha Casa' está disponível em Securelist.com.
Referência: IDG NOW

sábado, 18 de maio de 2013

A tecnologia móvel avança assustadoramente e é perfeitamente normal ver pessoas checando o status do Facebook, enviando e recebendo emails, baixando fotos, musicas e aplicativos, comprando coisas e utilizando internet banking, com a falsa sensação de segurança e conforto. Muita das vezes os consumidores não fazem idéia do risco que estão correndo conectados em uma rede aparentemente inofensiva.

Para ajudar os consumidores a escaparem dessas fraudes e malwares, a ThreatMetrix identificou vários cenários de como cyber criminosos podem acessar suas informações em redes públicas.

Network scanners – Um scanner de rede detecta portas abertas em um dispositivo que está conectado na internet. Integralmente com o scanner, o atacante pode utilizar de ferramentas de exploração para atacar as portas encontradas, buscando por uma vulnerabilidade e para no fim tomar o controle da sua máquina ou dispositivo.

Man-in-the-Middle – Os cyber criminosos podem usar seus dispositivos como "hotspot honeypot", passando-se por roteadores onde você se conecta através deles a internet e todas as informações que você receber ou enviar serão interceptadas. Este tipo de ataque abre um leque de outras fraudes que podem ser lançadas, como um site falso para roubar suas credenciais ou o famoso "session hijacking", ganhando acesso aos sites que você está logado.

Social hacking – Um ataque devastador para pessoas menos instruidas em segurança da informação é o social hacking. Um estudo feito a algum tempo mostra mais da metade das pessoas sem pensar duas vezes pegaram um pendrive que acharam na rua e conectaram em seus computadores para ver o que tinha dentro, e neste momento tiveram suas máquinas infectadas. O que você faria se achasse um pendrive na rua?

Cameras de alta resolução em pequenos dispositivos – Isso não é tão comum, mas acontece. Como as cameras dos dispositivos móveis estão cada vez melhores é bem provável que isso seja usado de alguma maneira para o mal. E é! Uma pessoa mal intencionada pode tirar fotos de momentos chave como por exemplo de seu cartão de crédito ou pagina de login de algum site e depois usar essas informações em algum outro tipo de ataque.

O que normalmente as pessoas recomendam ou fazem é atualizar o antivirus e ter o firewall ativo, sem falar em manter todo o sistema atualizado. Mas como vimos acima, essas práticas barrariam menos da metade dos ataques. O mais recomendado é não ou pelo menos evitar manipular qualquer tipo de informação sensível quando conectado em redes públicas ou duvidosas.


Fonte: net-security

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fala galera!

Mais um post sobre tools, dessa vez vamos falar do framework para Man in The Middle e captura de sessão, o Subterfuge. Com esse framework podemos iniciar vários ataques deste tipo, capturando senhas, sessões entre outras coisas. Veja abaixo algumas das principais funcionalidades dessa tool.


Credential Harvester


Nada mais nada menos do que o roubo de credenciais de sites. Essa opção já vem ativa por default mas não custa ir lá ativar para se certificar. Com isso ativo você vai mandar para a rede pacotes dizendo que você é o roteador, isso quer dizer que todas as conexões estarão passando pela sua máquina. Por chamar o SSL Strip, o Subterfuge consegue pegar dados de campos com e sem criptografia, tanto HTTP e HTTPS vão cair na sua máquina. Pelos meus testes aparentemente


HTTP Code Injection


Outra funcionalidade legal, mas para os que não sabem, por tras do subterfuge ele roda o metasploit com o exploit autopwn, que em um browser atual provavelmente não surtirá efeito, mas fica a dica, também é um bom ataque. Testei aqui esse ataque com meu MacBook, tanto o Safari quanto o Chrome se sairam bem e (graças a Deus) não caíram em nenhum exploit, nem o Windows 7, mesmo usando IE ele conseguiu escapar de todos os ataques, e não está 100% patched.





Para usar esse framework você precisa apenas abrir o terminal e digitar subterfuge, que ele iniciará o server e poderá controlá-lo pelo seu navegador, no endereço local (127.0.0.1).

Você pode controlar algumas configurações básicas de rede no botão Settings e ativar ou desativar recursos no botão Modules. Apertando no botão Start você inicia a captura de todos os computadores que estiverem na rede.

Basicamente era isso! O Subterfuge tem muito mais coisas, algo mais avançado e que pode ser customizável dependendo do seu objetivo.

Eu fico por aqui, divirta-se e cuidado com o que faz por ai. :)
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