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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Enquanto a Coréia do norte discute com os Estados Unidos por conta de seu suposto envolvimento com os ciberataques sofridos pela Sony, a Coreia do Sul enfrenta problemas porque a rede da estatal que comanda reatores nucleares no país foi hackeada.
No domingo, 21, um hacker que se identifica como "presidente do grupo anti-nuclear do Hawaí" publicou informações sobre as plantas dos reatores Gori-2 e Wolsong-1 no Twitter.
Aparecem plantas e os sistemas de ar-condicionado e de refrigeração. Tudo foi tirado da KHNP (Korea Hydro and Nuclear Power Co.), empresa que gerencia 23 reatores nucleares responsáveis pela geração de energia de 30% do país.
"Se eu não vir os reatores serem fechados até o Natal, não terei escolha a não ser tornar pública toda informação e partir para a segunda etapa de destruição", escreveu o hacker, que diz ter 100 mil páginas de dados em mãos.
O ataque começou na última segunda-feira, 15, quando informações pessoais de 10 mil empregados da KHNP foram publicados. Na sexta-feira, o "presidente" ordenou o fechamento dos reatores Gori-1, Gori-3 e Wolsong-3 por três meses, alertando a quem mora nos arredores que permaneçam longe por um tempo.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Daqui a poucos dias começará a Copa do Mundo de Futebol, e daqui a dois anos teremos as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Estes dois eventos que acontecerão no Brasil já tem estimulado protestos no mundo físico e virtual, mas na verdade, esta é só a ponta do iceberg: existem vários riscos de segurança relacionados a Copa do Mundo e as Olimpíadas que podem afetar a empresas, governos, os patrocinadores dos eventos, atletas, comerciantes, usuários finais, etc. 


Os potenciais cenários de crimes, fraudes e protestos relacionados com a Copa do Mundo e as Olimpíadas representam diversos riscos de segurança, tais como:
  • Protestos e Hacktivismo: Desde a Copa das Confederações no ano passado, estes grandes eventos tem itensificado uma série de protestos contra o governo brasileiro, contra as entidades que organizam e patrocinam estes eventos e, inclusive, protestos direcionados as instituições financeiras em geral. E a tendência natural é que estas manifestações devem se intensificar durante a Copa.
    • Não custa lembrar o risco real de terrorismo e ciber terrorismo na Copa e na Olimpíada, principalmente entre grupos de outros países que tradicionalmente já enfrentam este tipo de problema (ou seja, EUA, países Europeus, Russia e diversos países do Oriente Médio);
    • Protestos nas ruas com ataques físicos a empresas, agências bancárias e caixas eletrônicos, com destruição e roubo de patrimônio;
    • Protestos online através de defacement, ataques DDoS ou roubo de dados:
      • defacement de sites como forma de protesto contra a Copa do Mundo
      • o roubo e divulgação de dados das empresas visa promover o descrédito da organização através da exposição de informações confidenciais, incluindo planos estratégicos, informações de negócio ou dados pessoais de clientes, executivos e funcionários;
      • ataques de negação de serviço DDoS tradicionais, como parte de grandes campanhas de hacktivismo contra os grandes eventos ou contra alvos específicos;
      • ataques de DDoS ou DoS aproveitando lógica de negócio, tal como o uso de scripts automatizados para executar um número excessivo de acessos ao site da empresa com objetivo de simplesmente impedir o acesso ao site ou, em última instância, bloquear contas de usuários (por exemplo, realizando diversas tentativas de login com senhas inválidas a ponto de causar o bloqueio das contas);
  • Ciber Fraude e Ciber Crime
    • Envio de mensagens de SPAM relacionadas a Copa do Mundo, para enganar usuários finais e infectá-los com malwares ou roubar dados pessoais. Esse tipo de ataque já está acontecendo e, por exemplo, o Catálogo de Fraudes da RNP já lista alguns casos;
    • Sites falsos para venda de ingressos para os jogos, enganando usuários e fazendo vendas fraudulentas (vende, obtém o dinheiro da vítima e não entrega nada);
    • Diversas fraudes de cartão de crédito e débito, aproveitando o grande fluxo de turistas extrangeiros com cartões de crédito de outros países
      • Clonagem de cartões de crédito: muitos países ainda não adotaram cartões com tecnologia de Chip, e assim são bem mais fáceis de serem clonados
      • Aumento de casos de compras fraudulentas com cartões clonados no comércio online e no comércio físico: um dos problemas é que os turistas de outros países utilizam cartões de bancos ou empresas de cartões que os logistas não conhecem, logo estes logistas terão maior dificuldade para identificar visualmente um cartão clonado

Conforme dito pela Reuters em uma excelente reportagem publicada em fevereiro deste ano, o Brasil possui um cenário de ciber crime desenfreado, com empresas despreparadas, uso disseminado de software pirata e baixo investimento em segurança. Diante deste cenário, enfrentamos o sério risco de sofrer grandes ataques e fraudes cibernéticos durante a Copa.

Fonte: AnchisesLandia

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Os ataques contra as redes de computadores são a principal ameaça que pesa sobre os Estados Unidos, à frente do terrorismo, segundo uma pesquisa feita com autoridades de alta patente e e escalão da Defesa americana, divulgada nesta segunda-feira.
Para 45% dos entrevistados, a maior ameaça é a ciberguerra. Apenas 26% consideraram o terrorismo e a Al-Qaeda em primeiro lugar. A China, que continua avançando posições, ficou em terceiro, com 14%.
Inédita, a pesquisa foi feita pelo semanário especializado Defense News. Foram entrevistados 352 altos funcionários militares e civis do Pentágono, do Congresso e da Casa Branca, assim como executivos das empresas de armamento.
Pelo menos 38,5% dos entrevistados se declararam republicanos e, desses, 36% colocaram no mesmo plano os ataques virtuais e o terrorismo, considerando-os como principal ameaça. Já 13,5% disseram ser democratas, apontando a mudança climática como principal ameaça depois da ciberguerra (21% contra 42%).
Os entrevistados apontaram ainda que a maior ameaça contra os aliados europeus dos Estados Unidos é o terrorismo. Para os aliados asiáticos, a China é vista como o principal risco, com 48%, seguido por Coreia do Norte. No Oriente Médio, o Irã lidera a lista de perigos (54%), seguido da ameaça terrorista.
Quase metade dos entrevistados (48%) vê a Al-Qaeda mais fraca hoje do que em relação há cinco anos. Apenas 21% acreditam em que a rede criada por Osama bin Laden, morto em 2011, tenha se fortalecido.
Em relação aos talibãs, contra os quais os Estados Unidos lutam há 12 anos no Afeganistão, os resultados são vistos como menos bem-sucedidos, apesar das mensagens otimistas emitidas pelo governo americano.
Pelo menos 27% dos entrevistados consideram que os talibãs são mais fortes agora do que há cinco anos, e 40% acreditam que estão no mesmo nível. Apenas 33% responderam que o grupo se enfraqueceu.
Fonte: Revista Info

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Em um estudo conjunto realizado pela Kaspersky Lab e pela Outpost24, brechas não corrigidas continuam a ser um popular vetor de ataques.
Cibercriminosos ainda fazem uso extensivo de vulnerabilidades conhecidas, até mesmo ataques 0-day permanecem em ascensão.
Em um estudo conjunto realizado pela Kaspersky Lab e pela Outpost24, brechas não corrigidas continuam a ser um popular vetor de ataques.
O pesquisador sênior de segurança da equipe de análise e pesquisa global  da Kaspersky, David Jacoby, disse que esta situação está levando os criminosos a hackear as pessoas que administram o sistema, em vez do próprio sistema corporativo.
"Os resultados são uma 'chacoalhão' para quem procura soluções de segurança personalizadas que cobrem 'as ameaças do futuro'", disse ele. "Isso destacou que treinar sua equipe para ser prudente é super importante".
Apesar das empresas pagarem por um serviço dedicado para cuidar de sua segurança, a pesquisa identificou que alguns sistemas corporativos permaneceram sem correção e vulneráveis por uma década.
Mesmo assim, Jacoby disse que os hotéis e empresas privadas até o momento "mostraram uma maior conscientização e segurança" que organizações governamentais.
Questão global
O diretor de segurança da Outpost24, Martin Jartelius, disse que a pesquisa conjunta destaca como simples ataques a redes corporativas podem surtir efeito, sem que seja necessário recorrer aos caros exploits 0-day.
"Quer se trate de explorar práticas de segurança mal-aplicadas, dispositivos de segurança mal configurados ou a falta treinamento de segurança das equipes, as empresas devem entender que é possível assumir o controle da maioria das partes da organização, mesmo que não sejam utilizados quaisquer novos ataques ou métodos", disse.
Jartelius acrescenta que o tempo entre quando uma vulnerabilidade é detectada e quando é corrigida é "quase o mesmo em todos os países", indicando que esta é uma tendência global.
"É, portanto, essencial mudar a abordagem de segurança de ferramentas autônomas para soluções integradas como parte dos processos de negócios", disse.

Fonte:  IDG Now

sábado, 7 de setembro de 2013



O governo americano já está cheio dos ataques do grupo denominado Syrian Eletronic Army e demais hackers do oriente médio. Depois dos ataques ao New York Times, a Divisão de Cyber Crimes do FBI adicionou oficialmente os hackers pro-Assad à lista de procurados.
O FBI também publicou um documento com algumas informações sobre o grupo, como suas habilidades específicas e métodos de ataque. O documento também visa o aumento da preocupação em proteger redes e ambientes que todos que estiverem publicamente estarão certamente no alvo do grupo, e para complementar, o FBI também declarou que os hackers serão vistos como terroristas, agindo ativamente contra os EUA.
Veja abaixo uma prévia do documento:

Antes do New York Times, o grupo tomou crédito pelo ataque ao Washington Post e o site de recrutamento americano. Eles também são conhecidos por ataques a grandes websites como por exemplo o Twitter e a bolsa de valores.
No momento pouca coisa é conhecida do grupo, mas especialistas estão tentando descobrir mais. O grupo formado tem como objetivo principal divulgar e apoiar o presidente sírio Bashar Assad. Alguns ataques que o grupo Anonymous tomou crédito, a Syrian Eletronic Army tomou como seu por direito e expôs informações pessoais dos membros do Anonymous.
Fonte: ibtimes

terça-feira, 13 de agosto de 2013



E ai galera!

Hoje venho trazer um conteúdo diferente do comum, diferente do nosso padrão de comandos, textos e imagens, hoje vamos falar de podcast. Se você não sabe nada da mídia podcast veja este post, onde explicamos e damos alguns exemplos de ótimos podcasts de infosec.

O site e podcast Cocatech publicou um ótimo bate papo com Delegado de Polícia Federal Jose Navas Jr. explicando alguns termos polêmicos que vem rodeando desde as notícias dos vazamentos do Edward Snowden, Wikileaks e muito antes.

O podcast tem quase duas horas mas vale cada segundo. Nós da Brutal Security recomendamos fortemente este cast.

Para ouvir clique aqui!

sábado, 27 de julho de 2013

A mídia, e até mesmo Hollywood têm uma certa atração especial para o tema do ciber terrorismo e, normalmente, confunde ciber ativismo, hacktivismo e o ciber terrorismo. Até que é fácil encontrar notícias classificando ataques cibernéticos regulares como "terrorismo cibernético", da mesma forma que é fácil achar a mídia relatando casos de espionagem cibernética como se fossem guerra cibernética.

Entretanto, uma análise mais cética dos casos reais de grupos que empregam ataques cibernéticos sob uma motivação política ou ideológica, resulta na conclusão de que praticamente nenhum caso é universalmente reconhecido como um ato de ciber terrorismo. Até hoje, apenas a operação OpAbabil (que está prestes a começar suaquarta onda de ataques a bancos americanos) representa um caso de ciber ataque que poderia ser considerado, por alguns, como um ato de terrorismo cibernético.

O maior problema, na verdade, é a falta de uma definição universalmente aceita de terrorismo, e consequentemente, do que poderia ser enquadrado como terrorismo cibernético (ciber terrorismo). Isso acaba por causar confusão quando alguém tenta categorizar um ataque cibernético como sendo um ato de hacktivismo, um simples conflito cibernético entre duas partes ou ciber terrorismo.

A classificação de uma ação ou de um determinado grupo como algo associado ao terrorismo carrega um grande grau de polêmica principalmente porque atos de terrorismo normalmente envolvem dois grupos com posições políticas, ideológicas ou religiosas radicalmente distintas. Logo, envolve um alto grau de emoção e conflito. Por isso, sempre haverá um grupo favorável (que apóia a causa, e portanto, os atos que este grupo realiza), e haverá, naturalmente, um grupo contrário aos atos que o outro grupo pode considerar como terrorismo ou uma forma muito radical de protesto.

Em alguns casos a classificação como um ato de terrorismo pode parecer óbvia para nós, como nos ataques aos EUA em 11 de setembro de 2001, os ataques em Mumbai em 2008, há casos mais polêmicos, ou os ataques do IRA na Inglaterra. Mas, por exemplo, há quem evite considerar as FARC como sendo um grupo terrorista. Ou podemos achar populações islâmicas que consideram os ataques de 11 de setembro como sendo justificáveis. Sempre haverá alguém a favor!

Outro exemplo interessante foi o que aconteceu no recente ataque na maratona de Boston em Abril deste ano: Embora os dois irmãos responsáveis pelo ataque (Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev) fossem conhecidos das autoridades russas e considerados radicais e potenciais terroristas, eles moravam nos EUA livremente, apesar do serviço secreto russo ter notificado as autoridades americanas. Em minha humilde opinião, provavelmente as autoridades americanas não deram tanta atenção aos irmãos pois eles eram da região próxima a Chechenia, e possivelmente os americanos acharam que o alerta das autoridades russas deveu-se simplesmente ao potencial envolvimento deles nos conflitos nesta região, que nada tem a ver com os EUA.

Desta forma, a classificação do que é terrorismo, e até a penalização de algum ato terrorista, é algo intrinsicamente polêmico. Por isso, vários países tem leis e posicionamentos diferentes sobre o assunto.

Entretanto, a maioria das definições de terrorismo considera alguns fatores:

  • tem uma forte motivação ideológica, política ou religiosa
  • são direcionados a população em geral
  • resultam em atos violentos ou potencialmente violentos
  • visam, porincipalmente, causar o medo, o pânico e a desestabilização de suas vítimas

Pelo exposto acima, temos que considerar o terrorismo cibernético como ciber ataques que resultem, de alguma forma, em ameaça de violência ou provoquem medo entre as potenciais vítimas, além uma forte agenda ideológica.

Sob esta ótica, a OpAbabil certamente representa o caso mais indiscutível de terrorismo cibernético que enfrentamos até agora. Desde 18 de setembro de 2012, quando o ​​grupo al-Qassam Cyber Fighters lançou a OpAbabil exigindo a retirada do polêmico vídeo "A Inocência dos Muçulmanos" do YouTube, seus ataques de negação de serviço (DDoS) foram direcionados a dezenas de bancos norte-americanos, que sofreram repetidas interrupções e lentidão em seus sites.

No entanto, em 5 de abril de 2013 o usuário identificado como XtnRevolt, membro do Tunisian Cyber Army (TCA) publicou um post no Facebook anunciando uma operação hacktivista que muito se assemelhou com o que poderíamos considerar como um caso de terrorismo cibernético. Em seu post, XtnRevolt advertiu sobre possíveis ataques cibernéticos como parte de OpBlackSummer que seriam direcionados contra empresas americanas de infra-estrutura e de energia, previstos para o chamado "FridayofHorror" (Sexta-feira de Horror), que seria em 12 de abril de 2013. Em sua mensagem no Facebook, o XtnRevolt ameaçou autoridades norte-americanas de que o grupo iria continuar atacando o sector financeiro e iria atacar companhias aéreas e do setor elétrico dos EUA se as autoridades americanas "não declarassem que vão retirar o exército de nossas amadas terras de Maomé".


O post do TCA no Facebook (vide imagem acima, pois o post já foi removido) é muito parecido com qualquer declaração pública feita por organizações terroristas, em termos de palavreado e demandas. Além disso, o TCA anunciou uma parceria com um grupo hacker chamado "al-Qaeda Electronic Army", uma clara referência a uma organização terrorista conhecida de todos nós. O tom da mensagem, suas ameaças e o potencial de causarem grave impacto em empresas americanas, poderiam fazer com que o "FridayofHorror" fosse o primeiro grande ato de ciber terrorismo da história. Motivação e tecnologia para tal, certamente não faltam.

Mas, felizmente, o grupo não cumpriu suas promessas e os ataques na "FridayofHorror" não aconteceram. Além do mais, poucos ataques significativos marcaram a operação OpBlackSummer.

Só nos resta, portanto, continuar considerando o ciber terrorismo como uma buzzword, pelo menos por enquanto.

Fonte: anchisesbr
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